Famurs recomenda a prefeitos

Em ofício endereçado às prefeituras gaúchas, a Famurs recomenda que os prefeitos não assinem o aditivo contratual proposto pela CORSAN, que será privatizada pelo governo do Estado. Esse aditivo incluirá nos contratos as metas previstas no novo marco do saneamento e deve ser formalizado até 31 de março de 2022. Caso não assinem o suplemento contratual, as prefeituras não poderão manter o vínculo com a Corsan e terão de lançar licitação para os serviços de água e esgoto. Por sua vez, se não conseguir firmar os aditivos, a Corsan não terá garantia de que os contratos serão mantidos, o que reduz o valor da companhia. O objetivo do governo é repactuar todos os vínculos até a privatização. No ofício, o presidente da Famurs ressalta que, até o momento, “não existe elementos concretos que possibilitem aos prefeitos acreditar que a privatização da CORSAN, e a assinatura de um novo contrato (aditivo), implicará em melhorias e manutenção das tarifas para a população”. O governo sabe que a privatização só tem valor a partir dos contratos com os municípios, afirmou noutro momento. Para o presidente da Corsan, a posição da Famurs é precipitada.

Palácio Piratini 100 anos

Olívio Dutra, Yeda Crusius, Eduardo Leite, José Ivo Sartori, Pedro Simon e Jair Soares

O Palácio Piratini abriu suas portas nesta segunda-feira (17/5) para uma lembrança importante. Há exatos 100 anos, a sede do Poder Executivo do Rio Grande do Sul era ocupada pela primeira vez. Impedidos pela pandemia, a maioria dos ex-governadores não se fizeram presentes ao evento. Apenas cinco deles aceitaram o convite do governador Eduardo Leite e sentiram-se em casa. O clima de confraternização deixou de lado as diferenças políticas. O anfitrião, tucano, recebeu dois ex-governadores do MDB (Pedro Simon e José Ivo Sartori), um do PP (Jair Soares), um do PT (Olívio Dutra) e uma do PSDB (Yeda Crusius), única mulher a governar o Estado. Leite disse que, na impossibilidade de ter um grande número de pessoas, optou por convidar os ex-governadores porque representam milhares de gaúchos e gaúchas. Em seu discurso, o governador Eduardo Leite deixou a mensagem: “Fico imaginando o quanto que meus colegas e ex-governadores têm de histórias, lembranças de boas lutas políticas, sempre com decência e grandeza, uma característica da política do Rio Grande do Sul, não obstante tenhamos as diferenças políticas e ideológicas, com visão de futuro e sempre buscando atender à nossa população. Cada um a seu tempo, do seu jeito e no período que lhe foi reservado para ser governador do nosso Estado, usou deste espaço para fazer a grande política, a política que move, que me inspira e que, certamente, mobilizou tantas outras pessoas ao longo de seus mandatos. Em nome do povo gaúcho, meu agradecimento a quem fez a história do nosso povo e deste palácio”.

Campo Novo e região comemoram

Há quatro ou cinco anos, o município de Campo Novo, numa parceria entre Prefeitura, Cotricampo, Emater e outros segmentos, inclusive da região, trabalha num projeto de Biorrefinaria Pró-Etanol. O projeto ganhou proporções e só ainda não foi concretizado em face da necessidade de um Programa de sustentação em nível de Estado. Contudo, nesta terça-feira (18/05), a Assembleia Legislativa aprovou o Projeto de Lei 292/20, do Executivo, que institui a Política de Estímulo à Produção de Etanol e cria o Programa Estadual de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Etanol (Pró-Etanol). Agora o governador Eduardo Leite tem 15 dias para sancionar, e 90 dias para regulamentar a lei. O prefeito de Campo Novo, demais envolvidos e a comunidade como um todo comemoram a conquista alvissareira. O Programa contempla 11 projetos. Além de Campo Novo, os municípios de Camaquã, Carazinho, Cruz Alta, Não Me Toque, Passo Fundo, Porto Xavier, Santa Cruz do Sul, Santiago, São Gabriel e Viadutos.

Legado do prefeito Sartori

O ex-prefeito Antônio Sartori (in memoriam) foi um dos idealizadores e incansável, juntamente com a Cotricampo e outros, na luta pela implantação da Usina Pró-Etanol no município. Em entrevista que nos concedeu no dia 06.07.2018, ele discorreu longamente e com entusiasmo sobre o projeto. Eis uma síntese do que Sartori disse sobre a biorrefinaria: – Essa usina não representa diferença somente para Campo Novo, ela representa a diferença para a Região como um todo. Esse seria o marco diferencial para nós darmos o primeiro passo para o grande desenvolvimento da nossa Região Celeiro. Nós temos o aval da Secretaria de Desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Sul, da EMATER e de empreendedores locais e regionais. Vamos procurar possíveis e imprescindíveis parceiros locais, e também os grandes produtores aqui do nosso município, fazer um estudo mais concreto de que forma poderíamos conduzir melhor esse trabalho, porque de uma coisa podemos ter certeza, ela é possível, viável e tem retorno. A matéria prima abrange culturas de duplo propósito, pois tanto o pequeno produtor, como o médio e o grande podem produzir, porque ela pode ser usada tanto para fazer o etanol, como na fabricação de ração animal e tantas outras.  A Biorrefinaria aqui deverá gerar mais de 1300 empregos, diretos e indiretos, e mais 60 trabalhadores na fábrica, envolvendo os 21 municípios da Região Celeiro, disse.

