Pré-candidatos ao Piratini
Faltando pouco mais de cinco meses para as “convenções partidárias”, que deverão acontecer de 20 de julho a 05 de agosto – quando partidos e federações irão deliberar sobre coligações e definição de candidatos aos cargos de deputados (estaduais e federais), governador, senadores e presidente da República – as pré-candidaturas para o governo do Rio Grande do Sul começam a tomar forma. Até o momento são oito pré-candidatos. Do lado da direita, um dos candidatos é o deputado federal Luciano Zucco (PL). No campo da esquerda, os nomes de Edegar Pretto (PT) e Juliana Brizola (PDT) aparecem como alternativas. O MDB, que se posiciona como de centro (pendendo, ora para a esquerda ora para a direita), tem como pré-candidato o vice-governador Gabriel Souza. Também são pré-candidatos ao governo Marcelo Maranata (PSDB) e Evandro Augusto (Missão). Os Progressistas, deputados Covatti Filho e Ernani Polo se apresentaram como pré-candidatos da legenda ao governo, e mantêm entre si uma pendenga acirrada para ver qual deles sai candidato, ou, ainda, se se alia ao PL de Luciano Zucco (ala de Covatti), ou ao MDB de Gabriel Souza (ala do Ernani).
Edegar Pretto (PT)

João Edegar Pretto, mais conhecido como Edegar Pretto, formado em gestão pública, foi deputado estadual por três mandatos, de 2011 a 2023. É um líder da esquerda gaúcha, com trajetória marcada pela defesa da agricultura familiar e dos direitos sociais, e preside atualmente a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul, Edegar Pretto busca consolidar o legado do PT no estado.
Evandro Augusto (Missão)

Evandro Augusto é policial rodoviário federal e jornalista. Tornou-se conhecido pela atuação na comunicação digital e por sua ligação com o Movimento Brasil Livre (MBL). Filiado ao partido Missão, tem um discurso voltado a temas como segurança pública, combate à corrupção e críticas ao sistema político.
Gabriel Souza (MDB)

Médico-veterinário, Gabriel Vieira de Souza é vice-governador do Rio Grande do Sul desde 2023. Filiado ao MDB, foi eleito deputado estadual por dois mandatos, de 2015 a 2022. No Executivo, integra o núcleo político do governo Eduardo Leite e atua na articulação institucional com prefeitos, parlamentares e lideranças regionais.
Juliana Brizola (PDT)

Juliana Brizola é advogada e ex-deputada estadual do Rio Grande do Sul. Iniciou a carreira política como vereadora de Porto Alegre (2013/2014). Foi deputada estadual por oito anos, 2015/2023. Neta do ex-governador Leonel Brizola, Juliana Brizola é um dos principais nomes do PDT e foi lançada pré-candidata ao Piratini.
Luciano Zucco (PL)

Deputado federal pelo Rio Grande do Sul, Luciano Lorenzini Zucco Gomm é tenente-coronel da reserva do Exército. Filiado ao PL, construiu sua atuação política com foco em pautas de segurança pública e oposição ao governo federal. Ele é a grande aposta para formar uma frente de direita que se contraponha ao bloco que Lula está construindo no RS. Com isso, Luciano Zucco é pré-candidato a governador do Rio Grande do Sul nas eleições deste ano de 2026.
Marcelo Maranata (PSDB)

Marcelo Maranata é advogado e prefeito de Guaíba, município da Região Metropolitana de Porto Alegre. Há dois anos foi reeleito para o cargo. Agora Marcelo Maranata foi anunciado pelo PSDB como pré-candidato a governador do Rio Grande do Sul, em um movimento de reorganização da legenda no estado.
Ernani Polo (PP)

Graduado em direito e filho de agricultores e políticos, Ernani Polo (PP) iniciou sua carreira política como vereador, em 2000. De 2003 a 2009, foi chefe de gabinete do então deputado Jerônimo Goergen (PP). Em 2010, se elegeu deputado estadual, tendo sido reeleito em 2014, 2018 e 2022. De 2015 a março de 2018, foi Secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, no governo de José Ivo Sartori (MDB). De janeiro de 2023 a dezembro de 2025, foi Secretário do Desenvolvimento Econômico, no governo de Eduardo Leite (PSDB, agora no PSD).
Covatti Filho (PP)

