Mais 9 Salas das Margaridas

A Polícia Civil gaúcha investe na luta pelo fim da violência doméstica e familiar contra a mulher. Segunda-feira, dia 8, “Dia Internacional da Mulher”, 9 Salas das Margaridas foram inauguradas no Estado. Foram contempladas as Delegacias de Polícia de Pronto Atendimento (DPPAs) de São Leopoldo, Novo Hamburgo, Gravataí, Alvorada e Canoas, na Região Metropolitana; e as DPPAs de Rio Grande e Santana do Livramento e Delegacias de Polícia de Marau e Parobé, no interior. A Sala das Margaridas é uma das principais políticas públicas da Polícia Civil no enfrentamento à violência contra a mulher. É um espaço reservado, privativo e acolhedor, onde são registradas ocorrências policiais, depoimentos das vítimas, bem como, o pedido de medidas protetivas de urgência e demais ações que fazem parte da Lei Maria da Penha. Nesse espaço também é aplicado um questionário que avalia o grau de risco que a vítima está exposta. São informações fundamentais que ajudam a polícia a traçar um plano de proteção para essa mulher e assim evitar crimes como o feminicídio.

A propósito

Estas salas proporcionam, sim, a necessária privacidade para a mulher vítima no momento de registrar a ocorrência, pedir medidas protetivas e fornecer detalhes. Mas isso não quer dizer que as vítimas não encontrem a mesma acolhida noutras delegacias. Aliás, são bem poucas as DPs no RS onde as vítimas são atendidas no balcão, no hall de entrada. Quase todas têm salas reservadas para todos os procedimentos, desde o registro da ocorrência. Quanto ao atendimento também, haja vista que todos os policiais são oriundos de uma mesma escola de formação, a Academia de Polícia.

Operação Te Cuida RS

Para endurecer a fiscalização das medidas preventivas contra a Covid-19, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Rio Grande do Sul planejou e criou a “Operação Te Cuida RS”, objetivando fortalecer a ação integrada com as prefeituras. O protocolo foi elaborado pelas chefias da Brigada Militar (BM), Polícia Civil (PC), Corpo de Bombeiros Militar (CBMRS), Instituto-Geral de Perícias (IGP) e Departamento Estadual de Trânsito (DetranRS). O objetivo central é coibir aglomerações e intensificar a fiscalização da ordem de suspensão de atividades não essenciais, nos 497 municípios gaúchos. É fundamental que as prefeituras coloquem toda a sua estrutura para se agregar nesse esforço. Se não conseguirmos reduzir a curva da contaminação, talvez tenhamos de tomar outras medidas, ainda mais drásticas, com impacto tanto para o setor privado quanto para a arrecadação do poder público, alertou o vice-governador e Secretário da Segurança Pública, delegado de polícia Ranolfo Vieira Júnior.

Desobedientes e inconsequentes

No dia em que o Estado completou uma semana com a ocupação de leitos de UTI acima da capacidade em razão do agravamento da pandemia, as forças da Segurança Pública estadual empenharam esforços para encerrar festas clandestinas promovidas por grupos de indivíduos desobedientes e inconsequentes. No sábado (6/3), a Brigada Militar coibiu e desmobilizou eventos irregulares nas cidades de Alvorada, Ametista do Sul, Boa Vista das Missões, Caçapava do Sul, Cachoeirinha, Capela São Valentim, Constantina, Jaguarão, Marques de Souza, Pelotas, Piratini, Santa Rosa, Sapucaia do Sul, Uruguaiana, Venâncio Aires, entre outros. Aqui na Região Celeiro, policiais militares do 7º BPM, integrados à “Operação Te Cuida RS”, atenderam ocorrências de aglomerações, perturbação do sossego e descumprimento dos decretos, nos municípios de Humaitá, Crissiumal, Bom Progresso, Esperança do Sul e em Três Passos. Na ação os policiais apreenderam aparelhos de som e bebidas e, aos flagrados em descumprimento aos protocolos foram lavrados os procedimentos pertinentes.

