Médicos cubanos que permaneceram no Brasil após o término da sua participação no programa Mais Médicos estão “ansiosos” para voltar ao trabalho e ajudar na contenção do coronavírus, disse Niurka Valdes Perez, representante desses profissionais.

Embora o governo de Jair Bolsonaro já tenha anunciado que vai convocá-los, ela afirmou que o chamado ainda não ocorreu. Segundo Perez, que preside a associação de médicos cubanos que ficaram no Brasil (Aspromed), há cerca de 2 mil profissionais que continuam no País. Sem poder exercer a profissão, muitos vivem de bicos e trabalhos informais.

Eles se dividem em três grupos: os que se naturalizaram brasileiros, os que receberam o direito de residência permanente e os que ficaram na condição de refugiados. Já a embaixada cubana em Brasília diz que parte deles já retornou à Cuba, restando cerca de 1,6 mil no Brasil.

O Ministério da Saúde anunciou que vai contratar 5,8 mil médicos para reforçar o enfrentamento ao coronavírus, com contratos de um ano de duração. Desse total, a previsão é de que 1,8 mil cubanos sejam convocados.

O Sul