Engenheiro Eugênio Frizzo

 

FUNDATURVO 21 ANOS

ARTIGO 05 JC – 01.09.17

 O PLANO ESTRATÉGICO DA FUNDATUTVO/DS (5)

Com a aprovação da Carta Consulta, o projeto passou a ser tratado por um grupo de trabalho específico criado pela entidade. O andamento deste trabalho será abordado nesta e nas próximas colunas.

Já notando a abrangência que o projeto passaria a ter, a Fundação passou a planejar ações visando participar ativamente não somente do projeto de criação de uma escola, mas também com atividades decorrentes da instalação deste empreendimento.

Em 2003 foi editado um documento denominado Projeto Vale T, em que era resumidas as ações que estavam sendo gestadas pela Fundação, todas ligadas diretamente ao principal objetivo da entidade: promover o desenvolvimento sustentável de Santo Augusto e Região.

Como áreas especificas de atuação estavam elencadas: no setor educacional – trabalhar para a concretização do CEPROVALE; no setor de econômico – implantar um projeto de fruticultura denominado PROJETO VALEFRUTI; no setor ambiental – ampliar os debates das questões ambientais através da criação de um FÓRUM AMBIENTAL; e, no setor social – a criação de uma entidade que foi denominada de AGÊNCIA DE TRASNSFORMAÇÃO SOCIAL

O projeto previa a criação de diversos grupos de trabalho que iriam detalhar as ações de cada setor e a devida formalização das ações estratégicas de sua viabilização.

Neste tempo, através de um convênio com o município, foi contratada a empresa VGV Consultoria para organizar e coordenar as discussões, debates, reuniões e a elaboração dos documentos necessários a execução dos objetivos. Foi uma decisiva contribuição da empresa coordenado pelo chefe da equipe Valderi Zirr.

Foi praticamente um ano de inúmeras reuniões, seminários, pesquisas, viagens, formação de parcerias e ações propositivas, até que no final de 2004 o Plano Estratégico da Fundaturvo/DS para o triênio 2004/2007 foi aprovado. Como destaque para esse Plano notou-se a grande participação das pessoas e entidades de diferentes setores da comunidade local e regional.

O documento final do Plano, previa ações para os quatro setores, indicando quais ações seriam trabalhadas, os responsáveis pela realização, prazos e custos que os projetos teriam. Foi um trabalho de extraordinária qualidade, que serviu de alavanca para todas ações futuras da Fundação. Foi um dos pilares mais fortes que a fundação teve, inclusive para resistir e vários contratempos e golpes e, dessa forma sustentar a conclusão de vários projetos.

Refazendo uma leitura do Plano, pode ser percebido que nas propostas citadas havia um firme propósito de enfrentamento dos principais problemas locais e regionais, que foram levantados há mais de 10 anos e, nota-se hoje que alguns problemas foram trabalhados e resolvidos, outros foram ultrapassados com o tempo e outros negligenciados e permanecem existentes até hoje, inclusive com o agravamento da situação, como é o caso do setor ambiental.

O Plano refletiu as necessidade de tratamento dos diferentes setores de forma transversal, isto é, tratá-las de forma integradas e, a necessidade de uma mobilização mais coesa e persistente das comunidades e de seus líderes em não medir esforços sinceros para encaminhar as soluções para problemas históricos de Santo Augusto e Região.

Eng. Eugenio Frizzo – Vice Presidente da Fundaturvo/DS e Editor da Coluna.

 

FUNDATURVO 21 ANOS

ARTIGO 06 JC – 08.09.17

A FUNDAÇÃO DA FUNDATURVO/DS (6)

O processo de criação da Fundação iniciou por convites feitos a entidades e pessoas que tivessem interesse em participar do projeto. Foram contabilizadas 5 entidades e 20 pessoas que aceitaram participar. O primeiro ato formal para a criação foi a assinatura de uma escritura pública de registro da vontade de todos participar da entidade, fato ocorrido em 25 de agosto de 2001. Posteriormente ocorreu a aprovação e registro dos estatutos sociais.

