Bairro Santa Fé

Presidente da Associação de Moradores: Miguel Portolan

O bairro Santa Fé, conjuntamente com o bairro São João, é o mais antigo de Santo Augusto. O nome Santa Fé, foi dado em virtude de que a cobertura dos casebres existentes na vila na época eram feitas com “capim ou palha Santa Fé”. 

 

Elevado à condição de bairro, o vilarejo evoluiu a partir da construção das casinhas da Cohab, no final da década de 70, quando dezenas de famílias foram contempladas, sendo construída também uma quadra de esportes no centro do núcleo habitacional, vindo a seguir, graças ao esforço dos moradores, a fundação e construção da igreja católica Nossa Senhora Aparecida, e logo após a igreja evangélica Assembleia de Deus, e mais recentemente a igreja Batista. Na época, o bairro abrangia, também, as áreas onde estão situados hoje os bairros Getúlio Vargas e Leonisio Gonzato.  

Igreja Nossa Senhora Aparecida

O poder público, por sua vez, aos poucos foi montando a infraestrutura, iniciando com o saneamento básico, com rede de água potável, rede elétrica e calçamento de ruas. Também, por parte do poder público, foi construído no bairro o prédio que abriga a Escola Municipal Antônio Liberato, a maior e mais bem estruturada escola municipal, tendo anexo um amplo e moderno ginásio de esportes e, recentemente, a Unidade Básica de Saúde.

Escola Municipal Antônio Liberato

 

Ginásio de esportes

No bairro também está o Centro Social do Idoso, construído com recursos públicos, e a Faísa Faculdades, instituição particular, que oferece vários cursos de graduação e pós-graduação.

Mas, foi graças ao empreendedorismo de pessoas e empresas locais e vindas de outros pontos da cidade e da região, e ao espírito de luta e trabalho, que o bairro cresceu e se desenvolveu nos setores comerciais e de prestação de serviços.

O presidente da Associação de Moradores do Bairro, senhor Miguel Portolan enaltece as coisas boas do bairro, inclusive a sede que, embora em condições temporárias, foi cedida pela prefeitura. Contudo, refere as dificuldades enfrentadas, desde a falta de recursos para manutenção da sede, como a dispersão da maioria dos membros da diretoria, por motivos diversos.

A reportagem conversou com outros moradores do bairro e todos apontaram os mesmos problemas e preocupações, como o completo abandono da quadra de esportes; o calçamento ou asfaltamento da Rua Floresta, trecho que faz a ligação entre o bairro Santa Fé e o Bairro Floresta e centro da cidade e, “o mais grave”, o esgoto a céu aberto situado nos fundos das propriedades da família Stival, próximo às moradias destes, que atravessa a Rua Floresta e vai despejar na Sanga Stival. Ali escorre a água com óleo e outras impurezas oriundas de quatro postos de lavagem de veículos, de oficinas mecânicas, de empresas comerciais e até dejetos humanos.

Rua Floresta onde é demandado o calçamento ou asfaltamento

Local onde se inicia o esgoto a céu aberto

A administração passada, segundo contam os moradores, começou fazer a tubulação, mas já era fim da administração, mas, apesar de terem ficado tubos no local para serem utilizados na tubulação, a atual administração não deu continuidade. A poluição ambiental decorrente desse esgoto irregular só ameniza (o mau cheiro e proliferação de insetos) quando chove, relatam os moradores.

O presidente finaliza fazendo alguns questionamentos: 1º) Se o prefeito, o secretário do planejamento e/ou de projetos, não chega até onde estão os problemas, não conhece os problemas existentes, como esperar deles a solução desses problemas? 2º) Os vereadores são representantes do povo. Mas como eles vão representar o povo se não comparecem nos bairros, não conhecem as necessidades lá existentes, não conversam com os moradores?  

Quadra de esportes desativada

Faisa Faculdades

Unidade básica de saúde