Luis Antônio Franciscatto Covatti, mais conhecido como Covatti Filho, é bacharel em Direito, produtor rural e político, filho de políticos, filiado ao Progressistas. Em 2014, se elegeu deputado federal, tendo sido reeleito em 2018 e 2022. Em 2019, aceitou convite do governador Eduardo Leite (então do PSDB), e assumiu a pasta da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, do Rio Grande do Sul, licenciando-se da Câmara, até março de 2021. Atualmente, é presidente estadual do Partido Progressistas (PP).
Pré-convenção
A pendenga no PP gaúcho envolve uma disputa interna intensa entre Ernani Polo, apoiado por bases municipais para candidatura própria ao Piratini, e Covatti Filho, presidente estadual do partido que articula apoio ao PL de Zucco. Polo exige uma pré-convenção para definir candidatura própria ou aliança com o MDB, ignorando a decisão da maioria dos membros do diretório estadual que indicou Covatti Filho como pré-candidato ou coligação com o PL. Segunda-feira (9), o deputado Afonso Hamm, que é vice-presidente estadual do partido, protocolou junto à direção nacional do Progressistas, um pedido para que uma pré-convenção delibere sobre o PP ser cabeça de chapa com candidatura própria a governador e, além disso, que também escolha qual nome irá representar o partido. Covatti Filho, no entanto, não se dobra, diz respeitar a decisão do diretório, maior instância do partido no Estado, que escolheu se aliar ao PL e sair da base do governo Leite. Entende que a decisão de realizar ou não uma pré-convenção cabe agora à executiva nacional.
Lula ontem e hoje
Lula acaba de dizer que eleição é guerra e que “acabou o Lulinha paz e amor”. É uma inversão de valores, um equívoco voluntário que Lula sempre cometeu, pois eleição não é guerra, é exercício de cidadania. Quanto ao “Lulinha paz e amor”, criação de Duda Mendonça, foi um grande erro do publicitário. Nunca existiu esse Lulinha doce e sensato. O Lula de ontem é o mesmo Lula de hoje: raivoso, vingativo e nocivo ao desenvolvimento do País. Dia desses li que um companheiro do petista disse que não haverá outro Lula. Ainda bem.
Assim caminha a política
Se 56% da Câmara dos Deputados e 68% do Senado dizem “sim” à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso Master, por que não sai do papel? Está escancarado que é por pura e vergonhosa conveniência de quem comanda as Casas Legislativas da República. O caso do Banco Master corre o risco de ser engolido pela fila, pela disputa de protagonismo e, como de hábito, por uma pizza bem recheada de silêncio. O bloqueio tem nome e sobrenome: Davi Alcolumbre e Hugo Motta, ambos com os pés fincados na porta, pressionados pelo governo Lula e à espera de compensações. O sintoma é conhecido. O escândalo vira estatística, a impunidade vira regra e, em breve, surgirá outro caso – mais ousado, mais caro e mais cínico. Assim caminha a política brasileira: normalizando o escândalo e anestesiando a sociedade.
Mais uma medida eleitoreira
O governo quer que Hugo Motta (Presidente da Câmara dos Deputados) paute o projeto que pretende acabar com a jornada de trabalho 6 x 1. Se perguntarem ao presidente Lula como essa medida pode ser importante para o País e os benefícios que trará para a população, é muito provável que ele não saiba responder. A única intenção de Lula é quantos votos ele irá angariar. O Brasil é ainda um país onde a maioria da população tem um baixo salário. Os brasileiros precisam trabalhar para mudar a sua qualidade de vida. Mas o presidente não está preocupado com isso. O importante para ele é aprovar medidas populistas que garantam o Lula 4, a continuação da mesmice e dos escândalos. E o povo que se exploda.
Aliás
Aos que aplaudem medida como essa recomenda-se cautela e reflexão, eis que poderá resultar em quebradeira e desemprego, justamente o ideal para aumentar os dependentes do Estado, criando um cenário para implantação do diabólico e sanguinário regime comunista.