Todos vacinados até setembro

Para cumprir a promessa de vacinar todos os adultos contra covid-19 até o fim de setembro, o Ministério da Saúde e Estados que anunciaram a medida se agarram no mesmo argumento. É que a projeção atual para a chegada de novos imunizantes ao Brasil é muito mais promissora do que no início da campanha e, ainda se houver alguns atrasos, seria possível atender todo o público acima de 18 anos. A população brasileira apta a receber a vacina é estimada em 160,9 milhões de pessoas. Destas, 63,1 milhões (39,2%) já receberam a primeira dose e 24,2 milhões (15%) completaram o ciclo de imunização ao longo dos últimos cinco meses. O País tem pela frente, portanto, a meta de atender mais 97,8 milhões e ainda garantir que não falte a segunda dose nos casos necessários. A principal diferença está nos cenários do início da campanha e de agora. Entre janeiro e março, o Brasil recebeu um total de 44,1 milhões de doses – número insuficiente para a vacinação deslanchar. Já a previsão entre julho e setembro, considerando apenas os lotes contratados, soma 172,5 milhões. Esse quantitativo supera, por si só, o público total.

Dos protagonistas

São protagonistas da vacina covid-19, primeiro: a pessoa, todas as pessoas acima de 18 anos; segundo: o profissional aplicador da vacina que depende de boas e adequadas iniciativas dos gestores da unidade de saúde, respectiva. As pessoas, dentro de seus grupos prioritários pré-estabelecidos pelos gestores, “devem”, sem receio algum e com fé na eficácia da vacina, comparecer ao local de vacinação e se vacinar. Quanto ao profissional vacinador, já que a epidemia é classificada como emergência, deve estar sempre, diariamente, presente, inclusive nos finais de semana e feriados, à disposição das pessoas que buscam pela vacina. Para isso, não há necessidade de sobrecarga/horária de trabalho dos servidores. Se houver carência de profissionais, é só contratar mais profissionais, emergencialmente. Aliás, para outros fins, prefeitos arrogam-se a contratar servidores. O que não pode é haver disponibilidade de vacinas e os postos fechados em finais de semana e feriados. E, da mesma forma, o que não pode, é as pessoas não comparecerem, não se vacinarem.

 Moro não descarta concorrer

O ex-juiz e ex-ministro da Justiça e Segurança, Sergio Moro, ao contrário do que ele permite admitir publicamente, ainda alimenta um projeto político. Ele já não descartou 100% sua candidatura à Presidência da República em 2022. Significa que ele considera essa possibilidade, o que é um fato novo. Ele nunca admitiu sequer a hipótese, sempre justificando que não tem perfil nem disposição para mergulhar numa aventura eleitoral. Nos últimos meses, porém, a negativa contundente foi aos poucos sendo deixada de lado. Reservadamente, Moro tem discutido com um grupo restrito de apoiadores a possibilidade de disputar as eleições do ano que vem. Em uma reunião recente com representantes do Podemos, partido de centro-direita que tem nove senadores e dez deputados federais, o ex-juiz foi indagado diretamente sobre o assunto. Diferentemente de outras ocasiões, ele não repeliu a ideia. Ao contrário: pediu um tempo para avaliá-la e se comprometeu em dar a resposta em outubro. Seria a opção ideal para quem não quer Lula e nem Bolsonaro. Moro é o antipetismo, ele é a Lava-Jato, ele é a bandeira de muitos que se desapontaram com o atual governo. A rejeição gigantesca a Lula e Bolsonaro mostra que há uma avenida promissora. Se Moro concorrer e passar para o segundo turno, o incrível poderá acontecer: Lula e Bolsonaro se unirem. Ambos são avessos ao combate à corrupção.

Candidato ideal

A sociedade brasileira precisa de paz e união. A polarização política existente hoje entre os apoiadores de Jair Bolsonaro e do ex-presidente Lula “não interessa” ao país. Nessa polarização o Brasil fica no dilema entre o precipício e o abismo. Por isso, deve surgir um candidato ideal, capaz de pacificar o país. Sergio Moro tem um histórico maravilhoso de combate à corrupção. Na história do Brasil foi o juiz que mais coragem mostrou no combate à corrupção. Mas podem surgir outras opções também. O importante é que a pessoa que se dispuser represente um novo projeto, um ponto de equilíbrio, de que o Brasil tanto necessita. Esse seria o candidato ideal.

Pré-candidatos ao governo do RS

Os partidos políticos no Rio Grande do Sul já se movimentam e se articulam, inclusive alguns já colocam nomes em evidência como pré-candidatos ao governo do Estado, com vistas às eleições do ano que vem. Eis alguns dos nomes em evidência: PP: senador Luiz Carlos Heinze; MDB: deputado federal, Alceu Moreira, ou o deputado estadual, Gabriel Souza; PT: deputado estadual, Edegar Pretto; DEM: deputado federal e ministro-chefe da Secretaria da Presidência da República, Onix Lorenzoni; PSOL: vereador de Porto Alegre, Pedro Ruas; PTB: vice-governador Ranolfo Vieira Júnior (indo p/o PSDB); PDT: presidente do Grêmio Porto-Alegrense, Romildo Bolzan.

