“Não acontecendo nessas eleições, na próxima eu quero ir ao governo do estado ou ao senado, já me sinto preparado para ir agora”.

Disposto a concorrer a um cargo majoritário (governo do Estado ou Senado), o deputado federal Jerônimo Goergen (Progressistas) diz ter colocado seu nome à disposição do partido. No entanto, para as próximas eleições, decisão já foi tomada pela legenda indicando o senador Luiz Carlos Heinze como pré-candidato ao governo, para a eleição do ano que vem. Quanto a candidatura ao senado, depende de possíveis composições partidárias. No caso de coligação, o candidato ao senado deverá ser de um dos outros partidos coligados. Diante das circunstâncias, Goergen apenas afirma que será candidato à reeleição, é o que ele tem de certo para as próximas eleições. Porém, sua candidatura ao senado em 2022, ainda não pode ser descartada, depende ainda das composições a serem feitas com outros partidos, principalmente com o DEM.

Confiante em seu potencial político, Jerônimo garante que, se não for nesta eleição, na próxima será candidato majoritário, a governador do estado ou senador.

Sobre as perspectivas políticas e eleitorais para as eleições do próximo ano, o deputado Jerônimo Goergen falou ao blog. Veja a entrevista:

O Celeiro – Perspectivas pessoais para as eleições de 2022, reeleição ou senado?

Jerônimo – Coloquei o meu nome à disposição do partido para a “majoritária”, mas, a decisão do partido é priorizar a candidatura do senador Luiz Carlos Heinze ao governo, buscando uma aliança, o que é mais viável do que chapa pura. Meu nome está à disposição do partido, mas, não se pode sentar em duas cadeiras, então, nesse sentido, tenho dito que sou candidato a deputado federal. O futuro a Deus pertence. Não acontecendo nessas eleições, na próxima eu quero ir ao governo ou ao Senado, já estou me preparando prá isso. Acho que teria condição já, de ir agora, mas, a fila anda. No momento, está na fila o Heinze, eu vou a federal, vou à reeleição, e já estou avisando o partido que, na próxima, quero ir à majoritária.

O Celeiro – Quanto ao governo do Estado, como o partido está se articulando em termos de possíveis composições?

Jerônimo No Estado, nós estamos alinhados ao lado do Bolsonaro. Ele coloca apenas uma situação: ele vai formar um novo partido, que pode ter candidato; ele tem o Onix querendo ser candidato; e tem o Heinze, que, em tese, tem o apoio dele. Eu acho muito ruim duas candidaturas, porque a candidatura com apoio do Bolsonaro, ela vai para o segundo turno. Mas com duas, eu não sei se vai alguma. O segundo turno é outro jogo, porque aí junta todo mundo contra o Bolsonaro, mas, para o primeiro turno, eu acho que ele tem bala prá jogar um candidato lá. Então, nós estamos conversando com todos os partidos. O quadro está mais ou menos montado, vai ser um do PT; um do PDT, possivelmente o Romildo Bolzan; o MDB, PTB e PSDB devem concorrer juntos, onde aparece o deputado Gabriel Souza, preferência das lideranças, e o deputado Alceu Moreira que está querendo impor seu nome. Então, é muito limitada a margem de manobra, a chapa seria DEM e PP, talvez o PL, alguma coisa assim, e, claro, PSL, eventualmente o PATRIOTA. Nessa composição, o DEMOCRATA teria o Onix para o senado. Mas pelo que se desenha ele vai ao governo ou vai a deputado federal, então, a vaga do Senado ainda pode ser do PP, mas, vai depender dessa composição.

O Celeiro – Esses partidos, PL, PODEMOS e PSD, poderão compor com o PP?

 Jerônimo É como já expus antes, o cenário já está muito bem desenhado das coligações. E, o PL, PODEMOS, PSD, esses vão se mexer de acordo com as coligações em que eles estão mais dentro dos cargos. Aqueles que estiverem mais no governo do Estado vão acabar ficando com a candidatura do MDB e PSDB; aqueles que estiverem mais nacionalmente podem vir conosco ou com o Onix. O Cherini, por exemplo, tem muito estrutura federal, deve alinhar com um candidato ao governo que esteja mais ligado ao Bolsonaro. Já O PSD e o REPUBLICANOS, são mais alinhados com o governo estadual. Enfim, o que vai distribuir os partidos é a velha e chamada estrutura de cargos.

O Celeiro – Considera descartado um frentão entre PP, DEM, PTB, PSDB, MDB para o governo do Estado?

Jerônimo – Descartado. O MDB não abre mão e vai alinhado com o PSDB e PTB e mais alguns partidos. Eu acho uma candidatura muito competitiva, porque o Bolsonaro vai botar um dele ou dois dele, o PT não tem chance, acho que carrega no fim o Romildo. Por isso, acho que Heinze e Onix, ambos concorrendo ao governo, podem dar pro Romildo o segundo turno. De qualquer forma, se for um do Bolsonaro pro segundo turno, o outro leva vantagem, e o MDB, no meu ponto de vista, leva mais vantagem que o PDT contra alguém do Bolsonaro no segundo turno.

O Celeiro – O vice-presidente Mourão, do PRTB, não entra na lista das possíveis composições?

Jerônimo – O Mourão está entre o Rio Grande do Sul e o Distrito Federal. A informação que nós temos é que ele vai ao Senado pelo Distrito Federal. Seria um bom senador na nossa chapa, eu gostaria bastante, mas, pelo que se tem de informação, ele iria pelo Distrito Federal.

O Celeiro – Mais algumas considerações a fazer?

Jerônimo – Nós, na Câmara Federal, estamos agora discutindo o sistema eleitoral. Eu acho que o melhor modelo é o atual. Basta ver que o PP em Santo Augusto elegeu dois vereadores, quase botou três. Na outra, nós não pusemos nenhum na coligação na proporcional. Eu acho que o pior é a volta da coligação na proporcional. Só que eu estou vendo que está muito difícil pra formar a nominata de deputado estadual e federal porque o fundo eleitoral está na mão do comando nacional do partido, e os deputados federais com as emendas. Então, não vai dar prá fazer uma nominata grande, sem uma estrutura financeira e concorrendo contra a máquina existente. Então, estamos trabalhando no distritão, que diminui enormemente o número de candidatos, mas também exige um maior número de votos. Isso é uma coisa para reeleger quem tem mandato. Só que, no meu entender, é o distritão melhor do que a coligação na proporcional. O ideal seria ficar como está hoje, que foi a última eleição municipal, mas é muito difícil, ou vai o distritão ou fica a coligação na proporcional. Se tiver de optar por esses dois, eu prefiro o distritão, porque na proporcional tu vota num candidato e elege outro, o que não é bom, enfraquece os partidos, a estrutura partidária é que vai eleger os mais votados. A guerra está na mão dos presidentes de partidos, que não querem abrir mão do fundo eleitoral prá eles mandarem para os candidatos que eles bem entendem.