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Mês: agosto 2017 Page 1 of 3

Por que homem que ejaculou em mulher em ônibus foi solto – e o que isso diz sobre a lei brasileira?

 

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Estado inicia pagamento da folha de agosto nesta quinta-feira

 

O governo do Estado inicia, nesta quinta-feira (31), o pagamento dos salários de agosto depositando R$ 350,00 para cada matrícula dos servidores vinculados ao Executivo. Contando com pouco mais de R$ 221 milhões em caixa, a Secretaria da Fazenda conseguiu creditar apenas as duas primeiras faixas de uma folha líquida que fechou o mês em R$ 1,143 bilhão (sem considerar as consignações e tributos). 

A Fazenda confirmou também o pagamento da nona parcela do 13º salário de 2016, o que significa o desencaixe de outros R$ 102 milhões. Os valores estarão disponíveis na rede bancária logo cedo da manhã. A previsão é integralizar os salários para as 344 mil matrículas entre ativos, inativos e pensionistas até o próximo dia 13 de setembro. Já as consignações bancárias, que chegam a R$ 150 milhões, devem ser pagas até o dia 22 do próximo mês. 

Os servidores vinculados às fundações recebem os vencimentos integrais no próxima segunda-feira (4) – segundo dia útil do mês. A folha dos 5.200 celetistas representam R$ 25 milhões. 

Amparado por uma liminar do STF (Supremo Tribunal Federal), o Estado não pagará pelo segundo mês consecutivo o serviço mensal da dívida com a União. A parcela de agosto é de R$ 148 milhões, cujo vencimento igualmente seria nesta quinta-feira (31). Em julho, o valor que deixou ser pago foi de R$ 142 milhões.

Depois de três décadas, Oswaldir e Carlos Magrão anunciam fim da parceria

José Augusto Barros

[email protected]

Um anúncio nas páginas pessoais do Facebook de Oswaldir & Carlos Magrão, no começo de agosto, surpreendeu os fãs ao anunciar a separação da dupla após 32 anos de sucesso. Os nativistas, que apresentaram para as novas gerações uma das maiores músicas da história do cancioneiro gaúcho, Querência Amada, nos anos 1990, seguem seus caminhos a partir do começo de outubro. 

 

NOTA

Olá, amigos e amigas, queridos fãs. Hoje venho para anunciar que estarei deixando de fazer parte da dupla “Oswaldir e Carlos Magrão”. A partir de outubro de 2017, seguirei carreira solo. Um novo rumo, um novo caminho. Novos desafios, mas não menos sonhos.
Olhar para frente é também ser grato a tudo que me trouxe até aqui. Por 32 anos, ao lado do parceiro Oswaldir, formamos uma das duplas mais respeitáveis do Rio Grande do Sul. Agradeço a Deus por tê-lo colocado em meu caminho, que muito me ajudou no começo de tudo. Sua família foi minha também e a oportunidade que recebi fez de mim o que sou hoje.
Nos unimos em 1985, em Passo Fundo, no bar “Recanto Nativo”. De lá para cá, tantas pessoas nos completaram. Assim, também agradeço aos músicos e à equipe técnica que, junto conosco, escreveram esta história de sucesso. 
Aos milhares de fãs espalhados pelo Brasil, nenhuma palavra é tão grandiosa para expressar o tamanho da minha gratidão. Os fãs nos colocaram no “palco” mais bonito: naquele que pudemos tocar e cantar, para cada um, a sua canção preferida. Os momentos vivenciados junto aos fãs são marcas que jamais serão apagadas.
Meu muito obrigado também aos profissionais radialistas. Não deixarei morrer dentro de mim o dom e a alegria de seguir cantando as lindas músicas gaúcha e popular brasileira. Também a música cristã, que há alguns anos faz parte do meu repertório. 
Espero contar com o carinho e a compreensão dos amigos e fãs, que sempre nos acompanharam neste tempo. Desejo dar, como sempre dei, o melhor de mim para o desenvolvimento da música e da cultura brasileira, sem fronteiras para a arte feita com a alma.
As pedras do caminho viram montanhas, quando perdemos a capacidade de sonhar (Augusto Cury).
Abraços. Deus abençoe a todos.
Carlos Magrão.

 

 

 

 

 

Olá amigos e fãs, chegou a hora de anunciar oficialmente o fim da Dupla Oswaldir e Carlos Magrão. Nossos caminhos se cruzaram diante de um ideal em comum, levar o nome e a música do Rio Grande do Sul para todo o Brasil. E assim foi, durante 32 anos conseguimos viver esse sonho, e com isso me senti realizado por fazer o que sempre amei. Mas a vida nos impõe desafios e nem tudo sai como planejamos. O Magrão decidiu seguir careira solo e só resta a mim apoiá-lo.
Seria impossível não agradecer ao Carlos Magrão…Um artista ímpar, com sua voz incomparável e o incrível talento para compor belas canções. Também agradecer aos músicos e equipe técnica que nos ajudaram a escrever essa história, aos amigos que fizemos ao longo dessa jornada, a toda mídia escrita e falada e principalmente aos fãs que sempre estiveram conosco durante essa trajetória. Juntos fomos mais longe do que imaginávamos e sou muito grato por tudo que vivemos juntos. E ao contrário do que muitas pessoas podem pensar, a amizade continua. O Magrão fez e sempre fará parte da minha família. E até o final de setembro vamos continuar juntos e cumprindo nossa agenda de shows normalmente. A partir de outubro vou seguir um novo projeto na música gaúcha, ao lado dos amigos do Grupo Quinteto Nativo: Seremos Oswaldir e Quinteto Nativo, e em breve teremos novidades por aí…

Mais do que a simples separação de uma dupla, algo relativamente comum no meio musical, a notícia representa o fim de um casamento de sucesso de dois dos grandes intérpretes da música gaúcha, que casavam com maestria estilos diferentes no palco. Retratos da Fama relembra a trajetória de sucesso dos músicos, projeta o futuro e, acima de tudo, deseja boa sorte a eles!



