Novo Ensino Médio

O Novo Ensino Médio, previsto em lei sancionada há cinco anos, será posto em prática a partir deste ano em todo o Brasil, cujas disciplinas oferecidas não serão as mesmas para todos os estudantes – em parte da carga horária, cada aluno poderá escolher, entre algumas opções, o componente curricular que mais lhe interessa. A implantação se dará em etapas. Em 2022, a mudança abrangerá somente as turmas de primeiro ano do Ensino Médio. Em 2023, serão contemplados os primeiros e os segundos anos. Em 2024, por fim, os terceiros anos também serão agregados.  A reforma trará aumento na carga horária, passando de 800 para mil horas/aula anuais. Aqui no Rio Grande do Sul, a carga horária já era ampliada. Educação Física, Arte, Sociologia e Filosofia, Literatura e Língua Espanhola só farão parte do grupo de disciplinas obrigatórias em um dos três anos – nos restantes, dependerá da área de interesse escolhidas pelo aluno. Na nova estrutura, das 3 mil horas previstas durante o Ensino Médio, até 1.800 horas da carga horária contemplam habilidades e competências relacionadas às 04 áreas do conhecimento: Matemática e suas Tecnologias; Linguagens e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. E, no mínimo, 1.200 horas são flexíveis e ficarão reservados para a Formação Técnico e Profissional.

Quais os benefícios

Segundo especialistas, a implantação do novo Ensino Médio traz benefícios para alunos e professores. Primeiramente, e destacado como ponto principal, é que será possível disponibilizar mais tempo para os estudantes aprofundarem em conhecimentos específicos que vão agregar e são importantes para o futuro que cada um escolher. Ele contribui ainda com o desenvolvimento do projeto de vida e carreira dos alunos, já que as escolas deverão priorizar atividades que promovam a cooperação, a resolução de problemas, o desenvolvimento de ideias, o entendimento de novas tecnologias, o pensamento crítico, a compreensão e o respeito. Apesar de serem premissas importantes na formação de qualquer cidadão e profissional, não são de aplicação obrigatória no modelo antigo de ensino. Outro benefício da nova metodologia é a de proporcionar menos aulas expositivas e focar mais em projetos, oficinas, cursos e atividades práticas e significativas.

Mexer na CNH de novo?

O presidente Jair Bolsonaro, dia 13 de janeiro, durante sua live semanal, disse que vai encaminhar um projeto de lei (com pedido de urgência) ao Congresso Nacional propondo que a validade da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de 10 anos para quem tem até 50 anos, seja estendida para pessoas de até 75 anos. Convém lembrar que há oito meses, em abril de 2021, entrou em vigor lei sancionada por Bolsonaro, que ampliou o prazo de validade da CNH para 10 anos, em vez de 5, a condutores de até 50 anos. Acima de 50 anos até 70, o prazo ficou em 5 anos. A partir dos 70 anos é preciso renovar o documento a cada 3 anos. Embora pareça obstinação de Bolsonaro, a ampliação para 10 anos do prazo de validade da CNH a quem tem de 50 a 75 anos, igualando aos de até 50 anos, tem toda a razão de ser, até porque nunca se ouviu nenhuma justificativa plausível para essa diferenciação meio que arcaica.

Médicos pelo Brasil

O Ministério da Saúde lançou dia 31 de dezembro de 2021, edital de seleção pública para contratação no programa Médicos pelo Brasil. São 4.057 vagas para médicos bolsistas e 595 para tutores médicos, que trabalharão em regiões carentes de atendimento público de saúde. Ao todo, o governo promete oferecer 21,5 mil vagas em 5.233 municípios de todo o país. O programa é uma das apostas do presidente Jair Bolsonaro para elevar seu capital político no ano eleitoral, quando tentará a reeleição. O Médicos pelo Brasil foi lançado em 2019, mas permaneceu inoperante, sobretudo diante do enfrentamento da pandemia de Covid-19.

Qual é a ideia?

A ideia do governo é “vender” a imagem de um novo programa que substitua o Mais Médicos, criado no governo de Dilma Rousseff (PT). Em 2019, Bolsonaro criticou o programa vigente e questionou a qualidade dos médicos cubanos contratados. No auge do programa, atuaram 18,2 mil profissionais, sendo 11,4 mil cubanos. Diante das críticas de Bolsonaro, Cuba chamou os médicos de volta. Com a seleção pública lançada no último dia 31, o governo dá pontapé inicial ao novo formato de programa. Criticado durante a pandemia, Bolsonaro quer oferecer aos brasileiros um programa capaz de atender com eficiência locais com alta vulnerabilidade social e que enfrentam dificuldades de fixar médicos. O Médicos pelo Brasil tem como principal escopo a contratação pelo regime da CLT. O salário inicial será R$ 12 mil, aumentando de acordo com a progressão na carreira ou atuação em lugar de difícil acesso.