A  primeira reunião dos instituidores ocorreu “No dia 13 de outubro de 2001, as 19 horas, nas dependência do Lions Clube de Santo Augusto, localizada na Rua São João, 601, reuniram-se as seguintes entidades e pessoas: ACISA, representada por Ibanez Guterres – presidente, Lions Clube representado por Claudio Roberto Kuhn – presidente, Sindicato Rural, representando por Antônio Cesar Losso – presidente, CTG Pompílio Silva representado por Idílio Ascoli – patrão, Rotary Clube e Casa da Amizade representado por Edemar Luiz Marchezan – presidente, Alvorindo Polo, Antônio Gentil Marques dos Santos, Carlos Bahry, Egon José Both, Eugenio Frizzo, Florisbaldo Antônio Polo, Gilberto Elias Goergen, Ibanez Guterres, Izilindo Stival, João Alves Teixeira, João Augusto Philippsen, João Carlos Burkhardt, Jorge Alberto Sperotto, Lurdes Speroni Scherer, Marilei Andrighetto, Mauricio Souto, Milton Tercílio Mariotti, Naldo Wiegert, Nelson Egon Bloedow e Pedro Valmor Marodin, todos instituidores,  com o objetivo de deliberar sobre a composição da direção de entidade. Foram indicados para comporem o conselho Curador: Membro natos; Florisblado Antônio Polo, Ibanez Guterres, Mauricio Souto, Antônio Gentil Marques do Santos, João Carlos Burkhardt e João Alves Teixeira. Membros temporários: Evoli Neves da Silva, Jaime Luiz Kirst Ledur, Jaci Luciano de Souza e Hermes Hienerich. Para presidir o conselho foi indicado Florisbaldo Antônio Polo e Evoli Neves da Silva com Vice-presidente” (Registros das atas 01 e 02).

Em 14 de setembro reuniu-se do Conselho Curador para indicar a Diretoria Executiva da Fundação recaindo a indicação de Eugenio Frizzo – presidente executivo, Marilei Andrighetto – vice-presidente e Nelson Bloedow – secretário.

No processo de formalização da Fundação o Lions Clube e o Rotary Clube fizeram a doação de suas respectivas sedes com o objetivo de constituição do patrimônio inicial da entidade e houve a contribuição dos instituidores para iniciar as atividades de regularização da entidade junto a órgãos de controle governamental.

A aprovação dos estatutos e a autorização para funcionamento foi feito pela Procuradoria da Fundações, órgão do Ministério Público Estadual que detém a responsabilidade de controlar este tipo de organização social.

A aprovação ocorreu em prazo muito curto graças a participação do Dr. Paim, promotor aposentado residente em Santo Augusto, que manteve os contatos direto a Procuradoria Estadual.

Feito todos os procedimentos legais, no mês de novembro de 2003, a Fundação estava com todos os documentos relativos sua regularidade jurídica, fiscal, contábil e técnica apta a atuar.

Foi uma fase muito positiva que Santo Augusto e Região viveram. Houve muita colaboração e entusiasmo com os rumos que o projeto Fundaturvo/DS apontava para o futuro.

Eng. Eugenio Frizzo – Vice-Presidente da Fundaturvo/DS e Editor da Coluna

 

 

FUNDATURVO 21 ANOS

ARTIGO 07 JC – 15.09.17

O PRIMEIRO PROJETO (7)

Com os resultados da memorável visita da Consultora do MEC Vera Bamberg, que aprovou a viabilidade do projeto, iniciaram-se os trabalhos de fato.

Já tínhamos, juntamente com a Prefeitura, feito um estudo urbanístico com o objetivo de localizar áreas de terras para a implantação do projeto.

Como diretriz da seleção da área foi definido a localização próxima à área urbana, possiblidades de expansão (já prevíamos o sucesso do projeto), topografia relativamente plana e solo seco e profundo para facilitar a execução de obras.

Foi localizada a área atual, situada na Rua Batista Andrighetto, pertencente à Família de Maria Marchiotti, que concordou coma venda da mesma. No dia 21 de setembro de 2001 foi assinada a escritura de venda e logo adiante a Prefeitura doou a área para a Fundação, que totalizava a área de 125.000,00 m².

Para dar assessoria na elaboração do projeto a Fundação contratou o Professor Albenzio Ebele Prata, profissional de Bento Gonçalves com larga experiência junto ao MEC e especialista em Escola Profissionalizantes.

A equipe de Santo Augusto era composta por profissionais das diferentes áreas do projeto como: administração escolar, pedagogia, equipamentos escolares, engenharia, arquitetura, gestão escolar e sustentabilidade do projeto.

Todo o projeto foi elaborado de acordo coma metodologia de Banco Mundial, que previa a geração do PEC – Planejamento Estratégico Escolar e que constava basicamente no preenchimento de 51 formulários que tratavam de todos os assuntos da escola a começar pelo Estudo de Mercado, Projeto Pedagógico, Projeto de Equipamentos, Projeto de Gestão, Projeto de Infraestrutura e Projeto de Sustentabilidade. Todas as fases do projeto previam a participação de vários técnicos par atender as diferentes especificidades. A grande maioria foram voluntários locais e regionais que se encantaram com o projeto e doaram seus serviços. Houveram casos específicos em que foi contratado empresas de outras cidades para atender as necessidades do projeto.

Foram incontáveis horas trabalhadas no 4º piso da prefeitura de Santo Augusto e em outros locais como os Escritórios de Engenharia de Santo Augusto (Frizzo Engenharia e Polo Arquitetura) e região que produziram um volumoso e qualificado projeto de viabilidade do CEPROVALE.

