Piso salarial dos professores

O presidente Jair Bolsonaro anunciou, na semana passada, que o piso salarial dos professores da educação básica será reajustado em 33,24%. Com isso, a remuneração mínima nacional sobe de R$ 2.886 para R$ 3.845, e atingirá 1,7 milhão de professores das redes públicas estaduais e municipais. De acordo com o presidente, esse é o maior aumento concedido à categoria desde o estabelecimento da Lei do Piso do Magistério. A reação contrária foi imediata, por parte do presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) que orientou aos prefeitos a ignorarem o anúncio feito pelo presidente Bolsonaro, e sugeriu a aplicação do INPC, equivalente à reposição da inflação, de 10,16%, e não os 33,24% anunciados. A Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) vai liberar R$ 220 bilhões neste ano. Segundo a CNM, um reajuste de 33,24%, representa gastar 98% dos recursos com pagamento de salários, deixando de lado todas as demais despesas da educação como investir em laboratórios, merenda e outros gastos.

Menosprezo aos professores

Induzidos pelo presidente da Confederação dos Municípios, muitos prefeitos reagiram contra o reajuste de 33,24% para os professores da educação básica, e alertam para uma “bomba” nos cofres municipais. Os prefeitos avaliam até entrar na Justiça para reverter a situação. Em total menosprezo aos professores, como se eles não sejam importantes à educação de crianças e adolescentes, os insensatos prefeitos, em contestação ao aumento anunciado por Bolsonaro, incrivelmente pregam o seguinte: “A disputa não é melhorar a educação no Brasil, a disputa é pagar salário atrás de voto”. Que ousadia e desrespeito desses prefeitos para com os professores. Não se melhora a educação desprezando e desvalorizando o educador. O piso dos professores foi criado em 2007, por esses mesmos que agora são contra o reajuste. Aliás, eles nunca cumpriram o piso.

Versão alarmista

A versão da Confederação Nacional dos Municípios, de que com o reajuste anunciado pelo governo, vai ser uma “bomba” nos cofres públicos municipais, acusando o governo federal de não auxiliar nesses gastos, “não procede, é versão alarmista”. Já vimos antes, que o governo vai repassar ao Fundeb, este ano, R$ 220 bilhões. A lei do Fundeb e sua regulamentação estabelece que os recursos devem ser aplicados na manutenção e desenvolvimento da educação básica pública, “sendo que o mínimo de 60% desses recursos deve ser destinado anualmente à remuneração dos professores e profissionais que exerçam atividades de suporte pedagógico, em efetivo exercício na educação básica pública, e, “a parcela restante (de no máximo 40%), seja aplicada nas demais ações de manutenção e desenvolvimento, na educação básica pública”.

Simplesmente paradoxal

Em meio a uma entrevista que a prefeita Lilian Depiere nos concedeu em julho do ano passado, ela falou o seguinte: “As Prefeituras, por força de lei, têm de gastar 25% do orçamento em educação. Os prefeitos andam apavorados porque não têm onde gastar todo esse valor. Mas tem que gastar. Então o que está acontecendo? O dinheiro está indo pelo ralo, as Prefeituras estão repintando paredes de escolas, recolocando azulejo, coisas assim, absurdas”. Então dinheiro não é o problema para educação nos municípios. Veja o paradoxo, se comparado com o que prega a CNM e boa parte dos prefeitos. Aliás, é incrível o que pensam sobre os professores.  Não tem como ignorar, vou repetir a preciosidade dita pela CNM e alguns prefeitos sobre o reajuste: “A disputa não é melhorar a educação no Brasil, a disputa é pagar salário…”. Será que é isso mesmo que eles pensam? Será que eles já tentaram se colocar no lugar de um professor de ensino básico, de sua responsabilidade, do seu salário muito aquém do que merece, do seu psicológico, da necessidade de concentração e paz consigo mesmo para ensinar a criança?

A corrupção matou mais que a Covid

Tento entender, mas não consigo. Se as pesquisas de intenção de votos, com vistas à eleição presidencial, indicassem verdadeiramente a vontade do eleitor, estaria decidido, a maioria do povo brasileiro disposta a se curvar aos corruptos e aderir ao sistema de corrupção que tanto mal fez e faz ao Brasil e aos brasileiros. Falam que Bolsonaro foi negligente (creio que foi mesmo em alguns pontos, mas longe de ser o bicho feio que tentam desenhar) e o chamam de culpado pelas milhares de mortes pela Covid-19. Esquecem, no entanto, que as mortes ocorreram fundamentalmente pela falta de investimento na saúde pública e em hospitais, cujo sistema, aliás, foi sucateado durante os anos de governos petistas. Nesse período não foram milhares, foram milhões de brasileiros mortos por falta de estrutura, de recursos, de condições e de atendimento médico/hospitalar. Por quê? Porque o dinheiro que poderia ter equipado e qualificado o sistema de saúde pública foi desviado, surrupiado, pela corrupção, sob o comando do Lula, que hoje se assanha a voltar ao governo. Não tenhamos dúvida, a corrupção, estimulada e liderada pelo Lula, matou muito, muitíssimo mais que a Covid.

