Pena de morte

Recente levantamento feito pelo instituto Paraná Pesquisas, divulgado no dia 15 do presente mês, apurou que 62,5% dos brasileiros aprovam a pena de morte para crimes bárbaros. Os jovens de 16 a 24 anos correspondem ao grupo que mais apoia a proposta. Os que afirmaram ser contra a ideia somam 31,1%. Outros 6,4% não opinaram ou não souberam responder. A pesquisa ouviu 2.402 pessoas de 10 a 14 de fevereiro de 2018, cuja margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Considerando o gênero, as mulheres são as que mais apoiam a esse tipo de pena para crimes bárbaros, são 64,2% contra 60,6% dos homens. Pessoas com ensino superior, também são as que mais apoiam a pena de morte. O Nordeste é a região que concentra o maor percentual de apoiadores da aplicação desse tipo de punição, com 64,7%; em segundo lugar, fica o Sudeste com 62,1%, seguido do Norte e Centro Oeste, com 61,2% e o Sul, com 60,9%.

A propósito

Desprezo à lei

O Brasil vive o caos com a violência e a criminalidade atordoando a população em todos os lugares. Muitas medidas paliativas, e inócuas, sem rumo e sem perspectivas reais de amenizar o problema são tomadas pelos governos estaduais e federal. Porém, nós brasileiros, detentores de vasto espaço territorial consolidado, com tradições, uma população homogênea, amargamos ver o país se esfacelando na violência. Não há mais respeito por autoridade alguma, ninguém está a salvo, tudo pode acontecer. Tudo isso, “porque o brasileiro despreza a lei”. Até os legisladores, ou principalmente eles, desafiam a lei. Terrível isso. Porque mesmo uma lei obsoleta, mesmo uma lei ultrapassada, até mesmo uma lei injusta é melhor, para uma nação, do que a indiferença, do que o desprezo à lei. No tocante a violência e criminalidade, a legislação penal virou uma miscelânea, um emaranhado abrindo subterfúgios sem fim em benefício de criminosos. Assim, de nada adianta haver previsão de pena e nem eventuais sentenças judiciais. Noutros países, a lei penal é cumprida. Aqui não!

Politicamente correto

Vivemos numa sociedade violenta em que o Estado cada vez mais perde o controle da situação, o que nos leva muitas vezes, ante a indignação, falar algo “politicamente incorreto”. Aliás, o politicamente correto, como vem acontecendo de forma rotineira, é antes de tudo, o despertar da hipocrisia social para sustentar que negro não pode ser chamado de negro, mas sim de afrodescendente, que favela não pode ser chamada de favela, mas de comunidade, que prostituta deve ser chamada de profissional do sexo; o criminoso não pode ser chamado de bandido, mas de suspeito ou cidadão infrator; o estuprador não deve ser chamado de estuprador, mas de pessoa que exigiu sexo forçado. A epidemia do politicamente correto não está com nada, revela demagogia.

A propósito

Que tal antes desse politicamente correto tão na moda, procurarmos resolver nossos monstros secretos, nossas feridas clandestinas, nossa insanidade oculta.

Sendo franco…

Sou contrário à grosseria, à falta de respeito, mas na mesma proporção desaprovo a bajulação, a covardia. Independentemente do que aconteceu para a pessoa delinquir, é preciso chamar pelo nome sim: bandido, delinquente; sujeito preso em flagrante ao cometer um roubo, um homicídio, um estupro, ou fora disso, quando há provas ou indícios consistentes da autoria, não tem que ser chamado de suspeito, e sim de ladrão mesmo, de assassino, homicida, estuprador. Aqui no Brasil está assim: criminoso nenhum pode ser adjetivado pela ação que cometeu, também não tem seu nome divulgado pela imprensa, ser fotografado de frente, mostrando a cara, nem pensar. Isso tudo é cruel, e acima de tudo, injusto e desrespeitoso para com as vítimas. É como dizem alguns: Ah, as vítimas, ninguém precisa delas além dos marginais.

Inspeção sanitária

A lei aprovada em agosto do ano passado pela Assembleia Legislativa gaúcha, permitindo mudanças na vistoria dos produtos de origem animal, a chamada inspeção e fiscalização nos frigoríficos, abatedouros e açougues, continua a dividir opiniões, principalmente entre os médicos veterinários, do Conselho Regional de Medicina Veterinária do RS, mas também entre empresários do ramo, produtores e consumidores. Com a nova lei as inspeções podem ser realizadas por médicos veterinários devidamente habilitados e treinados, não necessariamente fiscais agropecuários estaduais concursados. Dentro da nova diretoria do CRMV-RS há uma divisão de opiniões sobre o cumprimento da lei onde, pelo atual presidente deve ser cumprida, mas pelo Diretor-Tesoureiro da autarquia e parte de alguns conselheiros não.

 De quem é a responsabilidade?

O inspetor sanitário terceirizado estará sempre sob a responsabilidade de um Fiscal Agropecuário. O que realmente muda é que as inspeções podem ser realizadas por médicos veterinários habilitados e treinados. A inspeção e a fiscalização dos produtos de origem animal nos frigoríficos e abatedouros podem ser feitas por profissionais diferentes, podendo a inspeção ser efetuada por um profissional terceirizado. Antes, tudo era realizado por um mesmo fiscal estadual agropecuário. Teoricamente, a lei visa à modernidade, eficiência e a rapidez sendo implantada. A dúvida é se e como na prática vai funcionar. O previsto é que, com a lei e novo modelo, tudo passa por no mínimo quatro (?) profissionais responsáveis, garantindo a segurança e qualidade da saúde animal e principalmente chegando com segurança o produto a mesa do consumidor. Na prática, pode até funcionar nos grandes centros, mas nas cidades pequenas, dificilmente. Os municípios têm seu papel a cumprir nessa área, mas a maioria é deficiente, ineficiente e inoperante na inspeção e fiscalização sanitária. E o Estado, hum! O negócio é comermos carne sem inspeção e sem fiscalização. Não?

Marcha lenta

É notório que a administração municipal de Santo Augusto, no setor de manutenção e investimento de infraestrutura urbana e rural, “anda em marcha lenta”. Para muitos munícipes representa desleixo e inoperância, porém, é preciso que se considere a carência na estrutura material e humana da Secretaria de Obras e, principalmente, a “inexistência” de aporte financeiro para dar conta da grande demanda. Sabe-se que os projetos existentes para o setor são consistentes e com previsão de resolver a questão viária rural e urbana de forma duradoura, assim como o sistema de mobilidade urbana e organização da cidade, mas para isso é preciso o recurso financeiro que não existe.

Solução pode estar próxima

Para enfrentar e resolver essas demandas, o prefeito municipal encaminhou à Câmara de Vereadores o Projeto de Lei nº 007, de 09 de fevereiro de 2018, que trata da abertura de Crédito junto ao BADESUL, de um montante que totaliza R$ 3.550.000,00, objetivando vencer as demandas vinculadas à Secretaria Municipal de Obras, tais como, organização e modernização administrativa; saneamento básico urbano; construção, restauração e conservação de estradas; implantação do sistema de videomonitoramento de ruas; pavimentação urbana e rural; aquisição de equipamentos e materiais permanentes; melhoria na sinalização viária; infraestrutura de iluminação pública; infraestrutura e equipamentos para coleta de resíduos sólidos; infraestrutura e equipamentos para coleta seletiva, dentre outras. Parte inferior do formulário