Cada um para seu lado



No dia 29 de setembro, Passo Fundo, cidade que viu a dupla nascer, em 1985, testemunhará o último show dos amigos, que seguirão caminhos distintos. A partir de 1º de outubro, separados, Oswaldir, 65 anos, e Carlos Magrão, 57, tomam caminhos diferentes. Oswaldir fechou parceria com o grupo Quinteto Nativo e segue na estrada gaudéria.

Músicos do Quineto, novos parceiros de OswaldirFoto: Stéfanie Telles / Divulgação

Já Magrão também segue na música gaúcha, mas terá, em paralelo, um projeto gospel. A reunião derradeira, que definiu o fim da dupla, aconteceu há cerca de um ano, também em Passo Fundo.



— Disse que eu pretendia seguir carreira solo, que já tinha uma vontade, e ele sabia disso há algum tempo. A reação, mesmo já sabendo, foi de surpresa, claro. Acho que, na verdade, os dois perdem com isso. Mas não tinha mais como. Estou morando em Itajaí (Santa Catarina) — afirma Magrão, que atribui ao fato de morar longe do parceiro um dos motivos para a separação:



— Já deixei de fechar alguns negócios aqui por conta da dupla, por essa distância. 

Mesmo assim, ele garante que a amizade com o parceiro é eterna.



— Foi um casamento, né? Tivemos divergências, mas sempre resolvemos tudo em conversa. Somos compadres, tenho muito carinho pela família do Oswaldir, eles são muito verdadeiros. Me ajudaram demais desde o começo da carreira — reconhece.



Nova fase



Conformado, Oswaldir completa:



— O Magrão decidiu seguir careira solo e só resta a mim apoiá-lo.



Oswaldir já tem shows previstos na nova fase, a partir de outubro. Já Magrão tem apresentações do projeto gospel previstas para o mesmo mês, em Cruz Alta, em Panambi e no Paraguai. Seu primeiro disco solo da fase nativista também deve sair até o fim do ano.Aos fãs, um alento: em seus shows solo, os músicos seguirão tocando hits como Querência Amada.



— Não tem como deixar de fora — afirma Magrão. 



Parceiro de peso

Com Renato (E), Sérgio (D) foi homenageado pela dupla amigaFoto: Divulgação / Divulgação



Um dos grandes parceiros e amigos na música da dupla é Sérgio Reis. No princípio da carreira, Oswaldir & Carlos Magrão começaram a chamar atenção em São Paulo abrindo shows do sertanejo. Em um dos encontros, Serjão, como é conhecido no meio, perguntou se eles não se interessavam em tentar emplacar uma canção em um dos grandes festivais da época, o Rimula Schell, em São Paulo. Ali surgia Tetinha, primeiro hit dos gaúchos, que eles tocaram no festival.



Em entrevista ao Diário Gaúcho, em 2015, Sérgio deu a ideia da dimensão de Oswaldir e Carlos Magrão em sua vida:



— Quando eu era pequeno, ouvia Tonico & Tinoco. Mas, depois de conhecer Oswaldir & Carlos Magrão, a minha vida virou uma gauchesca só (risos)! 



Em 2011, em um encontro emocionante, na Festa Nacional da Música, em Canela, Sérgio foi um dos homenageados, ao lado de Renato Teixeira. No palco, os amigos gaúchos cantaram para ele Querência Amada. No ano seguinte, estiveram, novamente, no palco da festa.

 

Alguns dos principais momentos da dupla

— Em 1985, Carlos Eugênio Knob, recém-chegado em Passo Fundo, da cidade de Campo Novo, queria estudar na UPF, mas também estava atraído pelo movimento de roqueiros que rolava na cidade. Enquanto isso, Osvaldir Didoné Souto, que nasceu em Getúlio Vargas e foi morar ainda pequeno em Passo Fundo, já tinha experiência em grupos de baile, como Os Invencíveis. 

No bar Recanto Nativo, o início de tudoFoto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

— Naquele ano, o destino, e um amigo em comum, conhecido na cidade como Dutra, conseguiu reunir Oswaldir (a partir dali, ele adotou o nome artístico, com "w"), e Carlos, que virou Carlos Magrão, no palco pela primeira vez, no bar Recanto Nativo, que passou a ter significado especial para os músicos. Surgia ali uma das grandes duplas da história da música gaúcha. 



— Em 1988, saiu o primeiro LP, Versos, Guitarra e Caminho, com faixas como Um Pito, Santa Helena da Serra e Melô do Cruzaids, música com a qual ganharam uma das categorias da 7ª Seara da Canção de Carazinho. 



— No começo dos anos 1990, moraram em São Paulo e mantiveram amizade com nomes como Zezé Di Camargo, João Paulo & Daniel e Eduardo Araújo, que produziu o segundo disco da dupla, Ruas e Luas. 



— Em 1994, outro momento marcante: lançaram o disco Festeral (foto abaixo), com sucessos históricos da música gaúcha como O Colono (Teixeirinha) e Você Endoideceu Meu Coração (Nando Cordel), com participação de Dominguinhos.

Foto: Reprodução / Reprodução

— Em 2002, o hit Mulher Chorona levou a dupla a fazer shows no Centro-Oeste, no Sudeste e na América do Sul, com shows na Colômbia, no Uruguai e no Paraguai.



— Em 2015, o último disco de inéditas foi lançado no mesmo ano, De Tudo Um Pouco, que teve a inusitada parceria de Serginho Moah. 



— Em 2016, o primeiro show no Theatro São Pedro, o grande palco gaúcho.



Uma canção especial

Nas antigas arquibancadas do Olímpico: boas lembrançasFoto: Andréa Graiz / Agencia RBS



Querência Amada tem um lugar à parte na trajetória dos músicos, guardada no coração de cada um deles, como Magrão já declarou. Em 1993, eles regravaram um dos grandes sucessos de Teixeirinha (1927 – 1985) no disco Velha Gaita. Em 1996, incluíram a faixa no disco que levava o nome da dupla, o mais vendido da história deles, atingindo mais de 400 ml cópias, o que rendeu disco de ouro aos nativistas. 