Feminicídios

Uma pesquisa feita pela Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CEVID) do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, divulgada segunda-feira (17/01) analisou 176 processos que tramitam na Vara Especializada de Feminicídios da Comarca da Capital. Entre outros dados, o estudo apontou que, em 69% dos casos, as tentativas ou assassinatos de mulheres envolvem os ex ou companheiros atuais das vítimas. Que os crimes acontecem nas casas delas (58%), motivados pela inconformidade com o fim dos relacionamentos e por sentimentos de posse e de ciúmes. E, ainda, em 86% dos casos, essas mulheres não contavam com Medidas Protetivas de Urgência. A maior parte dos autores de feminicídios são jovens adultos; 78% têm entre 18 e 43 anos. Da mesma forma, entre as mulheres (vítimas), 50% estão entre 20 e 38 anos. A pesquisa aponta, ainda, que “os feminicídios estão relacionados não somente à condição feminina, mas também à violência doméstica”.

Raio-X das Promessas

Findou-se o primeiro ano de mandato dos atuais prefeitos e vereadores. Para chegarem ao cargo, esses políticos passaram pela campanha eleitoral. E lá, nesse período de campanha, como forma de conquistar o voto, prometeram aos eleitores o que pretendiam fazer, caso fossem eleitos. Sabe-se que muitos candidatos fazem promessas apenas para conquistar o voto, pois quando assumem, ou são inoperantes ou exercitam o cargo promovendo ações diferentes do prometido. Vejo que aqui em Santo Augusto essa questão mudou bastante. É evidente o maior comprometimento, tanto no executivo quanto na maior parte do legislativo. Por isso resolvi fazer um raio-x, analisar com base nas promessas feitas, como se saíram durante o primeiro ano de mandato.

Executivo – Lilian/Vanderlei

Com base nas promessas feitas através do rádio e redes sociais, para se eleger em 2020, os atuais chefes do Poder Executivo de Santo Augusto, Lilian/Vanderlei, do total de 55 promessas levadas aos eleitores, alcançaram o seguinte resultado no primeiro ano de mandato: cumpridas, 11 (20%), cumpridas em parte, 11 (20%) e, ainda não cumpridas, 33 (60%). Por ser o primeiro ano de governo, os resultados parecem satisfatórios. Ressalte-se que inúmeras outras ações foram desenvolvidas no decorrer do período em prol da comunidade, que não constavam da lista de promessas de campanha.

Poder Legislativo

Dos seis vereadores que elencaram suas propostas ou promessas de campanha nas redes sociais e nos programas de rádio, para se elegerem em 2020, todos marinheiros de primeira viagem, alguns se saíram muito bem no primeiro ano de mandato (2021), como foi o caso da vereadora Glades Bertollo (MDB) que cumpriu 100% das promessas feitas; o segundo destaque fica com o vereador Omar Santi (MDB), que cumpriu, embora algumas em parte, 85% das promessas feitas. Mesmo que em menores percentuais, os demais edis, no todo ou em partes, cumpriram alguma das promessas. O que mais deixou a desejar foi o vereador Maicon Lopes (PT), talvez porque algumas de suas promessas foram ousadas e de difícil realização, como recriação da Secretaria Municipal da Agricultura (atribuição do executivo), a redução de 30% do salário dos vereadores, criar um gabinete móvel para atender presencialmente interior e bairros. Assim mesmo, esse vereador cumpriu, no primeiro ano do mandato, duas das oito promessas feitas.

Crise de credibilidade

As pesquisas eleitorais, como há anos, sofrem uma grave crise de credibilidade. Mas insistem em tentar controlar ou inverter a realidade. Porém, olha-se para os lados e não se vê e não se vislumbra 45% do eleitorado votando em Lula. Muito estranho. Como poderia um candidato ex-presidiário que não pode nem ir no barzinho da esquina tomar sua cachacinha estar 20 pontos percentuais à frente do candidato e atual presidente que ainda atrai razoáveis multidões por onde passa? Isso você e eu perguntamos. O fato é que uma pesquisa recente mostra que Lula teria 45% dos votos dos brasileiros, equivalente a 66 milhões de eleitores. Este é o número de brasileiros que, segundo a pesquisa, estariam dispostos a votar num ex-presidente que já passou 580 dias na cadeia, preso por corrupto. Lamentável que as condenações pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro que levaram Lula para trás das grades, foram malandramente anuladas pelos “guardiões da Constituição”. Mas isso não diz, em hipótese alguma, e em nenhum momento, que Lula tenha sido inocentado. Aliás, ele não é inocente.