Prefeito Eder reafirma

Ante informações desencontradas, ou desinformações, circulantes em alguns sites na região, o prefeito Eder Both, de Chiapetta, reafirma que os trâmites junto à administração central do DAER em Porto Alegre e com o próprio governo do Estado indicam que ainda neste mês a “ordem para início das obras de restauração da rodovia ERS-571” será assinada pelo governador Eduardo Leite, orçada em R$ 4.931.697,75. (Processo 20/0435-0029447-2, Nota da SRO 002600/DAER/Finanças Públicas/RS).

Acorda Brasil

O Brasil terá um decisivo encontro com seu destino no próximo ano, por conta das eleições presidenciais. Pesquisas, apesar de não muito confiáveis, revelam a possibilidade de Lula e Bolsonaro polarizarem as eleições presidenciais de 2022. Isso levaria o Brasil ao total colapso econômico-social. A estridência dos extremos populistas, ampliada pelas redes “antissociais”, podem causar uma falsa amplitude de sua predominância. A maioria silenciosa precisa sair de sua perigosa resignação e atuar de maneira decisiva para acordar a nação e evitar esse impasse pernicioso, apontando um novo caminho para a política nacional. A grande imprensa, com toda a força que tem, ao invés de usar sua influência para buscar e projetar um nome decente e capaz para concorrer numa terceira via alternativa, prefere bajular e fortalecer o corrupto ex-presidiário Lula, ignorando os males que ele já fez ao Brasil.

 Os corruptos fazem a festa

No Brasil, os corruptos, seus aliados e seus apoiadores andam em festa. Depois de anos em que eles finalmente estiveram na defensiva graças à coragem e ao heroísmo de inúmeros agentes da lei, conhecidos e anônimos, sua vingança caminha a todo o vapor. Todo o legado da Lava Jato – a principal, embora não a única, operação de combate à corrupção na história recente do Brasil, está sendo lentamente implodido. O grande “acordão nacional para estancar a sangria”, se tornou realidade e está praticamente consolidado. Decisões no Supremo, projetos de lei aprovados no Congresso e sancionados pelo Planalto, perseguição em conselhos formam um amplo conjunto destinado a livrar os corruptos, transformá-los em vítimas, criminalizar procuradores e juízes, e garantir que nunca mais o Brasil passe de novo por algo semelhante à Lava Jato. Mas ainda perdura uma última trincheira antes que os corruptos possam cantar a vitória completa: todos nós, os brasileiros fartos da ladroagem.

Crimes inventados pelos ladrões

Foram sete anos de trabalho incansável para desarticular a maior e mais intrincada rede de corrupção criada nas estruturas do Estado brasileiro. Com o petismo à frente, partidos políticos e empreiteiras sangraram estatais para alimentar um projeto de poder e fraudar a democracia. Este projeto foi desmontado, bilhões de reais foram devolvidos, centenas de corruptos e corruptores foram denunciados, e vários deles foram para a cadeia, incluindo um ex-presidente da República, um ex-presidente da Câmara dos Deputados, ex-parlamentares e ex-governadores de estado, dos mais variados partidos políticos. Se mais não houve, foi apenas porque os detentores de mandato fizeram valer a expressão “foro privilegiado”. Mas é o Brasil. Com a maior cara de pau, os ladrões querem que a população brasileira acredite nos crimes ‘inventados’ atribuídos aos que combateram a corrupção e se esqueça dos crimes reais cometidos pelos artífices do petrolão, do mensalão e de tantos outros escândalos.

Inversão de valores

Tudo está sendo ou já foi desmontado. Com o fim da prisão após segunda instância, em 2019, os ladrões deixaram de temer a cadeia. Com a Lei de Abuso de Autoridade, os ladrões passaram a poder processar seus investigadores e julgadores. Com as anulações de julgamentos da Lava Jato, os ladrões ficaram impunes. Com o circo midiático da “Vaza Jato” e a suspeição de Sergio Moro, os ladrões passaram a apontar o dedo para os honestos e afirmar que eram eles, os procuradores e o juiz, que haviam errado. Esta é a esperança deles: que nos esqueçamos de todas as provas, os recibos, os cadernos, os pedalinhos, as planilhas, os apelidos, as conversas, as reformas. Talvez tudo isso jamais seja aceito novamente em um tribunal, tantos foram os disparates cometidos pelo STF nas decisões recentes que desmontaram a Lava Jato. Mas isso não significa que os chefões e os soldadinhos da corrupção sejam inocentes. Eles se lembram muito bem do que fizeram – só precisam que nós paremos de nos lembrar.