O álbum ainda tinha outros sucessos como Roda de Chimarrão, Herdeiro da Pampa Pobre e Prece, um dos hinos gaudérios, de composição de José Mendes e Jayme Caetano Braun. Porém, não foi a regravação da obra por si só que fez o disco bombar. Em 1995, a vitoriosa campanha do Grêmio na Libertadores da América tinha como trilha, antes dos jogos, no Estádio Olímpico, o hit de Teixeirinha na voz dos nativistas, nos alto-falantes. Em 1997, para delírio da torcida, eles deram a volta olímpica no estádio antes do primeiro jogo da final da Copa do Brasil, Grêmio x Flamengo.



Cinco perguntas para Carlos Magrão

Magrão: "Quero usar muito a música gospel para elevar a minha alma e meu espírito."Foto: Robson Covatti / Divulgação

Diário — Por que a dupla acabou? Existiu algum desentendimento?

Carlos Magrão —
 Partiu de mim, eu queria uma liberdade maior para poder trabalhar com as minhas coisas. Não tivemos nenhum desentendimento, somos compadres, temos uma grande amizade. Se fosse por ele, a dupla não acabava, pois estava muito cômodo para ele. Eu já me mudei muitas vezes, já morei em São Paulo, no Rio de Janeiro, agora, estou em Santa Catarina. Dá para ver que não sou apegado a ficar no mesmo lugar (risos). 



Diário — Essa opção por seguir carreira no mundo gospel, mesmo que paralelo ao universo gaúcho, gerou surpresa nos fãs. De onde veio isso? 

Magrão — 
Na verdade, já tenho um trabalho no mundo gospel há cerca de 10 anos, desde que entrei para a igreja. Já lancei um CD e um DVD. Mas seguirei trabalhando nos dois segmentos de maneira paralela, não posso jogar 32 anos de história na música nativista fora para entrar no gospel. Se eu for mais tarde para esse caminho, pelas opções de Deus e coisas da vida, tudo bem. 



Diário — O que te incentivou a ir para esse universo? Enxergou uma possibilidade de mais sucesso e conquista financeira?

Magrão —
 Esse mercado é muito bom, sério, mas eu, a princípio, não queria usar o meu trabalho gospel para a minha sobrevivência, sendo que eu posso sobreviver da música gaúcha. É mais uma questão do espírito, de fazer o bem para mim. Desde que eu entrei para a igreja, mudei muito, aprendi muito a dividir e não achar que a gente é mais do que ninguém. Quero usar muito a música gospel para elevar a minha alma e meu espírito. 



Diário — Não tens receio, ou medo, de deixar uma dupla tão sólida e investir em uma carreira solo?

Magrão — (Faz uma pausa antes de responder). Medo, medo, não tenho. Se eu não acreditar em mim, não posso fazer nada. A dupla tinha uma divisão de tarefas, eu ficava mais com a parte musical, e o Oswaldir com a parte comercial, de shows, de administrar a carreira. Quero administrar minha carreira profissional, preciso que as coisas passem por mim. Achei que esse era o momento. 



Diário — Entre tantos momentos de sucesso, qual, em especial, tu destacas? Magrão — Em 1997, demos a volta na pista atlética do Estádio Olímpico, antes do primeiro jogo da final da Copa do Brasil (contra o Flamengo). Esse momento foi ímpar. 



Cinco perguntas para Oswaldir

Oswaldir: vida que segue, com novos parceirosFoto: Cassiano Vargas / Divulgação

Diário — Por que a dupla acabou? Existiu algum desentendimento?

Oswaldir —
 Partiu do Magrão, ele decidiu fazer carreira solo e, em uma conversa, chegamos à conclusão de que tinha chegado a hora.



Diário — Essa opção por seguir carreira no mundo gospel, mesmo que paralelo ao universo gaúcho, gerou surpresa nos fãs. Inusitado, não? 

Oswaldir —
 Ele trabalha nesse projeto há alguns anos e quer se dedicar mais a isso.



Diário — No Brasil, o gospel é um dos segmentos mais fortes dentro da música, tem fãs ardorosos e é um segmento interessante para os músicos. Acha que isso incentivou o Magrão a ir para esse mundo? 

Oswaldir —
 Não saberia te dizer.



Diário — Depois de 32 anos, uma separação de um parceiro de música deve ser complicado, não é? Como te enxergas daqui para frente ao lado do Quinteto Nativo? 

Oswaldir —
 É complicado, sim, por tudo que conquistamos juntos nesses 32 anos de carreira. Mas, tenho certeza de que esta nova parceria com meus amigos do Quinteto Nativo dará muito certo, pois são grandes músicos e acredito muito no que faremos dentro da música gaúcha.



Diário — Entre tantos momentos de sucesso, qual, em especial, destacas?Oswaldir — Além da volta olímpica na final da Copa do Brasil, a gravação do DVD Ao Vivo – 25 Anos (em 2011, em Bento Gonçalves).



Números para colecionar

— 32 anos de carreira

— 17 discos

— Cerca de 1 milhão de cópias vendidas

— Um disco de ouro

Operação Revelação deflagrada no combate ao tráfico de drogas em Campo Novo

 

Segundo o delegado Vilmar Alaídes Schaefer, a ação visa desarticular quatro pontos de mercancia de drogas existentes na cidade. “Foram apreendidas 30 pedras de crack, seis buchas de cocaína e uma trouxinha de maconha embalada para venda, uma pedra de 20 gramas de crack, que ainda seria fracionada para mercancia, um revólver, munições, telefones celulares e outros objetos vinculados ao tráfico”, conta o delegado.



Fonte: DP/Campo Novo

Consumo de bebidas alcoólicas em locais públicos de Passo Fundo está proibido desde o dia 11 de julho

 

BEBIDA EM LOCAL PÚBLICO

Em Passo Fundo, desde 11 de julho está proibido consumir bebidas alcoólicas em locais públicos. Pela regulamentação da Lei Municipal nº 5.240, de 10 de janeiro de 2017, naquele município, são considerados locais públicos para os fins da referida lei, as praças, parques, ruas e logradouros e todos os demais espaços onde o dever de organização e manutenção é da administração pública. 

