O papel do colunista

Colunista é um profissional do jornalismo que trabalha escrevendo regularmente para veículos de comunicação (jornais, revistas, rádios, TV, websites), produzindo textos não necessariamente noticiosos denominados colunas. Particularmente, na minha linha editorial, costumo focalizar bastante as questões políticas. Por quê? Porque tudo gira em torno da política. Todos nós, inclusive os que dizem não se importar com política, somos comandados pela política, o que a transforma em uma área vital para a sociedade e, consequentemente, para o jornalismo. O objetivo é chamar atenção das pessoas sobre assuntos envolvendo política e políticos, porque a vida dos cidadãos, o futuro dos municípios e do país são decididos na esfera política. Minha opinião é de que quanto mais pessoas se interessarem pela política, mais fiscalização vai acontecer e mais os políticos serão cobrados. Nesse sentido, invoco a frase de Martin Luther: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”. Aliás, é por causa do silêncio dos bons, do desinteresse, do medo e do comodismo político das pessoas, que alguns políticos se julgam os donos da situação e ficam à vontade para não cumprir promessas feitas em campanha, praticar atos e atitudes antiéticas, indecorosos e ilegais, inclusive na gestão pública, como volta e meia se tem notícias.

Tem que ter pele grossa

Como colunista político lido muito com o público, geralmente por telefone, WhatsApp ou e-mail, e, sinceramente, tem-se que ter pele extremamente grossa. Ocasionalmente se é parabenizado ou elogiado por leitores, mas aqueles que concordam com os escritos e opiniões raramente fazem suas vozes serem ouvidas. Aqueles que se irritam com os pontos de vista e posições do colunista, não raro, se rebelam, e suas queixas, quase sempre, são altas, rudes e ofensivas. Mas na experiência que acumulamos, vemos esse contato negativo como um sinal de que nosso trabalho de porta voz dos que não têm voz está alcançando os objetivos. Além, é claro, de estar fazendo as pessoas pensarem.

                                                Verdade                     

A verdade é um fenômeno comunicacional capaz de dar “vida ou morte aos políticos”. Por isso, alguns políticos odeiam a imprensa que não os paparica, mas noticia a verdade dos fatos com isenção e apartidária. Não raras vezes já elogiamos políticos. Se é isso que querem, é fácil, basta exercer o cargo ou função política com correção e decência; e quando se pronunciar, ter a honradez de assumir suas palavras. Se deu mancada, escorregou, falou o que não devia, ter a humildade de voltar atrás e pedir desculpas à população. Ou sustentar o que disse, justificando com clareza o porquê pensa e/ou age daquela forma. Alguns que vivem no mundo do faz de conta da política, ao invés disso, preferem chamar a imprensa de mentirosa e outros adjetivos infundados. Enfim, queiram ou não, a imprensa está aí, e vai continuar vigilante, informando, noticiando e denunciando os abusos dos poderes constituídos contra a população que na maioria das vezes não tem voz ativa para interferir e manifestar-se. É simples, como dizia o saudoso amigo radialista, Aldo Rodrigues: “Se não quer que noticie, não deixe acontecer”.

Carta aberta à população

Na campanha eleitoral de 2020, os então candidatos a vereadores, pelo PT de Santo Augusto, emitiram uma “carta aberta à população”, com o seguinte teor: Nós, candidatos a vereadores pelo Partido dos Trabalhadores de Santo Augusto/RS, em comum acordo e unanimidade, em respeito à população do Município, sobretudo aos trabalhadores e servidores de outras áreas, como também diante da necessidade Orçamentária, viemos até a População de Santo Augusto/RS afirmar compromisso de, independentemente de quem quer que seja eleita(s) ou eleito(s) como Vereador(es) ou Vereadora(s) pelo Partido dos Trabalhadores, APRESENTAR, na primeira Sessão da Câmara de Vereadores do ano de 2021, PROJETO DE REDUÇÃO DOS VENCIMENTOS DO LEGISLATIVO MUNICIPAL EM 30% (trinta por cento) sobre o atual para o(s) mandato(s) desta eleição. E, sendo essa a vontade e o compromisso firmado, bem como um pedido da própria população desse Município, assinam abaixo os Candidatos a Vereadores pelo Partido dos Trabalhadores de Santo Augusto/RS. Seguem as assinaturas dos seis então candidatos (com firma reconhecida no Tabelionato Schneider). Um deles se elegeu, no entanto, o projeto de redução de salário dos vereadores, que seria apresentado na primeira sessão da Câmara em 2021, até hoje, já no segundo ano de mandato, não foi apresentado. Se fosse outro o eleito, talvez teria cumprido. O eleito só iludiu o eleitor.

