Testemunhas foram arroladas pela defesa dos irmãos Wirganovicz.

Vizinhos e colegas de trabalho falaram sobre réu Evandro Wirganovicz.

 

Do G1 RS

Evandro Wirganovicz e Edelvania Wirganovicz são acusados no caso do menino Bernardo (Foto: Reprodução/RBS TV)Evandro Wirganovicz e Edelvania Wirganovicz

são acusados (Foto: Reprodução/RBS TV)

Seis testemunhas de defesa foram ouvidas na manhã desta quarta-feira (10) no processo que apura a morte do menino Bernardo Boldrini. As testemunhas arroladas pelos advogados dos irmãos Evandro e Edelvânia Wirganovicz falaram por carta precatória em Frederico Westphalen, na Região Norte do Rio Grande do Sul, município onde o corpo do garoto foi encontrado enterrado em uma cova rasa em abril deste ano.

Segundo o Tribunal de Justiça, vizinhos e colegas de trabalho de Evandro Wirganovicz falaram sobre o comportamento do acusado e relataram conhecer a área onde o corpo do menino foi enterrado, às margens de um rio em Frederico Westphalen. Eles apontaram que o local é um matagal, arenoso e cheio de pedras, fácil de cavar um buraco, mas negaram saber da existência da cova rasa onde o menino foi achado.

O corpo de Bernardo, de 11 anos, foi encontrado no dia 14 de abril enterrado em um matagal na área rural de Frederico Westphalen, a cerca de 80 km de Três Passos, onde ele residia com a família. Ele estava desaparecido desde 4 de abril. Além dos irmãos Wirganovicz, também são réus pelo assassinato do menino o pai, o médico Leandro Boldrini, e a mulher dele e madrasta da vítima, Graciele Ugulini.Os quatro estão presos e respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Para a sequência do processo estão programadas cartas precatórias. A próxima ocorre em Porto Alegre na sexta-feira (12). Já no dia 17, haverá audiência em Passo Fundo.

bernardo boldrini (Foto: GloboNews)Bernardo Boldrini foi encontrado morto em abril

(Foto: Reprodução/GloboNews)

Entenda

Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No dia 6 de abril, o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.

No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.

O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. No dia 14 de abril, o corpo do garoto foi localizado. Segundo as investigações da Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem do sedativo midazolan e depois enterrado em uma cova rasa, na área rural de Frederico Westphalen.

A denúncia do Ministério Público apontou que Leandro Boldrini atuou no crime de homicídio e ocultação de cadáver como mentor, juntamente com Graciele. Conforme a polícia, ele também auxiliou na compra do remédio em comprimidos, fornecendo a receita Leandro e Graciele arquitetaram o plano, assim como a história para que tal crime ficasse impune, e contaram com a colaboração de Edelvania e Evandro.