O ex-presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr.) comparou neste sábado a trajetória que levou à eleição de Fernando Collor em 1989 como presidente da República à situação do candidato do PSDB, Aécio Neves. Lula disse que a imprensa instigou o povo contra sua candidatura e a favor de Collor na época, e que agora adota o “mesmo comportamento”. "Esse País muitas vezes comete equívoco. Em 1989, com medo de mim, do Ulysses Guimarães, do Leonel Brizola, do Mário Covas, muitas vezes instigado pela imprensa, esse País escolheu o (Fernando) Collor como presidente da República, dizendo que era o novo. E vocês sabem o que aconteceu nesse País. E o que a gente está vendo? É o mesmo comportamento. A imprensa brasileira, possivelmente na mão da elite, não admite nenhum governante que olhe para os mais pobres", disse o X9 Lula, aos gritos, sem mencionar o fato de que Collor hoje apóia o governo Dilma. "Eu era muito radical na época, nem a barba eu aparava. O povo até poderia ter medo de mim, mas o Ulysses era um homem de bem, o Brizola e Mário Covas tinham história, tinham tantos outros, mas, instigado pela imprensa, que tentava negar a política naquela época, o povo elegeu o Collor", disse o alcaguete Lula. Ele ainda fez duros ataques à imprensa internacional, citando a revista inglesa “The Economist”: "Se não bastasse a imprensa brasileira, é a revista The Economist pedindo voto para o adversário. É a revista mais importante do setor financeiro internacional, daqueles achacadores e que são exploradores. Essa revista que defende os bancos não quer a Dilma e sim o Aécio. Que o Aécio seja o candidato dos banqueiros, ótimo, mas a Dilma é a candidata do povo brasileiro. Não vai ter banqueiro brasileiro ou estrangeiro para dizer quem é bom para a gente votar. Eles têm que saber que o povo brasileiro não é gado". Logo ele, que há pouco tempo exaltava os ganhos que os bancos tinham tido nos governos do regime petralha, os maiores de toda a história. E logo ele, cujo partido recebeu as maiores doações dos bancos.

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