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Veja os destaques de cada bloco do debate entre os candidatos à prefeitura de Porto Alegre

 

Na noite desta sexta-feira, a RBS TV promoveu o último debate entre os candidatos à prefeitura de Porto Alegre antes da votação em segundo turno, que ocorre no domingo. Dividido em três blocos, o programa contou com a participação dos dois concorrentes: Sebastião Melo (PMDB) e Nelson Marchezan Júnior (PSDB). 

Abaixo, veja como foi cada bloco do programa:

PRIMEIRO BLOCO

Foto: Eduardo Matos

Pardais na segurança

A primeira pergunta do debate foi de Nelson Marchezan Júnior para Sebastião Melo. O candidato do PSDB questionou o que peemedebista fará pela segurança pública de Porto Alegre. Melo disse que vai qualificar a Guarda Municipal e intensificar o diálogo com os governos estadual e federal para aumentar o número de policiais militares na cidade e chegar a 4 mil brigadianos, como foi na Copa do Mundo. Depois, disparou:

– O que não posso é usar o medo das pessoas para propor propostas superficiais. É isso que quero dialogar com o senhor e com a senhora. Meu adversário tem tratado na campanha só de superficialidades em todos os temas. Ele disse que os pardais vão resolver a questão da segurança. Aproveito para perguntar como é que os pardais vão resolver isoladamente uma questão tão grave. É que nem dizer que vou tratar câncer com aspirina — disse Melo.

– Os pardais hoje na cidade só multam. E nos municípios onde os prefeitos assumem a responsabilidade de um problema que é do cidadão, do município, como é a segurança aqui, os pardais podem ter um monitoramento de toda rota de fuga dos veículos e carros roubados e avisar para a Brigada Militar e para a Polícia Civil, fazendo um convênio que hoje não existe.

Ataque a comitê

Na segunda pergunta, Melo questionou Marchezan sobre o incidente no comitêde campanha do candidato do PSDB, na Avenida Ipiranga, em 17 de outubro. O caso foi tratado inicialmente como atentado e foi, inclusive, utilizado na campanha eleitoral. Na quinta-feira, a Polícia Federal concluiu, em laudo, que não houve tiros e que o vendaval foi o que causou a queda da vidraça no local.

– O senhor gravou um vídeo dizendo que era um tiroteio. Aliás, o senhor disse até a quantidade de tiros. Disse que eram 12, depois disse que eram 15. E criou um verdadeiro pânico dizendo que seu comitê tinha sido atingido. Agora, a polícia diz que foi um vendaval. O senhor que fala tanto em transparência vai pedir desculpa para a população pela mentira? — questionou Melo.

Marchezan não respondeu no início de seu tempo e voltou a falar sobre segurança. Somente quando o espaço estava terminando disse:

– A Polícia Civil que diz que foram 12 tiros e o seu prefeito, (José) Fortunati, que hoje, aliás, está nas redes sociais, no ClicRBS, ele reafirma que não é nenhuma história mirabolante e que foram tiros. Então, não tenho nada que explicar. Estou satisfeito com a explicação da Polícia Federal.

Saúde à distância

O tema da saúde entrou no debate com a discussão em torno das filas enfrentadas pela população para retirar fichas de atendimento em postos de saúde da Capital. Melo não deixou de alfinetar Marchezan logo após ser questionado sobre o que fará, caso seja eleito:

– Quero dizer que é completamente diferente da sua proposta mirabolante. O senhor diz que as pessoas serão atendidas às 3h da manhã em um hospital que tem médico ocioso. O senhor tem dito que as pessoas vão telefonar e fazer telemedicina pelo celular, pelo telefone fixo ou pelo orelhão. Isso é uma proposta que não é viável. Você precisa dar assistência básica, ter especialistas, de leito, de remédios. E o senhor está mal informado. A rede está totalmente informatizada – disse Melo.

– Vou acabar com as filas. Segurança, saúde e emprego são nossas três prioridades. Informatizar, Sebastião Melo, vice-prefeito de 12 anos, não é colocar computador no posto de saúde. Vamos conversar com os médicos para que os exames possam ser feitos de madrugada, sim. Vai ser uma das alternativas para acabar com essa fila desumana na saúde que ele (Melo) em 12 anos não resolveu – prometeu Marchezan.

Experiência como gestor

Melo questionou Marchezan sobre a experiência do candidato do PSDB como gestor público.

– O senhor, de 20 comerciais que coloca no ar, em 15 o senhor diz que é o maior gestor do mundo. Queria entender um pouco a sua experiência como gestor. O senhor tem feito propostas, muitas, e agora, na reta final, o senhor tem dito que é um gestor preparado. Queria conhecer a sua experiência de gestão na vida pública – questionou Melo.