 

 

REGULAMENTAÇÃO DA LEI

Conforme o Decreto que regulamentou a lei supra referida, é vedado o consumo de bebidas alcoólicas em local público de uso coletivo, bem como nas vias e logradouros públicos, exceto para os eventos realizados mediante prévia autorização da administração pública para o referido consumo, e na região de domínio de bares, quiosques, lanchonetes, restaurantes e casas de eventos, compreendendo as áreas de atendimento destes estabelecimentos nos limites determinados pelo Poder Público.

 

FISCALIZAÇÃO

A fiscalização e a aplicação das sanções caberão aos Agentes Fiscais Urbanos, com o auxilio dos Agentes Fiscais de Trânsito, ficando facultado ao Município solicitar a cooperação dos órgãos de segurança federal e estadual para as ações de fiscalização a que se refere o decreto, em especial as Polícias Militar e Civil.

 

PUNIÇÃO

Na abordagem, primeiramente os agentes farão advertência para que o infrator cesse o consumo no local proibido. No caso do não cumprimento da ordem legal, será apreendida a bebida e confeccionado o auto de infração. Podendo, também, ser aplicada multa de 50 UFM (Unidade Fiscal Municipal) na primeira autuação, de 100 UFM na segunda autuação e de 150 UFM na terceira autuação.

 

APLICAÇÃO DA NORMA

Não só parece, essa lei é, efetivamente, de difícil aplicação, mas pode dar certo, desde que seja trabalhada exaustivamente a conscientização das pessoas, já que, na forma impositiva simplesmente, não funcionará, até porque os mecanismos para a real aplicação da medida punitiva são frágeis.

 

RAZÕES DE SOBRA

Certamente, não foi à toa que a administração municipal de Passo Fundo tomou a medida de proibir consumo de bebida alcoólica em local público. Não é de hoje que as cidades brasileiras sofrem com o lixo nas ruas, som alto e perturbação, problemas gerados especialmente por causa do consumo de bebidas alcoólicas. Toda cidade tem aglomerações de pessoas e consumo de álcool em vias públicas, principalmente em feriados e finais de semana. Lá em Passo Fundo, além de ter a bebida recolhida o infrator poderá ser multado em até R$ 502,00. A lei não agradou a todos, especialmente os comerciantes de bebidas passo-fundenses. Para eles, a rua é um lugar livre onde o direito de ir e vir deve ser preservado. O argumento procede, porém, não podem esquecer que esse direito de ir e vir pertence a todos, e não só aos que bebem.

 

E AQUI TAMBÉM?

Também, claro! Nos finais de semana, exceto quando está chovendo ou muito frio, a nossa Santo Augusto, na área central, invariavelmente, tem os espaços públicos (passeios públicos, ruas, praça) ocupados pelos bebedores de cerveja e outras bebidas alcoólicas que ali se reúnem para beber, bater papo, lazer e descontração. Apesar de salutar essa convivência, a ocupação dos espaços destinados ao trânsito de pedestres e de veículos causa transtornos uma vez que o aglomerado de pessoas impede a passagem. Além desse, há outros inconvenientes como o risco de acidente provocado por condutor de veículo que porventura force a passagem; o barulho com sons de automóveis nas adjacências (sempre), gritarias, perturbação do sossego e a tranquilidade das pessoas, eventuais brigas, depredações; sem contar a sujeira (lixo) que deixam na rua. Nesse sentido, o prefeito bem que poderia tomar alguma atitude para amenizar o problema, até porque já estamos chegando à época de calor quando a tendência é aumentar o número de pessoas aglomeradas nesses espaços públicos. 

Brevemente, em Santo Augusto, um Posto Avançado do CRVA/Detran

 

Com o fechamento do CRVA (Centro de Registro de Veículos Automotores) em Santo Augusto, dado a desistência voluntária do registrador credenciado, titular do Ofício do Cartório de Registro Civil, desde 23 de setembro de 2016 os proprietários de veículos residentes no município estão sem o serviço do Detran, como registro e transferência de veículo, solicitação de vistoria, 2ª via do Certificado de Registro do Veículo, autorização para fabricação de placas, entre outros. Nesse período, aproximadamente um ano, quem precisou desses serviços teve de se deslocar a outro município, como Chiapetta, Coronel Bicaco, Três Passos ou Ijuí, gerando, assim, passando por transtornos com tempo de deslocamentos e aumento do custo das demandas.

Quatro meses depois do fechamento, em janeiro, o Detran publicou Portaria abrindo credenciamento para postos avançados de CRVA em alguns municípios, entre eles, Santo Augusto. Finalmente, no dia 11 do presente mês de agosto, o Detran publicou no Diário Oficial do Estado, a Portaria nº 366/2017, que oficializa o credenciamento de Posto Avançado do CRVA no município de Santo Augusto, cujo credenciado é o Oficial de Registro Civil das Pessoas Naturais, de Humaitá/RS, senhor Emilio Juarez de Ávila Falcão.

Ao falar à reportagem, Falcão disse estar oficialmente credenciado, inclusive já definiu o local para instalação do posto avançado que terá como endereço a Avenida Ângelo Santi, 374 – sala 01 – ao lado do CRD Transportes ZF – bairro Getúlio Vargas – na cidade de Santo Augusto. O prédio está recebendo as adaptações necessárias para oferecer ambientes adequados para vistorias de veículos e para as demandas burocráticas pertinentes a atividade fim. Esse trabalho deverá ser concluído esta semana, sendo que a seguir os engenheiros do Detran farão a vistoria para, posteriormente ser feita a parte final que é a instalação da rede de informática a cargo da OI. Emilio Falcão não soube precisar uma data para o início do atendimento ao público, mas disse que deverá ser em breve, dentro de trinta dias, adiantando que o órgão dará atendimento diário ao público para vistoria e encaminhamento de documentação de veículos automotores.

 

 

Serviços realizados nos CRVAs ou Postos Avançados

 

Todos os serviços relacionados a veículos são realizados pelos Centros de Registros de Veículos Automotores (CRVAs) ou Postos Avançados, que são credenciados pelo Detran/RS e funcionam vinculados a alguns cartórios de registro civil das pessoas naturais, entidades de reconhecida idoneidade.

