Apoios a Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL), para tentar a reeleição, vai montar palanques de apoio em quase todos os estados e no Distrito Federal. O PL é o partido dominante na maioria dos arranjos locais atualmente negociados entre aliados de Bolsonaro. O PP e o Republicanos vêm logo atrás. Os três partidos formam a espinha dorsal do projeto político de Bolsonaro. Os palanques também são costurados com quadros políticos do PSC e do PTB, partidos que devem apoiar a reeleição do presidente, e do União Brasil, PSD e MDB, que não estão na base e ensaiam o lançamento ou apoio a uma candidatura da chamada “terceira via” eleitoral. União, PSD e MDB são os três partidos mais cobiçados pela coordenação eleitoral do presidente da República. Integrantes do núcleo político de Bolsonaro dialogam com caciques dessas legendas a fim de inseri-los na coligação presidencial e construir uma aliança poderosa pela reeleição. Dos 26 estados e o Distrito Federal, o único onde a construção de palanque segue incerta é o Amapá.

Formação de palanques

Na região Sudeste, maior colégio eleitoral do país, a formação de palanques de apoio a Bolsonaro está bem desenhada. No Nordeste, segunda região com o maior colégio eleitoral, está o principal desafio para Bolsonaro. Em 2018, ele não venceu em nenhum dos nove estados da região nos dois turnos. Agora, ele espera se sair melhor e, para isso, sua base trabalha para apresentar palanques competitivos. A região Sul, terceiro maior colégio eleitoral, mostra uma construção bem definida dos palanques. No Rio Grande do Sul serão duas opções. O deputado federal Onyx Lorenzoni (PL), é um dos candidatos a oferecer espaço. Em sua chapa o vice-presidente será o general Hamilton Mourão (Republicanos). O vice ainda não está definido. A outra opção, é o palanque do senador Luis Carlos Heinze (PP), que tem como pré-candidata a vice a vereadora Tanise Sabino (PTB), e como pré-candidata ao Senado a vereadora Comandante Nádia (PP), ambas de Porto Alegre. A região Norte, sobretudo no Pará, Bolsonaro tem que olhar com atenção, onde saiu derrotado nos dois turnos nas eleições de 2018; e em Tocantins, onde foi derrotado no primeiro turno. A região Centro-Oeste, a mais bolsonarista do país em decorrência do agronegócio, os palanques de Bolsonaro estão bem montados, inclusive, em Goiás, duas opções de apoio se desenham para o presidente.

Rumos do DEM de Santo Augusto

O DEM, é um partido político que teve origem no PFL. Em Santo Augusto, foi uma agremiação partidária que, desde 1993, participou da Administração Municipal por seis gestões em coligação com outros partidos. Apesar de coligado com outros partidos, no ano 2000, prefeito e vice lançados e eleitos eram do DEM. Já em 2020, em coligação com o tradicional adversário PDT, o DEM elegeu a atual prefeita. Com a fusão DEM/PSL, para formar o União Brasil, o DEM deixou de existir. A maioria de seus filiados migrou para o União Brasil e boa parte para o Partido Liberal (PL). E aqui em Santo Augusto, qual o rumo da militância do DEM? A resposta que nos deu o grande líder e coordenador do DEM, ex-prefeito Florisbaldo Polo, foi de que “ainda não há definição alguma”, porém afirmou que não migrarão para o novo partido criado, originário da fusão DEM/PSL. Quanto ao futuro, com relação a um novo segmento partidário a ser escolhido, o Dr. Florisbaldo adiantou que “dificilmente estará na linha de frente, eis que já deu sua contribuição para Santo Augusto, e novas lideranças têm que assumir o partido”.

Tendências para presidente

Entre os partidos políticos legalmente constituídos em Santo Augusto, os únicos que já têm seus pré-candidatos para presidente da República definidos e deverão apoiar maciçamente, são o PT e o PDT, com Lula e Ciro Gomes, respectivamente. O PSD deverá dar apoio maciço ao pré-candidato à reeleição Jair Bolsonaro. A militância do extinto DEM, onde está a prefeita Lilian e dois vereadores, também deverá estar com Jair Bolsonaro. Quanto aos demais partidos como o PP e PSDB, embora não tenha nada definido, ainda, poderão declarar apoio à reeleição de Bolsonaro. Já o MDB, não deverá declarar apoio a nenhum dos candidatos. Seu eleitorado deverá estar bastante dividido.

O desnorteado Eduardo Leite

Sem saber ao certo o que quer, a não ser o poder, o ex-governador Eduardo Leite já bateu cabeça pra lá e pra cá buscando apoio para concorrer a presidente, desrespeitando o resultado das prévias de seu partido, e desistindo do governo. Agora, contrariando o que já não é mais surpresa para ninguém, parece estar definitivamente negando a sua própria palavra de honra de “não concorrer à reeleição”. Dias atrás, Leite afirmou a interlocutores que deve entrar na disputa pelo governo gaúcho a fim de retornar ao Palácio Piratini. De retorno ao Estado, no meio da semana, ele mergulha numa agenda intensa pelo interior do Rio Grande do Sul. E vai iniciar as articulações para tentar voltar ao governo gaúcho. O grupo político de Eduardo Leite receia uma nacionalização da campanha estadual entre PT e o PL, que já definiu a pré-candidatura do ex-ministro Onyx Lorenzoni. Na avaliação deles, Leite é o único capaz de unir o grupo.

