“Intenção não é desprestigiar, mas sim incentivar a vacinação”, destacou o secretário Busato.

O secretário estadual de Articulação e Apoio aos Municípios, Luiz Carlos Busato, minimizou, nesta sexta-feira (26), a reação de prefeitos que criticaram a iniciativa do governo do Estado de premiar cidades que vacinarem mais rapidamente contra a covid-19. Na avaliação do secretário estadual, a manifestação da Famurs não representa a totalidade dos prefeitos do Estado, acrescentando que o único objetivo da premiação é incentivar a vacinação.

 

– Eu não vejo da maneira que o presidente (da Famurs) Maneco (Hassen) se expressou. Conversei com alguns prefeitos e o termômetro foi outro. Respeito a posição da Famurs. Mas a nossa intenção (com a premiação) não é desprestigiar prefeitos ou que se sintam vigiados, a intenção é achar mais uma maneira de tentar incentivar a vacinação e colocar recursos nas prefeituras – apontou Busato.

Questionado sobre que medidas podem ser adotadas para acelerar a vacinação, Busato citou o caso de Porto Alegre:

– Vou te citar um bom exemplo: Porto Alegre. A capital tem feito ações elogiáveis, com vacinação noturna, agendamento de primeira dose. Há várias ações que podem dar um resultado eficiente.

Nessa quinta (24), o governo do Estado anunciou um programa de premiação em dinheiro para os municípios que aplicarem o maior percentual de doses, em relação às vacinas recebidas. Serão duas rodadas de premiações: R$ 625 mil no dia 20 de julho e outros R$ 625 mil em 20 de agosto. Os montantes serão distribuídas entre quatro faixas de cidades, conforme o tamanho de suas populações.

Após o anúncio do governo, o presidente da Famurs – entidade que representa os municípios – criticou o programa. Segundo Maneco Hassen, todos os 27 prefeitos que representam as regionais da entidade foram unânimes em criticar a iniciativa, argumentando que a premiação passa uma ideia equivocada à população.

— Em que pese a boa intenção do governador, a premiação passa para a sociedade uma imagem absolutamente errada de que o atraso na vacinação é culpa dos municípios. E é o contrário. O Rio Grande do Sul está ponteando o ranking nacional entre os Estados exatamente por causa dos municípios gaúchos, que são ágeis na vacinação. Precisamos mesmo é de mais vacina — disse Hassen.

Para avançar no ranking de vacinação, a Secretaria Estadual da Saúde sugere que os municípios reforcem o registro das doses aplicadas e realizem a chamada busca ativa das pessoas que por não se vacinaram no prazo previsto. A Secretaria da Saúde também sugere que as prefeituras usem os agentes comunitários de saúde e as associações comunitárias para ampliar a divulgação com relação aos públicos-alvo.

GZH