Para a realização dos serviços de transferência de propriedade de veículos, solicitação de vistoria, 2ª via do CRV e cópia do CRLV, autorização para fabricação de placas, o pagamento deverá ser feito antecipadamente, lembrando que se o pagamento for feito em dinheiro deverá ser aguardado 24 horas para comparecer no CRVA ou Posto Avançado e realizar o serviço; o pagamento com cheque implica no aguardo do prazo bancário de compensação.

 

Cuidados quando for “comprar” ou “vender” um veículo:


COMPRAR:

          Antes de efetivar a compra, é importante verificar existência de débitos do veículo (IPVA, seguro obrigatório, taxa de expedição do documento e multas a pagar e/ou suspensas), restrições judiciais e/ou administrativas e ocorrência de furto/roubo. 
A transferência de propriedade do veículo deve ser feita em um Centro de Registro de Veículos Automotores (CRVA) ou Posto Avançado, no prazo de 30 dias da data da aquisição no seu município de domicílio/residência.

A contagem do prazo de 30 dias se inicia na data do reconhecimento da assinatura do vendedor no documento de transferência (Certificado de Registro do Veículo – CRV). Caso não seja feita dentro do prazo legal, o comprador será multado em R$ 195,23 e terá 5 pontos na carteira.

 

Recomendação:

           O comprador, antes de adquirir o veículo, poderá submetê-lo a uma vistoria prévia ("vistoria avulsa") em qualquer CRVA ou Posto Avançado para assegurar-se que tanto a numeração do motor quanto do chassi não foi adulterada. Nesta vistoria, também será verificado se o veículo não resultou da emenda de dois ou mais veículos, bem como a existência e funcionamento dos equipamentos obrigatórios.

Para este serviço é cobrada uma taxa de vistoria, mas, que ainda assim, compensa pelo fato de dar ciência ao comprador de eventuais problemas existentes nos veículos antes da efetiva compra.

No entanto, este serviço deverá ser solicitado pelo vendedor, já que o veículo ainda se encontra em seu nome.

 

VENDER: 

O vendedor deve ficar com uma cópia autenticada do documento de transferência (CRV) e realizar uma Comunicação de Venda em um CRVA ou Posto Avançado tão logo efetivado o negócio. Lembrando que o prazo legal para isso é de 30 dias. Dessa forma, o vendedor não será responsabilizado por multas do novo proprietário.

O CRV deve conter a assinatura do vendedor e do comprador autenticadas; caso contrário, não será possível efetuar a Comunicação. O vendedor deve evitar entregar ao comprador o CRV em branco, assinando apenas uma procuração, sob pena de manter-se responsável cível, criminal e administrativamente pelo que venha a acontecer em decorrência do uso desse veículo.

 

 

PARA RESGATAR A HISTÓRIA DA FUNDATURVO QUANDO COMPLETA 21 ANOS, O ENGENHEIRO CIVIL EUGÊNIO FRIZZO ESCREVEU E PUBLICA NO JORNAL O CELEIRO, SEMANALMENTE, A PARTIR DE 04.08.2017, ATÉ O MÊS DE DEZEMBRO, UMA SÉRIE DE ARTIGOS.

 

PUBLICAÇÕES DO MÊS DE AGOSTO

 

FUNTURVO 21 ANOS

ARTIGO 01 JC – 04.08.17

 

O RESGATE DE UMA CAMINHADA

Foi através de uma visão do mundo baseada na corrente de pensamento iluminista que a Fundação buscou inspiração e forças para realizar seus objetivos. O pensamento iluminista foi um movimento sócio cultural que teve início no século XIII, na França, no qual a tese principal era a de que o desenvolvimento harmonioso do mundo seria possível através do saber e cultura acessível a todas as pessoas. Em resumo: diante de um problema, com o saber e o pensar esse problema poderia ser resolvido.

A chama que iluminou o grupo de voluntários que criou e administrou a Fundação neste período de tempo, e, de forma especial nos primeiros 10 anos, foi de crer na sua concretização, mesmo que estivéssemos em uma região esquecida e abandonada pelos governos e que tivéssemos que vencer barreiras consideradas na época intransponíveis para alguns. Os sonhos foram se tornando realidade a medida que o trabalho forte do grupo foi avançando no tempo e superando esses obstáculos.

Dois fatores foram primordiais nos embates mantidos com governos e lideranças de visões diferentes: uma de que o projeto proposto tinha justificativas plenamente sustentáveis e incontestes, de forma a romper as barreiras da falta de oportunidades que a região enfrentava para obter o seu desenvolvimento. O outro fator foi a incansável capacidade do grupo de reunir, conduzir e sustentar, com sua credibilidade, em todas as esferas de governo e sociedade, o direito que tínhamos de ter em nossa região projetos com capacidade transformadora como é o caso de nossa Escola Federal.

Assim, decorridos 21 anos do início desta saga desenvolvimentista, a Fundação julga oportuno que seja feito um resgate mais detalhado desta caminhada, relembrando e revisitando documentos, arquivos, fotos, projetos, relatórios e memórias daqueles que participaram, para registrar como ocorreu esta conquista, e que também sirva de estímulo a outros idealistas a lançarem-se em projetos apropriados para o desenvolvimento de suas comunidades.

Dessa forma, neste segundo semestre de 2017 a Fundação irá promover atos culturais e encontros com a comunidade para dar a publicidade daqueles acontecimentos que levaram a concretização de projetos que perdurarão para sempre em nosso município e região.

Além da publicação em meios de comunicação de nossa região, ocorrerá uma exposição de banners relativos às atividades da Fundação, reuniões com instituidores e se tudo der certo, ao final do ano será publicado um Caderno Histórico com o registro de todos esses fatos.

Semanalmente, todos estão convidados a acompanhar pelo Jornal o Celeiro a publicação de uma coluna que relatará passagens importantes ocorridas ao longo dos 21 anos de Fundaturvo/DS

Eng. Civil Eugenio Frizzo – Vice-presidente da Fundaturvo/ds e Editor da Coluna.

