Se elege o mais votado

O sistema de coligações para candidaturas proporcionais, como vereador e deputado estadual e federal, deixará de existir nas eleições municipais de 2020. O sistema proporcional vai vigorar, com a diferença de que não terá coligações. As coligações vão ser possíveis somente para os cargos majoritários, ou seja, a disputa para prefeito nas próximas eleições. Com o fim das coligações vão se eleger os candidatos mais votados dentro de seus partidos, desde que o partido consiga atingir o quociente eleitoral.

 Fim das coligações

Com o fim das coligações, para as eleições de 2020, os partidos terão que apresentar chapas completas, ou seja, com uma vez e meia a quantidade de vagas. No caso dos municípios aqui da região, à exceção de Três Passos (16), cada partido deverá apresentar 13 candidatos, o que vai impor dificuldades aos partidos. Por exemplo, em Santo Augusto, na eleição de 2016, o número de candidatos, por partido, foi o seguinte: PP – 6; PDT – 10; PSB, PPS e PSDB, apresentaram um candidato cada; PT – 3; DEM – 3; PMDB – 5. O que mais se aproxima dos 13 é o PDT, seguido do PP e MDB. Diante dessas circunstâncias ouso opinar que o problema maior não será o risco de termos Câmaras incompletas, mas sim o de assistirmos o fim de muitos partidos e o consequente fortalecimento de alguns poucos.

Cobaias da mudança

Os vereadores e pretensos candidatos devem estar conscientes das dificuldades que irão enfrentar nas próximas eleições. E serão eles as cobaias para a mudança do sistema que foi aprovada pelo Congresso. Isso porque o fim da coligação para vereadores, deputados estaduais, distritais e federais tornará a disputa mais acirrada e será cada um por si. Para se eleger, o candidato deverá atingir 10% dos votos do quociente eleitoral exigido para a referida eleição. Um exemplo: No caso de 9 cadeiras e 9 mil votos válidos, o quociente partidário será de 900. Isso quer dizer que a cada 900 votos o partido tem direito a uma cadeira. Entretanto só poderão ser eleitos os candidatos que atingirem 10% do quociente eleitoral, que neste exemplo é de no mínimo 90 votos.

O futuro dos nanicos

Os partidos considerados nanicos passarão por um purgatório político-partidário e, provavelmente, poucos conseguirão sair inteiros. A tendência natural de algumas legendas é desaparecer do cenário político. Outro caminho a ser trilhado por diversos partidos políticos, os considerados de pequeno e médio porte, é a “fusão” e/ou “incorporação”. Ou seja, os partidos que não conseguirem oxigenar suficientemente seus quadros partidários para, isoladamente, disputar os pleitos eleitorais, em virtude do fim das coligações proporcionais, fatalmente, para não sair do cenário político, deverão se render às fusões, para o surgimento de uma nova agremiação partidária, ou às incorporações, onde esses pequenos e médios partidos serão incorporados por outra legenda, melhor estruturada.