Pesquisar
Close this search box.

CRÔNICAS CURTAS – Pandemia x intolerância – O que dizem especialistas – Prefeito pratica intolerância – Politicamente correto – Desconstrução social – “Ótimo Parlamentar”

Pandemia x intolerância

Nesta segunda-feira (22), lendo a notícia sobre o ataque a facadas que o prefeito de Palmitinho sofreu dentro da Prefeitura, em pleno gabinete de despachos, desferidas por uma munícipe ensandecida e violenta, lembrei do que me disse um interlocutor há alguns meses: Notaste que com essa pandemia do coronavírus as pessoas estão ficando mais intolerantes? Revidam agressivamente e com violência a qualquer contrariedade ou com coisas que as desagradam. Tenho observado isso com frequência na rua, no comércio e até nos locais de lazer, disse-me ele. Sempre existiu intolerantes, claro, mas depois que começou a pandemia está muito mais acentuada, comentou. Ouvindo o comentário, passei a observar e ler sobre estudos de especialistas no assunto. E não é que o meu interlocutor estava certo? A pandemia, de fato, aguçou a intolerância. Pode-se dizer que a intolerância está sendo a porta de entrada para a maioria dos conflitos, inclusive os domésticos, que resultam na violência contra mulher.

O que diz o especialista?

Nos últimos tempos, não há quem não tenha presenciado, vivido ou conhecido um momento de intolerância. Seja com opiniões nas famílias, discussões nas redes sociais, nas relações interpessoais em geral, e até mesmo no debate político, a sensação é de que algumas pessoas estão perdendo a habilidade de dialogar. O psicólogo Alexandre Bez explica que isso se intensificou com a pandemia. “A pandemia acentuou esse sentimento, piorando para quem já sofria com isso e também desenvolvendo a intolerância para aqueles que não haviam manifestado antes”, relata. Ele pontua que a intolerância pode ser um sintoma de algo maior. “A intolerância pode ser um sintoma de pessoas que não agem com compreensão, além também de indicar questões reprimidas do inconsciente! Fatores de criação, culturais e mesmo de amizades, podem contribuir para uma pessoa desenvolver um comportamento intolerante”, disse.

Consequências!!!

A consequência pode ser desastrosa. “A falta de controle emocional, a incapacidade em lidar com o outro e, também, como não respeitar a diversidade de uma maneira geral são as características mais comuns da intolerância”, disse o psicólogo. Já para a psicóloga clínica e comportamental, Osmarina Vyel, o tempo atual funciona como se o ser humano possuísse dois lados, mas apenas um é incentivado, fazendo com que a intolerância nasça. “Temos a luz e a escuridão dentro de cada indivíduo, neste momento o que mais está sendo estimulado é a parte escura, ou seja, a parte ainda primitiva, por isso que há tanto sofrimento, pois pouco se estimula a parte da lucidez, a parte nobre que nos faz seres mais conscientes de nossos atos”, conta. Os intolerantes só querem consumir aquilo que eles já acreditam e ai de quem ousar desafiar as suas opiniões.

A propósito

Essa moda não pode pegar. De jeito nenhum. A criatura, contrária à medida de regularização de um loteamento em Palmitinho, pôs uma faca sob a roupa (olha a intenção) e foi à Prefeitura falar com o prefeito. No gabinete foi recebida e ocorreu uma discussão, aí ela “sacou a faca” e aplicou golpes para matar o prefeito, atingindo-o gravemente no abdome. É o cúmulo da intolerância. Regularizar o loteamento é ato legal e inerente à administração pública. Esse atentado contra o prefeito por certo gera uma insegurança danada aos gestores públicos em geral expostos a possíveis adversidades, cotidianamente. Felizmente, o prefeito se salvou. Já a bandida foi em cana. E vai se danar. Aliás, alguém das esquerdas vai pegar no meu pé porque chamei a “esfaqueadora” de “bandida”.

Enquanto isso…

Enquanto o prefeito de Palmitinho é vítima da intolerância, em Cerro Grande do Sul é o próprio prefeito que pratica a intolerância. Munido de arma, algema e tudo, em pleno domingo, 14 de novembro, o prefeito Gilmar Alba (PSL) resolveu mostrar sua autoridade sob o argumento que tem o “poder de polícia”. Só que ele ignorou que o poder de polícia que o prefeito tem é “administrativo”, e não lhe autoriza sair por aí portando arma e algema, dando voz de prisão e algemando seus munícipes só porque reclamam, o contrariam ou o criticam. Desse modo é que ele foi reprimir moradores que pediam que caminhões (de propriedade dele, prefeito) que transportavam areia, desviassem por outra rua para evitar a intensa poeira que se formava ao trafegarem pela rua dos reclamantes. Lá, provocou enorme encrenca e meteu-se num entrevero nada digno de um prefeito, chegou dando voz de prisão, houve revide, brigou a socos, se engalfinhou, deu voz de prisão e algemou uma mulher, moradora do local. Barraco completo. Incrível!