 

NOTA: por uma deferência especial da Direção do Jornal O Celeiro, na pessoa de seu Diretor Pedro Valmor Marodin, será publicada uma coluna no JC, na edição semanal, até o dia 29 de dezembro. A Fundaturvo/DS, registra e agradece a mais este serviço prestado pelo JC ao desenvolvimento de nossa amada região Celeiro e especialmente Santo Augusto.

 

 

FUNDATURVO 21 ANOS

ARTIGO 02 JC – 11.08.17

 

A REGIÃO NO FINAL DO SECULO XX

 

Desenvolver um tema tão amplo como a citado acima, não será possível neste curto espaço de jornal, portanto iremos focar nas questões mais imediatas.

A região Celeiro, nesta época, vinha encerrando um ciclo de equilíbrio econômico, no qual a população tendia a se estabilizar limitada pela estabilidade na geração de renda do setor primário.

No setor primário estava em início a geração de um novo modelo tecnológico no qual se previa um aumento da produtividade e uma redução dos lucros deste elo da cadeia do agronegócio, com isso exigindo um novo reposicionamento de lideranças políticas, empresários e das pessoas que trabalham nesta região.

As previsões de que a distribuição da renda na cadeia do agronegócio, que na época era de 20% para produção, 35 % para a indústria e 45 % para o comércio, chagaria nos anos 2020 a 10% para produção, 40% para a indústria e 50% para o comércio, indicadores que estão se confirmando atualmente.

Nessa perspectiva era óbvio que as continuidades das atividades de produção seriam cada vez mais excludentes em termos de oportunidades de trabalho e renda para a população regional e, que com isso tenderia a buscar novas oportunidades em outras regiões, situação que já vinha ocorrendo desde a década de 1970.

Este era e ainda deveria ser, um dos grandes questionamentos feitos nos fóruns locais e regionais de desenvolvimento. O primeiro ponto é de que a região tem elevados investimentos na formação de jovens com boa saúde e formação e, quando estão aptos ao trabalho migram para outras regiões por não terem oportunidade de trabalho por aqui. Quanto é investido na formação desses jovens, que vão para outras locais e lá se aprestam para trabalhar sem qualquer custo a aquelas comunidades? Para a região ficam os custos de todas a caminhada dos jovens, a redução de trabalhadores na faixa de produção e o custo da manutenção de camadas da sociedade mais idosa que já não tem grande produtividade.

A outra questão que aparece nas análises mais criteriosas é a incapacidade da região em avançar no sentido de industrializar a nossa produção e com isso ampliar renda do setor primário, entrando nos ganhos elevados dos processos industriais, obtendo melhor rentabilidade e agregando mão de obra disponível na região.

Para enfrentar esses desafios de melhorar a renda regional e manter nossos jovens, muitas ações devem ser tomadas por pessoas, famílias, governos, empresas, enfim por toda a região para tratar de mudanças abrangentes que resultaram de muitos debates, tempo e trabalho bem encaminhado.

É neste contexto que a Fundaturvo/DS surgiu em 2001 e trabalhou neste período com projetos incluídos nestas grandes questões, buscando por um lado a ampliação da base cientifica da região através de implantação de uma instituição educacional federal padrão, hoje denominada de IF Farroupilha – Campus Santo Augusto e de um Projeto Regional de Fruticultura que visava a diversificação de culturas e criação de oportunidade de trabalho aos egressos da Escola e tantos outros residentes na região celeiro que não gostariam de ter que abandonar sua terra em busca de oportunidade de viver com dignidade.

 

Eng. Civil Eugenio Frizzo – Vice-presidente da Fundaturvo/ds e Editor da Coluna.

 

 

                     FUNDATURVO 21 ANOS

                        ARTIGO 03 JC – 18.08.17

 

            ARTICULAÇÕES DO PROJETO

                        Tão logo a iniciativa de criar uma Escola Técnica em Santo Augusto foi publicada pelos órgãos de imprensa regional, iniciaram-se os debates sobre que tipo de escola se buscava e sobretudo sobre as reais possibilidades de que esse sonho viesse a se tonar realidade.

                        Quando iniciaram os questionamentos a nível local, algumas lideranças políticas locais passaram a comentar informações depreciativas ao projeto, subavaliando a força que o mesmo poderia ter. Esses comentários foram superados pelo fato de que o projeto tratava de uma questão estratégica, que é a ampliação do conhecimento, fator decisivo quando se pensa em planos de desenvolvimento.

                        Também por parte da região, houveram alguns questionamentos sobre a ousadia de Santo Augusto sediar um projeto deste porte, levando esse fato a uma disputa acirrada com a região costeira do Rio Uruguai.

                        As ações das lideranças do projeto, sempre firmes e oportunas, com o tempo conseguiram o apoio da maioria das lideranças regionais, que passaram a perceber Santo Augusto com mais viabilidade e sustentação local, regional e nacional. Neste tempo houveram longos embates nos bastidores em defesa do projeto Fundaturvo, que acabou sendo o contemplado pelo MEC, como os méritos de ter sido o melhor projeto apresentado e que acabou sendo eleito para a execução.

                        Naquela ocasião, através da diretoria da Fundação e, de forma especial pelo então prefeito de Santo Augusto Florisbaldo Polo, houve a formação de um verdadeiro batalhão que defendeu o projeto em todas as esferas de governo, através de debates, assinaturas de convenio de cooperação e ações políticas junto a parlamentares que representavam a região e que foram decisivas para o avanço do mesmo.

                        Em Santo Augusto foram movimentadas várias entidades como ACISA, Sindicato Rural, Sindicato Patronal, Lions Clube, Rotary Clube e outras entidades.

                        Vale ainda citar os prefeitos da região que estiveram firmes na missão de defender o projeto: Prefeito Maçalai de Chiapetta, Prefeito Jaci de Coronel Bicaco, Prefeito Evoli Neves de Inhacorá, Prefeito Bartsh de São Valério do Sul, Prefeito Valter Lopes de Sede Nova, Prefeito Zancan de Campo Novo, Prefeito Hermes de Braga, Prefeito Santi de Alegria, Prefeita Araci Irber de São Martinho, Prefeito Paschoal de Redentora, entre outros.

