Alaides Garcia dos Santos

 

Pagamento de férias

Tem servidores vinculados à Secretaria Municipal da Educação de Santo Augusto se queixando que só 21 dias depois do início das férias é que foram receber a remuneração e o 1/3 que, por lei deveriam ter recebido antes de entrar em férias. Assim, a viagem e/ou outras programações planejadas para o período restou frustrada. Não creio que seja dificuldade financeira, pois aparentemente as finanças “vão bem obrigado”, haja vista que o inchaço continua com as constantes contratações de novos servidores. A coluna tentou contato com o secretário de finanças Mauro Lorenzon, no intuito de informar-se sobre os motivos do atraso no pagamento, mas ele se encontra em férias e, pelo atendente da ligação foi dito que ele não deixou ninguém para representá-lo. O futuro é nebuloso. Os municípios que se preparem para enfrentar os atrasos dos recursos do Estado e da União. A maioria dos municípios sobrevive desses recursos, principalmente o FPM, seriamente ameaçados pela alegada crise financeira.

 

Confortável situação

Os partidos políticos da situação (PMDB/PT/PDT), de Santo Augusto, efetivamente, se encontram numa situação de conforto. Aparentemente, estão articulados, senão entre si, pelo menos individualmente. Talvez seja pelo fato de estarem no poder, o que lhes oportuniza manter-se em visibilidade perante a comunidade. Essa visibilidade traz motivação, entusiasmo, desperta no indivíduo o interesse, a vontade de participar. São ingredientes decisivos e facilitadores para a formação da nominata dos candidatos que concorrerão à eleição municipal do ano que vem. Aliás, é obrigação dos partidos lançar bons candidatos, motivados, preparados, para que se tenham bons representantes.

 

Enquanto isso…

Os partidos de oposição aqui da cidade pérola (PSB/PP/DEM/PPS/PSDB/PTB) estão na “inércia”, literalmente. Desarticulados e sem levar em conta que seu candidato a prefeito na última eleição, embora derrotado, obteve cerca de quatro mil votos, cujos eleitores, certamente mereceriam ser representados com atitudes fiscalizadoras aos atos do prefeito, e até apresentando sugestões ao executivo para melhorias nas questões de interesse público. O desajuste chegou a tal ponto que a vereadora do PSB, partido do então candidato a prefeito Frizzo, por ele criado, rompeu formalmente com os demais vereadores das bancadas de oposição, e pior, tudo à revelia do seu criador.

 

O ano que vem se aproxima

Entre os partidos de oposição, em Santo Augusto, destaco o PP que por décadas foi o maior partido do município, e que hoje está desarticulado, suas lideranças dispersas, desmotivadas. Escarafunchando, vislumbrei alguns nomes de possíveis candidatos do PP para a eleição do ano que vem: Luiz Bertollo, Fernando Brand, Antônio Stival, Lucas Pes, Samir Camargo, Marcelo Both, Júnior dos Santos, Marlise Sedlak, Eduardo Lorenzoni, Tarcisio Silveira, Gabi Chiusa, José Pedro Petry, Felipe Osmar Kruger, Clarice Andrade, Silvia Ramos, Everson Alves dos Santos, Edinho Schlindwein, João Paulo Moura, Jelson Cruz, Chicão, João Fuxico, Márcia Fatori, Ederson Fucilini, Pedrinho, Lurdinha, Cláudia Siqueira, Rosileia Talheimer, Helio Prauchner, Jorge Rodrigues, Nelson Bledow, Mário Polo, Valdir Lucca.Posso estar enganado, mas minha opinião é que dessa nominata é que sairão os candidatos a vereadores, prefeito e/ou vice-prefeito do PP para 2016.

 

A dependência que não ajuda

Esse fardo (responsabilidade) os deputados Jerônimo e Ernani carregam sobre seus ombros, haja vista que, em sendo sua terra de origem, os simpatizantes do partido esperam que eles resolvam a situação e promovam motivação e mobilização da militância, aliás, essa dependência traz prejuízos por todos os ângulos. A liderança e influência incontestes dos parlamentares podem e devem ser usadas como ingrediente de apoio, jamais como imprescindíveis para tomadas de decisões locais do partido. Até por que a intensa atuação parlamentar e agora Ernani como Secretário da Agricultura, não permite que dediquem atenção em detalhes de resolução doméstica. Portanto, está na hora de perfilar as funções do partido e desonerar os deputados desse fardo.