O órgão especial do Tribunal de Justiça (TJ) decidiu, por unanimidade, pela abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o juiz Fernando Vieira dos Santos, de Três Passos. O processo vai apurar indícios de que Santos teria cometido irregularidades durante uma ação de inventário na qual atuou como juiz substituto.



Ele comprou um imóvel que integrava o inventário. O caso foi investigado pela Corregedoria-Geral do TJ, que propôs a abertura de PAD. Ontem, todos os 25 desembargadores que compõem o órgão especial votaram favoráveis à abertura de processo. A relatoria ficou com a desembargadora Isabel Dias Almeida. Santos é o juiz que trabalhou no processo de guarda do menino Bernardo Uglione Boldrini, assassinado em 4 de abril.



A ação de inventário em que teriam ocorrido irregularidades não tem relação com a família Boldrini. As suspeitas sobre a atuação dele no inventário e também no caso Bernardo foram sugeridas pelo deputado Marlon Santos (PDT), ouvidor da Assembleia Legislativa, que fez uma representação ao TJ pedindo a apuração.



O parlamentar sustentou que a relação de amizade do juiz com o pai de Bernardo, o médico Leandro Boldrini, e com a madrasta Graciele Ugulini, teria influenciado a decisão do magistrado dentro da ação em que o Ministério Público pedia que a guarda do menino fosse transferida para a avó materna. Zero Hora