Pré-candidato esclarece

Finalmente, na quinta-feira, dia 17 de março, o pré-candidato a deputado estadual, pelo Partido Republicano, Paulo Opus Dei, contatou, via WhatsApp, com o colunista. Desde novembro tentamos contatá-lo sem sucesso, nem retorno. Contatou para reclamar, mas tudo bem, vamos ao esclarecimento: Paulo Opus Dei, contestou o que foi ventilado pela coluna, de que “consta que vai ser lançado candidato por outra região”. Disse que isso não procede, pois vai concorrer pelo Estado do Rio Grande do Sul, “mas que sua base e seu domicílio eleitoral é Santo Augusto, onde reside desde 2003 e onde é presidente do Partido Republicano”. Portanto, esclarecido, Paulo Opus Dei (Republicano), natural de Campo Novo, pré-candidato a deputado estadual, se eleito, será um deputado a serviço do Rio Grande do Sul, porém, um representante nato de Santo Augusto e da Região Celeiro.

A propósito

O problema para novos postulantes a deputado estadual e federal é o número ilimitado de reeleições, o que dificulta a renovação, o acesso de novos representantes, novas ideias. Quem concorre à reeleição leva vantagem por já ser conhecido em sentido mais amplo no estado. Então que novos postulantes vão sempre enfrentar essa forte concorrência. Mas tudo depende de o eleitorado querer renovar, deixar de lado os veteranos e eleger novas cabeças, novas ideias. Só assim. Do contrário, não há como renovar. Os atuais deputados vão se perpetuando.

 Para lembrar

Dos parlamentares estaduais e federais aqui da região, todos já foram reeleitos mais de uma vez. Dos estaduais, Aloísio Klassmann é o mais antigo, está no 6º mandato; Zilá Breitenbach, está no 4º mandato; Ernani Polo está no 3º mandato. Dos federais, Jerônimo Goergen está no 3º mandato, e Pompeo de Mattos está cumprindo o seu 5º mandato de deputado federal.

A política da destruição

Lula venceu, pela primeira vez, amaldiçoando Fernando Henrique e o Plano Real. Depois, venceu convencendo a população que Alckmin iria vender o Brasil. Dilma venceu Serra dizendo que o PSDB iria acabar com o Bolsa Família. Daí, Dilma, novamente, venceu ameaçando o País com a fome caso Marina fosse a presidente, e com o mesmo disco arranhado do fim do Bolsa Família, caso Aécio viesse a ser eleito. Ou era ela, ou o fim do Brasil. Estamos a pouco mais de seis meses das eleições de 2022, e três dos candidatos já declarados – e em campanha – Ciro, Lula e Bolsonaro, repetem o mesmo modelo de sempre: nada de propostas, tudo de ofensas. Bolsonaro xinga Lula; Lula xinga Bolsonaro; Ciro xinga Lula e Bolsonaro; e agora, os três miram também no Moro. A política brasileira se faz destruindo, nunca construindo. Tudo o que importa é vencer, custe o que custar. O futuro do País? Bobagem. A Deus pertence.

Corrida ao Piratini

No Rio Grande do Sul, pelo menos seis nomes já se apresentam como pré-candidatos ao Palácio Piratini. O Estado, que nunca reelegeu um governador, pode ter esse tabu colocado à prova mais uma vez. O atual governador, Eduardo Leite (PSDB), afirmou na campanha e ao longo do mandato que não concorreria à reeleição. O nome que vinha sendo apontado como candidato apoiado por Leite era o do atual vice-governador, Ranolfo Vieira Júnior (PSDB). Nos últimos dias, no entanto, uma fala de Eduardo Leite em um evento do PSDB voltou a levantar dúvidas sobre uma possível candidatura à reeleição. Em discurso a militantes, ele disse que não iria “se furtar de cumprir o seu papel no processo eleitoral”. Em meio a toda essa polêmica, outros partidos se articulam para rivalizar com Leite. Há dois nomes identificados com o presidente Jair Bolsonaro, Onyx Lorenzoni (PL) e Luiz Carlos Heinze (PP), e nomes do PT e do PSB. Veja a seguir quem são os pré-candidatos a governador: Eduardo Leite (dúvida), Ranolfo Vieira Júnior (PSDB), Beto Albuquerque (PSB), Edegar Pretto (PT), Luis Carlos Heinze (PP), Onyz Lorenzoni (PL) e Pedro Ruas (PSOL).

Jerônimo implanta o EMAS em SP e Rio

Presidente da Frente Parlamentar dos Aeronautas (FPAer), na Câmara Federal, o deputado federal, Jerônimo Goergen, protagonizou a criação e implantação da tecnologia conhecida como EMAS (Engineered Material Arresting System) no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que será inaugurado hoje, e, em breve inaugurará o sistema no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. O Aeroporto de Congonhas será o primeiro da América Latina a receber o EMAS. É algo revolucionário para a segurança de voo no Brasil. É um trabalho meu, em São Paulo e no Rio, tenho orgulho de fazer a minha parte, disse com satisfação o deputado Jerônimo, ao colunista. Estamos oferecendo uma chance real para impedirmos tragédias como as que já ocorreram no passado, destacou o parlamentar, responsável pela apresentação da tecnologia ao governo brasileiro. O EMAS garante a parada das aeronaves e salva vidas, concluiu. Nesta segunda-feira Jerônimo proferiu palestra para o empresariado carioca.