Bolsa Voto – com dinheiro público

Elevar o Bolsa Eleição de R$ 1,8 bilhão, que já era um absurdo, para R$ 5,7 bilhões é se achar dono da verba pública, desdém ao contribuinte. Isso é inconcebível. O que os congressistas deveriam fazer agora é o que as famílias brasileiras fazem, podar gastos. Mas não, como o dinheiro não é deles, é público, eles usam e abusam. Deboche puro. Espera-se que a reação contrária gerada na população, force os deputados e senadores a rever esse despautério. Note-se que o Orçamento da União para 2022 terá de ser aprovado até o final do ano. Aprovaram-se agora apenas as diretrizes. Os legisladores terão alguns meses para recobrar o juízo. Precisam ser empurrados para a razão.

E o Bolsa Família?

Pois é de se pensar nisso. No fundo, no fundo a única coisa que realmente interessa à maioria dos congressistas num ano pré-eleitoral é o fundo de financiamento da sua reeleição. Na contrapartida, ainda não se sabe de onde virá a verba para financiar o novo Bolsa Família que o governo promete criar até o final do ano. Entretanto, com a pandemia ainda a pino, o Tesouro Nacional em ruínas e quase 15 milhões de brasileiros sem emprego, deputados e senadores decidiram triplicar o Bolsa Eleição. Sim, praticamente triplicaram os quase 2 bilhões, que já era um desatino. E, consumado o despautério, os parlamentares vão às férias do meio do ano, que ninguém é de ferro.

Requintes de covardia

O fundo eleitoral foi aprovado com requintes de covardia. O Partido Novo propôs a votação de um destaque que suprimia da LDO o pedaço que trata do Bolsa Eleição. Os líderes partidários concordaram em apreciar o destaque (emenda). Pura empulhação. A votação foi simbólica, onde os parlamentares não levam a cara ao painel eletrônico de votação. O eleitor fica sem saber quem é quem, quem votou no quê. Mas o que se sabe é que, se posicionaram a favor do Bolsa Eleição “triplicado”: PSL, PL, PP, PSD, MDB, PSDB, DEM, Solidariedade, PROS, PSC, PTB e Cidadania. E, posicionaram-se contra o fundão hipertrofiado: PT, PDT, PSB, Podemos, PSOL.

A propósito

O presidente Jair Bolsonaro disse, segunda-feira (19), que pretende vetar o fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões, aprovado pelo Congresso Nacional na semana passada com votos da bancada governista. Na avaliação de Bolsonaro, a cifra aprovada é astronômica que está sendo desperdiçada e poderia ser mais bem utilizada em obras de infraestrutura. Posso adiantar que não será sancionada, disse o presidente. Creio que o Congresso vai derrubar o veto. Pontos para Bolsonaro perante a população.

 

 Semana da Agricultura Familiar

Nesta semana, de segunda até sábado, está sendo celebrada a “Semana Nacional da Agricultura Familiar” (na semana em que cair o 24 de julho). A agricultura familiar, segundo a legislação que a regulamenta, é aquela que efetua tarefas no meio rural, que tem uma área de, no máximo, quatro módulos fiscais (cada módulo fiscal tem em média, no RS, 18 a 20 hectares); usa a mão-de-obra da própria família na maior parte das atividades; tem as atividades gerenciadas pela própria família. De suma importância para assegurar a segurança alimentar e nutricional da população brasileira, a agricultura familiar é responsável por 70% dos alimentos consumidos no país. Em 90% dos municípios brasileiros com até 20 mil habitantes a agricultura familiar é a principal base econômica, segundo dados do IBGE. Responde por uma diversificada produção de grãos, proteínas animal e vegetal, frutas, verduras e legumes, o que a coloca como a oitava maior produtora de alimentos no mundo.

Permanência no campo

A agricultura familiar, pelo que representa, deve receber, sempre, incentivos do poder público, para melhorar cada vez mais sua produção em qualidade e quantidade, garantir sua permanência no campo, e estimular a sucessão familiar na atividade. Para isso, o agricultor familiar precisa dispor de estrutura adequada para desenvolver suas atividades de produção e, obviamente, estradas em boas condições de trafegabilidade, redes de água potável e de energia elétrica na propriedade, captação regular de sinais de telefonia e de internet, assistência técnica na parte produtiva.

