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Mês: janeiro 2016 Page 1 of 5

Especialistas sugerem mais campanhas contra a violência no trânsito

Especialistas cobram mais educação no trânsito gaúcho | Foto: Alair Almeida / Especial / CP

 

Profissionais ligados ao trânsito criticam o Detran gaúcho por não aplicar em educação

 

 

Até outubro de 2015, 2,6 milhões de multas de trânsito foram aplicadas no Rio Grande do Sul. É como se quase um quarto da população gaúcha tivesse cometido infrações. A imprudência e a má educação no trânsito ceifaram 1.565 vidas entre janeiro e novembro do ano passado, segundo o Detran/RS. Para especialistas, os números revelam falhas no sentido de diminuir a violência no trânsito gaúcho.



O consultor em Educação e Segurança no Trânsito, Eduardo Biavati, acredita que o Estado só irá reduzir drasticamente os dados negativos se o poder público se preocupar em qualificar a malha rodoviária, aumentar a fiscalização e investir mais em campanhas educativas. “Tanto por parte do Detran quanto por parte das prefeituras, as campanhas praticamente desapareceram depois de 2014. Na Inglaterra, existem campanhas espetaculares sobre bebidas alcoólicas e trânsito, mesmo que eles tenham um dos menores índices do mundo de acidentes”. 



Biavati lembra que, no RS, a maior contribuição de mortes nas rodovias tem ocorrido no Interior. “É muito baixa a qualidade das nossas estradas, com pouca duplicação e sinalização ineficiente. Não é um espaço que protege o viajante”. Ele soma aos problemas a falta de fiscalização. “As estradas estaduais passaram os últimos 5 anos com pouquíssimos radares operando. Cada um escolhe a velocidade que quer dirigir, pisa no acelerador e, na maior parte do espaço rodoviário, manda a lei do mais forte”, acrescenta.



Na opinião do policial militar e multiplicador de Educação no Trânsito, Fábio Mello, falta “vontade política” para que caiam os índices de violência no trânsito. “Países da Europa conseguiram reduzir pela metade o número de acidentes investindo em educação e fiscalização rigorosa. No Brasil, só aumenta a sensação de impunidade. Por que o assunto sobre trânsito não é tratado nas escolas, desde as séries iniciais?”, questiona. Ambos os especialistas defendem a ampliação da operação Balada Segura, projeto lançada em 2011 na Capital. “As pessoas precisam ter mais consciência. Uma conduta irresponsável pode trazer consequências irreversíveis”. 



“Detran virou comércio”



O engenheiro especialista em Trânsito e Segurança Viária, Mauri Panitz, acredita que a má educação no trânsito está ligada à falta de esforço dos gestores que respondem pelas instituições responsáveis por criar estratégias para melhorar o sistema. “Faltam critérios técnicos e gestores capacitados para atuar nesta área. O Detran virou um comércio, uma fonte de receita para o governo”, critica. 



Para Panitz, as falhas começam na formação dos condutores. Em 2015, até novembro, o índice de reprovação nas provas práticas da categoria B chegou a 67,9%, segundo o Detran. É justamente esta é a categoria com maior número de acidentes com mortes em 2015. Dos 2,3 mil veículos envolvidos em tragédias, 904 eram carros, seguidos das motos (466) e caminhões (358). “Se houvesse verdadeiro interesse na formação do condutor, teríamos redução significativa de acidentes e multas e um trânsito mais solidário”.



Verba publicitária ainda não foi definida 



Por lei, os recursos arrecadados com multas devem ser investidos exclusivamente por cada órgão em sinalização, engenharia de tráfego, policiamento, fiscalização e educação de trânsito. Do montante, 5% é depositado, mensalmente, na conta de fundo nacional destinado à educação de trânsito. Em 2015, a receita proveniente de multas de trânsito do Detran/RS passível de aplicação para essas finalidades foi de R$ 37,3 milhões. 



Segundo o Departamento, os recursos foram usados em cursos de formação inicial e continuada (25 edições em 2015), cursos corporativos (11), ações para quem incorreu em crime de trânsito (9 edições), cursos à distância (13 edições), palestras, produção e distribuição de material gráfico educativo. O valor aplicado na parte publicitária (R$ 1.5 milhão) foi dividido entre campanhas e ações voltadas à Operação Viagem Segura, à Balada Segura, que atende 27 municípios além da Capital, e a parte informativa ao cidadão. 



O Detran/RS ainda não sabe o montante da verba publicitária de 2016. Vai depender, conforme o seu diretor-presidente, Ildo Mário Szinvelski, das cotas estipuladas pela Secretaria Estadual da Fazenda. As campanhas, segundo ele, dialogam com as necessidades e conforme o que é apurado por dados estatísticos. “Se identificamos que tem aumento no excesso de velocidade, por exemplo, as campanhas serão voltadas para a prevenção disso”. O TCE informou que não tem nenhum apontamento sobre o uso dos recursos arrecadados de multas em campanhas educativas até agora. No entanto, a instituição fiscalizadora está realizando uma auditoria no Detran/RS, em que esse é um dos assuntos monitorados. 

Policiais exigem convocação de concursados. Daqui a pouco vai ter milícia no RS

Policiais civis protestam em frente ao Palácio Piratini em favor da contratação de concursados | Foto: Caroline Ferraz/Sul21

 

Luís Eduardo Gomes

Agentes da ativa e aprovados em concurso da Polícia Civil à espera de convocação realizaram nesta quinta-feira (28) um churrasco para chamar a atenção do governo do Estado para a necessidade de se convocar os concursados e criticar a política de segurança pública da gestão de José Ivo Sartori (PMDB). O ato também contou com a participação de agentes e aprovados em concursos para a Brigada Militar e Corpo de Bombeiros.

“A partir dessa atividade, a gente quer lembrar que, passado um ano de que foi autorizada a convocação dos concursados da Polícia Civil para cursar a Academia de Polícia, até agora não tem nenhuma resposta efetiva de possibilidade de data para o início do curso”, afirma Fábio Castro, vice-presidente da Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Policia Civil do RS (Ugeirm), um dos organizadores do ato.

Desde o ano passado, 661 aprovados em concurso para ingressar na Polícia Civil e outros 2,6 mil para para Brigada Militar aguardam a convocação. No entanto, desde o início de seu governo, Sartori emitiu decretos determinado que, com o objetivo de contenção de gastos, estavam suspensas as convocações. Apesar de o governo deixar em aberto, neste ano, a possibilidade de contratar profissionais para as áreas da Saúde, Educação e Segurança, ainda não há previsão alguma de quando isso poderá acontecer.

28/01/2016 - PORTO ALEGRE, RS, BRASIL - Polícia Civil protesta em frente ao Palácio Piratini em favor da contratação de concursados | Foto: Caroline Ferraz/Sul21

Fábio Castro critica a demora para convocação dos servidores | Foto: Caroline Ferraz/Sul21

Castro lembra ainda que, mesmo que fossem convocados hoje, demoraria ao menos mais seis meses para que os policiais pudessem concluir seus cursos de formação e entrar para a ativa. “É bom lembrar que esse pessoal ingressa na academia vai fazer cinco ou seis meses de curso de formação e a população só vai contar com o trabalho efetivo em agosto (se fossem chamados hoje)”, diz o policial. “Se levar seis meses, em 2017 o pessoal vai estar começando. Até lá muita gente se aposentou. O grau de adoecimento é muito grande pela falta de efetivo”, complementa.

Segundo dados dos organizadores do ato, desde o início de 2015, já foram registradas 459 aposentadorias, 1 readaptação, 12 falecimentos, 13 exonerações e 5 demissões, totalizando 490 saídas do quadro da Polícia Civil — que gira em torno de 5,2 mil agentes. Diante desse quadro, o chamamento de 661 agentes não seriam sequer suficientes para suprir a demanda dos policiais que estão saindo da força.

“Tem que chamar hoje mais, no mínimo, para funcionar com precariedade, 1,4 mil novos policiais para voltar ao número que nos tínhamos no início de 2014, meio de 2013”, afirma André Gonçalves, um dos líderes da Nova Turma de Agentes da Polícia Civil. “A nossa população hoje cerca 12 milhões de pessoas. Em 1985, eram 6,5 milhões de habitantes. Naquela época, eram 6,5 mil agentes. Então, a gente o dobro da população, um número menor de agentes e o número de crimes violentos que acontecem no Estado é cada vez maior. A consequência é que os policiais hoje tem que escolher os crimes de maior gravidade para poder atender, ficar se revezando, cada um fazer o trabalho de cinco ou seis colegas”, complementa.

Gonçalves afirma que, no ano passado, os aprovados em concurso receberam como promessa do governo que eles seriam convocados após a aprovação dos projetos de ajuste fiscal encaminhados pelo Piratini para a Assembleia Legislativa. “Tudo que tinha do governo foi aprovado. Aumento de impostos, novo regime de previdência, responsabilidade fiscal”, diz o concursado. “Agora, o que eles estão protelando mais uma vez é que seja aprovado a regulamentação da Lei de Responsabilidade Fiscal. Nos deram um prazo de quatro meses, então até o final de abril provavelmente. Isso sem garantia que nos chamem”.

28/01/2016 - PORTO ALEGRE, RS, BRASIL - Polícia Civil protesta em frente ao Palácio Piratini em favor da contratação de concursados | Foto: Caroline Ferraz/Sul21

Aprovados em concurso participaram do churrasco de protesto| Foto: Caroline Ferraz/Sul21

Novos crimes

Além de exigir a convocação dos aprovados, o ato também teve por objetivo reivindicar uma nova política de segurança pública. “Também não há por parte do governo uma política ou disposição de enfrentar o problema da criminalidade. A gente não tem um programa de governo. Desde a campanha que a gente cobra do então candidato e depois do governador qual é o programa de segurança pública, qual é o plano que esse governo tem para o enfrentamento da criminalidade, tanto em nível imediato agora, como também a longo prazo”, questiona Castro, da Ugeirm. “Qual a medida que o governo pretende adotar para diminuir o número homicídios, por exemplo? O que o governo pretende fazer de políticas públicas para combater os efeitos que o narcotráfico traz? A maioria das mortes se dá em relação ao tráfico, ao roubo de veículos também. E outras questões que a ausência do poder público gera mais insegurança e violência”.

