Prefeito Idilio e vice Tiago, com as respectivas esposas, esperando na porta da prefeitura

Depois do insucesso nas urnas, uma vez que tentou e não conseguiu a reeleição, o então prefeito de São Valério do Sul, Vladimir Vettorato (PT), segundo consta, não procedeu a tradicional transição de governo ao seu sucessor. Apesar de ser um ato institucionalizado que importa na passagem do comando político de um mandatário para o outro com o objetivo de assegurar a este o recebimento de informações e dados necessários ao exercício da função ao tomar posse, deselegantemente, o prefeito que findou o mandato ignorou. Outros fatos insólitos, protagonizados por Vettorato, aconteceram no dia da posse do sucessor, 1º de janeiro. Faz parte do protocolo o prefeito que está saindo receber o novo na sede da prefeitura para transmissão do cargo. Mas não foi o que aconteceu em São Valério do Sul. O ex-prefeito não compareceu na prefeitura, e pior, o prefeito Idilio, seu vice e convidados deram com a cara na porta, pois a prefeitura estava fechada, com as portas chaveadas e não havia ninguém no local, nem o ex-prefeito, nem seu representante, nem as chaves do prédio e nem contato foi possível. Resultado, o prefeito Idilio (PP) e seu vice Tiago (PP) permaneceram cerca de duas horas na porta da prefeitura esperando. Finalmente apareceu um funcionário que tinha uma chave de uma das portas (não da principal) e então o prefeito e comitiva tiveram acesso nas dependências internas da prefeitura. Foi como estar com os olhos vendados, disseram. O novo prefeito Idilio só pôde ver o que tem e conferir o patrimônio da prefeitura após assumir o cargo e após esperar horas para adentrar na sede municipal. Aliás, segundo informações, num primeiro momento foi constatado a falta de um caminhão, duas camionetas e uma moto, cujo paradeiro era desconhecido, e nenhum relatório, nenhuma manifestação do ex-prefeito a respeito. Infelizmente, ainda existe quem não aceita as regras democráticas.

Falando em fato insólito…

Aqui em Santo Augusto também ocorreu um fato nada comum em solenidades de posse de chefes do Poder Executivo. Após o ato de posse da prefeita Lilian Fontoura Depiere (DEM), do vice-prefeito Vanderlei Carpes Martins (PDT), e dos vereadores, foi procedida a eleição da Mesa Diretora da Câmara. Enquanto isso, a prefeita e o vice permaneceram no local esperando pelo momento de se manifestarem e proferirem seus discursos, como de praxe e tradicionalmente acontece. Porém, para o constrangimento dos mandatários recém empossados, de seus seguidores, e espanto da comunidade em geral que acompanhava pelas emissoras de rádio e redes sociais, o presidente eleito da Câmara, vereador Omar Santi (MDB), assumindo os trabalhos, surpreendente e simplesmente, “deu por encerrada a sessão solene”, quebrando um ritual democrático tradicional usado em todo o território brasileiro. Constrangedor. Causou um mal-estar danado. Foi de propósito? Talvez. Foi inexperiência em protocolo solene oficial? Talvez. Momentos depois, em entrevista a uma emissora de rádio, indagado a respeito do episódio, o presidente Omar se limitou a dizer: Aqui tudo ainda é novo, estamos recém aprendendo. Que seja! Mas fica a interrogação.

A propósito

Ao contrário do episódio na Câmara, ao chegar na prefeitura para as formalidades de transmissão de cargo, Lilian e Vanderlei foram elegante e educadamente recebidos pelo ex-prefeito Naldo e pelo ex-vice Marcelo. Naldo, com toda a urbanidade que lhe é peculiar, cumpriu com dignidade e respeito o seu papel durante a transmissão do cargo e desejou sucesso à sua sucessora e que consiga realizar suas metas anunciadas.