O PEC chegou a mais de 1.000 páginas, fora os inúmeros anexos produzidas até a aprovação final. O projeto de infraestrutura chegou a 300 pranchas desenhadas com todos os detalhes das obras projetadas, além de uma centena de páginas com memoriais, especificações, orçamentos e cronogramas. No dia da entrega dos projetos de infraestrutura foi pesado o papel das cópias, que chegou a marca de 4,45 kg e aproximadamente 100 m² de plantas (há fotos registrando esse memorável momento).

O resumo do projeto era a seguinte: área construída: 4.478,48 m²; Valor: R$ 3.281.471; Vagas ensino médio:240; Vagas em curso profissionalizante:800.

As atividades iniciaram no mês de Júlio de 2001 e foram encerradas em 10 de outubro do mesmo ano, quando foi feita a entrega dos mesmos em Brasília, no PROEP.

No dia 04/12/2002 a Fundaturvo recebeu o oficio nº 2630/MEC/SEMTEC/PROEP confirmando que o projeto estava com recursos financeiros reservados para o próximo orçamento, aguardando a liberação para o início das obras.

Eng. Eugenio Frizzo – Vice-Presidente da Fundaturvo/DS e Editor da Coluna

 

 FUNDATURVO 21 ANOS

ARTIGO 08 JC – 22.09.17

 O SEGUNDO PROJETO (8).

No início de 2003 houve a troca de Presidente, assumindo o novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

O nosso projeto que já estava com recursos reservados no orçamento de

2003, assim como outros assinados sofreu uma grande reviravolta. Em fevereiro de 2003 recebemos a notícia que o convenio “foi cancelado” através do oficio nº 061/2003/GAB/SEMTE/MEC. As razões alegadas diziam respeito a deficiência financeira no orçamento e a “definição de novas políticas a serem estabelecidas pelo novo governo”. Vale lembrar aqui que os recursos financeiros para o projeto Proep provinham de financiamento do Banco Mundial que libera recursos conforme a demanda do proponente. O ofício encerava com uma sinalização de uma possível reavaliação dos projetos já assinados.

A notícia provocou a criação um movimento nacional envolvendo as entidades conveniadas, governos estaduais, comissão de deputados e senadores, enfim uma grande mobilização visando a retomada imediata dos projetos.

Assim ocorreu e em 06 de maio, através do Oficio 325/2003, a Fundaturvo foi convocada para comparecer a uma comissão especial criada pelo MEC para tomar conhecimento das “novas políticas estabelecidas pelo governo” e reavaliar a situação do projeto de Santo Augusto.

Resumidamente, o governo estabeleceu um limite financeiro para o projeto e deu um prazo para o projeto ser ajustado. Foi uma discussão longa, calorosa e dura entre a equipe da Fundação e a equipe do MEC. Esteve conosco na ocasião o Deputado Federal Orlando Desconsi que fez a mediação da situação. Participaram desta audiência o Eng. Frizzo – Presidente e a Professora Marilei Andrighetto – Vice-presidente.

Retornamos a Santo Augusto, reunimos novamente o grupo de trabalho e, partimos para a adequação do projeto. Foi um retrabalho árduo, pois o projeto anterior, que reunia os sonhos de uma escola de alta qualidade, teve que ser “esquartejado” para se enquadrar nos parâmetros indicados pelo MEC.

Foram suprimidos cursos, laboratórios de ensino, instalações de aulas práticas e estruturas auxiliares, de forma a chegar aos valores financeiros próximos ao disponibilizados para a Fundaturvo.

Em abril de 2004 foi concluído o novo PEC do CEPROVALE.

Nos dias que se seguiram os embates foram retomados de forma bastante dura com o pessoal do MEC, que forçava a barra para mais redução de nosso projeto. A situação ficou em um impasse por mais de 30 dias sem conclusão. A sustentação da Fundaturvo era de que mais cortes significariam reduzir a escola a um projeto de pouca significância para a nossa realidade e isso frustraria toda uma caminhada. Depois de algumas visitas ao MEC e vários telefonemas foi se criando um clima de confiança entre as equipes e no final obtivemos sucesso em nossas posições.

Em 30 de maio o projeto foi aprovado e ficou no aguardo para a convocação de assinatura de novo Convênio.

Em 29 de julho de 2005 foi assinado o Convênio nº 843008/2005/PROEP no valor de R$ 1.827.860,50.

Para complementar as obras relacionadas com os laboratórios de criação animal faltavam R$ 180.000,00, valor assumido pelo Municipio de Santo Augusto e Fundação. Até a próxima quando faleremos das obras

Eng. Eugenio Frizzo – Vice-Presidente da Fundaturvo/DS e Editor da Coluna.