                        Na região a Fundação buscou apoio de organizações representativas como a Amuceleiro, Associação das Câmaras de Vereadores, Unijuí, Corede Celeiro e Cotrijuí.

                        No estado, foi buscado apoio na Secretaria de Educação através da Suepro, Emater, Farsul, Assembleia Legislativa, Embrapa de Pelotas, UFPEL, e outras organizações afins.

                        Foi com o apoio destas e de tantas outras pessoas e organizações que o projeto da Escola Técnica Profissional prosperou, cresceu e sobreviveu 10 anos até ser concretizado.

                        No que competia a Fundação nunca houve o abandono da ideia, apesar de todos os reveses que o projeto teve durante a fase de aceitação e consolidação, pois todos acreditavam que estavam trabalhando por uma causa nobre para a cidade e região e que todo o esforço feito seria pouco diante daquilo que a sua concretização representaria no futuro. Na época se trabalhou com o horizonte de 10 anos para sua concretização e de 15 anos para serem notadas as melhorias que o projeto iria proporcionar.

                        Como sustentação da viabilidade do projeto se trabalhou com a necessidade que a região tinha que ter uma escola voltada para as realidades econômicas e sociais locais e com ‘direito’ de receber retornos mais concreto dos impostos federais pagos pela nossa gente. Na época o único investimento regional federal em educação era na cidade de Frederico Westphalen.

Eng. Eugenio Frizzo – Vice-Presidente da Fundaturvo/DS e Editor da Coluna

                                              

 

FUNDATURVO 21 ANOS

ARTIGO 04 JC – 25.09.17

 

A EVOLUÇÃO DO PROJETO

                       

Como já nos referimos em outras oportunidades, foi no âmbito da Escola Cenecista de Santo Augusto que ocorreram os primeiros passos do projeto Fundaturvo. Foi durante o ano de 1997 quando a então diretoria discutia rumos para o futuro da Escola que surgiu a ideia de se buscar novos cursos e alternativas para a CNEC e consequentemente para o município e região.

Em audiência na cidade de Porto Alegre com o Professor Telmo Frantz, então Secretário de Ciência e Tecnologia do Estado, este nos informou que o MEC tinha um programa de melhoria para o ensino técnico chamado de PROEP. Naquela ocasião nos repassou um disquete com as diretrizes gerais do programa e nos solicitou que providenciássemos um projeto para ser apresentado ao Ministério da Educação, se dispondo a fazer a entrega do mesmo.

Retornamos a Santo Augusto com a ideia fixa de providenciar no projeto, que foi elaborado tendo como patrocinador a CNEC local, denominado de Projeto Novos Horizontes. Em 21/07/98 o projeto foi protocolado no MEC para análise. Por essa época o MEC passou a adotar a Metodologia do Banco Mundial para elaboração e aprovação dos projetos, já que este era o órgão financiador. Por esse motivo o projeto apresentado foi analisado e reprovado por não cumprir integralmente as normas do Banco Mundial.

Em 1999, já com as normas em mão, foram elaborados mais dois projetos, que não obtiveram sucesso porque as exigências previstas nas Cartas Consultas não puderam ser cumpridas pela CNEC. O último projeto apresentado teve apoio do Município de Santo Augusto e da Fundatec.

Durante o ano de 2000 os trabalhos foram marcaram pelo debate interno da inviabilidade de apresentar-se novas Cartas Consulta em nome de entidades que não conseguiam cumprir as normas do Banco Mundial

Em 2001 o grupo de trabalho resolveu apresentar uma Nova Carta Consulta em nome de uma entidade local que seria criada, se a carta fosse aceita, proposta já discutida e aprovada pelo MEC. Finalmente despois diversas idas a Brasília, no dia 26 de julho de 2001 recebemos a aprovação da referida Carta e a porta estava aberta para a continuidade do projeto. Fechou-se esta etapa no dia 13 de setembro, quando esteve em Santo Augusto a consultora do MEC Vera Maria Regina Bamberg, que em visita a cidade e após consulta pública aprovou a elaboração do projeto e a consequente criação da Fundaturvo.

Nesta longa caminhada o projeto obteve a colaboração de autoridades locais, regionais e Estaduais. No âmbito federal é justo ser citada a colaboração do então Deputado Federal Augusto Nardes, que sempre defendeu o projeto e esteve presente em audiência com o Ministro Paulo Renato e outros órgãos do MEC. A nível de município o então Prefeito Florisbaldo Polo foi um defensor e apoiador incontestável do projeto da Fundaturvo.

Este espaço não permite a citação de todos os que estivem envolvidos nesta etapa do projeto, assim como não permite e rememoração de momentos decisivos vividos por nós na discussão com técnicos sobre a viabilidade do projeto. Foram momentos difíceis, porém hoje sabemos que valeu a pena.

 

Eng. Eugenio Frizzo – Vice-Presidente da Fundaturvo/DS e Editor da Coluna.

 

 

INCHAÇO NO QUADRO DE SERVIDORES MUNICIPAIS EM SANTO AUGUSTO

 

CONTRATAÇÃO DE PESSOAL

O murmúrio entre os santoaugustenses é intenso com relação às constantes nomeações de servidores públicos oriundos de concurso público. Só este ano já foram chamados de 15 a 20 servidores para áreas diversas da administração pública. Na gestão passada, finda em dezembro de 2016, passou dos cem. Os comentários dos munícipes giram principalmente em torno da quantidade de servidores já existentes que, para muitos, já extrapola a real necessidade na maioria dos setores. Porém, parece unanimidade que, para a Secretaria de Obras sim, deveria haver mais funcionários e com melhor distribuição. Quanto aos setores mais burocráticos, o que se houve é que o número de funcionários ultrapassa em muito o necessário.

