
A esquerda deve estar observando, pipoca na mão, atordoada mas feliz, o linchamento que a ‘direita’ promove, cruelmente, nas redes sociais, e que tem como alvo Michelle Bolsonaro.
A truculência e grosseria, até hoje uma marca dos canhotos, e agora exercida indiscriminadamente por uma horda que até há pouco idolatrava a ex primeira dama é lastimável.
É absolutamente surreal que uma disputa completamente irrelevante pelo governo do Ceará monopolize totalmente a atenção dessa direita burra, que perde o foco do verdadeiro cerne da questão:
A ameaça que lula representa ao país e a proximidade das eleições.
Quando Michelle se recusou a apoiar a aliança com o desequilibrado e oportunista ciro gomes, foi criada uma treta que hoje oblitera, simplesmente, o escândalo do INSS, o caso do Master e, mais recentemente, o estouro das Americanas, envolvendo a alta cúpula de bancos como o Itaú, Bradesco e Santander. Tudo no colo de lula, no colo do PT, com potencial para destruir a candidatura de lula.
Isso parece não ter importância para blogueiros oportunistas ‘exilados’ e um bando de imbecis que os seguem cegamente.
Coisa de seita, coisa de esquerda, mas assimilada agora pela ‘direita’.
Focando no interesse da sobrevivência do país, considere-se que: se Michelle errou ou foi Flavio, isso não tem relevância, assim como a disputa pelo poder no Ceará.
Se o povo cearense vai votar em ciro gomes ou não, problema dele, o destino do país não pode ficar a mercê dessa disputa.
O mesmo ciro, aliás, que chamou Bolsonaro de “ladrão de galinha”, “picareta”, “bandido”, “jumento”, “burro”, “idiota” e “sem caráter”.
E os filhos de Bolsonaro de ‘tudo bandido’.
Apoiar esse doente mental equivale agora a endossar a posição de geraldo alckmin, que criticou lula, o ‘ladrão que volta à cena do crime’ e hoje vive grudado em suas bolas.
Há um limite para o pragmatismo, necessário a todo político.
Mas, quando ultrapassado, é destrutivo, e demole a credibilidade de quem o pratica.
Basta fazer um exercício mental simples, diante dessa treta surreal: se, hipoteticamente, Jair Bolsonaro, livre, estivesse no lugar de Flavio, essa situação lamentável jamais estaria ocorrendo.
Teria sido resolvida há meses, internamente, sem o enorme desgaste e prejuízo que está causando.
Cabe a um verdadeiro líder administrar crises como essa.
Flavio Bolsonaro assumiu esse papel, e Michelle foi afastada desde o início, apesar de sua enorme influência especialmente entre eleitoras conservadoras, evangélicas e mulheres.
Esse abandono foi um erro enorme, diante de um cenário onde o que realmente importa é juntar todas as forças possíveis contra o inimigo da nação, luladasilva.
O resultado desse amadorismo está aí, infelizmente, nessa treta perniciosa.
Se Michelle ou Flavio merecem críticas, que sejam feitas com respeito, e não com a selvageria que observamos, pasmos.
Ela, pelo passado de luta, dignamente, ao lado de Bolsonaro e por sua própria posição atual, e ele por ser o candidato de Bolsonaro.
Se alguém com bom senso não interromper esse processo deplorável imediatamente, lula vencerá as eleições em outubro.
Para a felicidade – ou não – de uma súcia de imbecis que hoje, delirantes, atacam com pedras na mão quem está do seu lado.
Por Marco Angeli Full – Jornal Cidade Online