Por que eu escrevo

Nestes tempos de modernismo, guiado pela internet e pelas facilidades que ela nos traz, escrever textos e ler se tornou algo mais escasso. Minhas crônicas vêm a calhar essa realidade moderna, são tópicos curtos, assuntos diversificados, numa linguagem acessível ao perfil do nosso leitor regional. A vivência de dezenas de anos na atividade profissional (segurança pública) me ensinou a ouvir e interpretar o que ouço, a ler e interpretar o que leio, a ser objetivo e coerente com os fatos, a não ser diferente das pessoas e da comunidade no cotidiano. Levei esse ensinamento que a experiência me deu para as minhas escritas da coluna semanal aqui no jornal. Aliás, não há nada melhor do que perceber que um simples pensamento, uma simples opinião ou uma simples informação, foi lido por dezenas, centenas e até mesmo milhares de pessoas. Não me interessa se concordaram ou discordaram; se acharam a maior asneira do mundo; ou se leram e pensaram: “que burro, dá zero pra ele”. O que me importa é fazer com que minhas escritas alcancem o máximo de pessoas possível, as quais, querendo ou não, absorvem um pouco de mim, do que sou, do que eu penso.

                                                       A propósito

                             Quem sabe até se a pessoa que está lendo vai começar a pensar de forma diferente ou analisar uma determinada situação de outro modo. Os debates e os comentários surgidos com os textos só engrandecem o assunto e fazem com que, inclusive, cheguemos a conclusões diferentes daquelas demonstradas no escrito. Afinal, cada um deve fazer a sua parte. Uma das formas que achei de fazer a minha foi escrevendo.

Avaliação ruim do presidente

A parcela da população que reprova o governo de Jair Bolsonaro aumentou, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (18), pela XP Investimentos em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe)). O levantamento aponta que subiu de 35% para 40% a fatia que considera a gestão como “ruim ou péssima”. Já a parcela que avalia a administração do governo como “ótima ou boa” caiu de 38% para 32%.

Em contrapartida

Os dados apontam que Bolsonaro segue à frente na disputa presidencial de 2022, tanto na pesquisa espontânea como na estimulada, quando são mencionados nomes dos candidatos. O presidente atinge 28% das intenções de voto, à frente de Sergio Moro, seu ex-ministro da Justiça e Segurança (12%), Siro Gomes (11%) e Haddad (11%). Já na pesquisa espontânea, quando não há apresentação de candidatos, Bolsonaro se mantém na liderança com 22%, abaixo do registrado em dezembro, quando tinha 24%.

No 2º turno dá Moro

A pesquisa de janeiro indica que Bolsonaro perderia para Sergio Moro no segundo turno, que bateria o atual presidente por 36% a 33%. No último levantamento, os dados apontavam que o presidente derrotaria seu ex-ministro. Bolsonaro, no entanto, ganha numericamente de todos os outros cenários de segundo turno em que é testado.

Saída da Ford e o desemprego

A opção da Ford de encerrar suas atividades no Brasil deve representar uma perda potencial de 118.864 postos de trabalho, somando diretos, indiretos e induzidos, segundo cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As 5 mil demissões anunciadas pela montadora também podem causar um impacto de menos R$ 2,5 bilhões/ano no potencial de massa salarial do país. O levantamento estima que a arrecadação de tributos e contribuições será outro indicador afetado no valor de R$ 3 bilhões/ano.

Incentivos à Ford

Com grandes reflexos na economia por sua decisão, o departamento reconhece que a Ford, ao longo dos anos, foi beneficiada no Brasil com políticas de incentivo ao setor, R$ 2,81 bilhões em 2011 para R$ 6,45 bilhões em 2020 – e que isso garantiu a expansão e a geração de empregos. No entanto, o Dieese entende que faltaram regras mais claras relacionadas à possíveis contrapartidas para a manutenção da produção de empresas do setor em território nacional.

Faltou compromisso

A avaliação é de que não se obteve por parte do governo central um maior compromisso e uma atuação mais contundente para preservar o setor industrial e os empregos. O movimento sindical tem apresentado propostas para reindustrialização e qualificação das cadeias produtivas, com sustentabilidade ambiental e desenvolvimento regional, além de empregos de qualidade. Entretanto, o que se observa é o fechamento de empresas, aumento do desemprego, queda da renda das pessoas, aumento da pobreza extrema, desigualdades, fome, miséria e queda da arrecadação pública.

Escola Pública de Trânsito

Na semana passada, mais precisamente no dia 15 de janeiro, foi oficializado o Projeto Político Pedagógico (PPP) da Escola Pública de Trânsito do Detran/RS. A normativa estabelece os princípios e as diretrizes que norteiam a educação para o trânsito e as ações e embasamentos teórico-técnicos a serem seguidos, fundamentada em princípios éticos que contribuam para o exercício da cidadania e a construção de uma cultura de preservação da vida. A instituição visa consolidar um ensino referência em educação para o trânsito, acessível à sociedade e em sintonia com a realidade, com foco em valores como empatia, respeito, defesa da vida, equidade e cooperação, compromisso com o meio ambiente e a sustentabilidade, e com a diversidade.

Objetivos

A Escola Pública de Trânsito busca consolidar-se como instituição de referência na promoção da educação para o trânsito, oferecendo experiências educativas que respondam aos anseios da sociedade e que, efetivamente, sensibilizem as pessoas, para que compreendam a importância de estarem comprometidas em fazer escolhas em prol do coletivo e do bem comum, servindo de suporte, fonte de consulta e apoio pedagógico às demais instituições e pessoas que possuem os mesmos propósitos. No portal: escola.detran.rs.gov.br pode ser encontrado vasto material para download como o Caderno Pedagógico elaborado com o objetivo de subsidiar os professores da rede escolar do Rio Grande do Sul a trabalhar o tema trânsito em sala de aula.

As pessoas e o espaço público

 Todos sabemos que “viver em sociedade exige algumas responsabilidades, entre elas o cuidado com os espaços de uso comum”. Atitudes individuais fazem a grande diferença para a construção de lugares bons de se viver. O aspecto da cidade é o retrato da conduta de seus moradores. É importante entender as áreas públicas como uma extensão do particular, do privado. As pessoas muitas vezes têm a visão de que a rua não é de ninguém. Mas não é assim, se o espaço é público é de todos, cabe a cada um tomar a iniciativa de cuidar, organizar e manter limpos esses locais. Infelizmente, não é essa a conduta de algumas pessoas que usam como local de lazer, para tomar suas bebidas e fazer seus lanches, as laterais da Avenida Pedro Campos, onde deixam grande quantidade de lixo (garrafas, papéis, plásticos) espalhados pelo chão, conforme mostra a foto anexa, tirada semana passada. Seria bom ter algumas lixeiras naquele local, e torcer que a rapaziada seja educada e as use, ao invés de jogar o lixo do chão.