Já é tempo de começar a cobrar

Entrou-se no sexto mês das atuais administrações municipais, tempo suficiente para os (as) prefeitos (as) terem arrumado a casa e começado mostrar serviço. Sabido é que todos estão trabalhando, uns apenas dando prosseguimento nas ações rotineiras ou que estavam em andamento, outros em ações novas também. Porém, os munícipes querem saber é quanto às promessas feitas na campanha, aquelas que decidiram o voto. Exemplos já existem de que não cumprir as promessas feitas ou deixar para cumpri-las no último ano de governo, o eleitor já não engole mais. São quatro anos de mandato e não um. Aqui na base, em Santo Augusto, os serviços essenciais como saúde, assistência social, setor de obras, educação, são mantidos desde o primeiro dia de governo. Mas a prefeita Lilian e seu vice Vanderlei têm um desafio danado pela frente, têm promessas que são complexas, e não são poucas. Fiquemos atentos. Somos todos responsáveis, cobrar ou lembrar ao (a) prefeito (a) o cumprimento das promessas feitas é um direito e também uma obrigação do eleitor. E de parte do chefe do Poder Executivo, “cumprir com as promessas feitas é um dever”, assim como é seu dever se explicar quando não puder cumprir. Cobrar com responsabilidade é colaborar.

Pontos cruciais

Considero como cruciais e complexos no plano de governo da atual administração de Santo Augusto, três itens: a) Desenvolvimento Econômico; b) Infraestrutura Rural; c) Infraestrutura Urbana. Quanto ao desenvolvimento econômico, que envolve comércio, indústria e agricultura, todos, enquanto candidatos prometem estimular, porém poucos desenvolvem projetos e têm capacidade para isso. A infraestrutura rural e urbana se associa diretamente ao primeiro item, dependem um do outro. Além de estar inserido no plano de governo, são itens que foram explorados exaustivamente na campanha como promessa, caso fossem eleitos. Se implementadas essas intenções, com técnica, diplomacia e habilidade adequadas junto a empresários, agricultores e industriais, será o caminho para puxar todas as demais áreas ao desenvolvimento. Só que é um projeto de médio e longo prazo que não significa um projeto de governo, mas um projeto de e para o município, a ser seguido e prosseguido por quem estiver no poder. O dia que os políticos e a população de Santo Augusto se der conta disso, o futuro será promissor. Portanto, que a inovação, de ideias e de posturas político-administrativas, venha de fato, mas para o todo, e não para partidos políticos apenas. Que as ranzinzas políticas acabem e, juntos sigamos todos rumo ao progresso.

ERS-571, finalmente a solução

Após mais de dez anos de reivindicações de prefeitos, vereadores e usuários, muitos apelos, reclamações, estresse, desilusões, acidentes, muitos prejuízos e gastos com pneus e veículos danificados pelas más condições da estrada, finalmente, nesta quarta-feira (9), o governador Eduardo Leite anunciou a restauração em breve da rodovia ERS-571, que liga os municípios de Santo Augusto e Chiapetta. A medida governamental está inserida junto a várias outras recuperações de rodovias e construção de acessos municipais e ligações regionais. A anunciada restauração da 571 é conquista de todos os segmentos citados, mas dê-se mérito ao prefeito Eder Both que com persistência achou o caminho certo para conquistá-la, contando com apoio dos deputados Ernani, Zilá e Classmann que representam a região na Assembleia Legislativa. Espera-se que não haja frustração alguma e a obra seja efetivamente concretizada. Vale ressaltar que no pacote do governador está a construção de acesso asfáltico à sede municipal de São Valério, cujo projeto ainda deverá ser elaborado. Na melhor das hipóteses será iniciada no ano que vem. Espera-se que Eduardo Leite não repita o engodo do Brito, em 1998.

Dunga x Ramírez

Meu time, o Internacional, anda cada dia mais capenga, tudo graças à sua direção e ao treinador por ela escolhido como bom. Sobre as bobagens ditas pelo treinador Ramírez, Dunga se mordeu e retrucou: Ele (Ramírez) como professor, revolucionário, tinha primeiro que ter educação, respeitar o país que lhe acolheu para trabalhar. Desrespeitou os treinadores do Inter que “jogavam por uma bola, que tinham sorte”. Não sabe ele que o Inter tem o treinador que foi campeão invicto em 79, o treinador que foi campeão mundial, que é o Abel, o Abelão ganhou do Barcelona, que é a maior estrela. Ramírez está na cidade onde tem dois campeões mundiais. Mas ele vem dizer que aqui está tudo errado. Só que, com Abel, o Edenilson jogou muito. Com o Abel, o Yuri foi goleador. Com o Abel, o Patrick jogava muito. Com o Abel, Cuesta jogava muito, era o melhor zagueiro do Brasil. Ah, Yuri era o artilheiro. Agora, todos esses jogadores não estão jogando. E finalizou: “Não adianta tu (Ramírez) falar em Ferrari se tu não sabe dirigir a Ferrari”. Tô com o Dunga.

É ou não é hipocrisia?

