Pré-candidatos ao Piratini

Alguns partidos já bateram o martelo e definiram as suas pré-candidaturas ao governo do Rio Grande do Sul com vistas às eleições de 2022. O PSB irá com o ex-deputado Beto Albuquerque; o PT, fechou com o nome do deputado estadual Edgar Pretto; O PDT, certamente terá candidato próprio vez que precisa formar palanque ao presidenciável Ciro Gomes, cujo nome posto em evidência é Romildo Bolzan, presidente do Grêmio; o PP já definiu há alguns meses que seu candidato será o senador Luiz Carlos Heinze; no PSOL o pré-candidato é o vereador de Porto Alegre, Pedro Ruas. Embora ainda sem definição final, outros partidos de expressão como, o MDB – deverá escolher através de uma prévia a realizar-se no mês que vem, entre o ex-governador José Ivo Sartori e o deputado federal Alceu Moreira; o PSDB – acena com o nome do vice-governador e Secretário da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior; o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni (DEM – União Brasil, após fusão com PSL) se proclama pré-candidato ao Piratini e anuncia como irreversível sua candidatura.

Composição de coligações

A serem mantidas as pré-candidaturas anunciadas pelos diversos partidos ao governo gaúcho, a pulverização vai inviabilizar possíveis coligações no primeiro turno.  No PP e no DEM, seus pré-candidatos Heinze e Onyx, respectivamente, contam com o apoio do presidente Bolsonaro às suas candidaturas, porém, vão dividir o mesmo eleitorado, resultando que nenhum dos dois chegará ao segundo turno. Entretanto, se um deles desistir e apoiar o outro, somando-se a eles alguns outros possíveis apoios, poderá formar uma coligação consistente, com chances até de vencer a eleição. Situação semelhante é a do MDB e do PSDB, caso ambos tenham candidato próprio. O MDB, pela sua história de sempre ter encabeçado a chapa majoritária, vai manter a tradição; e o PSDB, por ser governo, não cederá a cabeça de chapa, vai tentar fazer o sucessor. Com isso, e por isso, tanto um quanto o outro vai ter dificuldades. Do contrário, se coligados, e com apoio de alguns outros partidos, terão chance de chegar no segundo turno. Um detalhe, dependendo da condução das tratativas, naturalmente estarão unidos num segundo turno: PP, DEM, MDB, PSDB, PTB, PSD e outros. Teoricamente, imbatíveis.

E nos segmentos da esquerda?

Neste segmento, o lançamento da pré-candidatura de Beto Albuquerque (PSB) tende a gerar novas articulações. A ação do PSB indicando Albuquerque como pré-candidato atrelada às negociações nacionais com o PT e o PCdoB, é avaliada com nova visão. De público, os petistas gaúchos asseguram que trabalham pela construção de uma composição entre as três legendas. Contudo, o secretário-geral do PT/RS, Carlos Pestana, diz que hoje Edgar Pretto é o nome do partido para a construção de uma frente política que inclua o PSB e o PCdoB. Afora isso, pra variar, nos bastidores, outras lideranças petistas admitem a dificuldade em superar o ‘passado recente’: entre outros pontos, o apoio de Beto a Aécio Neves (PSDB); as críticas contundentes a Lula (PT); e a participação dos socialistas nos governos José Ivo Sartori (MDB) e Eduardo Leite (PSDB). O PDT, num eventual segundo turno, deverá engrossar a ala esquerdista.

Estilo Pompeo

Como amuleto para a disputa ao governo do estado em 2022, o deputado Pompeo de Mattos, presidente estadual licenciado do PDT faz a conta de que o trabalhismo venceria uma eleição no RS a cada seis ou sete disputas. “O Getúlio Vargas se elegeu em 28. Dali a sete eleições, em 58, o Brizola se elegeu. Dali seis eleições, em 1990, o Collares ganhou. E agora passaram seis de novo. É o nosso momento e a nossa hora”, diz.

Previsões da Luciana

Esta é da deputada estadual Luciana Genro (PSOL): “Eu acho que a extrema-direita veio para ficar, não vai desaparecer com o Bolsonaro. Acho que ele, mais cedo ou mais tarde, vai acabar preso, mas a extrema-direita vai continuar existindo e o Heinze e o Onyx, aqui no RS, são a expressão da extrema-direita. Mas eu não creio que eles tenham força social suficiente para ganhar as eleições. Talvez consigam ir a um segundo turno, mas não conseguiriam vencer, porque obviamente todas as forças mais democráticas iriam se unir contra a vitória da extrema-direita”, afirma.

