Defesa do senador diz que houve uma ação ‘fraudulenta’ e que já solicitou o restabelecimento imediato da filiação ao PL e a abertura de um inquérito pela Polícia Federal
Por Giullia Colombo e Gabriela Guido, Valor — Brasília
Senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República — Foto: Maira Erlich/Bloomberg
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou hoje que o cadastro de filiação do senador e candidato do PL à Presidência Flávio Bolsonaro ao Missão foi feita por um representante do partido, e não por um hackeamento do sistema.
Segundo certidão de filiação partidária emitida pelo sistema da Justiça Eleitoral, Flávio teria sido desfiliado do PL e filiado ao Missão na quarta-feira (12). De acordo com a advogada Maria Claudia Bucchianeri, que integra a defesa do senador, a filiação teria acontecido às 23h17 de ontem. De acordo com o documento, a regularidade da filiação é feita com base em um lançamento feito “sob responsabilidade do partido político no sistema FILIA”.
A certidão informa ainda que o documento é “dotado de presunção apenas relativa de veracidade” e que ela “não exclui a possibilidade de existirem situações de suspensão ou de restabelecimento de direitos políticos ainda não informadas à Justiça Eleitoral ou em trâmite para lançamento, e que devem ter considerados seus efeitos sobre a filiação partidária com base na data da ocorrência”.
Para a defesa do senador, houve uma filiação fraudulenta de Flávio. Os advogados já solicitaram ao TSE o restabelecimento imediato da filiação do senador ao PL e a abertura de um inquérito pela Polícia Federal (PF).
Senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República — Foto: Maira Erlich/Bloomberg