Causo do prefeito Everaldo

Durante o discurso de posse, dia 1º de janeiro, o prefeito reeleito Everaldo Bueno Rolim (PTB), de Inhacorá, abriu um parêntese para contar um causo. Resumidamente veja o que ele contou: Um vereador da cidade vizinha de Independência contou a ele que durante os quatro anos de mandato cobrou com veemência ações do Poder Executivo de seu município nas mais diversas esferas do governo; que foi taxativo em cobrar e exigir providências. Com isso ele ficava lisonjeado com as manifestações dos munícipes lhe elogiando e alguns até agradecendo por sua atuação. Se candidatou à reeleição e se contava o mais votado, estava com a bola cheia. Resultado: Não se reelegeu. Por isso, disse o prefeito Everaldo, não adianta nada se voltar contra o prefeito, o melhor é dialogar. Com qual propósito, o prefeito Everaldo contou esse causo, e exatamente em meio ao discurso de posse? É como diz o ditado: Político não dorme de touca. Sucesso aí meu amigo Everaldo, nesse segundo mandato.

Promessas de campanha

As promessas de campanhas eleitorais são compromissos em que não há sanção a quem não as cumpri-las, todavia são compromissos dos políticos com seus eleitores, onde a população escolhe seus representantes com base nas propostas apresentadas, por isso, esperam que elas sejam realizadas. Sabe-se que muitas das promessas feitas são meros chamariz, a isca para atrair o voto. Cabe ao eleitor cobrar o cumprimento. Nesta edição, o jornal O Celeiro está divulgando promessas feitas pela prefeita Lilian e seu vice Vanderlei, e pelos vereadores eleitos. Como aqui na cidade pérola a eleição de novembro bateu todos os recordes em renovação, onde a prefeita, o vice e 7 vereadores são novatos, estreantes em cargo político eletivo, há que se ter esperança de novos métodos e novas condutas, seriedade, comprometimento e cumpram suas promessas.

A política é dinâmica

Enquanto em nível nacional, petistas como a ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-candidato a presidente Fernando Haddad fazem críticas ao MDB, lembrando a liderança do partido de Michel Temer pelo impeachment da então presidente, o PT de Santo Augusto se alia e faz acordo pela Mesa Diretora da Câmara de Vereadores com a bancada da oposição (MDB e PP). Realmente, “a política é dinâmica”.

Elogios em vão

Fui repetitivo aqui na coluna elogiando os Poderes executivo e legislativo de Coronel Bicaco que teriam dito “não” ao nepotismo. Para decepção de muitos bicaquenses, no apagar das luzes do mandato (depois da eleição, é claro), em votação em segundo turno, a matéria que havia sido aprovada por unanimidade em primeiro turno, foi rejeitada por 5 x 4. Três vereadores do PDT (aliados do prefeito) e um do PP mudaram de ideia e disseram “sim ao nepotismo”. Driblaram bonitinho o eleitor. Já se alertava para essa possibilidade.

 

Jornal O Celeiro homenageado

Durante a Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores de Coronel Bicaco, no dia 21 de dezembro de 2020, da Tribuna daquela Casa Legislativa, o vereador emedebista, advogado Tito Lívio Najar Porto, prestou homenagem ao Jornal O Celeiro, com deferência especial a este colunista. Eis a íntegra do louvor expressado pelo vereador: Ocupo este espaço, neste momento, para fazer um agradecimento especial a um amigo nosso, colunista do jornal O Celeiro a mais de 20 anos escrevendo uma coluna (página) sobre política, que é o Comissário de Polícia aposentado Alaides Garcia dos Santos. Ele que, com seu trabalho, vem trazendo muita informação, trazendo luz à comunidade regional com a sua visão crítica despartidarizada. Uma pessoa correta, íntegra, e que em razão desse trabalho, com essa visão crítica auxilia bastante na questão da formação do intelecto de vários de seus leitores. Faço aqui esse reconhecimento público tendo em vista que da minha parte o Alaides merece, é pessoa que possui como missão a informação correta, a informação séria, e por conta, é claro, do seu elevado espírito público. Então, que o Alaides receba o reconhecimento deste vereador que, por ora, ainda vereador, aqui em Coronel Bicaco, e continue escrevendo de forma correta, pois tenho a certeza, a comunidade regional agradece. A direção do jornal O Celeiro e o colunista agradecem envaidecidos a menção honrosa do exemplar vereador Tito Lívio.