Sindicato lembra que sede anterior do DEIC já sofreu incêndios no ano passado em razão da precariedade de instalações e de sistemas de resfriamento

A UGEIRM, sindicato que representa agentes da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, denuncia que servidores que atuam no Departamento Estadual de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública (DERCAP) e no Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) enfrentam condições precárias de trabalho em meio à onda de calor que atinge Porto Alegre nesta semana. Conforme a entidade, as duas unidades funcionam em um prédio cedido pelo Poder Judiciário, cujo sistema de ar-condicionado central está completamente inoperante.
O sindicato diz que recebeu a informação de que o sistema de climatização do prédio encontra-se ultrapassado e sem condições técnicas de reparo, sendo necessária a sua substituição integral, o que demandaria uma obra de grande porte, sem previsão de execução no curto prazo. A situação obrigaria os policiais civis a trabalhar em ambientes fechados, sem ventilação adequada, expostos a temperaturas extremas, trazendo riscos para a saúde e comprometendo e a qualidade do serviço prestado à população.
A UGEIRM lembra ainda que, em janeiro de 2025, a sede do DEIC, então em outro prédio, sofreu três incêndios consecutivos em razão da sobrecarga da rede elétrica, provocada pelo uso excessivo de ventiladores para tentar amenizar o calor. Além disso, destaca que o prédio original do DEIC foi gravemente atingido pelas enchentes de maio de 2024, tornando-se inutilizável.
Em decorrência destes problemas, os policiais civis estariam atuando de forma quase itinerante, sendo deslocados de um local para outro, sem que haja uma solução definitiva para a estrutura física do departamento.
O sindicato diz que o cenário evidencia a falta de planejamento e de investimentos do governo do Estado em condições mínimas de trabalho para a Polícia Civil, mesmo em setores estratégicos e sensíveis da segurança pública. “A manutenção de policiais civis trabalhando sem climatização adequada, em meio a ondas de calor extremo, representa risco à saúde dos servidores e pode gerar impactos diretos no andamento de investigações complexas e no combate ao crime organizado e à corrupção no estado. O governador Eduardo leite, que tanta celebra os números da segurança pública, deveria olhar para a saúde e as condições de trabalho dos servidores que são responsáveis por esses números”, fiz o vice-presidente da UGEIRM, Fabio Castro.