Cem dias da gestão Lilian/Vanderlei

Sobre seus primeiros cem dias de governo, falando à coluna, a prefeita Lilian Fontoura Depiere, de Santo Augusto, disse estar muito contente. Foram cem dias de muito planejamento e de muitas ações. Foram realizadas melhorias no interior, com foco nas estradas para escoamento da produção, anseio maior dos agricultores porque fazia muito tempo que patrolas e maquinários não passavam por lá, disse a prefeita. Na área da assistência social foram muitas ações, muitas reformas, muitos ranchos, auxílio alimentação, distribuídos às famílias mais carentes. Na educação, ficou um tanto engessado pelo ensino remoto, mas estão sendo planejadas ações. Na saúde, o foco foi o enfrentamento à covid e as vacinações. No setor, já está tudo organizado e em breve o Posto de Saúde estará aberto das 7h da manhã às 7h da noite, com 12 horas ininterruptas de atendimento à população. O Plano Plurianual (PPA) está sendo trabalhado para os quatro anos de governo. A rua coberta deverá estar pronta e ser inaugurada em dezembro deste ano. Outro ponto importante, priorizado e focado pela administração municipal nesses cem dias de governo, foi a questão do emprego. De início foi feita parceria com o frigorífico Mais Frangos, de Miraguaí, proporcionando dezenas de empregos, e há pouco foi fechado uma parceria com a São José Industrial, de São José do Inhacorá, onde a empresa vai disponibilizar um número elevado de vagas, mesmo para quem não tenha experiência, eis que a própria empresa capacita os trabalhadores. A prefeitura oferece o transporte gratuito para esse pessoal ir pra fora trabalhar, mas o interessante são as vagas de emprego, já que aqui não temos tantas, justificou a prefeita. Nesses três meses e pouco de governo já tem algumas empresas se instalando aqui, como a COTRIPAL, e a Empresa de Concretagem Carpenedo e ambas vão proporcionar empregos a pessoas de Santo Augusto. Outras várias empresas estão beliscando, e podem também se instalar aqui, comemora Lilian. A nova Área Industrial, que possivelmente será em uma área da prefeitura, de cinco hectares, localizada ao lado da Utar, é uma realidade para breve, onde serão loteados os terrenos e viabilizados para indústrias de Santo Augusto se instalarem. Ao finalizar a conversa, a prefeita disse estar muito feliz com o comprometimento da sua gestão em poder oferecer à comunidade o que é da comunidade, oferecer serviço de qualidade, de modo a satisfazer os anseios dos munícipes.

Safra recorde de grãos

A safra de grãos deve ser novo recorde, com 273,8 milhões de toneladas de soja, milho, arroz, feijão e outros produtos. A diferença de 6,5% em relação à temporada anterior equivale a 16,8 milhões de toneladas. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Com o bom desempenho das lavouras de grãos, a agricultura praticamente garante a posição do agronegócio como setor mais vigoroso e mais competitivo da economia brasileira. A soja continua sendo a maior lavoura, com a colheita em andamento, estimada em 135,5 milhões de toneladas, 8,6% maior que o do ano passado, configurando novo recorde. A safra de milho, segunda maior em volume, também deve ser recorde, com 109 milhões de toneladas em três etapas de produção. Também, o setor espera aumento da colheita de trigo, prevista em 6,4 milhões de toneladas, cujo plantio se intensificará a partir de maio. Enquanto isso, no geral, a economia se arrasta, o desemprego é alto e milhões de famílias dependem do auxílio emergencial para ter alguma comida e sobreviver como for possível.

O país dos paradoxos

O Brasil é o maior produtor de comida no mundo e, paradoxalmente, onde milhões de famílias passam fome, sem emprego e sem renda para comer o mínimo necessário. O país revive o passado de 1983, quando campanhas de solidariedade, conduzidas por igrejas, sindicatos, grupos civis e também por famílias com pelo menos uma pessoa empregada, garantiram a sobrevivência de muita gente. Muitos não aguentaram a pressão, e os suicídios aumentaram. Mas na real, hoje, a fome é muito mais chocante, muito mais escandalosa, porque a oferta de alimentos é muito maior. O País entrou mal em 2021, com o consumo em queda, a indústria emperrada e uma das maiores taxas de desemprego, e a pandemia em alta. O auxílio emergencial foi zerado em 1º de janeiro, deixando dezenas de milhões de pessoas sem renda e sem perspectiva de melhora. Os preços dos alimentos continuaram se elevando. Ficou difícil abastecer as panelas e a fome chegou. Campanhas de socorro têm distribuído alguma comida, mas sem o fim da pandemia e sem o retorno à normalidade socioeconômica, e sem a retomada do emprego, tudo é mero paliativo.