RS em parceria com os municípios

Segunda-feira (21/6), o governo do Estado do Rio Grande do Sul lançou o projeto PAVIMENTA, uma parceria com os municípios, objetivando melhorar a infraestrutura rodoviária para turismo e escoamento da produção, além de trazer mais qualidade de vida. O projeto integra o “Avançar” lançado dia 9 deste mês, e vai aplicar mais de R$ 170 milhões em obras de infraestrutura urbana, valorizando a parceria com os municípios, afirmou o governador Eduardo Leite. Dos R$ 170 milhões, R$ 60 milhões serão disponibilizados pelo Estado e os outros R$ 110 milhões são créditos com bancos públicos – BRDE e Badesul. O Estado prestará apoio aos municípios de duas formas. A primeira é no desenvolvimento de projetos de engenharia de infraestrutura rodoviária. O segundo eixo é pela análise da viabilidade técnica de propostas existentes. “Estamos falando de investimento que vai passar na frente da casa das pessoas, na rua da escola ou da fábrica. Ou seja, o Estado está entrando dentro dos municípios e estendendo a mão aos prefeitos. É algo raro e histórico”, afirmou o secretário de Articulação e Apoio aos Municípios, Luiz Carlos Buzato.

1º edital já publicado

Após o lançamento do Pavimenta, o governo publicou, no Diário Oficial do Estado, o primeiro edital para seleção de projetos de municípios, detalhando as condições para manifestação de interesse de adesão, bem como os critérios de aprovação das propostas. Serão considerados aspectos técnicos (existência de acesso asfáltico municipal, por exemplo) e socioeconômicos (Índice de Desenvolvimento Socioeconômico – Idese, e projeção de que a obra proporcione fomento econômico na localidade). Em 30 dias após a publicação do edital, os municípios poderão manifestar interesse em participar de algum dos eixos do Pavimenta, apresentando um diagnóstico da realidade que se quer modificar, aprimorar ou desenvolver, além da indicação da viabilidade, dos custos, dos benefícios e dos prazos de execução da ação pretendida.

Síntese do Pavimenta

Objetivo: Parceria Estado e Municípios para realização de obras de pavimentação, com impacto na infraestrutura e na qualidade de vida das cidades; proporcionar mais conforto, segurança e economia à circulação e transporte de pessoas e mercadorias, facilitando o acesso a serviços públicos e contribuindo para o bem-estar e a saúde da população. Investimento: R$ 170 milhões em 2021-2022 (R$ 60 mi Tesouro e R$ 110 mi BDRE/Badesul). Pavimentação (asfalto ou bloco de concreto), terraplanagem, drenagem (meios-fios, bocas-de-lobo e redes), sinalização, acessibilidade.

Cidades sustentáveis

Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. Segurança rodoviária; Urbanização inclusiva e sustentável; Acesso universal a espaços públicos seguros, inclusivos, acessíveis e verdes; Relações econômicas, sociais e ambientais positivas entre áreas urbanas, periurbanas e rurais.

Critérios técnicos

Município possui acesso pavimentado; acesso asfáltico não concluído; via pertence à malha rodoviária estadual; via possui ligação com rodovia estadual; via de ligação entre comunidades urbanas e rurais ou entre bairros; via de acesso entre municípios. O objetivo principal trata de inserção (trevo, rótulas de acesso, etc.); importância para o fluxo de pessoas e veículos.

Investimentos

Habilitação de projetos, classificados em 3 faixas, por nº de habitantes. Município com até 20 mil habitantes, até R$ 1 milhão de investimento estadual. Município entre 20 e 200 mil habitantes, até R$ 2 milhões de investimento estadual. Município com mais de 200 mil habitantes, até R$ 4 milhões de investimento estadual.

Fantástico, porém duvidoso

Fantásticos, assim se pode adjetivar os dois ousados projetos lançados, este mês, pelo governador Eduardo Leite. Dia 9 de junho lançou o projeto AVANÇAR, que prevê investimento, em 2021-2022, de R$ 1,3 bilhão, em restauração de rodovias e construção de 28 acessos municipais e 20 ligações regionais, abrangendo as 9 regiões funcionais do Daer. E o projeto PAVIMENTA, prevendo aplicar mais R$ 170 milhões em obras de infraestrutura urbana, em parceria com os municípios. São projetos de relevância, criatividade e amplitude bárbara, politicamente falando. Mas fica uma dúvida. Até três meses atrás, e que perdurou por 57 meses consecutivos, a folha de pagamento dos funcionários públicos do estado foi paga atrasada e parcelada. De uma hora para outra, o governo paga em dia os seus fornecedores, os hospitais, e paga em dia a folha dos servidores. E ainda tem reservas bilionárias para investir em infraestrutura. Não estaria o governador inclinado a imitar o ex-governador Antônio Brito (MDB) que, em 1998, ano de eleição, iniciou vários acessos municipais, inclusive aqui dos vizinhos municípios de São Valério do Sul, Nova Ramada e Sede Nova? Passada a eleição, levantou as máquinas e abandonou as obras em meio caminho, resultando em milhões de reais desperdiçados, jogados fora, frustrando a expectativa daquelas comunidades que já contavam com o tão sonhado e necessário asfalto.