Segundo Castro, nos últimos meses o Estado tem registrado crimes que não costumavam ser vistos anteriormente. “Até então não havia a arrastão no metrô. Está acontecendo. Queima de ônibus, está acontecendo. Eu nunca tinha visto até o momento notícia como aconteceu agora em um posto de saúde que um médico, em pleno atendimento, teve uma arma apontada para sua cabeça. Esse profissional se exonerou e eu duvido que o poder público vai substituir”, afirma. “A ausência de Estado gera o caos e essa espiral de violência pode levar a, daqui a pouco, nós termos milícia no Rio Grande do Sul, como acontece no Rio de Janeiro, e com facções criminosas comandando de dentro dos presídios a criminalidade como acontece em São Paulo. É muito perigoso”.

Fábio cita que, por exemplo, recentemente foram presos cinco policiais militares que estavam atuando na criminalidade.”E isso não é só policiais, conta com a participação de políticos, empresas de segurança, essas coisas todas”, diz. “E não é só a questão da segurança pública, a educação está sucateada, a saúde também. É todo um processo que, quando tu for tentar resolver, talvez seja tarde demais”.

Confira mais fotos:

28/01/2016 - PORTO ALEGRE, RS, BRASIL - Polícia Civil protesta em frente ao Palácio Piratini em favor da contratação de concursados | Foto: Caroline Ferraz/Sul21

| Foto: Caroline Ferraz/Sul21

28/01/2016 - PORTO ALEGRE, RS, BRASIL - Polícia Civil protesta em frente ao Palácio Piratini em favor da contratação de concursados | Foto: Caroline Ferraz/Sul21

| Foto: Caroline Ferraz/Sul21

28/01/2016 - PORTO ALEGRE, RS, BRASIL - Polícia Civil protesta em frente ao Palácio Piratini em favor da contratação de concursados | Foto: Caroline Ferraz/Sul21

| Foto: Caroline Ferraz/Sul21

Carteira de habilitação terá valor mais alto a partir de segunda-feira. Confira os preços

Quem for renovar ou tirar a primeira carteira de habilitação a partir de segunda-feira terá que pagar valores mais altos do que aqueles que eram cobrados até essa sexta. Isso porque passa a valer o reajuste anual das tarifas ligadas aos veículos no Estado.



De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RS), o aumento nos preços se deve à correção da Unidade Padrão Fiscal do Rio Grande do Sul (UPF-RS), que teve crescimento de 10,71% e está fixada em R$ 17,1441. Para quem não sabe, a UPF serve como indexador para corrigir taxas e tributos cobrados pelo Estado.

Sendo assim, todos os serviços de habilitação sofrerão ajustes. Contudo, o Detran-RS informa que o cálculo prévio foi feito apenas para as categorias A, B e AB — C, D, E, ACC e Motor-Casa só será possível saber na segunda-feira.



Confira os valores que eram cobrados até essa sexta e os que serão recolhidos a partir de segunda-feira:

Categoria A

Até janeiro – R$ 1.464,69

A partir de fevereiro – R$ 1.621,32

Aumento de R$ 156,63

Categoria B

Até janeiro – R$ 1.715,19

A partir de fevereiro – R$ 1.959,02

Aumento de R$ 243,83

Categoria AB

Até janeiro – R$ 2.693,84

A partir de fevereiro – R$ 3.042,35

Aumento de R$ 348,51 

Renovações

Condutores particulares – de R$ 177,50 para R$ 196,51

Condutores que exercem atividade remunerada – de R$ 233,63 para R$ 258,66 Condutores particulares acima de 65 anos – de R$ 106,49 para 117,90Condutores que exercem atividade remunerada acima de 65 anos – de R$ 140,18 para R$ 155,19

 

Detran quer proibir que motoristas façam provas sem aval de instrutor

Recomendações serão entregues ao Conselho Nacional de Trânsito

Detran quer proibir que motoristas façam provas sem aval de instrutor Jessé Giotti/Agencia RBS

Foto: Jessé Giotti / Agencia RBS
Marcelo Kervalt

Marcelo Kervalt

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Diante dos altos índices de reprovação nos exames de habilitação para condução de automóveis (categoria B) — o número de reprovados cresceu 101% de 1999 até 2014 — o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) decidiu investigar os motivos que levaram os índices a esse patamar. O departamento concluiu, então, que a principal causa não reside em eventuais falhas no ensino, e sim no fato de que muitos candidatos "tentam a sorte" na prova prática de direção, mesmo estando despreparados. Diante deste cenário, a autarquia propõe condicionar a participação nas provas à aprovação de seus instrutores.

 

Em março deste ano, reportagem de Zero Hora mostrou que o índice de reprovação no exame de direção no Rio Grande do Sul atingiu 65% em 2014, o maior patamar desde a implantação do Código de Trânsito Brasileiro. Os dados motivaram o Detran a criar um grupo permanente de trabalho, com o objetivo de identificar as causas e as consequências dessas reprovações.

— Criamos o grupo porque esses indicadores nos preocupam muito — explica o diretor-geral do Detran, Ildo Mário Szinvelskios.

Segundo Szinvelski, o aluno opta por realizar a prova de direção — mesmo ciente de que não está preparado — porque a legislação garante a ele esse direito ao fim do cumprimento da carga-horária exigida. Além disso, o valor do segundo exame — para quem é reprovado no primeiro — é 50% mais barato se realizado dentro do período de 30 dias. A par disso, o Detran passou a estudar a criação de um mecanismo legal que impeça o candidato de realizar a prova sem o aval do instrutor.

— Esses dois fatores servem de incentivo para que candidatos sem as condições básicas façam a prova e, consequentemente, sejam reprovados.

Para tentar resolver o impasse, o Detran entregará uma carta de recomendações ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran) pedindo a revisão desses dois procedimentos.

— Entendemos que os candidatos devem ser capacitados para conduzir veículos e não para passar nas provas. Se não cumprirem as condições para participar do trânsito com segurança, devem ser reprovado, para sua própria segurança e da sociedade. Por isso, os índices não podem ser analisados de forma isolada — acrescenta.

Para ele, é preciso qualificar todo o processo de ensino, buscando engajamento dos CFCs, universidades, psicólogos, médicos e examinadores, "mas, principalmente, com análise do perfil do candidato”.

Conforme o coordenador dos cursos da área de trânsito da faculdade Imed e diretor do Departamento de Segurança Pública e Trânsito do Instituto dos Advogados do Rio Grande do Sul, André Moura, a opção de fazer a prova mesmo sem o aval do instrutor é um direito legal do candidato. Na sua percepção, é preciso melhorar a qualidade do ensino nos CFCs.

— Eu não acredito na eficácia dessa recomendação. Os números provam que é preciso dar seguimento à qualificação da mão de obra de quem trabalha nos CFCs. É preciso capacitar pedagogicamente os instrutores e despertar neles o lado educador.

O presidente do Sindicado dos Centro de Formação de Condutores (SindiCFC), Edson Cunha, lembra que o objetivo da discussão não é transferir responsabilidades ou achar culpados para a situação, mas sim buscar soluções conjuntas para os problemas que se apresentam.

— Para nós, o foco deve estar sempre na qualidade desse serviço, que é parte público e parte privado, já que nossa atividade tem um impacto grande em toda a sociedade.

No estudo, foram analisados os dados de 221.506 candidatos que iniciaram o processo de provas entre julho de 2013 e junho de 2014, e que fizeram o teste de direção no máximo um ano depois. O Detran também acompanhou as provas realizadas em Porto Alegre entre 18 e 30 de julho do ano passado e supervisionou 120 aulas práticas em todos os Centros de Formação de Condutores (CFCs) da Capital. Realizou, ainda, 158 entrevistas a candidatos à habilitação na categoria B.

O resultado mostra que 78% dos candidatos foram aprovados dentro dos 12 meses de validade do Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach) — documento que marca o inicio o processo de obtenção da CNH. Destes, 45% passaram na primeira e 15% na segunda tentativa. Os índices de aprovação nas provas práticas foram melhores entre os homens (87,3%) e entre os candidatos com Ensino Superior Incompleto (83,4%).

A supervisão dos exames em Porto Alegre apontou que mais da metade dos 158 candidatos analisados foi reprovada na baliza (83). Outros 47 candidatos acabaram eliminados no percurso. Entre as faltas mais comuns verificadas na baliza, estiveram falta do pisca (39 candidatos), bater na baliza (32), deixar o veículo apagar (30), estacionar a uma distância maior de 50 centímetros do meio-fio (19) e concluir o teste em um tempo superior a 4 minutos (13). Constatou-se, ainda, que mesmo que não tivessem cometido falta eliminatória na baliza, grande parte dos candidatos já saía pontuado para o percurso.

*Zero Hora

Suspensão do direito de dirigir cresce 62% em um ano no Estado 

Segundo o Detran, 66,5 mil condutores estão proibidos de conduzir veículos 

Suspensão do direito de dirigir cresce 62% em um ano no Estado  Leo Munhoz/Agencia RBS

Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS
Matheus Schuch

[email protected]

O número de processos de suspensão do direito de dirigir instaurados pelo Detran no Estado aumentou 62% em 2015, em comparação com o ano anterior. O acumulado em 12 meses saltou de 32,1 mil em 2014 para 52,2 mil. Os números foram divulgados nesta quinta-feira. As informações são da Rádio Gaúcha.

Hoje o Estado tem 66,5 mil condutores proibidos de conduzir veículos. Desses, 31,4 mil não entregaram a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Os outros 35,1 mil devolveram o documento, mas não cumpriram todas as etapas da penalidade. O órgão de trânsito publicou um edital para advertir os infratores.

