Vida sem música é um erro

Disse o filósofo Friedrich Nietzsche, diante da perspectiva de que viver é sofrer: “Sem a música a vida seria um erro”. A música é uma das raras coisas na vida que consegue colocar em suspensão esse sofrer inerente ao ser humano. Além de sua função filosófica em fazer a vida mais tolerável, a música, tem sua função social. A música ajuda no processo de inclusão social de indivíduos ao mesmo tempo que possibilita que esses desenvolvam habilidades tanto cognitivas como motoras. Pena que, mesmo com leis que estabelecem o ensino de música no ensino básico, muitas escolas, infelizmente, não se utilizam dessa arte como ferramenta de ensino. Diante de partituras enormes e da complexa teoria musical, ainda existem professores acreditando que somente músicos devem saber de música, mesmo que a música esteja nas simples coisas do cotidiano. Assim, poderíamos pensar, se “sem música a vida seria um erro”, o não ensino de música nas escolas também é um erro.

Projeto Escola de Música

Ao escrever o tópico acima lembrei-me do quão importante foi o Projeto Social Escola de Música, executado pela Fundação Mário César Polo, ofertando curso básico de música e canto a dezenas de crianças e adolescentes oriundos de famílias carentes. No ano de 2003, dia 11 de dezembro, estive presente ao ato solene de formatura de 36 alunos da Escola de Música, prestigiado por familiares, amigos e autoridades. Foi um momento ímpar àqueles jovens. A criação daquela escola de música foi uma iniciativa de extrema solidariedade humana do médico Mário Polo, com importante colaboração dos professores Olavo Brand, Daniel Schneider, Alexandra Correa, entre outros. Com recursos próprios, o Dr. Mário manteve a escola de música, cujo objetivo da Fundação era introduzir a música como programa de promoção social para o desenvolvimento humano, melhorar a qualidade de vida, a autoestima, e combater a exclusão social.

Que fim levou o projeto?

Pois é. Para saber que fim levou a Escola de Música, a coluna consultou o seu fundador e executor, Dr. Mário Polo, que discorreu sobre o assunto. Disse que encerrou o projeto social em 2004, pelo motivo de que, na época, acumulou muitos investimentos em diversos negócios, resultando em alguns contratempos e teve de recuar, uma vez que não mais conseguia viabilidade econômica para continuar com a Escola de Música. No entanto, falou que talvez futuramente consiga reativar o projeto da Escola de Música para que pessoas com menos condição econômica tenham a oportunidade de agregar conhecimento, e a música traz muita coisa positiva para a vida da pessoa, disse.

Indústria Têxtil

Como empreendedor, Mário Polo, também falou sobre outros empreendimentos como a Indústria Têxtil, um projeto socioeconômico (com um fundo econômico e um impacto social forte, eis que tinha 77 funcionários com emprego direto) e teve de ser encerrada em 2004, a exemplo de outros vários projetos que foram paralisados. Otimista, ele disse que seu próximo passo é reabrir a Têxtil para gerar impacto socioeconômico. Falou sobre a cantina, produção de uvas e vinho que, apesar dos contratempos financeiros, a empresa segue em atividade. Também referiu investimentos e negócios noutro estado, enfim, “não podemos reclamar, temos que sempre lutar”, ensinou. Ao finalizar, o Dr. Mário fez uma referência à sua profissão, a medicina, onde como único obstetra, acumula atendimentos na clínica e no hospital, trabalhando forte até altas horas.

Faltaram réus nas cadeiras

O julgamento da tragédia da boate Kiss foi muito mais uma resposta à sociedade do que justiça, que foi feita parcialmente, no meu modesto entender. Faltaram réus naquelas cadeiras. A boate era uma arapuca, que permitia a entrada, mas não a saída de pessoas, e o poder público, que deveria fiscalizar, não só não fiscalizou como forneceu o alvará de funcionamento sem que o local oferecesse os pré-requisitos previstos em lei, permitiu e consentiu que normas de segurança fossem ignoradas. Aliás, normas de segurança e de evacuação são feitas para esses momentos, mas obviamente foram negligenciadas pelo poder público. Na esfera criminal, os agentes públicos que contribuíram para o ocorrido se safaram, mas ainda poderão responder na área cível. É inacreditável, nem a tragédia da Kiss, com 242 mortes e mais de 600 feridos serviu de exemplo, eis que prefeituras e agentes públicos continuam negligenciando por aí.

