Ex-deputada se tornou referência do trabalhismo gaúcho e unificou a esquerda
Ex-deputada por três mandatos, Juliana Brizola sempre militou pelo PDT, partido fundado pelo avô.Duda Fortes / Grupo RBS
Poucos sobrenomes carregam tanto simbolismo na política gaúcha quanto Brizola. Neta do ex-governador Leonel Brizola, Juliana Brizola construiu sua trajetória no PDT, partido fundado pelo avô, e se tornou uma das principais referências do trabalhismo contemporâneo no Rio Grande do Sul. Aos 50 anos, ela disputa pela primeira vez o governo do Estado disposta a transformar a herança em identidade própria, renovando os ideais do pedetismo.
Formada em Direito pela Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro, Juliana estreou nas urnas em 2008, tornando-se a vereadora mais votada do PDT em Porto Alegre. Antes, havia sido secretária municipal da Juventude, no primeiro governo do prefeito José Fogaça (2005-2008).
Dois anos depois, chegou à Assembleia Legislativa para o primeiro de três mandatos consecutivos, nos quais se destacou pela defesa de bandeiras do avô, como a educação, além de direitos sociais e políticas para mulheres.
Nesse período, concorreu a vice-prefeita de Porto Alegre em 2016, na chapa encabeçada por Sebastião Melo (MDB), perdendo o segundo turno para Nelson Marchezan Jr. (PSDB). Oito anos depois, ela enfrentaria Melo nas urnas. Juliana ficou em terceiro lugar na disputa pela prefeitura de Porto Alegre em 2024, mas os 19,7% dos votos fizeram dela o principal nome do PDT gaúcho, credenciando sua candidatura ao governo do Estado.
À frente de uma coalizão de oito partidos (PDT/PT/PSOL/PSB/PCdoB/Rede/PV/Avante), a pedetista lidera uma inédita aliança da esquerda no RS e será o palanque local da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.