Ao ser flagrado dirigindo, o condutor sem autorização pode ser responsabilizado por crime de desobediência, além de receber infração gravíssima e multa de R$ 957,70. O impedimento de dirigir chega a dois anos.

A suspensão da CNH pode ocorrer quando o condutor ultrapassa os 20 pontos ou por infrações específicas, em que o Código de Trânsito Brasileiro prevê a penalidade. Entre elas: dirigir sob o efeito de álcool, ultrapassar a velocidade permitida para a via em mais de 50% e praticar corrida (racha).

O que pode fazer quem está na lista

O primeiro passo é entregar a CNH. O prazo de suspensão começa a contar do dia da entrega no Centro de Formação de Condutores (CFC). Além de cumprir o prazo de suspensão — que depende do tipo de infração e pode variar de um mês a um ano —, a penalidade prevê o curso de reciclagem de 30 horas/aula e prova teórica. Somente após essas três etapas, o condutor recupera sua CNH.

A CNH pode ser entregue em qualquer um dos 274 CFCs do Estado. A lista com os endereços pode ser consultada no site do DetranRS.

Clicrbs

 

A COBERTURA NO GUARUJÁ

Eu vi na revista Veja e ninguém me contou, imagens inéditas do triplex que era para ser de Lula, mas dona Marisa Letícia não quis. Acho que ela desfez o negócio por causa daquele deck com piscina na cobertura de frente para o mar no Guarujá. 

 

E fiquei matutando aqui com meus botões, "pois não é que ela bem que pode ter razão?". E matutei, matutei e tive uma espécie de premonição.



Que perigo aquela cobertura. Pense comigo, matute aqui comigo: vá que o festeiro companheiro estivesse feliz da vida pela aquisição do imóvel em suaves prestações; vá que ele já tivesse derrubado  uma 51 inteirinha para comemorar; vá que ele resolvesse subir com outra 51 embaixo do braço numa providencial escadinha, ali deixada por um dos seus seguranças; vá que ele conseguisse debruçar-se naquelas laterais envidraçadas só para olhar lá para baixo e… tropicasse! Pronto, ninguém escaparia de uma dessas: o companheiro emborca e cai. Que horror! Lá se foi uma garrafa de 51…



Ainda bem que foi só premonição. Mas acho que descobri porque Lula pode abrir o peito hoje e dizer que não tem um triplex no condomínio Solaris, de frente para a praia do Guarujá.

Sanatório de Noticias

Universitária é presa em flagrante no Norte do RS após entrega de ecstasy

Jovem universitária foi presa em casa com drogas sintéticas (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Ação policial ocorreu na quinta-feira (28) em Passo Fundo.

Jovem de 23 anos foi monitorada e flagrada com drogas em casa.

 

Uma jovem de 23 anos, estudante universitária, foi presa em flagrante no fim da tarde de quinta-feira (28), em seu apartamento, na cidade de Passo Fundo, Norte do Rio Grande do Sul. Ela já era investigada pela Polícia Civil.

Conforme o delegado Diogo Tomczack Ferreira, a universitária foi monitorada e vista entregando comprimidos de ecstasy no centro da cidade para 13 jovens. Depois que ela saiu do local, o grupo foi abordado por policiais e teve as drogas recém compradas apreendidas – em torno de 40 comprimidos.

Dinheiro e drogas foram apreendidos no apartamento da universitária (Foto: Divulgação/Polícia Civil)Dinheiro e drogas foram apreendidos no apartamento

da universitária (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Esses jovens confirmaram a origem dos comprimidos e assinaram um termo circunstanciado por posse de droga.

"Depois cumprimos um mandado de busca no apartamento dela, e ela estava lá. Pegamos mais 49 comprimidos de esctasy, oito pontos de LSD e duas cápsulas de MD [feito de uma anfetamina e outras substâncias tóxicas]", relata o delegado.

Também foram apreendidos dinheiro e um bloco de anotações no apartamento da jovem. De acordo com Ferreira, ela atua há aproximadamente oito meses vendendo drogas sintéticas, que traz de Santa Catarina.

"Ela distribuía para usuários, em grande quantidade, ou vendia para traficantes que revendiam nas festas de música eletrônica. Ela não vendia nas festas, entregava para outros revenderem", completa o delegado.

Encaminhada para a 1ª Delegacia de Polícia de Passo Fundo, a jovem prestou depoimento e foi levada para o Presídio Regional de Passo Fundo, à disposição da Justiça. Até o começo da tarde desta sexta-feira (29) o delegado não havia recebido atualização sobre a continuidade da prisão ou a liberdade dela, para responder ao crime de tráfico de drogas.

Conforme o delegado, ela se mantém com o dinheiro do tráfico. Em Passo Fundo, a jovem, que é natural da cidade de Ibirubá, também no Rio Grande do Sul, cursa Engenharia Civil.

Agora, a Polícia Civil busca identificar os traficantes que compravam a droga da jovem.

Do G1 RS

No RS policial é promovido por matar bandidos para salvar família

Por Revolta Brasil

O caso chama a atenção por não se tratar de uma punição ou mesmo de um ato público chorando pela morte dos bandidos, mas sim, de honra ao bravo policial que alvejou e matou bandidos que tentaram contra sua vida e a vida de sua família, sendo homenageado e promovido ao posto imediato por “ato de bravura”.

– ABrigada Militar (BM) promoveu nesta semana o soldado Sandro Correia de Campos por ato de bravura. Em cerimônia no Batalhão de Operações Especiais (BOE), ele foi conduzido ao posto de 2º sargento após matar dois criminosos e evitar um assalto, na BR-116, em Cristal, no Sul do Estado.

“O soldado De Campos demostrou bravura diante do ataque, confrontando seis criminosos com uma pistola 24/7 municiada com apenas um carregador”, elogiou o comandante do 1º BOE, tenente-coronel Rogério Stumpf Pereira Júnior.

Segundo a BM, em 22 de abril de 2014 o policial viajava com a sua família quando se deparou com uma carreta parada na pista. Ele parou porque acreditava se tratar de um acidente. Ao ser abordado por seis homens, ele reagiu. Após acertar um tiro, De Campos tentou fugir de carro, mas foi perseguido. Ao longo do trajeto, disparou ao menos mais duas vezes, atingindo outro bandido. O carro foi alvejado por vários tiros.

Após andar cerca de 600 metros em marcha-ré até sair da ponte sobre o Rio Camaquã, o militar chegou a um local supostamente seguro, mas foi novamente surpreendido pelos sobreviventes, dando início a um novo confronto. Depois, o bando fugiu em direção a São Lourenço.

De acordo com a BM, a promoção por ato de bravura é aquela que resulta de conduta do servidor que, no desempenho de suas atribuições e para a preservação a vida de outras pessoas, coloca em risco a sua própria vida, demonstrando coragem, audácia e a presença de qualidades morais extraordinárias.

No Brasil, temos milhares de outros bêbados mais honestos do que o Lula, diz deputado

Essa foi apenas uma das reações da oposição, ao saber da acusação de que o ex-presidente Lula teria acumulado uma valiosíssima adega de vinhos, adquiridos com ajuda de embaixadores brasileiros em outros países, durante seu governo.

Claudio Humberto, colunista do portal Diário do Poder, que informou sobre a grande adega de Lula, deu alguns detalhes sobre, inclusive o transporte dos vinhos até sua casa, ao fim de seu governo.

“Lula deixou o Alvorada com 1.403.417 itens em 11 caminhões, mas d. Marisa pediu à Granero “cuidado redobrado” com a adega de Lula” (Claudio Humberto, Diário do Poder)

Até a oposição reagiu com espanto à acusação de como Lula teria acumulado a valiosa adega, na reta final do governo: suas viagens ao exterior eram precedidas de telefonemas do Planalto aos embaixadores informando que o então presidente “esperava receber de presente” os vinhos cuja lista era depois enviada. “É o fim da picada”, diz Pauderney Avelino (DEM-AM), que não descarta cobrar explicações do Itamaraty.

Para o senador Alvaro Dias (PV-PR), um dos principais opositores do PT, “é a velha prática de misturar o público e privado”.

“No Brasil, temos milhares de outros bêbados mais honestos do que o Lula”, ironiza Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ). “E ainda posa de santo”.

Caminhão climatizado levou os vinhos, na volta de Lula para São Paulo, em janeiro de 2011. Foram usados 11 caminhões na mudança. Fonte: Claudio Humberto, Diário do Poder

Presidentes do PSB, PSDB, PT e PTB de Santo Augusto concedem entrevistas com vista às eleições deste ano

 

O PSB, PSDB, PT e PTB de Santo Augusto também, em entrevistas concedidas por seus respectivos presidentes, fizeram as primeiras manifestações públicas com vista às eleições municipais deste ano, divulgando as ideias, as intenções partidárias e por que almejam o poder.  

É comum ouvirmos que todos os políticos são iguais e que o voto é apenas uma obrigação. Numa democracia, as eleições, além de representar um ato de cidadania, são de fundamental importância, pois possibilitam a escolha de representantes e governantes que fazem e executam leis que interferem diretamente em nossas vidas.

Escolher um péssimo governante pode representar uma queda na qualidade de vida. Sem contar que são os políticos os gerenciadores dos impostos que nós pagamos. Desta forma, precisamos dar mais valor à política e acompanharmos com atenção e critério tudo que ocorre em nossa cidade, estado e país.

No dia 2 de outubro deste ano iremos às urnas para eleger prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Porém, exercer a cidadania não é apenas comparecer à seção eleitoral e depositar o voto na urna. É um processo que demanda tempo, anteceder-se, com a busca de informações sobre os candidatos, sobre os partidos, sobre a história deles no contexto municipal, regional e nacional. Voto consciente é aquele que é exercido com reflexão, avaliação, questionamento. O eleitor deve estar atento à atuação de cada candidato. Candidato que compra votos ou oferece vantagem em troca de apoio político, certamente, continuará a promover a corrupção se for eleito.