Dicas e cuidados no trânsito

Neste período muita gente viaja para passar as festas de final de ano com familiares. Todos sabem que o trânsito é algo preocupante. Milhares de pessoas morrem todos os anos por causa da irresponsabilidade de alguns motoristas. Mas não custa nada dirigir de acordo com as leis de trânsito. Eis algumas dicas: use o cinto de segurança, respeite a sinalização, não exceda o limite de velocidade, faça ultrapassagem somente em lugar seguro, dirija sempre defensivamente, esteja atento aos pedestres, nunca viaje sem antes fazer uma revisão geral em seu carro, parte mecânica, pneus, faróis e toda a parte elétrica. Ah, e não use, nunca, o telefone celular quando estiver dirigindo.

70% não aderem à privatização

O prazo para que os municípios do Rio Grande do Sul atendidos pela CORSAN assinassem aditivos nos contratos encerrou dia 16 e mais de 70% das cidades decidiram não aderir à privatização do serviço. Para o presidente do Sindiágua, Arilson Wünsch, a baixa adesão representa uma vitória para quem defende o serviço público e uma derrota para quem deseja entregar os serviços de água e esgoto do RS aos amigos da iniciativa privada. Dos 307 municípios atendidos pela Corsan, apenas 74 assinaram aditivos, entre eles, três são aqui da Região Celeiro, Tenente Portela, Redentora e Inhacorá.

Quem paga essa conta?

Como era previsto, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Jair Bolsonaro ao fundão eleitoral de R$ 5,7 bilhões (cinco bilhões e setecentos milhões de reais) em 2022. Incrível! Dá mais que 10% de todo o orçamento do Rio Grande do Sul, previsto em R$ 50,1 bilhões. Como estava na Lei de Diretrizes Orçamentárias, Bolsonaro só tinha duas opções: sancionar ou vetar. Vetou, mas cruzou os braços, nada fez para que sua base mantivesse o veto. É o dito jogo de sena. Fez de conta que não queria que fosse aprovado. Gastar dinheiro da população em campanha é só alegria para eles. Na Câmara dos Deputados, foram 317 votos pela derrubada do veto e 146 contra. No Senado, o placar foi 53 a 21. Dos deputados que representam a nossa região, Pompeo de Mattos votou por manter o veto, e Jerônimo Goergen, votou pela derrubada do veto.

Dep. Jerônimo esclarece

Em razão de ter votado pela derrubada do veto do fundão, consultado pela coluna, o deputado Jerônimo Goergen esclareceu que, “historicamente, tem votado contra o uso de recursos públicos para campanhas eleitorais. No entanto, esse é o modelo que prevaleceu em nosso regime democrático, mesmo com seu voto contrário. Salienta que agora vive a realidade de não ser mais candidato a nenhum cargo eletivo. Espera que com sua decisão, esteja estimulando a renovação dos quadros políticos, porque sabe o que era ver o recurso público sendo destinado a poucos candidatos. Diz que seria voto vencido ao optar pela manutenção do veto presidencial ao Fundo Eleitoral. A maioria já estava formada. Seria aprovado de qualquer forma. Por esse motivo, decidiu dizer ao comando regional e nacional do Progressistas que seu voto seria um instrumento para que, ao menos, os recursos fossem democratizados e repassados aos candidatos a deputado estadual e não apenas aos deputados federais que votassem favoravelmente. Assim, o recurso que for referente ao que recebe um deputado federal será igualmente dividido entre os candidatos a deputados estaduais do Progressistas gaúcho que veham a concorrer em 2022 e que não receberiam nenhum valor. Então, seguindo a premissa de que tais valores serão gastos de qualquer forma, que pelo menos os recursos possam ser distribuídos de forma transparente e justa entre sua bancada estadual”, disse.

No apagar das luzes

No encerramento do ano parlamentar, no apagar das luzes, o Congresso Nacional concluiu a votação e aprovou nesta terça-feira (21) a proposta de Orçamento da União para 2022. No relatório apresentado pelo deputado Hugo Leal (PSD-RJ), houve uma queda para R$ 5,1 bilhões no fundo eleitoral e, após negociações ficou em R$ 4,9 bilhões. Apesar da redução, o fundão fica bem acima do patamar das eleições de 2018, quando foi de R$ 1,7 bilhão. Portanto, o fundão foi reduzido dos R$ 5,7 bilhões aprovado dias atrás com a derrubada do veto presidencial, e fechou em R$ 4,93 bilhões.

Auxílio à Santa Casa

Sempre dedicado a prestar auxílio às instituições de saúde, o deputado Jerônimo Goergen, na última quinta-feira (16), representando seu escritório, com sede em Brasília, assinou com a Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, contrato pro bono de assessoramento institucional. O trabalho que a Santa Casa realiza merece nosso total apoio e minha atuação voluntária é uma forma de agradecer e ajudar quem tanto faz pela saúde do Brasil, disse na ocasião o parlamentar. Aproveitando a oportunidade, Jerônimo, como deputado, entregou R$ 300 mil para custeio da casa de saúde.