Politicamente correto

O termo “politicamente correto”, segundo o dicionário, é usado para descrever a evitação da linguagem ou ações que são vistas como excludentes, que marginalizam ou insultam grupos de pessoas que são vistos como desfavorecidos ou discriminados, especialmente grupos definidos por sexo ou raça. Pessoalmente vejo diferente esse politicamente correto, para mim há uma estratégia por detrás disso que visa impedir o efetivo exercício da liberdade de expressão. Por incrível que pareça, é deliberado, proposital, os únicos e grandes beneficiados com a introdução dessa cultura indigesta do politicamente correto são os criminosos. Hoje nenhum criminoso é rotulado, nem pela imprensa e nem pela polícia como deviam, ou seja, de acordo com o delito cometido (bandido, ladrão, assaltante, traficante, criminoso, homicida, delinquente, estuprador, estelionatário), nem como investigado ou autor, mas sim e tão somente como “suspeito”, nem que tenha sido preso em flagrante delito ou que já tenha contra si todos os elementos de provas da autoria. Causa até um mal-estar ouvir ou ler isso.

Aliás

Na mídia em geral não é mais permitido criticar, questionar, opinar, publicar nome e/ou imagem de criminosos. Estão cerceando a livre vontade de expressão e de contestação. Além disso, no geral, a ideia do politicamente correto é coibir a formação de opiniões. Criou-se a vitimização e o paternalismo disfarçado de boas maneiras. Usam nomes bonitos e sedutores em nome da justiça social, igualdade de direitos, e tal. O maior embuste nisso tudo é afirmar que trata as pessoas melhor, quando faz exatamente o oposto: separa as pessoas em classes, criando um sistema de castas, em grupos especiais, o que leva a imaginar-se que são, de algum modo, menores e mais fracas, e devem ser “protegidas”. Nada mais é do que um meio de subversão de costumes e manipulação do senso comum, que visa inverter os valores tradicionais da sociedade e distorcer as realidades, forçando as pessoas a pensarem de maneira diferente. As pessoas não se dão conta, mas é uma verdadeira lavagem cerebral.

Desconstrução social

É perverso promover a vitimização das minorias, insinuando a inferioridade destes em relação a sociedade. A maioria das pessoas que praticam o politicamente correto sequer faz ideia de que aderiu a uma tática usada de maneira intencional para desconstrução social. Desta forma, o politicamente correto, camuflado sob o pretexto de proteger os desfavorecidos, acaba cerceando a liberdade de refletir, opinar e contestar. Não esqueçamos que a liberdade de pensamento e de expressão foram protagonistas da evolução dos povos, tirando-nos das trevas da ignorância e do primitivismo. Censura é sinônimo de involução e, o politicamente correto é censura.

Matutando!

Que tal antes desse politicamente correto tão na moda, procurarmos resolver nossos monstros secretos, nossas feridas clandestinas, nossa insanidade oculta. O que tem por trás disso tudo? Tanto empenho em proteger criminosos é estimulá-los a permanecer no crime. Isso é insano! Sobre e, enquanto isso, sigo “matutando”.  

 Troféu “Ótimo Parlamentar”

O deputado federal Jerônimo Goergen (PP) é um dos agraciados com o troféu “Ótimo Parlamentar”, iniciativa do site Ranking dos Políticos. A plataforma na internet foi criada para avaliar o desempenho de senadores e deputados em exercício, classificando-os do melhor para o pior, conforme critérios pré-estabelecidos, como combate aos privilégios, desperdício e corrupção no poder público. A premiação materializa o reconhecimento ao trabalho legislativo desenvolvido pelo deputado Jerônimo Goergen em 2021, em especial as relatorias da Medida Provisória 1051/2021, que criou o Documento de Transporte Eletrônico (DTe) e do Projeto de Lei 2451/2021, que prevê a prorrogação da desoneração da folha de pagamentos. “Sem dúvida, foi um dos melhores anos nessas duas décadas de vida pública. E ter o trabalho reconhecido pelo Ranking dos Políticos reforça essa percepção de produção com qualidade nesse meu último mandato parlamentar. Em 2022 espero repetir a dose”, ressaltou o deputado. Depois de dois mandatos como deputado estadual e outros três como deputado federal, Jerônimo decidiu deixar a vida pública para se dedicar à iniciativa privada. O Prêmio Ranking dos Políticos 2021 será entregue no dia 8 de dezembro, a partir das 8h, no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília.

 

Categorias

Categorias

Arquivos

Arquivos