Eis o que disseram os representantes partidários, em entrevistas que me concederam para o jornal O Celeiro:

 

PSB – Presidente Carolina Fragoso Langner

 

– Como a senhora vê o atual quadro político municipal e qual a sua avaliação com vista às eleições deste ano?

– A maneira de analisarmos o atual quadro político visando justamente as eleições deste ano, particularmente, acho que a nível de município e de Câmara, a gente vem buscando um acordo entre todos os vereadores, um trabalho unificado, visando ao bem-estar da nossa população e a credibilidade que buscamos em função de realizar um trabalho em prol de Santo Augusto. 

– O PSB vai lançar candidatos à eleição majoritária?

– Há possibilidade de o PSB lançar candidatos agora na eleição de 2016. Tem grandes nomes, grandes pessoas que poderão realizar um trabalho por Santo Augusto.

 

– Quanto a possíveis coligações, qual a real posição do PSB?

– Atualmente, nós viemos em tratativas quanto a possíveis coligações. Tivemos, na eleição passada, uma coligação, a “Aliança por Santo Augusto”, composta por demais partidos como, PP, PSB, o DEM, o PSDB, DEMOCRATAS, enfim, e a gente está buscando junto aos colegas, entre os pares, uma maior conciliação, que acredito que é dessa forma que, até almejo que tivesse um consenso em Santo Augus. 

 

– No caso de coligação, o PSB abrirá mão da cabeça de chapa?

– Todo o nosso partido, o PSB, ele busca um acordo entre todos. Assim como tivemos na eleição passada, foi um acordo entre todos os partidos para que lançássemos, o nosso candidato a Prefeito. E, assim como foi na eleição passada, agiremos nessa eleição de 2016, com conversas e diálogos. 

 

– Em síntese, “por que o PSB almeja o poder”?

– Almeja por ter um plano de governo, de ter a oportunidade de desempenhar um governo voltado aos interesses do Município, voltado a questão de que nós possamos ter mais empregos em nosso município, colocando, assim, todo esse plano de governo que o PSB tinha juntamente com as demais coligações para suprir as necessidades de município. E é isso que o PSB almeja, um município cada vez mais desenvolvido, com uma pujança como tem, e que isso venha a agregar mais pessoas residindo em nosso município. 

– Alguns tópicos do seu programa partidário do PSB:

– O programa do PSB era justamente a unificação das secretarias, onde o trabalho fosse desenvolvido por um público mais centralizado com o Prefeito e os demais pares, onde, o nosso candidato a Prefeito Eugênio Frizzo tinha a intenção de colocar aqui no nosso município, assim como era a minha intenção como vereadora, que é de que seja instalada a Internet gratuita a todo o município de Santo Augusto. Isso seria um grande avanço tecnológico de conhecimento a toda a nossa população e de forma gratuita. Uma das grandes bandeiras a área da saúde, principalmente a área da educação e a área da agricultura, que são essenciais ao desenvolvimento do campo e da cidade.

 

– O nome mais indicado do PSB para concorrer a prefeito este ano?

– O nome mais indicado para concorrer a Prefeito pelo PSB é Eugenio Frizzo.

 

– Os escândalos de corrupção envolvendo políticos poderão influenciar no resultado das eleições deste ano?

– A população está um tanto quanto desacreditada na política com todos esses escânadalos. Alem disso, há falta de recursos em diversas áreas no nosso município e essa falta de recurso com certeza vem com a falta de investimentos. No momento que os recursos são desviados, eles não vão vir para os municípios, e isso afeta também aqueles que são corretos,onde a situação atual do País nos remete uma insegurança, eis que a população é notável que tem um grande descontentamento. 

 

PSDB – Presidente Otávio Polo

 

– Como o senhor vê o atual quadro político municipal e qual a sua avaliação com vista às eleições deste ano?

– Eu, como presidente do PSDB, posso dizer sobre a questão da administração é que hoje estão no cargo um Prefeito e um Vice, com toda a sua equipe, e é evidente que a gente está aí para contribuir e eu, nesse sentido, quero dizer que fazer ponderações sobre a questão administrativa, na minha posição, é um pouco não ético, mas eu acho que Santo Augusto realmente pode e tem condições de avançar além do que foi feito. Depende aí, lógico, de ações políticas nesse sentido, para que o Município – e Santo Augusto é um município da microrregião e tem um potencial muito grande pra se desenvolver – então, eu vejo que toda a Administração Pública vai avançar mais ou menos, dependendo das ações políticas dos administradores e da sua equipe. Nesse sentido, eu acho que – não quero aqui fazer crítica por fazer – mas, acho que Santo Augusto é um município que tem condições, tem tudo pra desenvolver, principalmente projetos de grande porte, no sentido do desenvolvimento econômico, para a geração de empregos e alavancar o município para um planejamento, um projeto mais a médio e longo prazo.

 

– O PSDB vai lançar candidatos à eleição majoritária?

– O PSDB, como, acredito, todos os outros partidos, tem nomes para lançar a candidato. É evidente que o partido está se organizando, se estruturando, temos um candidato a vereador, que é a professora Margarete, então, nesse sentido, nós temos nomes a disposição para concorrer a prefeito de Santo Augusto e também a vice, e uma nominata de vereadores.

 

– Quanto a possíveis coligações, qual a real posição do PSDB?

– Com relação a coligações, eu vejo que, dentro da esfera do município, evidentemente que, se houver um grupo maior de partidos se unindo, o resultado vai ser melhor. Já tivemos experiências aqui em Santo Augusto, no passado recente, onde um grupo de partidos políticos unidos produziu aí no município resultados bem interessantes. Então, eu acho que as coligações, sendo feitas com o objetivo maior de desenvolver o município, são positivas e eu concordo plenamente que, se possível, se haja coligações para que tenha um resultado melhor na administração e no desenvolvimento do município.

 

– No caso de coligação, o PSDB abrirá mão da cabeça de chapa?

– A questão do candidato, é evidente, aí tem que se ver, diante dos outros nomes também, dos outros partidos, a gente vai respeitar, tem de fazer uma análise das condições de cada candidato que vai se apresentar e ver o perfil do candidato, as condições, o conhecimento, a experiência, uma série de fatores que vai definir o candidato, dentro de um programa, de um projeto que o candidato vai seguir, que é o mais importante para o município, para este mandato e os próximos mandatos eventualmente – não se projeta um município para quatro anos, se projeta para dez, quinze anos. Então, esse é o meu pensamento de que o candidato tem de surgir dentro desse perfil político do candidato e que ele tenha condições de assumir esse compromisso com esse projeto que vai ser estabelecido eventualmente – e se caminha para isso – numa coligação. com os outros partidos.

 

– Em síntese, “por que o PSDB almeja o poder”?

– Olha, se tu for fazer uma pergunta para todos os partidos, todos vão dizer a mesma resposta. Quem está na política evidentemente está aí para contribuir e logicamente tem o interesse no crescimento do partido. Isso é normal. Não é uma ambição: “não, eu quero ser candidato por ser candidato, quero ser prefeito por ser prefeito ou vice por ser vice”. Isso é um processo natural em todos os partidos. É evidente que isso por trás tem que ter todo um trabalho, um projeto pra realmente se chegar onde o município, a comunidade, as pessoas querem. Não é colocar um prefeito na prefeitura que isso vai resolver os problemas do município. Tem que ter por trás toda uma situação que isso vai demandar, nesse projeto, um resultado para a comunidade e não um resultado pessoal do candidato e do prefeito, uma ambição pessoal. Isso sempre esteve fora da minha visão política, que eu milito na política há mais de quarenta anos e vejo que é um aprendizado. Eu aprendi muito, fui doze anos vereador, tenho conhecimento dessa área pública e também uma experiência profissional muito grande, até porque, na minha profissão de arquiteto, justamente está dentro do meu contexto essa visão de como é que tem de ser administrado um município.

 

– Alguns tópicos do programa partidário do PSDB:

– Nós estamos em fase de discussão com os partidos que compuseram a última eleição. Estamos abertos para que eventualmente possa ser ampliado esse grupo de partidos. Existe a possibilidade nesse sentido também. Então, eu vejo que, desse grupo que nós já estamos discutindo, estamos já começando a elaborar uma pauta desse projeto, acredito que nos próximos dias já teremos algumas coisas definidas, vai ser feito em conjunto, evidente que nós temos todas as condições de fazer um projeto, um programa de governo para essa próxima gestão e também termos sequência, evidentemente, não se faz um programa para quatro anos. Então, Santo Augusto é um município que tem todas as condições de, na Região e pelo potencial que tem aqui político também, de se projetar esse município para que atenda às demandas da comunidade na questão da geração de emprego, renda, essas questão que hoje se trabalha nisso, ampliar o município e fazer com que Santo Augusto realmente seja um município na Região – até porque Santo Augusto congrega os municípios da Região aqui e muito na área da saúde e na área da educação – e são dois pontos principais hoje que eu vejo no município, além do agronegócio que está aí, que é a agricultura, o agronegócio e outras atividades.

 

– O nome mais indicado do PSDB para concorrer a prefeito este ano?

– Nós estamos ainda iniciando um processo de discussão. Eu confesso que existiu muita conversa sobre a política, mas, agora, nós estamos iniciando um processo, discutindo, e eu, nesse momento, não poderia citar um nome, até pela questão de que nós não temos esse nome dentro do PSDB. Mas, o PSDB, se for ver a nominata do partido, nós teríamos condições de apresentar um nome. Eu estou consciente disso, nós temos condições para atender essa situação que eu coloquei, que é um projeto para atender às necessidades da comunidade.

 

– Os escândalos de corrupção envolvendo políticos poderão influenciar no resultado das eleições deste ano?