Políticos e a razoabilidade

Os políticos quando na oposição, principalmente os detentores de cargos legislativos, têm dificuldades em agir com razoabilidade quando envolve atos ou demandas de competência governamental. É quase uma praxe, fazer oposição por oposição, exigindo e cobrando realizações imediatas, sem se ater nos detalhes, na viabilidade, nos aspectos legais, pré-requisitos e exigências impostas para aprovação, autorização e liberação de obras e serviços que envolve verba pública. Falta razoabilidade, aproximar o senso comum do bom senso. Na obra “A Política”, Aristóteles fala: “A justiça é a procura do meio termo” e que encontrar este meio é tarefa dificultosa, sendo que aquele dedicado às atividades públicas, o legislador, ou…, deve voltar-se à prudência.

Mirando ao mesmo alvo

O objetivo é comum, vereadores, prefeitura, hospital Bom Pastor, comunidade em geral, todos miram ao mesmo alvo, melhorar quantitativa e qualitativamente as condições de atendimentos à saúde na instituição hospitalar de Santo Augusto. Há muito se fala em criar uma UTI e mais recentemente o tomógrafo, que na semana passada virou crítica de vereadores oposicionistas à direção do hospital e cobranças à prefeita Lilian. Reconheça-se que merece louvor o pedido desses vereadores ao deputado Jerônimo de destinação (via emenda parlamentar) de verba para tais pleitos. Atendendo à informação, o hospital informou ao parlamentar razões técnicas e estrutura física do estabelecimento que impedem a instalação desses equipamentos no momento, mas que um projeto está em andamento para as devidas adequações imediatas. Na ocasião sugeriu ao deputado que a emenda para o tomógrafo seja adiada para o ano que vem. Isso foi o bastante para os vereadores criticarem com veemência, atribuindo como rejeição do HBP à oferta da emenda para o tomógrafo. Criticar por criticar não contribui, antes tem que se informar, para não atrapalhar.

O que diz o Hospital

Em nota, o presidente do Hospital, senhor Davi Ceolin, esclarece: A ampliação dos serviços com oferta de exames de tomografia computadorizada é uma meta relevante, uma vez que apresenta demanda e se constitui em importante diagnóstico para o quadro clínico do paciente; a diretoria sempre expressou o querer referente a destinação de recursos para aquisição do tomógrafo, porém ponderou as etapas do processo de concretização da meta, como: espaço físico com a blindagem necessária à proteção da saúde dos profissionais e dos pacientes, como também casa de força de energia elétrica, exigida para instalação do equipamento; construção de um setor de imagens e setor de urgência e emergência, dentro das exigências legais; a partir de um novo diálogo e da importância do futuro serviço a ser ofertado, bem como do conhecimento do risco de perder esse recurso de emenda, a diretoria acatou a proposta de receber a indicação do valor para a aquisição do tomógrafo, no presente período; a diretoria sempre atuou com responsabilidade frente as ações, decisões e normativas nos processos de gestão hospitalar e busca a qualificação dos serviços em saúde e o atendimento humanizado para a população local e regional.

O que diz a Prefeitura

Falando à coluna, o engenheiro Eugênio Frizzo, Assessor de Projetos da Prefeitura e Coordenador da Comissão nomeada pela prefeita Lilian para acompanhar o andamento e execução do projeto de reformulação do Hospital Bom Pastor, disse que foi elaborado um estudo minucioso sobre a real situação e o que deverá ser feito. Quanto a UTI, para o que já há uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões, é um tipo de instalação de alto padrão, top; o Estado, através do Plano Estadual de Saúde, controla tudo, já que é ele que financia. Então ele autoriza a fazer UTI se é preciso e se o hospital tem todas as condições e pré-requisitos exigidos. Porém, há ressalvas, a macrorregional de saúde, a que nós pertencemos, que é Santo Ângelo, não tem necessidade de UTI no plano do Estado; para termos condições de ter UTI, teríamos de ter um prédio com mais andares, vários andares. Quanto aos recursos provenientes de emendas parlamentares, serão usados para fazer uma urgência e emergência padrão (serviços já prestados precariamente), e fazer um setor de imagem (tomografia, mamografia, ultrassom, raio x, e vários outros diagnósticos por imagem), enfim, vai ser feita uma reformulação do hospital. Se liberados esses recursos, como é esperado, vai ser uma obra que vai qualificar e muito o nosso hospital junto com as obras que já foram feitas, enfatizou Frizzo. Vai dar uma elevada no padrão de qualidade e no faturamento também, porque vai permitir maior destinação de verbas do Ministério da Saúde.