Alaides Garcia dos Santos

 

Pelo fim da reeleição

O sistema político da reeleição no Brasil favorece prefeitos, governadores e presidente da República a descumprirem a lei quando buscam novo mandato, uma vez que, embora haja vedação legal, descaradamente, eles utilizam-se da máquina pública, dos recursos e das instituições públicas para se promover politicamente. Vemos o caso presente do Tarso Genro que buscando a reeleição ao governo do Estado usa e abusa da coisa pública, como foi o caso de usar brigadianos “fardados” para deporem em favor dele no horário político eleitoral. No último final de semana, “cumprindo agenda politica eleitoral” fez campanha “velada” em Santo Augusto e São Martinho ao visitar hospitais e propagar “recursos públicos” e “não dele” que para lá foram destinados. E por aí vai! Marina Silva promete que, se eleita, vai acabar com a reeleição. Espera-se.

 

E as ligações asfálticas?

Segundo levantamento da Famurs há 64 obras de acesso asfáltico em atraso no Rio Grande do Sul. São 104 trechos com estrada de chão. O governo atual prometeu asfaltar 77 até o final deste ano, mas apenas 13 foram finalizados desde 2011. Existem 126 cidades gaúchas sem ligação asfáltica. Entre elas as nossas circunvizinhas São Valério do Sul, Nova Ramada e Sede Nova. Sem estradas asfaltadas esses municípios sofrem inúmeros problemas como a diminuição sistemática da população e do PIB, concorrência de outros Estados, especialmente Santa Catarina, que atraem empresas e cidadãos para seus territórios, pois oferecem melhores condições de infraestrutura. As lideranças dos municípios sem asfalto já demonstram um desânimo quando do debate sobre esse assunto, eis que cansadas de promessas dos sucessivos governos.

 

Sucateamento das rodovias

O sucateamento da grande maioria das rodovias estaduais gaúchas é uma realidade. O problema já vem de longe, mas no atual governo, apesar de Tarso ter se elegido com a promessa de priorizar a reforma das ERSs, entra ano, sai ano, chegou o fim do governo e a situação é cada dia pior. Hoje, as estradas estão agonizando. Deterioração de pistas de rolamento e dos acostamentos, buracos, falta de sinalização, promessas não cumpridas. A inoperância do governo do Estado somada ao aumento da frota e o excesso de peso transportado pelos caminhões que cruzam as rodovias diariamente se agravam com a falta de fiscalização e tudo contribui para o completo sucateamento das nossas rodovias, inclusive aqui da região como a ERS-155, ERS-571 e outras, resultando em um dramático aumento nas estatísticas de vítimas em acidentes. É preciso dar um basta a essa situação. A gauchada está cansada de tanto descaso.

 

Semana Farroupilha

Os festejos farroupilhas, realizados ininterruptamente desde 1947 quando foi levado a cabo a primeira “Ronda Gaúcha”, no Departamento de Tradições do Colégio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre, representam muito mais do que a simples recordação do passado que marcaram a história do Rio Grande do Sul durante o decênio heroico. Os festejos farroupilhas, mais conhecidos como Semana Farroupilha, se constituem num culto ao Rio Grande, sua história, sua gente, seus valores, suas crenças, enfim, sua cultura. Por obra da Assembleia Legislativa, cujo presidente era o deputado Solano Borges, a Semana Farroupilha foi instituída oficialmente no ano de 1964 (Lei n° 4.850), na qual foi definida a composição da Comissão responsável pelo planejamento, orientação e execução. O Movimento Tradicionalista Gaúcho faz parte dessa comissão como única instituição privada. Os demais integrantes são órgãos de governo.

 

Ser Gaúcho

Ser gaúcho é saber que nossa pátria é o Pampa; que nossa característica é a bravura e não o jeitinho; que nosso valor é a lisura e não a malandragem; é ser simples de modo, mas reto no caráter; é ser franco e direto; é ser humilde em ambições, mas exagerado em ideais e paixões; é ser um respeitador, fiel e o primeiro a proclamar a igualdade; é sentir no coração o verde, amarelo e vermelho da bandeira do RS. (Manoelito Savaris).