– Hoje, a imprensa está todo dia divulgando. Está fazendo um trabalho importante neste País. Ela tem um poder muito grande, sempre teve e, agora, neste momento, muito mais. Eu vejo que esta questão em nível nacional a gente fica muito, não é desanimado, mas fica muito desiludido assim em parte com o que está acontecendo. É um governo que assumiu com uma condição de fazer um governo que sempre pregou a ética, aliás, foi um governo, um partido que sempre disse que os demais não tinham esse comportamento. Mas hoje estou decepcionado com o PT, muito decepcionado. É um partido que sempre dizia que eles eram os únicos que pregavam a ética e que nunca fizeram corrupção. Eram os éticos. E hoje nós estamos vendo que, infelizmente, no contexto do passado, é um partido que realmente fez o contrário. É corrupção para todo lado. Então, hoje, é uma decepção no País e isso está nos trazendo um prejuízo muito grande para o futuro desse País, da sociedade. É um desmando. Não tem projeto, a gente não vê perspectiva. O governo que está aí não tem mais moral, ética, competência para mudar isso aí. O problema do País foi o desmando que houve, falta de projeto, falta de competência, deixaram acontecer toda essa corrupção no País e nós estamos hoje pagando um preço caro por isso aí. Se a presidente fosse uma pessoa que pensasse no País, eu acho que o caminho dela era a renúncia e convocar nova eleição. Para pelo menos dar uma expectativa para o País de uma mudança. Eu sei que não se conserta um país de uma hora para outra do jeito que está, mas cria um fato novo.

 

PT – presidente Tarcísio Samborski

 

– Como o senhor vê o atual quadro político municipal e qual a sua avaliação com vista às eleições deste ano?

– Nós temos uma situação marcada pela coligação da União e do outro lado nós temos a oposição com a Aliança e talvez surja uma candidatura, uma terceira via, coisa assim, talvez, mas a princípio se mantém esse quadro. Eu acredito que o peso maior nessa eleição vai se dar a partir do desempenho da administração municipal nesse ano, que eu acho que está sendo uma boa administração, e acredito que é o que mais vai marcar.

 

– O PT vai lançar candidatos à eleição majoritária?

– Não acredito que a gente lance candidato à majoritária, nosso compromisso é com a União, nós fazemos parte juntamente com o PMDB e o PDT da administração que administra atualmente, e nesse campo aí vai sair o candidato a prefeito e a vice. Nós somos um partido, talvez o menor dos três, e certamente vamos chegar numa condição de consenso entre o prefeito e o vice quem vai escolher os dois candidatos, acho difícil que a gente tenha, mas não é impossível que a gente tenha uma candidatura a majoritária ou espaço dentro da majoritária da União, mas as candidaturas vão se decidir dentro do que a União decidir e, eu particularmente acho que nós não tenhamos candidato a vice e nem a prefeito, por conta de que o nosso partido é pequeno aqui em Santo Augusto.

 

– Quanto a possíveis coligações, qual a real posição do PT?

– Nós temos uma obrigação moral em mantermos coesos à atual coligação União por Santo Augusto, uma vez que nos apresentamos na eleição passada juntos, com a candidatura do Zé Luiz e do Naldo, ganhamos as eleições, estamos administrando, fizemos parte da administração, e devemos agora submeter à apreciação da população a avaliação da população do que foram esses quatro anos, e disputar novamente o nosso projeto nas urnas. Nós trabalhamos nesses quatro anos e, olha, não foi fácil, nós passamos por uma eleição onde disputamos uma eleição estadual com o PMDB, em lados bem separados, e mantivemos ainda a coligação e a boa relação que a gente tem, e acredito que ela se renove.

 

– No caso de coligação, o PT abrirá mão da cabeça de chapa?

– Nós temos bem claro que na definição da candidatura da União, os três partidos podem ser postulantes, mas talvez no momento a gente ainda não tenha um nome com visibilidade e com vontade e condições de disputar a prefeitura. Para vice talvez a gente tenha algumas opções, mas isso ainda vai depender né, mas para prefeito está muito difícil. 

 

– Em síntese, “por que o PT almeja o poder”?

– O PT em Santo Augusto tem uma história bonita até. Há vinte e poucos anos aí, sempre disputando para tentar representar o trabalhador, defender os mais pobres. E também outro fator que importa para nós é a defesa dos princípios partidários, e um deles que pra nós é muito caro é a questão da democracia, de ampliar os espaços de representação popular, dar mais espaço para o povo, nós não conseguimos mais reproduzir o orçamento participativo que foi a nossa grande marca; temos essa vantagem, sempre temos tentado fazer isso. Além disso hoje, por conta da administração federal, que já está há três mandatos conosco, em nível municipal temos feito muito isso, garantir a execução dos programas, facilitar o diálogo com o governo federal. E acho que isso foi até uma marca da administração, nós pegamos dos quatro anos, pegamos dois anos magros, os dois últimos anos com contingência orçamentária e tal, mas mesmo assim, os dois primeiros anos de mandato foram recordistas em comparação com os outros na captação de recursos. E eu acho que isso tem sido uma marca do PT nas administrações, agente tentar fazer a diferença para aqueles que mais precisam. Esse sempre foi o nosso objetivo, porque o restante que eu ouço que as pessoas falam aí pra mim é obrigação, questão da ética na política e tal. Nós estamos sofrendo muito isso hoje em nível nacional, apanhando muito né, mas eu digo que é possível ainda resgatarmos a boa política, as pessoas fazerem política com ética e com seriedade, para os mais pobres.

 

– Alguns tópicos do programa partidário do PT.

– O nosso programa de governo hoje se reflete no programa da União, da coligação que fazemos parte. Então os tópicos que nós temos aí são saúde, educação são prioridades, tanto é que foram pontuadas, e nós também por conta de estarmos na Secretaria da Agricultura sempre tentamos criar condições para o fortalecimento da agricultura familiar, e este ano também nos coube a gestão da parte do “meio-ambiente”, que são pontos não partidários, são pontos da coligação. Eu acredito que em relação ao programa o que está expresso lá e consenso do nosso partido, e também dos outros partidos. Como nós contribuímos dentro do nosso programa partidário eu acho que tem um aspecto que talvez mude em relação aos outros que é a questão do gênero. Nós hoje, enquanto os outros partidos destinam 30% das vagas para mulheres, nós, do PT defendemos 50% das vagas para mulheres. Eu acho que isso é uma coisa que nos modifica em relação aos outros, porque nós precisamos aumentar a participação feminina na política, porque nós não podemos mais ficar à mercê dessa masculinização do poder. Nós temos hoje a maioria do eleitorado feminino e a maioria dos representantes masculino. Então que outros princípios nossos, com relação ao nosso programa são comuns a todos, por exemplo um desenvolvimento mais harmônico do município, nessa questão integrada com o meio-ambiente, a questão da geração de emprego para mim é um grande desafio, nós vivemos uma economia baseada na agricultura pujante, mas com pouca geração de emprego, onde se gera muita renda mas com pouco emprego. Esse é um grande problema que eu vejo em nosso município para os próximos anos.

 

– O nome mais indicado do PT para concorrer a prefeito?

– A questão da nominata eu acho assim, nós temos em Santo Augusto um quadro dentro do PT com excelentes nomes, a gente tem nesses vinte e poucos anos de partido aí, pessoas já calejadas na política e com firmeza partidária que poderíamos elencar dez ou vinte nomes talvez para concorrer. Nesse momento não está posto, mas nós temos boas figuras públicas que foram vereadores, que são vereadores, mas a princípio, dentro do nosso quadro partidário, com condições nós teríamos tranquilamente alguns nomes a oferecer, mas não está posto agora na atual conjuntura.

 

– Os escândalos de corrupção envolvendo políticos poderão influenciar no resultado das eleições deste ano?

– Olha, eu acredito que tenha influência em relação a nós do PT, porque o PT foi criado pra ser um representante do trabalhador, e essa questão da ética na política é uma questão inerente a todos os partidos, mas ficou muito marcado por ser um partido diferente e tal. E quando algumas pessoas se envolveram com isso realmente há uma descrença, mas eu quero lembrar que, por exemplo, no escândalo do mensalão não houve influência nenhuma, o resultado acabou não refletindo. Mas, eu acredito que tenha no geral uma certa perda de esperança na política, isso sim, isso pode acontecer. O que eu noto, é que certas pessoas sentem até nojo da política, pessoas que gostavam e tal e hoje a veem com desencanto, o que é um grande mal para a política. E de outro lado, uma certa dificuldade em conviver com as diferenças, em aceitar o outro. Está havendo uma intolerância muito grande com a política, e isso nos surpreende e nos preocupa. Mas eu acho que esses escândalos não vão ter uma repercussão em termos de votos, até porque em nível de município a votação do nosso partido tem sido uma constância, há um bom tempo temos sido o terceiro ou quarto partido mais votado em nível de eleições estaduais, mas percebe-se que há sim um desencanto naquelas pessoas que pegavam suas bandeiras e iam para a rua militar, defender seu candidato de porta em porta. Então, eu acredito que se vá ter um impacto nesse sentido.

 

 

PTB – Presidente Alberto Tomelero

 

– Como o senhor vê o atual quadro político municipal e qual a sua avaliação com vista às eleições deste ano?