Na resposta, o tucano voltou a falar sobre saúde pública, que foi tema da pergunta anterior, e disse que Melo só se preocupa em "agredir as pessoas":

– O prefeito… o vice-prefeito se preocupa em agredir as pessoas e não estudou muito essas questões para estar aqui hoje. Então quero dizer que o seu médico vai ligar do posto, vai falar com especialista e eles vão fazer uma discussão sobre o seu problema. É isso que a gente quer trazer para Porto Alegre.

SEGUNDO BLOCO

Foto: Camila Domingues / Agencia RBS

Polêmica das obras

Durante o segundo bloco, Melo questionou Marchezan sobre a infraestrutura de Porto Alegre. O peemedebista afirmou que o tucano não daria início a novas obras.

– O senhor pega as coisas pela metade, eu vou lhe explicar — alfinetou Marchezan. – Nenhuma obra nova vai começar enquanto não concluir as inacabadas. Obra parada é cidade parada, é dinheiro publico desperdiçado – disse, afirmando que a prefeitura multará as empreiteiras que não finalizarem as construções no prazo definido em contrato.

Na réplica, Melo disse que vai concluir as obras iniciadas mais rapidamente porque faz parte da atual gestão. O peemedebista ressaltou que deverá implementar melhorias de infraestrutura nas obras nas avenidas Vicente Monteggia e Edgar Pires de Castro, na zona sul de Porto Alegre, além do acesso ao Porto Seco, na Zona Norte.

– Estamos fazendo muitas obras. Pretendo fazer outras porque o déficit estrutural da cidade é muito grande – garantiu Melo.

Marchezan, durante a tréplica, afirmou que, após as eleições, as obras vão parar.

Água e esgoto privatizados

Marchezan afirmou que a atual gestão vem retirando recursos da área para pagar custos da prefeitura como a folha dos servidores. O tucano ainda citou os recentes problemas relatados por moradores sobre cheiro e gosto alterados da água. Melo respondeu que não vai privatizar o Dmae. Propondo maior eficiência, Marchezan afirmou que pretende unir o Dmae ao DEP.

– Porto Alegre é a capital do Brasil que tem o maior número de secretarias. Não vamos mais sangrar o Dmae, vamos, sim, ter investimentos reais que podem tratar as bacias que existem hoje em Porto Alegre. Quem está tentando privatizar o Dmae não sou eu – disse Marchezan.

Melo conclui frisando que Marchezan não declarou se privatizará ou não o Dmae. 

TERCEIRO BLOCO

 

Foto: Camila Domingues / Agencia RBS

Dentro ou fora do governo

No terceiro bloco, Marchezan voltou ao tema do incidente em seu comitê, explicando por que tratou o caso como atentado. Em seguida, perguntou o que Melo iria fazer para melhorar a educação.

Antes de responder, o peemedebista desdenhou da explicação do tucano, afirmando que ele disse uma inverdade, mas que agora está esclarecendo o que aconteceu. Logo após, Melo disse que Marchezan gosta de inverdades, porque é vice-prefeito há quatro anos e faz parte do projeto há 12 anos e, diferentemente do adversário, tem orgulho do governo:

– O senhor fez parte 11 anos e nega o projeto como o diabo nega a cruz. O senhor é oposição só na época da eleição.

Marchezan afirmou que os maus resultados da educação nos últimos três anos foram dentro dos 12 anos de governo do PMDB e do PDT e nos oito anos da mesma secretária na pasta.

– Para nós, partido ou pessoa não é

dono do cargo. O dono do cargo é o interesse público. Com a gente, servidor, funcionário e CC que não atingir a meta vai sair daquela função de responsabilidade – completou Marchezan.

Confronto de trajetórias

Melo voltou a questionar a experiência de Marchezan como gestor público. O tucano, mais uma vez, fez questão de chamar Melo de "vice-prefeito de 12 anos" e disse que seu governo não vai ser como o do peemedebista:

– Com certeza, não vai ser como o seu, como o senhor se comportou. Porque os seus resultados são péssimos. Vou me comportar absolutamente diferente.

Melo, então, enalteceu seu passado e sua trajetória na política em Porto Alegre.

– Tenho muito orgulho das minhas experiências, comecei capinando roça, passei por chapista de lancheria, carreguei caixa da Ceasa, cheguei à advocacia, fui vendedor pracista, fui gerente de vendas e fui vereador e presidente da Câmara.

*Zero Hora

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