Auxílio emergencial Federal

Após um vácuo de três meses, agora as famílias pobres brasileiras voltaram a receber o auxílio emergencial federal. O programa, ao custo total de R$ 43 bilhões, beneficiará 45,6 milhões de pessoas até agosto, em quatro parcelas que variam de R$ 150 a R$ 375. Isso dará algum alívio para as famílias empobrecidas pela pandemia, mas com o agravamento do contágio e das medidas restritivas, a inflação alimentar, o aumento no desemprego e a queda das doações, é indispensável que Estados e municípios mobilizem seus próprios programas.

Auxílio Emergencial Gaúcho

Aqui no Rio Grande do Sul, nesta segunda-feira (12) o governo do Estado sancionou a lei que cria o Auxílio Emergencial Gaúcho, para atender pessoas que, entre 19 de março de 2020 e 31 de março de 2021, tenham perdido o emprego formal nos setores de alojamento ou alimentação ou eventos (não tenham recebido seguro-desemprego ou benefício do INSS e que ainda permaneçam desempregados), empresas destes setores e mulheres chefes de família com cinco ou mais membros, com renda per capita familiar de até R$ 89 e sejam responsáveis pelo sustento de três ou mais filhos, não sejam beneficiárias do Bolsa Família nem tenham recebido o auxílio emergencial federal.

Valor do Auxílio Gaúcho

O Auxílio Emergencial Gaúcho será de duas parcelas de R$ 1 mil cada para empresas do Simples e de duas parcelas de R$ 400 cada para microempreendedores individuais, desempregados e mulheres chefes de família. Segundo o governador do Estado, os repasses aos beneficiários iniciarão dentro de 30 dias.

Auxílio Municipal

Quanto a um eventual Auxílio Emergencial Municipal, é praticamente inviável, a grande maioria dos municípios brasileiros não tem estrutura financeira para bancar, restando adotar programas alternativos, como já vem ocorrendo. E abrir portas para viabilizar trabalho/emprego, a exemplo do que vem buscando a prefeita de Santo Augusto.

Dinheiro em caixa

Vale lembrar que os Estados e municípios estão com dinheiro em caixa. De acordo com a Instituição Fiscal Independente, praticamente todos os entes federativos receberam em 2020 muito mais do que o suficiente para compensar os efeitos da pandemia. A União repassou R$ 60 bilhões em caráter emergencial e suspendeu o pagamento de dívidas no valor de R$ 65 bilhões. Além disso, a arrecadação caiu menos do que se esperava, e em alguns Estados (sobretudo os mais ligados ao agronegócio) cresceu, chegando a dois dígitos porcentuais. O Banco Central estimou um superávit primário de Estados e municípios de quase R$ 43 bilhões. Segundo o Tesouro Nacional, enquanto as contas públicas federais fecharam 2020 com um rombo de R$ 745,3 bilhões, Estados e municípios fecharam o ano com R$ 82,2 bilhões em caixa, quase o dobro em relação a 2019. É a maior disponibilidade em quase 20 anos.

O “futuro” do ensino é um retrocesso

O Ensino Remoto, adotado em função da pandemia, veio de forma emergencial, à galope, sem reflexão, e após um ano, a prática revelou um profundo menosprezo às premissas pedagógicas. O valor da interação no cotidiano escolar naufragou num modismo conveniente aos que negam a presencialidade na formação de um ser humano. Defendido como ensino do futuro, reproduz um modelo arcaico de despejo de conteúdo, numa relação vertical, de professores que hoje se furtam de cumprir seu ofício e missão. Nesse formato de ensino a criança e o jovem ocupam um lugar de total passividade sem participação, interação e relação, tornando toda uma geração como mera receptora, acomodada, robotizada, com perdas significativas de habilidade e empatia, sem o desafio do outro, sem a inteireza do professor. (Estas assertivas são parte do texto de autoria da pedagoga Fabiane Vitória da Silva, diretora-executiva da AEPEI-RS, membro do Projeto Lugar de criança é na escola, publicado no jornal O Sul).

Melindres no STF

Acostumados a dar palpites políticos, falando mais nos microfones que nos autos dos processos parados no STF, agora alguns ministros ficaram melindrados pela crítica do presidente Jair Bolsonaro a Luis Roberto Barroso, por ter este mandado instalar a CPI no Senado. Principalmente por Bolsonaro recordar que Barroso ganhou notoriedade antes de ingressar no STF, por defender o terrorista e assassino italiano Cesare Battisti, protegido dos governos do PT e condenado à prisão perpétua na Itália pela prática de quatro homicídios. Bolsonaro não falou nenhuma inverdade ao afirmar: “Barroso, nós conhecemos o seu passado, a sua vida, o que sempre defendeu, como chegou no Supremo Tribunal Federal, inclusive defendendo o terrorista Cesare Battisti”.