– O quadro político atual, na nossa visão, administração atual está administrando o orçamento do município, sem grandes projetos que possam destacar o município. No cenário saúde, podemos destacar que realmente houve um crescimento, um investimento na abertura de novos postos de saúde, nesse projeto do hospital, que é uma coisa que tem trazido um grande resultado. Está em andamento ainda, mas nós temos certeza que Santo Augusto irá se consolidar como um polo na área da saúde. Com relação às demais atividades, é aquilo do dia a dia, administrar o orçamento, você não tem muito o que fazer, em busca de novos projetos precisaria abrir uma discussão maior, envolver mais a comunidade, a participação maior da comunidade, isso a gente pensa que deveria acontecer, um projeto maior. Em torno da Escola Federal, estamos naquela expectativa de que é para vir o curso de Agronomia e nós não sabemos se vai vir ou não. E eu acho que a administração tem feito aquilo que pode fazer, dentro das condições. A gente só acha que poderia se abrir mais para a comunidade na discussão em busca de projetos maiores, trazer novos investimentos, principalmente, na área da indústria, porque isso aí, em outros municípios da redondeza, nós estamos vendo, agora há pouco tempo, se instalando uma nova empresa e tal, e, em Santo Augusto, fala e fala, e, infelizmente, não se traz nada. Então, é preciso ter alguém que lidere. Eu acho Santo Augusto nunca esteve tão bem representado politicamente do que nesse momento. Então, nós precisamos aproveitar mais isso. Não quer dizer que os nossos deputados não estão trazendo recursos. 

 

– O PTB vai lançar candidatos à eleição majoritária?

– No momento, como eu estou assumindo interinamente, ainda não posso falar em nome do partido, porque depende de reunir e conversar com o pessoal. Mas, para a majoritária, eu acredito que não. O interesse do partido sempre foi, você sabe, nós defendemos um interesse maior, talvez um candidato único.

 

– Quanto a possíveis coligações, qual a real posição do PTB?

– O PTB, no momento, ainda não definiu uma posição. Nós estamos conversando com os demais partidos e o nosso objetivo é buscar um entendimento que possa, talvez, nós termos um candidato único para prefeito em Santo Augusto. É isso que nós vamos defender como partido. Se isso é possível, achar alguém que possa liderar um projeto que atenda ao interesse político e econômico do desenvolvimento do município. Alguma pessoa que possa liderar isso, independente de partido. A gente sabe que tem gente que já está na rua e são candidatos. Mas, com certeza, nós vamos apoiar alguém.

 

– Em caso de coligação, o PTB abrirá mão da cabeça de chapa?

– Abrimos mão. No momento, nós não temos. Até porque nós já fizemos a nossa parte, já participamos com o vice-prefeito. Então, a gente entende que tem outros partidos que ainda não fizeram parte da majoritária. Então, com uma disposição de democracia, de entendimento, nós achamos que temos que dar oportunidade para aqueles que ainda não foram, porque, com certeza, tem gente que quer ser, quer ir, que ser candidato.

 

– Em síntese, por que o PTB almeja o poder?

– No aspecto partidário, ajudar a contribuir para que se possa buscar solução e resolver os problemas que nós enfrentamos na nossa comunidade. Esse é o nosso desejo. E quem está participando diretamente do poder pode ter uma contribuição maior. Pena que aquilo que na prática acontece não é aquilo que se buscou nas campanhas. Até, no nosso caso atual, o doutor Naldo fez um projeto defendendo que o vice-prefeito, o gabinete do vice-prefeito iria liderar um setor de projetos, iria desenvolver e, de fato, alguma coisa andou no começo, mas, parece que ultimamente eu não tenho visto falar em mais nada. Então, não tem andado. Aí, sempre, o pessoal diz: “não, quem resolve a coisa é o prefeito. O prefeito resolve e pronto”.

 

– Alguns tópicos do programa partidário do PTB:

– Como estou afastado da direção do partido, só assumi interinamente, mas o partido tem os programas sim, claro. Como princípios básicos pode-se destacar: 1 – Solidariedade; 2 – Uso racional e eficiente dos recursos públicos; 3 – Segurança; 4 – Educação; 5 – Saúde; 6 – Trabalho e renda para o povo; 7 – Defesa das causas sociais.

 

– O nome mais indicado do PTB para concorrer a prefeito este ano:

– No momento, não tem esse nome. O pessoal pede que eu vá, mas eu não tenho interesse.

 

– Os escândalos envolvendo políticos podem influenciar nas eleições deste ano?

– Infelizmente, não tem influenciado muito, no meu ponto de vista. Deveria influenciar, mas, na prática, não está acontecendo. Infelizmente não e esse que é o problema.

 

 

 

 

 

 

 

Presidentes do DEM, PDT, PMDB e PP de Santo Augusto concedem entrevistas com vista às eleições deste ano

Partidos políticos de Santo Augusto, através de seus respectivos presidentes, fizeram as primeiras manifestações públicas com vista às eleições municipais deste ano, divulgando as ideias, as intenções partidárias e por que almejam o poder.  

É comum ouvirmos que todos os políticos são iguais e que o voto é apenas uma obrigação. Numa democracia, as eleições, além de representar um ato de cidadania, são de fundamental importância, pois possibilitam a escolha de representantes e governantes que fazem e executam leis que interferem diretamente em nossas vidas.

Escolher um péssimo governante pode representar uma queda na qualidade de vida. Sem contar que são os políticos os gerenciadores dos impostos que nós pagamos. Desta forma, precisamos dar mais valor à política e acompanharmos com atenção e critério tudo que ocorre em nossa cidade, estado e país.

No dia 2 de outubro deste ano iremos às urnas para eleger prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Porém, exercer a cidadania não é apenas comparecer à seção eleitoral e depositar o voto na urna. É um processo que demanda tempo, anteceder-se, com a busca de informações sobre os candidatos, sobre os partidos, sobre a história deles no contexto municipal, regional e nacional. Voto consciente é aquele que é exercido com reflexão, avaliação, questionamento. O eleitor deve estar atento à atuação de cada candidato. Candidato que compra votos ou oferece vantagem em troca de apoio político, certamente, continuará a promover a corrupção se for eleito.

Eis o que disseram os representantes partidários, em entrevistas que me concederam para o jornal O Celeiro:

 

 DEM – Presidente Jardelino José dos Santos

 

– Como o senhor vê o atual quadro político municipal e qual a sua avaliação com vista às eleições deste ano?

– O quadro político atual, entender assim, a preocupação de todos os partidos com o próximo pleito que está se avizinhando e a gente está vendo que todo mundo (está) correndo atrás de um nome para que concorra. E acho que todos (estão) preocupados com o progresso e o desenvolvimento de Santo Augusto. Então, eu acho que o quadro político hoje é de decisão em torno de um nome para concorrer nas eleições, tanto na “Aliança” quanto na “União”.

– O DEM vai lançar candidato à eleição majoritária?

– Eu acho que, nessa altura do campeonato como se diz, eu acho que todos os partidos pensam em lançar um candidato. Depois, vão sentar, vão discutir, para ver qual é o mais preparado para, como eu falei anteriormente, para assumir uma tamanha responsabilidade que é à frente do nosso município. Porque eu acho que a nossa comunidade merece um bom administrador. Então, é responsabilidade dos partidos pensar nesse nome.

– Quanto a possíveis coligações, qual a real posição do DEM?

– A posição do DEM é continuar a “Aliança” e, se alguém quiser aderir a esse projeto da “Aliança”, nós estamos de braços abertos para aceitar e discutir, sendo que todos estejam empenhados no pensamento do progresso e desenvolvimento de Santo Augusto. 

– Em caso de coligação, o DEM abrirá mão da cabeça de chapa?

– Se for para o bom andamento do trabalho para a nossa comunidade, com certeza nós, dentro de um consenso do partido reunido em colegiado, iríamos discutir e, com certeza, estamos aqui não para impor, mas para negociar para que possa haver o melhor entendimento entre os partidos para que esse projeto possa ser desenvolvido.

– Em síntese, por que o DEM almeja o poder?

– Porque nós sempre, quando estivemos no poder, houve negociações e sempre saíram decisões. E nós nos prontificamos a trabalhar não para desenvolver um partido ou uma pessoa, mas sim trabalhar para o desenvolvimento de Santo Augusto. Então, é esse o nosso objetivo. É trabalhar cada vez mais, como já foi mostrado trabalho, para que possamos ver o nosso município desenvolvido na microrregião. 

– Alguns tópicos do programa partidário do DEM:

– Hoje, nós não estamos discutindo esse aspecto e sim mais preocupados com o nome para assumir a prefeitura de Santo Augusto no próximo pleito, que é um dos tópicos que nós estamos conversando, estamos dialogando para que isso aconteça.

– Nome mais indicado do DEM para concorrer a prefeito este ano:

– Florisbaldo Polo.

– Os escândalos envolvendo políticos podem influenciar nas eleições deste ano?

-Com certeza. Isso influencia bastante, porque, hoje, o que está acontecendo em nível nacional e de Estado é uma grande desmotivação da grande maioria. Nossa juventude que está vindo com ideias novas, com projetos novos, estão numa corda bamba, não sabem qual decisão tomar, porque há muita desmotivação na política. Isso é muito preocupante. Então, eu acho que tem de ser muito discutido em nível de município e colocar para as pessoas que não são todos que tem esse perfil de trabalhar dessa maneira e que há pessoas com bom intuito de trabalhar para a sua comunidade. Eu acho que há necessidade de um trabalho de conscientização para a nossa juventude, para que possamos ter ideias novas junto ao nosso município, para fazerem parte do cenário político.

 

 

PDT – presidente em exercício Izilindo Sfredo Stival

 

– Como o senhor vê o atual quadro político municipal e qual a sua avaliação com vista às eleições deste ano?