 

O QUE DISSE O PREFEITO

Com relação às contratações/nomeações de servidores, em meio a uma entrevista ao jornal O Celeiro no mês de maio, ao ser indagado sobre a questão, o prefeito Naldo Wiegert respondeu que as contratações são feitas por razões várias, entre elas, para resolver problemas basicamente na saúde, haja vista que a CGU (Controladoria-Geral da União) constatou deficiências de pessoas nas equipes de PSF; havia também carência de pessoal em outras áreas da saúde que tinham de ser supridas. No quadro geral, segundo o prefeito, a folha de pagamento já bate no teto, são mais de quinhentos servidores, porque as exigências dos vários programas do governo Federal e também do Estadual impõem burocracia muito grande, de modo que o programa tal tem que ter um gestor específico, são muitas exigências que nos impedem de distribuir certas atividades de modo a aproveitar melhor o material humano que temos, disse.

 

INGERÊNCIA DO ESTADO

Essa intromissão do Estado, metendo o bedelho até na gestão de pessoal das Prefeituras é uma aberração. Imagina se pode funcionar a contento, quando o prefeito não tem a liberdade de distribuir e aproveitar os servidores de acordo com a necessidade e racionalidade que a demanda requer. Não tem sentido um município com menos de 15 mil habitantes ter mais de quinhentos funcionários. Pense bem, mais de quinhentos funcionários! Com uma fartura dessas, de pessoal, se bem aproveitados e bem distribuídos em seus respectivos setores, deixando o prefeito fazer sua gestão adequada às peculiaridades e necessidades do município, seus gestores poderiam fazer administrações modelos, exemplares. Mas, o Estado se intromete!

Santoaugustenses que, obedientes à lei e ao costume gauchesco, não dispensam a pilcha nas sextas-feiras

 

A pilcha, vestimenta histórica do gaúcho, foi transformada em traje de honra e de uso preferencial no Rio Grande do Sul a partir de uma lei estadual de 10 de janeiro de 1989.

Conforme a lei, passou a ser considerada “pilcha gaúcha” a vestimenta que, com autenticidade, reproduza com elegância a sobriedade da nossa indumentária histórica, conforme os ditames e as diretrizes traçadas pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho.

Pilcha é a indumentária tradicional da cultura gaúcha, utilizada por homens e mulheres de todas as idades. É a expressão da tradição, da cultura e da identidade própria do gaúcho, motivo de grande alegria e celebração em memória do pago.

Aqui em Santo Augusto, naquele mesmo ano, 1989, o então prefeito Darci Pompeo de Mattos, inspirado na lei estadual recém-criada, oficializou através da Lei Municipal nº 865, de 12 de setembro de 1989, o “Dia da Pilcha em Santo Augusto”. Pela lei, ficou oficializada a “SEXTA-FEIRA” como o dia em que Tradicional e Preferencialmente será usada Pilcha Gaúcha no Município de Santo Augusto, de acordo com o que preceitua a Lei Estadual número 8.813, de 10 de janeiro de 1989.

 

A partir da vigência da lei, obedientes e preservando o uso e costume da vestimenta, muitos santoaugustenses, homens e mulheres, adotaram o hábito de usar a pilcha nas sextas feiras, inclusive e principalmente em seus locais de trabalho. Aos poucos a maioria deixou de cumprir a lei e abandonaram o costume de usar pilcha na sexta-feira, porém, alguns se mantém firmes e obedientes ao costume e à lei, e invariavelmente, na sexta-feira lá estão eles pilchados (bombacha, botas, guaiaca, lenço e camisa adequada aos moldes do tradicionalismo) atendendo ao público em suas atividades normais de trabalho, como é o caso dos bancários do Banrisul Pedro Roberto Campos e Luiz Schossler; do despachante de trânsito Dilmar Antônio Mattioni, e do corretor de imóveis Paulo Roberto Langner (Pelica).

Estes cidadãos, gaúchos, manifestam-se orgulhosos por manterem, além da tradição do gaúcho através da vestimenta, o fiel cumprimento ao que estabelece a lei editada em seu município em 12 de setembro de 1989, ou seja, que “oficializou a sexta-feira como o Dia da Pilcha”.

 

A lei está em pleno vigor, o gaúcho permanece cada vez mais estimulado a cultuar a tradição, os tradicionalistas sentem-se orgulhosos por seus usos e costumes. 

 

Sendo assim, porque tão poucos gaúchos santoaugustenses cumprem fielmente a lei municipal em questão? Que tal aproveitar a Semana Farroupilha que se aproxima e repensar sobre o uso da pilcha nas sextas-feiras, criando, assim, uma marca positiva através do visual, além do sentimento de culto à tradição, e se incorporar ao uso e costumeda vestimenta no dia da semana definido em lei, aumentando o contingente de pilchados a cada sexta-feira, a exemplo do que fazem o Campos, o Schossler, o Mattioni e o Pelica.  

 

                                                                                                                                                             

No contexto do culto às tradições gaúchas, em comentário à reportagem, Pedro Roberto Campos externou sua opinião no sentido de que crianças e jovens de modo geral deveriam ser mais estimulados, participar de forma mais direta e frequente, estarem mais presentes nos CTGs, conhecer de perto, viver o tradicionalismo de forma mais intensa. Para tanto, sugere que ao aluno deveria ser oportunizado através da Secretaria Municipal de Educação, sob a coordenação da Divisão de Cultura, os ensinamentos e participação lá dentro do CTG, com professor preparado e qualificado para a atividade de forma exclusiva, objetivando além de transmitir conhecimentos, desenvolver e revelar talentos artísticos em todo o contexto do tradicionalismo gaúcho, bem como despertar para o culto às tradições do Rio Grande do Sul de modo geral. E a melhor forma para isso, segundo Campos, é trazendo o aluno, crianças e jovens, até o CTG, ao invés de o CTG ir até a escola.

 

 

Traficante preso no início da noite de hoje em Santo Augusto

 

A prisão ocorreu na residência do autuado, no bairro São João, ocasião em que a polícia cumpria mandado judicial de busca e apreensão. Em poder do investigado, a polícia encontrou 63 gramas de maconha, pinos plásticos com resquícios de cocaína, 29 reais trocados, e embalagens plásticas para enrolar drogas.

W.K.S. foi autuado em flagrante e após os trâmites pertinentes junto à Delegacia de Polícia de Santo Augusto ele será conduzido ao presídio de Três Passos.

 

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