Aliás

A corrupção parece liberada aqui no Brasil. Em apenas nove meses, em 2021, os tribunais superiores anularam 277 anos de prisão, 80% de corrupção. É a Justiça brasileira declarando, em suas sentenças, que é permitido ser corrupto. É a conclusão que se chega. Como esperar que o cidadão comum tenha um mínimo de respeito pelo STF e pelo resto do sistema judiciário brasileiro? Se nas eleições deste ano o povo der o aval a esse sistema, se foi o boi com a corda. Seremos Cuba e Venezuela, num amanhã bem próximo.

PP prepara chapa pura

O PP, depois das estratégias erradas, agora está articulando lançar a chapa completa – governador, vice e senador. O deputado Jerônimo Goergen, que anunciou meses atrás sua decisão de não concorrer à reeleição, comentou esta semana com o colunista, que está impressionado com as manifestações de apoio junto a lideranças de todo o estado para que seja o candidato do PP ao Senado. Jerônimo foi enfático: “Que seria chapa pura, eu já disse no ano passado, quando coloquei meu nome lá atrás. E esse foi o grande erro que se cometeu até aqui. Deveríamos ter feito uma prévia entre mim e a Ana Amélia. Se a Ana Amélia não aceitasse, me fortaleceria. E se ela ganhasse ou eu ganhasse nós fortaleceríamos o que ganhasse a prévia”. E por que eu acho que não teria nunca coligação? Porque os partidos principais, todos terão candidatos. E os que podem coligar, ou têm cargo no governo do estado ou no governo federal. Então, eles vão estar coligados com um candidato que tenha relação mais forte com um dos governos. Agora, querem lançar dia 18 a chapa completa, a pressão em cima de mim aumentou, eu confesso que estou impressionado com a acolhida do meu nome. Eu não sei se ainda teria chances de ganhar uma eleição, mas eu já vejo o partido mobilizado. Agora vamos ver o que vai acontecer. Hoje a decisão depende exclusivamente de mim. Mas eu que decidi sair e começar um caminho para a vida, voltar agora é difícil. Quando eu queria não me deixaram, e agora aceitam. Eu não decido antes do carnaval, concluiu.

Podemos nos orgulhar

Apesar de vivermos num país onde políticos estigmatizam adversários para demarcar território, politizando tudo, em nome da ideia de que interesses políticos indevidos estariam a distorcer os termos do debate público e a adoção de medidas de impacto social, nós aqui em Santo Augusto, hoje, podemos nos orgulhar dos representantes que temos, tanto no Poder Executivo quanto no Poder Legislativo. Foi um verdadeiro cavalo de pau, desde 1º de janeiro de 2021, uma manobra de 360 graus. Não importa se o vereador a ou b está deslumbrado, quer aparecer na foto, o que importa são suas intenções e suas atitudes, sua postura digna, querer deixar o seu legado, a sua marca, o seu bom serviço prestado à comunidade. Há exatos 40 anos comecei participar e acompanhar a política em Santo Augusto. O município sempre andou para frente, sempre prosperou, bons administradores e bons vereadores sempre tivemos. Mas, na minha avaliação, a atual administração municipal e a atual composição da Câmara de Vereadores estão fazendo a diferença, principalmente na harmonia entre os poderes voltada para o bem comum, para as melhorias, para as pessoas, para o crescimento.

A morte não marca tempo

E não estou falando do filme. Estou falando de nós, da realidade de viver. Viver intensamente cada momento é a melhor coisa que existe, mesmo que esse momento seja difícil e repleto de dor. É o caso da morte, a experiência mais poderosa da vida. É fundamental existir em todos os instantes. Não podemos fechar os olhos e a mente para o que um dia vai acontecer. E um dia todos vamos desaparecer. É preciso encontrar força e ter capacidade de aceitar as terríveis leis da vida. Morrer é triste, mas é uma das etapas mais importantes da existência humana. Não temos nenhum poder sobre a vida ou a morte. Ela é irremediável. Quero aqui reverenciar a memória do meu extinto amigo, o amigo de Santo Augusto, o amigo dos santoaugustenses, o amigo de todos, quero reverenciar a memória do Zé Luiz, que deixou este mundo no último domingo. Ele foi uma grande pessoa, grande ser humano, participante ativo na comunidade, político ético, empresário de sucesso. Perdemos um grande amigo, prematuramente, e, por isso, quero me solidarizar com seus familiares. A sua morte está sendo e vai ser muito sentida pela sociedade de Santo Augusto. Descanse em paz meu amigo Zé Luiz, e até um dia.