– O atual governo municipal tem na administração o PDT, pelo seu prefeito, o vice, doutor Naldo, representa o PMDB e tem também a participação do PT. Esses partidos formam a União por Santo Augusto e estão administrando o município. Em resposta mais especificamente à eleição, como sabemos, em 2016, teremos eleições. Presentemente, o poder municipal está sendo exercido pelos três partidos que formaram a União por Santo Augusto. Em princípio, em tese, parece-me que a tendência natural é continuar a existência da União por Santo Augusto, com a formação dos três partidos. Até porque, na administração, não tem existido conflito partidário nenhum dentro do PDT, PMDB e o PT. Há uma harmonia, os três partidos têm secretarias, o prefeito, que é do PDT, naturalmente é o mais atuante vamos supor, dentro da administração, porque tem o cargo de prefeito, mas, o vice também participa e os secretários, harmonicamente, estão desenvolvendo o seu trabalho. E acredito que isso vá continuar. Agora, naturalmente, as decisões partidárias são tomadas. No caso do PDT, a gente tem responsabilidade por ser presidente, mas, a decisão política deverá ser tomada através da presença de todos os convencionais oportunamente e os filiados do partido para tomar as decisões de ordem política. Nós não somos dessas pessoas, nunca fomos e não haveremos de ser de tomar a decisão política de per si, por ser o presidente. Vamos conversar, dialogar, nos reunir primeiro com o próprio PDT e, naturalmente, depois, com as outras greis políticas mais adiante. Fazendo mais uma referência sobre esse assunto, nós entendemos que a administração está boa, a administração de Santo Augusto está boa – e ainda bem –. Sabemos das dificuldades que todos os prefeitos têm, que todas as administrações têm. 

– O PDT vai lançar candidatos à eleição majoritária? No caso de coligação, qual a real posição do partido? O PDT abrirá mão da cabeça de chapa?

– Na atual administração do município, os três partidos estão administrando. Esse assunto, no decorrer dos dias, a medida que vão passando os dias, vão passando os meses, vai ser objeto de exame do partido. O PDT, naturalmente, sem desconsiderar os outros partidos, nós o consideramos um partido de expressão, temos o maior número de vereadores, um grande número de filiados e essas opções do caminho que vai ser tomado vai ser através dessas decisões que irão ocorrer entre o diretório, a direção do partido e os filiados. Eu não tenho condições de dizer, sinceramente, como vai ser e o que vai ser. Vai ser no decorrer desses meses, provavelmente a partir de abril, que vai se definir como será formada essa nova composição ou igual à composição atual. Isso, por exemplo, não quer dizer que um outro partido que hoje não está no governo não vá participar. De repente, possa até participar da nova administração, da nova composição. Aliás, esse aspecto para definir candidaturas … sabe como são as coisas…. meses atrás, quiseram levantar essa situação e eu pessoalmente tive um ponto de vista que predominou, que o problema da eleição deverá ser discutido no momento oportuno. Até porque, por exemplo, lá no mês de agosto ou setembro do ano passado já vai se definir essa situação, só se criaria uma perturbação na administração. A administração ficava perturbada porque não tem como não ter umas consequências, vamos supor. E foi acatado isso aí. Então, passou setembro, passou outubro, passou novembro, passou dezembro e agora no fim do ano queriam que já se definisse tudo isso aí. E o nosso ponto de vista foi tranquilo nesse sentido. A maioria entendeu mesmo que é melhor mais para a frente, para não perturbar a atual administração.

Quanto a abrir mão ou não da cabeça de chapa, eu não posso dizer sim ou não. No decorrer dessas conversações, no decorrer do tempo, haverá alguma definição nesse sentido. Mas, eu não posso, em hipótese alguma, pessoalmente, dizer isso. Se for o caso de abrir mão, vai ser aberto mão, se for o caso de continuar na cabeça da chapa também vai ocorrer.

– Em síntese, “por que o PDT almeja o poder”?

– Em princípio, é natural estar no ápice do poder. Isso não é uma coisa estranha. Até porque a administração que o PDT está tendo, naturalmente dentro dessa união, está muito boa. Aliás, eu sempre defendi a tese de que os partidos têm de se preocupar com a administração do município. E os partidos que vão para o poder têm muita responsabilidade, porque a comunidade depende bastante da administração. Não resolve tudo, mas uma administração, se não é fecunda, não é planejada, não é cuidada, é a comunidade toda que sofre os efeitos. Aliás, sem desconsiderar qualquer outra administração, o PDT tem se caracterizado, tem dado demonstração todas as vezes em que assumiu o município de Santo Augusto, desde o tempo do seu Osvaldo Pio Andrighetto, que foi o primeiro prefeito, depois o Zeca Silva, depois, então, veio vindo, veio até o Waldir Walter naquela época, e assim veio vindo, depois veio o finado Dodi, enfim, né, o Pompeo e eu também junto, e agora com o Zé, sempre a administração do PDT foi, no meu modo de ver, fecunda, sem desconsiderar os demais, no meu ponto de vista.

– Alguns tópicos do programa partidário do PDT:

– A gente fala PDT, mas vamos ampliar, a União por Santo Augusto, porque a composição toda, tem diversos secretários do PMDB eficientes que estão atuando e do PT também. Da atual administração, então, vamos supor. Eu acho que ficou bem caracterizado, em muitos aspectos, por exemplo, a limpeza, a apresentação da cidade já é uma característica; no interior também, pelo que se constata, houve bastante avanços. Inclusive, o município conseguiu se equipar melhor, até vieram caminhões, máquinas. O próprio governo federal, sem fazer muitas referências à história do governo federal, mas eu nunca consegui me lembrar ou nunca vi que o governo federal tenha dado para as prefeituras caminhões, patrolas, enfim, veículos, como esse governo federal anterior e o que está aí. E isso ajudou bastante as prefeituras, ajudou os municípios todos a cumprir. E a administração está participando na educação, na saúde, que a saúde é sempre um aspecto muito delicado, mão-de-obra administrativamente também, pagamento dos fornecedores, pagamento dos funcionários, enfim, dentro dessa conjuntura presentemente vivida, eu acho que tem bastantes aspectos em que a atual administração ficou bem caracterizada.

– O nome mais indicado do PDT para concorrer a prefeito este ano?

– Eu acho que o PDT tem quadro para ter um possível candidato. Começando pelo próprio atual prefeito, se fosse o caso. Que, por sinal, essa eleição de 2016 vai ser a última eleição em que um prefeito pode concorrer à reeleição. A nível federal, foi aprovada uma lei que presidente da república, inclusive governadores e os prefeitos futuros não vão ter essa possibilidade de ir à reeleição. Atualmente, nessa eleição de 2016, a totalidade dos prefeitos poderão ir em busca de um novo mandato. Isso seria natural. Eu não diria assim condição específica, até para não melindrar alguém por estar citando nomes, mas o PDT tem quadro.

– Os escândalos de corrupção envolvendo políticos poderão influenciar no resultado das eleições deste ano?

– Eu acredito que sim, podem influenciar bastante, porque as eleições, do jeito como estavam ocorrendo, a gente verificava, observava que havia até um desequilíbrio, alguns candidatos, alguns políticos, algumas frentes políticas disputando eleições financeiramente se mostravam muito capacitadas. Então, pode ser uma eleição bem magra mesmo. E, sob um aspecto é até interessante isso, porque eu acho que as pessoas teriam de votar ou devem votar olhando a capacidade dos candidatos e não por influência de ordem econômica e financeira.

 

PMDB – presidente Luiz Rotili

 

– Como o senhor vê o atual quadro político municipal e qual a sua avaliação com vista às eleições deste ano?

– De toda a situação que o quadro político municipal apresenta, vejo que a administração, se não a total contento da sociedade, está fazendo o que pode fazer. Talvez a sociedade anseie por mais, mas só se pode fazer o que está dentro do possível. E quanto ao quadro político local, ele se assemelha ao estadual e federal.

– O PMDB vai lançar candidatos à eleição majoritária?

– O nosso partido integra a coligação União por Santo Augusto, e nós temos o compromisso assumido de que, para a eleição deste ano o candidato a prefeito seja do PMDB. Mas a gente tem um partido maior que é Santo Augusto, portanto a nossa preocupação não é com o PMDB, é com o todo, unindo as potencialidades políticas existentes e bem explorar essa situação visando a melhor gestão possível. Então que não podemos pensar só em partido, temos que pensar no Santo Augusto melhor.

– Quanto a possíveis coligações, qual a real posição do PMDB?

– Como já falei. Nós temos um compromisso assumido, mas estamos abertos para outras agremiações partidárias, seja para um consenso, seja para ampliação de participações partidárias, porque nosso compromisso maior é com a comunidade. A minha identificação com o PMDB tem entre as razões, a de ser um dos partidos mais democráticos, onde ninguém é o dono da verdade, que sabe ouvir todas as partes envolvidas, deixar de lado as divergências partidárias, priorizando o interesse público, e não desperdiçando as potencialidades que Santo Augusto tem como faculdades, Instituto Federal, enfim.

– O PMDB abrirá mão da cabeça de chapa na eleição deste ano?

– Olha, nós temos um compromisso dentro da coligação União por Santo Augusto, que o candidato para a eleição deste ano seja do PMDB, mas temos de ser democráticos, temos de ver o que é bom e o que é melhor para Santo Augusto. Dentro do PMDB temos pessoas qualificadas, que podem muito contribuir com o município, a gente tem o anseio como qualquer outro partido de ter o governo em suas mãos para colocar em práticas seus objetivos. Nesse sentido, nos sentimos um tanto privilegiados, uma vez que temos o governo estadual do nosso lado. Inclusive, o que se fala dentro do partido é que, mesmo que não tenhamos o acordo mantido, o PMDB lançará candidato a prefeito. Mas, não estamos falando em radicalizar, tem-se que sentar e conversar. 

– Em síntese, “por que o PMDB almeja o poder”?

– Eu acho que há quatro anos, desde quando apoiamos a União, nós estamos nos preparando para lançarmos candidato a prefeito este ano. Então estamos preparados para isso, mas como já mencionado, existe negociação em ambas as partes e pode existir um outro rumo, embora o compromisso maior seja o compromisso por Santo Augusto.

– Alguns tópicos do programa partidário do PMDB:

– A nossa preocupação é a situação assim que em termos de município tem muitas situações que podemos melhorar, tipo estradas, a estrutura da cidade para que quem aqui vive ou aqui visite sinta-se bem e também que aqui possa investir; e temos que ter uma indústria e comércio que vá em busca pra nós trazer alguém que invista em Santo Augusto para darmos um giro nesta cidade; essa é uma situação que nós teríamos condições de o partido ir ao governo do estado e no governo federal buscar recursos. Só que para isso, entendo que o partido deveria ter um candidato a prefeito com tempo disponível, que faça de fato esse trabalho em tempo integral para o município.