O ministro Marco Aurélio Mello, decano do Supremo Tribunal Federal, disse quinta-feira, 3 de junho, que “o sentimento é de perplexidade” ante a decisão do Exército, anunciada naquela tarde, de livrar o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello de qualquer punição por comparecer a um ato político com o presidente Jair Bolsonaro. Segundo o ministro do STF, a postura do Exército abre um “preocupante precedente” e contraria princípios fundamentais para as Forças Armadas. Até acredito que Pazzuello cometeu sim transgressão disciplinar e por isso deveria ter sido punido. Mas o ministro Marco Aurélio ter ficado perplexo com a não punição, é muito estranho e até contraditório, já que o STF é afeito a decisões que não só decretam, mas estimulam a impunidade. Veja as condenações anuladas pelo STF em favor de corruptos, inclusive a do Lula que já estava condenado em 1ª instância, em 2ª instância e pelo STJ. Mais, anulou uma delação premiada que comprometia e poderia levar à ruína um membro do STF. Isso é hipocrisia. É o tal “faça o que eu digo e não faça o que eu faço”. Simples.

Aliás

A Justiça Federal de Brasília absolveu o ex-ministro Geddel Vieira Lima, o ex-presidente Michel Temer, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e outros 10 réus no processo do Quadrilhão do MDB. Quem julgará Lula daqui pra frente? A Justiça Federal de Brasília. Outra coisa: Minha dúvida é o destino que darão à vultosa quantia de dinheiro apreendido à época, boa parte dela exibida na foto anexa. Curioso é que para ela, Justiça Federal, as malas de dinheiro e demais provas são só indícios, não provam nada. O duende do mal vai estar de boa nessa. Tudo isso meticulosamente armado. Queria muito entender o porquê da competência da justiça federal do Distrito Federal para os casos do Lula. Acho que o Papa tinha razão. Não há reza que salve o Brasil. Essa assertiva do Papa, em tom de brincadeira, entrou ao atribuir à cachaça supostamente consumida pela população, e apreciada demais pelo ex-presidiário. Mas creio que o Papa também deveria ter dito, “enquanto o STF mandar e desmandar no país”. Depois o Bolsonaro é genocida, todo esse dinheiro, que poderia ser usado para melhorar o Brasil, é roubado por esses ratos imundos. Não sou bolsonarista e não concordo com muita coisa que ele diz ou faz, mas também não concordo com a postura da imprensa ativista que, em coro com corruptos e esquerdistas prega a desinformação em oposição odiosa ao governo. 

Cadê a autocrítica?

Hoje, as oposições ao governo federal atribuem a pandemia e todos seus males ao presidente Bolsonaro, ignorando que a pandemia não começou no Brasil e atingiu o mundo todo. Mas é assim, o macaco não olha para o próprio rabo. Os efeitos danosos causados pela pandemia do coronavírus poderia ser bem menor aos brasileiros, não fosse os desperdícios, gastos inadequados, corrupção e desvios de dinheiro público com as construções de estádios no governo do PT/MDB. Para a Copa do Mundo de 2014, foi gasto, com dinheiro dos cofres públicos, na Arena Amazônia (Manaus), R$ 400 milhões; na Arena Pantanal (Cuiabá), R$ 337,9 milhões; na Arena das Dunas (Natal), R$ 396,6 milhões; no Beira Rio (Porto Alegre), R$ 275,1 milhões; na Arena Castelão (Fortaleza), R$ 351,5 milhões; na Arena Fonte Nova (Bahia), R$ 323,6 milhões; na Arena da Baixada (Curitiba), R$ 131,16 milhões; na Arena Pernambuco (Recife), R$ 400 milhões; no Maracanã (Rio de Janeiro), R$ 400 milhões; no Mineirão (Belo Horizonte), R$ 400 milhões; na Arena Corinthians (São Paulo), R$ 400 milhões. Isso tudo totalizou R$ 3,815 bilhões. Já imaginou se essa grana, que foi jogada fora e parte para o bolso de alguém, tivesse sido gasta na construção e equipamentos de hospitais? Isso não conta agora como culpa de tantas mortes pela pandemia? Engane que eu gosto.

Prefeito e vice inocentados

No final de outubro do ano passado, durante a campanha eleitoral, o PSDB e a coligação Chiapetta para Todos, ajuizou na Justiça Eleitoral, ação contra os então candidatos a prefeito e vice, Eder Both e Jorge Rochinheski, respectivamente, por compra de votos, onde teriam oferecido pelo voto de um eleitor e de seus familiares o valor de R$ 2.000,00 e emprego para uma filha do mesmo. Requereram a cassação do registro de candidatura ou diploma dos representados, bem como aplicação de multa e/ou decretação da inelegibilidade pela prática de abuso de poder econômico. Após todos os trâmites legais pertinentes, a magistrada, Evelise Mileide Boratti, na última sexta-feira, 4 de junho, entendendo não haver nenhuma prova de captação ilícita de sufrágio, assim como não ter verificado a existência de provas robustas para uma condenação por abuso de poder econômico, decidiu julgar improcedentes os pedidos formulados pela coligação Chiapetta para Todos em face de Eder Both e Jorge Rochinheski, extinguindo o feito. Assim, o prefeito Eder e o vice Jorge foram julgados inocentes em primeiro grau.

Postulantes vão recorrer ao TRE

Inconformado com a decisão da magistrada eleitoral, o postulante, segundo informou à coluna o advogado eleitoralista, Juarez Antônio da Silva, vai recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral, pois a tese de que fora preparado um flagrante para os candidatos Eder e Jorge não deverá prosperar junto ao tribunal regional. Não houve flagrante preparado, disse o advogado, o ilícito ocorreu sem intervenção de agente provocador. Sustentaremos que não houve induzimento e nem imposição por parte do eleitor. Pelo contrário, os próprios candidatos (representados), inicialmente, pediram a “ajuda” dos eleitores, tendo, inclusive, a possibilidade de deliberar acerca do bem a ser dado, isto é, da quantia em dinheiro que ofereceu aos eleitores, concluiu o causídico.