O sistema diz não a Moro

Sergio Moro ainda não digeriu a ideia de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, pois avalia como uma derrota para quem vislumbrava a presidência da República. Alguns de seus interlocutores sugerem que ele abandone tudo e volte para os Estados Unidos. É o que o sistema quer. Depois de mastigá-lo bem, cuspi-lo no lixo da história. Aliás, desde o início era perceptível a estagnação, e até um recuo nas intenções de voto, assim como a recuperação de Jair Bolsonaro, consolidando o cenário de polarização com Lula. Parecia evidente que o Podemos não estava trabalhando como deveria para impulsionar seu candidato e que, no União Brasil, havia resistência a Moro, apesar do convite de Luciano Bivar. É bom ir se acostumando que na política não devemos ter ilusões. Enfim, como alguém pode ser candidato antissistema se precisa do sistema para ser candidato?

Cadê os garantistas?

O leitor deve estar lembrado do garantismo jurídico durante os processos da Lava Jato e as ações da Justiça contra a corrupção desenfreada dos governos Lula-Dilma – todos eles empenhados em demonstrar a absoluta necessidade de obedecer aos minúsculos detalhes da lei quanto aos direitos dos acusados de crimes. Não importava o absurdo que tivessem feito, não se podia tocar no fio de cabelo de um réu se não estivesse 100% “garantido” que todos os itens do seu inesgotável sistema de proteção legal estavam sendo cumpridos. Só que esse garantismo ficou no passado. Agora, a população deve estar se perguntando, aonde estão os garantistas? Aliás, foi só o STF e a alta Justiça resolverem o problema do Lula, que o garantismo sumiu do Direito brasileiro.

Probleminha no CEP

Decisão que ficará marcada para sempre na história jurídica do país foi aquela do ministro Edson Fachin que achou um probleminha com o CEP dos processos do Lula; não deveria ter corrido em Curitiba, mas em São Paulo ou Brasília, e então precisava zerar tudo, inclusive para o réu poder se candidatar à presidência da República. Durante cinco anos inteiros, ninguém tinha achado nada de errado com essa coisa de endereço, mas eis aí: de repente o STF descobriu que o possível equívoco era uma falha monstruosa que deveria anular as quatro ações penais contra Lula, incluindo suas condenações por corrupção e lavagem de dinheiro já em terceira e última instância. Tendo prestado o seu verdadeiro serviço, o “garantismo” não foi mais invocado. É simples: não se fala mais no assunto porque Lula e a multidão de ladrões do seu governo não precisam mais garantia nenhuma.

Do garantismo absoluto ao nada

O curioso é que, do “garantismo” absoluto, o Brasil passou diretamente para uma situação em que não há garantia nenhuma quando se trata da proteção legal de acusados da “direita”. É o caso do deputado Daniel Silveira, condenado a uma pena absurda – quase nove anos de cadeia – por ter feito ofensas ao STF. O processo contra Daniel Silveira é uma anomalia grotesca – a pior agressão jamais feita à Constituição Federal de 1988, grosseiramente violada pela decisão do STF. Nenhum dos seus direitos, como deputado ou como simples cidadão, foi respeitado. Silveira não podia ser processado por manifestar opiniões, por abusivas que fossem; a Constituição o protege com imunidade parlamentar. Só poderia ser preso em flagrante, e se estivesse cometendo um crime hediondo. Não aconteceu uma coisa nem outra. Garantismo? Para o deputado, nem pensar. É a oficialização, por parte da Suprema Corte, do princípio segundo o qual os brasileiros não são iguais entre si.

Olha quem falando

Num evento na comunidade de Heliópolis, em São Paulo, organizado para promover o voto de jovens de 16 a 18 anos, o ex-presidente e ex-presidiário Luiz Inácio Lula da Silva usou seu tempo para criticar adversários políticos, afirmando que o presidente Jair Bolsonaro é “desqualificado moralmente” e “vive enganando gente boa da igreja evangélica. E emendou: Se você não analisar o histórico das pessoas e a vida das pessoas, você pode estar sempre pondo a raposa para tomar conta das galinhas – disse. Pois é. Mas na real, acho que o Lula, quando falou isso, estava definitivamente falando dele mesmo. Descreveu seu próprio perfil sem tirar nem pôr, porém, atribuindo a adversários. Chega ser asqueroso. Olha quem falando de desqualificado moralmente, e de enganador das pessoas. Nunca vi cara de pau igual. Aliás, não concordo em muitas coisas com o que Bolsonaro diz e faz. Mas pensar que Lula seja a solução, é demais. Trocar Bolsonaro pelo Lula, é dose. Não dá nem pra imaginar. O povo não merece. Lula adverte que se analise o histórico dos candidatos para evitar de colocar a raposa no galinheiro. Chega ser engraçado. Pode deixar, por certo o eleitor vai analisar sim.