– O nome mais indicado do PMDB para concorrer a prefeito este ano?

– A gente tem um nome que já foi acordado em reunião, que o nosso atual vice-prefeito se preparou para ser o próximo prefeito, mas já sentamos, conversamos, ele é uma pessoa que aceita opinião, então dentro do próprio PMDB ele já colocou que se tiver uma outra pessoa ele se disponibiliza a apoiar desde que seja nesta linha que Santo Augusto não perca com o novo governo, nós temos é que somar.

– Os escândalos de corrupção envolvendo políticos poderão influenciar no resultado das eleições deste ano?

Eu acho que os candidatos que vão participar da eleição em Santo Augusto praticamente serão pessoas conhecidas. Os apoiadores que são de várias siglas partidárias todos estão no cenário político federal. A gente não pode julgar, mas se tiver algum envolvido de repente não foi proposital, é uma situação bem difícil em relação a isso, mas eu acho que não vai influenciar muito, pois o povo vai visualizar o próprio candidato municipal que pode ser uma pessoa que nem esteja no mercado até então, aí vem a dita mudança que muitos almejam. Em resumo, ao meu ver isso não vai influenciar no nosso município. 

 

PP – presidente Marcelo Both

 

– Como o senhor vê o atual quadro político municipal e qual a sua avaliação com vista às eleições deste ano?

– O Partido Progressista de Santo Augusto é muito atuante tendo em vista as várias vezes que participamos da gestão pública tanto no Executivo como no Legislativo, e nosso maior orgulho é em termos hoje dois deputados representando a sigla, um estadual e um federal. O Partido Progressista faz parte de uma coligação chamada Aliança por Santo Augusto, integrada por seis partidos, e nós estamos nos reunindo todas as semanas com vista às próximas eleições de outubro. E dentro dessas discussões nós estamos avaliando e vendo o que é melhor para o nosso partido em Santo Augusto. Nós não queremos ganhar a eleição simplesmente para ganhar a eleição, nós queremos trabalhar dentro de um projeto de desenvolvimento para o nosso município, a fim de que ao chegar no poder executivo realmente sabermos o que fazer, de que forma fazer e com quem nós iremos fazer. 

– O PP vai lançar candidato à eleição majoritária?

– Nós temos nomes que estão disponíveis no partido, mas como o partido faz parte de uma coligação esses nomes nós temos de primeiro avaliar dentro do grupo e não internamente dentro do partido, mas dentro da coligação. Mas temos nomes preparados para assumir o executivo municipal.

– Quanto a possíveis coligações, qual a real posição do PP?

– Hoje nós temos o compromisso com os seis partidos da aliança, que é o PP, DEM, PSDB, PPS, PTB e PSB. É com esses o nosso compromisso e é esse o diálogo que estamos tendo. Mas, também estamos abertos a todos os partidos de Santo Augusto que queiram discutir a política e que queiram fazer a política voltada para o desenvolvimento dos nossos munícipes, e que queira depois assumir o compromisso de trabalhar pelo bem comum de todos.

– No caso de coligação, o PP abrirá mão da cabeça de chapa?

– Com toda a certeza, desde que nossos princípios sejam atendidos e desde que a pessoa que irá assumir as rédeas ou será o cabeça de chapa seja aquela pessoa que irá conduzir como nós queremos que é o bem comum de todos e trabalhar pelo nosso município de Santo Augusto.

– Em síntese, “por que o PP almeja o poder”?

– Nós acompanhamos as administrações que se passaram, fizemos parte há três anos conduzindo o processo, uma vez que estávamos à frente do Poder Executivo, e vemos uma carência muito grande porque “do jeito que está não dá mais para continuar”. Então vemos a necessidade de ideias inovadoras, a boa gestão do município deve ser inovada. Não podemos mais admitir certos erros que estão acontecendo e que também já aconteceram em outras épocas, principalmente no que tange a ficarmos reféns do governo federal e do governo estadual. Temos condições de sermos um município autossuficiente. Temos aqui vários empresários, pessoas que produzem muito em nosso município, temos o Instituto Federal que forma muitos jovens, só que nós não temos aonde mais manter esses jovens no município, uma vez que ao se formarem têm de procurar outros municípios para conseguirem seus empregos e poderem produzir. Então achamos por bem e essa é a nossa bandeira para as próximas eleições que devemos ter projeto municipal a fim de haver desenvolvimento do nosso município de Santo Augusto, principalmente aonde os jovens permaneçam em nossa cidade, aonde as pessoas do campo consigam produzir para enriquecer a cidade. Assim, automaticamente o município terá mais dinheiro circulando, com implemento no ICMS e fazer os investimentos necessários. Estamos vendo, acompanhando, que os municípios estão tendo dificuldades para pagar a folha salarial dos funcionários. E só se consegue manter o equilíbrio financeiro se investirmos no setor produtivo e mantivermos os jovens no município. E esse é o nosso grande objetivo e estamos preparados sim, para mudar a forma de fazer política em Santo Augusto.

– Alguns tópicos do programa partidário do PP:

– A saúde seria uma questão muito a ser trabalhada. Está tendo investimento, mas ela deve ser aberta mais, discutida mais. A questão agrícola do nosso município, nós temos uma grande produção mas não temos o escoamento, as estradas deveriam apresentar melhores condições. A permanência dos jovens em nosso município, que é um ponto crítico e tem que ser muito discutido, e nosso partido tem como meta fazer alguma coisa para o jovem permanecer aqui. A questão do funcionário público, a desvalorização a cada ano que se passa pelo não aumento do seu salário. 

– O nome mais indicado do PP para concorrer a prefeito este ano?

– Eu, particularmente, não estou autorizado pelo partido a responder a essa pergunta. 

– Os escândalos de corrupção envolvendo políticos poderão influenciar no resultado das eleições deste ano?

– Eu acho que o eleitor consegue fazer a diferença muito clara, de quem é quem. Claro que tem pessoas que acham que todo político é igual, mas a gente espera e eu tenho essa percepção muito clara de que nem todos os políticos fazem as mesmas coisas, tem pessoas muito bem intencionadas, como também tem políticos que aproveitaram da situação para favorecer a si mesmo. Mas, o Partido Progressista de Santo Augusto tem o compromisso de trabalhar para o bem comum, não queremos chegar ao poder para benefício próprio ou que sirva o poder executivo como alguma coisa de benefício particular ou benefício de um ou de outro grupo. Nosso objetivo não é esse, e a gente reluta contra essas questões que acontecem pelo Brasil, não compactuamos de forma nenhuma com isso. Três anos atrás tivemos o ex-prefeito Alvorindo que conduziu as rédeas do município, e temos muitos avanços nesse sentido, mas em momento algum podemos dizer que ele usou do poder para benefício próprio. E esse é o princípio da boa política e da política do Partido Progressista de Santo Augusto.

 

 

Sessão sobre cancelamento de júri no caso Bernardo é suspensa no RS

Sessão ocorre na 1º Câmara Criminal, em Porto Alegre (Foto: Roberta Salinet/RBS TV)

 

Desembargador Honório da Silva pediu vistas para analisar pedido.

Ele alegou que não teve tempo suficiente para analisar o pedido.

 

Foi suspensa na tarde desta quarta-feira (27) a sessão que julgava o recurso de três réus envolvidos na morte de Bernardo Boldrini, em 2014, que solicitavam o cancelamento do júri popular. O pedido foi feito pelos advogados de Leandro Boldrini, pai de Bernardo; Graciele Ugulini, madrasta do menino, e de Evandro Wirganovicz, irmão de Edelvânia Wirganovicz, que também é ré no processo.



A sessão foi realizada na 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), em Porto Alegre. O desembargador Sylvio Baptista Neto foi o primeiro a votar e aceitou a manutenção do júri popular, decidida pelo juiz de Três Passos Marcos Luís Agostini. O desembargador Honório Gonçalves da Silva decidiu pela suspensão da sessão, alegando que "não teve tempo hábil para analisar" o pedido.

 

Agora, o julgamento só deve ser retomado em março, segundo estimativa do advogado da avó de Bernardo, Marlon Taborda. Ele explica que, para uma nova sessão ser realizada, é necessária a participação dos mesmos desembargadores desta quarta, mas a desembargadora Cláudia Maria Hardt entra em férias e só retorna em março.

Os três réus contestavam a decisão do juiz Marcos Luís Agostini, de Três Passos, no Noroeste do Estado, que definiu pelo júri popular. A sessão foi presidida pelo desembargador e relator do recurso Sylvio Baptista Neto que, já no começo da sessão desta quarta-feira anunciou que poderia pedir vistas, o que não aconteceu.



Durante o julgamento, Taborda pediu que fosse mantido a decisão do juiz de Três Passos. O procurador de justiça, Ivan Saraiva Melgaré, também se manifestou de forma favorável ao júri popular. "A pronúncia (decisão) merece elogio. Não há excesso de linguagem. Imprensa fez o trabalho que deve fazer. Não houve exposição ou quebra de incomunicabilidade das testemunhas."

Para o procurador, há indícios e testemunhos suficientes de que havia intenção de matar o menino. "Uma pessoa que compra medicamento, abre a cova para criança, vai alegar que não queria matar a criança? Essa tese é descabida. (…) Não poderia o magistrado ter adotado situação diversa à que adotou com relação aos três réus."



Para o advogado de Leandro Boldrini, Rodrigo Grecellé Vares, o juiz de Três Passos se excedeu na sentença. "Mais parece uma peça acusatória, que o juiz tomou posições que tiram a isenção da peça e faz juízo de valor." O defensor do pai do menino afirma que "não há excesso de defesa", e que "sonha com a ampla defesa de Leandro".

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