A Famurs (Federação  das Associações de Municípios do RS) divulgou uma nota criticando a premiação, anunciada pelo governo do Estado, para as cidades que vacinarem mais rápido as suas populações contra o coronavírus.

“A ideia do prêmio, na prática, é tentar mostrar que o governo do Estado precisa intervir para impulsionar a vacinação. No entanto, os municípios têm sido muito ágeis neste tema. Ao incentivar uma ‘corrida do bem’, o governador passa para a sociedade, mais uma vez, que o atraso na vacinação é culpa dos municípios. E não é”, afirma a entidade na nota elaborada em assembleia geral na tarde de quinta-feira (24).

“Temos que deixar claro que a demora em vacinar não é culpa das administrações municipais, mas sim da falta de doses suficientes para imunizar toda a população gaúcha. As prefeituras estão fazendo, desde o início da pandemia, a sua parte. Sem vacilação. Com iniciativa e altivez. E com início da vacinação, ainda mais! Portanto, além de incentivar a velocidade na vacinação, o governo do Estado deveria, como já solicitamos em outra oportunidade, exigir mais vacinas. Para acelerar a vacinação, como deseja o Estado e as 497 prefeituras do Rio Grande do Sul, é preciso ter mais vacinas”, prossegue o texto.

Prêmios

Como forma de incentivar uma “competição saudável” para a vacinação contra a Covid-19 entre os municípios gaúchos, o governo anunciou, na quinta-feira,  premiações para que as cidades acelerem a imunização.

“É uma corrida do bem que se estabelece para quem conseguir concluir a vacinação antes. Queremos dar incentivo aos municípios para que apliquem as vacinas rapidamente, porque isso é de interesse de todos, é para salvar vidas e para voltarmos à normalidade mais rapidamente”, destacou o governador Eduardo Leite em transmissão ao vivo pelas redes sociais.

A proposta prevê R$ 1,25 milhão, divididos em duas datas: R$ 625 mil no dia 20 de julho e outros R$ 625 mil em 20 de agosto. A premiação será repassada aos municípios que, proporcionalmente, mais vacinarem, de acordo com o número de doses aplicadas e registradas no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações sobre o número de doses distribuídas, em cada um dos quatro portes: acima 100 mil habitantes, de 99.999 a 50 mil habitantes, de 49.999 a 10 mil habitantes e abaixo de 10 mil habitantes.

O Sul