“Além de trazer grandes consequências à saúde humana, traz impactos ambientais como a poluição do ar, do solo, da água e visual”.

É comum vermos o acúmulo inadequado de resíduos sólidos, desde lixo doméstico, à roupas e calçados já em desuso, sofás, colchões, restos de madeira, garrafas pets, revistas, pneus, vidros, galões, enfim, os mais variados objetos descartados na beira de algumas estradas vicinais na cidade de Santo Augusto, especialmente naquela que demanda do Bairro São João, na Linha Andrighetto II, à rodovia RS-155. Às margens daquela via pública, caso que não é de hoje, mas ultimamente vem se acentuando, tornaram-se verdadeiro lixão a céu aberto. A situação incomoda e preocupa os proprietários de lavouras que ali habitam ou que durante o desempenho de seu trabalho têm que conviver com aquela poluição toda, sem contar que logo abaixo existe um riacho, cujas águas certamente já foram contaminadas.

Sabe-se que o poder público municipal, apesar das deficiências no setor, tem tentado evitar esses descartes inadequados e indevidos nas margens de estradas e em terrenos baldios, porém se depara com o descaso e falta de conscientização das pessoas que insistem em manter o mau hábito do descarte irregular. E não há que se culpar só questões como poder econômico, escolaridade, moradores de bairros, para justificar esses atos criminosos contra o meio ambiente. Embora ainda não haja a identificação formal das pessoas que praticam essas atitudes irresponsáveis e inconsequentes, é possível afirmar que muitas delas não são pessoas pobres economicamente, uma vez que vão de carro levar os produtos para descarte.

O acúmulo desses resíduos sólidos traz como consequências, impactos ambientais, mau cheiro e o infinito número de agentes transmissores de doenças, entre elas a hepatite, a dengue e alergias. Além de trazer grandes consequências à saúde da população, os impactos ambientais são significativos como a poluição do ar, do solo, da água e visual.

Como diz o editor da revista “Gestão de Resíduos”: “Sociedades mais avançadas buscam recuperar tudo que for possível de forma a minimizar seus efeitos e impactos. Já as menos desenvolvidas apenas os empilham em algum lugar fora de vista, postergando os problemas e consequências”.

Na verdade, o que precisa é acabar com a postura de dependência e de irresponsabilidade da população que decorre principalmente da desinformação, da falta de consciência ambiental e de um déficit de práticas comunitárias baseadas na participação e no envolvimento dos cidadãos, que proponham uma nova cultura de direitos baseada na motivação e na coparticipação da gestão ambiental da cidade.

O titular da SEDECOM, que abarca também o Meio Ambiente, secretário Luiz Josmar Bertollo, diz ter conhecimento dos descartes irregulares de resíduos sólidos nas margens de estradas e de terrenos baldios na cidade, e que providências estão para serem tomadas.

Quanto ao caso do descarte de resíduos nas margens da estrada da Linha Andrighetto II (do bairro São João à RS-155), Bertollo diz que já esteve verificando e conversando com proprietários de imóveis nas áreas atingidas. Possivelmente na semana que vem (só está aguardando as máquinas ficarem prontas) vai remover todo o lixo e entulho e fazer uma limpeza geral naqueles locais, e colocar placas indicativas referindo a Lei Ambiental que proíbe o descarte irregular de resíduos sólidos (entulho e lixo), suas consequências ambientais, inclusive à saúde humana, e também quanto às penalidades a quem cometer crime ambiental.

O secretário Bertollo solicita se alguém souber quem está fazendo esses descartes irregulares e indevidos comunique ao setor do meio ambiente da Prefeitura. Foi além, disse que com a identificação dessas pessoas, irá conversar com elas na tentativa de conscientizá-las a não mais praticarem esses descartes, assim como alertar de que na reincidência, serão aplicadas as penalidades previstas em lei (multa), sem descartar a possibilidade de encaminhamento do caso às áreas de controle estatal (Polícia Civil e Ministério Público) para a responsabilização criminal.

Também, o secretário Luiz Bertollo referiu a espontaneidade de proprietários das áreas afetadas pelos depósitos indevidos de resíduos, que se prontificam a colocar cerca de arame beirando a estrada, para servir como inibidor e assim tentar evitar novos descartes de lixo e entulho naquele local.