Bruno Pisoni Garcia (de boné), conselheiro do Grêmio e membro da torcida Geral, prestou depoimento nesta sexta-feira

Foto: Daniel Favero / Terra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como em toda investigação, poucos fatores foram divulgados nesta sexta-feira sobre o andamento do caso de racismo ao goleiro Aranha, do Santos, duarante partida contra o Grêmio pela Copa do Brasil. Um deles, entretanto, tornou-se muito importante: sem citar nomes, a polícia indicou no fim desta manhã que já possui elementos suficientes para indiciar torcedores do clube gaúcho por injuria racial ao arqueiro da equipe alvinegra.

Ao todo, dez pessoas já foram intimadas a depor em Porto Alegre. Dentre elas, estão dois conselheiros do Grêmio, um suplente do conselho do clube e a jovem torcedora flagrada pelas câmeras da ESPN Brasil chamado o goleiro Aranha de “macaco”. Ela, aliás, compareceu aos prantos à 4ª Delegacia na tarde desta quinta e disse que foi no “embalo” de toda a torcida e que não quis ofender o jogador do Santos.

Nesta sexta, foram ouvidos Bruno Pisoni Garcia, conselheiro do Grêmio e membro da torcida Geral, e também Clairton dos Santos, proprietário de um bar. O primeiro foi à delegacia como referência da organizada, mas, como todos outros suspeitos, negou que tivesse xingado Aranha.

Acusada de injúria racial alega que seguiu torcida do GrêmioClique no link para iniciar o vídeo

Acusada de injúria racial alega que seguiu torcida do Grêmio

Já o segundo, dono do Bar do Ito, se locomoveu para ajudar nas investigações, já que o seu estabelecimento é constantemente frequentado por membros da Geral. Com base nas imagens que a policia já possui, ele colaborou na identificação de torcedores que estavam no local no dia do episódio.

Também nesta sexta, a polícia informou que uma das pessoas que já foram ouvidas deve ser novamente intimada a depor na segunda-feira. Para preservar as investigações, contudo, não foi divulgado o seu nome.

Terra