Heroínas exemplares

As mulheres, que comemoraram seu dia em 8 de março, assumem cada vez mais lugar de destaque na sociedade, merecidamente. Vou citar apenas dois casos pontuais onde as mulheres deram verdadeiro show de postura heroica, firme e digna. Primeiro, a juíza federal Gabriela Hardt, de Curitiba, quando advertiu duramente e coibiu a arrogância e grosseria do Lula, na audiência: “Sr. ex-presidente, esse é um interrogatório que se o senhor começar neste tom comigo a gente vai ter problema”. Agora, no julgamento do Caso Bernardo, a juíza Sucilene Engler, que presidiu o tribunal do Júri, teve postura firme, segura e dirigiu com competência os trabalhos, inclusive sendo enérgica, dura e preparada o suficiente para conter e inibir terminantemente a truculência e domínio da situação tentado por dois dos experientes advogados de defesa no início do interrogatório de testemunhas de acusação. Em uma das repreensões a magistrada assim se expressou com energia a um dos advogados: “O senhor trate com urbanidade a testemunha. Nessa sessão, o senhor não vai desconstruir a testemunha”. Já as testemunhas de acusação, arroladas pelo MP, delegadas Caroline e Cristiane, tiveram postura impecável, dignidade, personalidade, demonstração de profissionalismo puro, sem medo, olho no olho nos réus, encararam com a verdade, as perguntas dos advogados de defesa que em muitos momentos tentaram desqualificar a investigação policial e desconstruir as depoentes; e por fim, a testemunha Juçara Petry, também honrou a boa postura feminina, com seriedade ela depôs com segurança e verdade, sem se preocupar com posição social com a qual o médico e agora réu Leandro Boldrini sempre se respaldou. Parabéns a essas mulheres.