Pré-candidatos a deputado

Aqui na região, à exceção dos atuais deputados Zilá, Classmann, Ernani (estaduais) e Pompeo de Mattos (federal), que deverão concorrer à reeleição, até agora surgiu apenas mais um nome como pré-candidato às eleições de 2022, o de Paulo Opus Dei, do Partido Republicano de Santo Augusto, que deverá concorrer a deputado federal. Há uma expectativa, porque com a decisão do deputado Jerônimo Goergen de não concorrer à reeleição, quem ocupará esse espaço no sentido de representar, efetivamente, Santo Augusto e a região juntamente com Pompeo de Mattos na Câmara Federal? É um espaço que estará em aberto. Afinal, além do Paulo, quem mais se habilita na região?

A propósito

O diretor do jornal O Celeiro, Renato Marodin, no intuito de contribuir  com os leitores do semanário e com as entidades políticas, está criando e disponibilizando um espaço para que, semanal e gratuitamente, os partidos políticos da região usem para divulgar eventuais pré-candidaturas e plataformas, com vistas às eleições de 2022. Interessados contatar WhatsApp 99996-6721 ou 99964-3052

Pesquisa fajuta

Alguém em sã consciência e de bem com suas faculdades mentais e dotado de bom senso acreditaria que Lula, o maior corrupto da República, responsável pela corrosão moral e institucional que ainda assola a estrutura do Estado, seja visto como o candidato preferido por 28% dos brasileiros no quesito “combate à corrupção”, como apontou pesquisa realizada pela Quaest/Genial, divulgada no último dia 5, à frente até mesmo do ex-juiz Sergio Moro? A menos que esses 28% sejam corruptos como ele. Só assim. A marca da corrupção nos governos petistas é inapagável da memória dos brasileiros, por mais que essa pesquisa fajuta tente alterar essa percepção.

Comunidade aflita e com medo

Conforme veiculado aqui na coluna em 10 de setembro, um clube de tiros com o devido alvará expedido pela Prefeitura no final do ano passado, instalado na Vila Pedro Paiva, interior de Santo Augusto, vem causando sérios transtornos, riscos, pânico e medo a moradores e à comunidade escolar da localidade. Muitos Boletins de Ocorrência já foram registrados na Delegacia de Polícia e na Brigada Militar que atenderam dentro das suas limitações de competência; muitos comunicados ao Ministério Público e à Prefeita Lilian com pedidos de providências. Com medidas paliativas por parte da Prefeitura, os incômodos cessaram por algumas semanas, no entanto, voltaram com toda força e desconsideração para com aquela comunidade, cujo momento mais grave foi na manhã desta quarta-feira (10), com as balas, dezenas, disparadas durante a prática de tiros saindo à toa, zunindo entre as moradias e entre os transeuntes. Afinal, o que a prefeita Lilian está esperando para suspender definitivamente o alvará para aquele local?

Vejam a dimensão do problema

As notícias são tão reais que na manhã desta quarta-feira (10) alguns pais chegaram a ir na escola e levar seus filhos para casa temendo que as crianças pudessem ser atingidas por algum projetil; não bastasse, muitos pais manifestam disposição de não fazer a rematrícula dos filhos, a persistir as práticas de tiro no local; existe notícias de que pais inconformados com a falta de providências coibitivas por parte das autoridades, em especial por parte da prefeita, já pensam em tomar atitude radical e ilegal (fazer justiça com as próprias mãos – ou seja, gerar mais problemas ao invés de resolvê-los), cujo extremismo nada mais é do que manifestação da desilusão e descrença para com as instituições e autoridades. Para corroborar, as várias pessoas que fizeram BO na polícia agora se dizem ameaçadas de processo por parte de dirigente da entidade de tiros, causando-lhes mais uma preocupação, muito embora as verdades noticiadas através dos Boletins de Ocorrências. Enfim, esperando o que? Uma tragédia, senhora prefeita?

Auxílio Brasil

O governo federal publicou na noite de segunda-feira (8), o decreto que regulamenta o Auxílio Brasil, programa social que deverá substituir o Bolsa Família. O decreto detalha novas regras e parâmetros para participar do programa, incluindo novos tipos de benefícios adicionais às famílias participantes – como bolsas para jovens com bom desempenho em esportes e ciências na escola – e também um aumento da idade máxima dos filhos para ter direito aos pagamentos. Tinham direito ao Bolsa Família as famílias com renda abaixo da linha da pobreza e com filhos de até 17 anos matriculados na escola. Essa idade foi estendida para 21 anos. O valor médio do benefício será de R$ 400. De acordo com o governo, os primeiros pagamentos do Auxílio Brasil começarão no próximo dia 17 (quarta-feira da semana que vem), para cerca de 14,6 milhões de famílias. Todas as pessoas cadastradas no Bolsa Família receberão o novo benefício automaticamente. O Programa substitui o Bolsa Família e traz uma ampliação significativa em seu escopo, além de simplificar a cesta de benefícios, prezando pela emancipação das famílias que já estejam em situação de autonomia, a fim de que ocorra a entrada de novas famílias em situação de vulnerabilidade.