Leite em pré-campanha no Nordeste

Em pré-campanha à Presidência da República pelo PSDB, Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, visitou Bahia e Alagoas no último final de semana. Na Bahia reuniu-se com ACM Neto, presidente do DEM, com forte influência no Nordeste. Em Alagoas, mais precisamente em Maceió, reuniu-se com o prefeito Henrique Caldas (PSB) e com o senador Rodrigo Cunha (PSDB). O governador concorre com três outros nomes do PSDB nas prévias do partido, que serão decididas em novembro. Além de João Doria, estão na disputa o senador Tasso Jereissati (CE) e o ex-senador Arthur Virgílio (AM). Jereissati vem deixando claro que talvez abandone a corrida em favor de uma candidatura com mais poder de fogo. O senador não tem poupado elogios a Leite, dizendo que o político pode dar um novo gás ao PSDB. Enquanto isso, Doria segue firme na disputa, apesar de contar com apenas 2% das intenções de voto.

Pré-candidatos ao governo do RS

Faltando pouco mais de um ano para as eleições de 2022, os eleitores já perguntam e desejam saber quais são os pré-candidatos a governador do Rio Grande do Sul. Apesar das articulações, que recém estão começando, o que se sabe é que a real disparidade existente aqui no estado gaúcho está entre os partidos PP e MDB. Para conhecer alguns dos possíveis nomes e um pouquinho sobre cada um deles, continue lendo.

Candidato do governo (PSDB)

Embora o governador Eduardo Leite mantenha a disposição de não disputar a reeleição no ano que vem e já tenha, inclusive, se lançado pré-candidato a presidente da República, ainda é dúvida quem irá representar o atual governo na próxima eleição. A decisão dependerá de negociações entre os tucanos e o MDB, que diz não abrir mão de uma cabeça de chapa. Assim, o sonho do vice-governador Ranolfo se esvazia.

Alceu Moreira (MDB)

É pré-candidato e tem uma longa caminhada política. Alceu levanta a bandeira do MDB pelo qual é presidente no Rio Grande do Sul. É deputado federal, no terceiro mandato; foi vereador e prefeito do município de Osório.

 

Edegar Pretto (PT)

É pré-candidato a governador. Atualmente é deputado estadual no terceiro mandato consecutivo. Tem suas ações pautadas em movimentos sociais. Tem trabalho voltado para a agricultura familiar e combate à violência contra a mulher.

 

Luís Carlos Heinze (PP)

Pré-candidato a governador, é senador da República. Formado em agronomia e ligado ao agronegócio, foi prefeito de São Borja e foi deputado federal por cinco mandatos consecutivos. Tem discurso forte e, por vezes, polêmico.

 

Onyx Lorenzoni (DEM)

Médico veterinário, Onyx Lorenzoni é pré-candidato a governador. Está no quinto mandato consecutivo de deputado federal. Foi ministro-chefe da Casa Civil no atual governo e, atualmente, é ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República. Foi deputado estadual por dois mandatos consecutivos.

Beto Albuquerque (PSB)

Ex-deputado, Beto Albuquerque é pré-candidato a governador. A última vez em que os socialistas disputaram o governo foi em 2006, com Beto Grill. Em 2010, Grill elegeu-se vice-governador de Tarso Genro (PT). Já em 2014 e 2018, os socialistas apoiaram a candidatura de José Ivo Sartori. Com uma nova candidatura agora, a intenção é dar protagonismo à sigla.

Romildo Bolzan Júnior (PDT)

O PDT que garante levar adiante o projeto da candidatura própria, tem como pré-candidato o ex-prefeito de Osório e atual presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Júnior. Contudo, Bolzan declarou que não concorreria a nada enquanto estivesse à frente do clube. Seu mandato no Grêmio termina em 2022.

Roberto Robaina (Psol)

Presente em todas as eleições estaduais desde 2006, o Psol deve ter candidato ao governo novamente em 2022. Embora ainda não haja nada definido, o nome mais cotado pelas lideranças partidárias como pré-candidato é o do vereador de Porto Alegre, Roberto Robaina.