Meio Século de jornalismo

Este mês, celebramos um marco raríssimo e admirável na comunicação regional: Lúcio Steiner completa 50 anos de atuação como jornalista no jornal O Celeiro.
Cinco décadas. Meio século dedicado a uma única e nobre missão: ser a voz, os olhos e a memória da Região Celeiro. Quando Lúcio começou sua jornada nas páginas do O Celeiro, o mundo e a nossa região eram outros. Ele não apenas viu o desenvolvimento chegar; ele o impulsionou através da notícia. Das grandes conquistas do agronegócio às transformações sociais de cada município, não houve fato relevante que não tenha passado pelo seu olhar atento e pelo crivo de sua ética profissional.
Lúcio Steiner é o exemplo vivo do jornalismo de proximidade, aquele que conhece o leitor pelo nome e entende as dores e os sonhos da sua comunidade. Sua trajetória se confunde com a própria história do jornal e com o crescimento da Região Celeiro do Rio Grande do Sul.
A tecnologia muda – do papel à tela, da máquina de escrever ao digital – mas o bom jornalismo permanece alicerçado na verdade, no compromisso e na paixão.
Ao mestre Lúcio, meu profundo respeito e gratidão. Meu companheiro por vários anos, de troca de ideias, de discussão e planejamento de pautas, de inúmeras reportagens, e também de jogar conversa fora nos momentos vagos. Que sua trajetória continue inspirando as novas gerações de comunicadores a entenderem que o jornalismo, antes de tudo, é um serviço à sua gente, à sociedade.
Caro Lúcio, parabéns pelos 50 anos de história no jornalismo!
Cansaço da população
Integrantes do governo do presidente Lula da Silva estão preocupados com o que chamam de “desgaste natural” da imagem do petista. Apesar de buscar demonstrar vitalidade física aos 80 anos, o entorno do presidente lembra que ele disputa eleições presidenciais desde 1989, e que há um cansaço da população com a imagem de Lula. Consta que assessores próximos do presidente afirmam que essa fadiga política se traduz nas pesquisas de popularidade e de intenção de votos.
Holofotes
Hoje, depositamos nossas esperanças no ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, acreditando que ele possa ajudar a resgatar a credibilidade do STF e, na condição de relator, corrigir o rumo das investigações nos casos Master e INSS. Ocorre, porém, que o togado parece estar tomando gosto pelos holofotes. Em evento da OAB no Rio de Janeiro, disse que juiz não deve ser estrela. E ele está certo. Mas ressalve-se um ponto: um bom ministro não precisa falar isso, precisa viver isso. Juiz deve limitar-se a falar nos autos. Não em eventos, não em entrevista, não no palco. Se começar a buscar visibilidade, vai acabar no mesmo caminho de outros que transformaram o cargo em vitrine. No Supremo, mais do que discursar sobre princípios, espera-se que os ministros sejam observados no exercício da função.
Atuação vergonhosa
Alexandre de Moraes completou nove anos de trabalho no Supremo Tribunal Federal (STF) e foi homenageado pelos pares. Gilmar Mendes teceu enormes elogios a Moraes e até ficou com a voz embargada durante sua manifestação. O corporativismo impera na casa, mesmo com ministros suspeitos de envolvimento em falcatruas e outros dificultando investigações, vetando resoluções de Comissões Parlamentares de Inquérito. A atuação dessa Suprema Corte é vergonhosa, e o povo honesto espera com ansiedade a delação completa de Daniel Vorcaro para – quem sabe – colocar as coisas no lugar.
Descrença
Diante de tanta especulação, é difícil de acreditar que uma eventual delação premiada de Daniel Vorcaro provoque grandes estragos. Basta lembrar o que ocorreu na Operação Lava Jato: escândalos vieram à tona, processos avançaram, condenações foram proferidas, até que decisões do próprio STF reverteram quase a totalidade desse percurso. Enquanto persistir a sensação de que o sistema permite idas e vindas ao sabor das interpretações, a confiança na Justiça continuará fragilizada. E, sem previsibilidade, até uma delação, por mais explosiva que pareça, corre o risco de terminar só no barulho, com ensurdecedor silêncio no fim e, não raro, sem consequência alguma.
Extrema arrogância
Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, é um político mediano, de questionável capacidade de gestão. Porém, tenta convencer que é habilidoso e de boas intenções. Do alto de sua extrema arrogância ousa dizer: “Se me deixarem com a bola no pé, eu entro em campo e ganho a eleição”. “Serei o melhor candidato e melhor presidente do Brasil”. Foi assim que Leite se dirigiu ao presidente nacional de seu partido, Gilberto Kassab, durante ato de filiação de prefeitos e deputados ao PSD, no auditório da Fecomércio, em Porto Alegre, dia 21. Só que o PSD, no entanto, contava até segunda-feira, com outros dois pré-candidatos ao Palácio do Planalto, onde Leite sempre esteve na terceira posição, segundo pesquisas. Com a desistência de Ratinho Júnior, que era o cotado para concorrer, agora o candidato pelo PSD será Ronaldo Caiado, e não o presunçoso Eduardo Leite.
Prazos se aproximam
O calendário eleitoral apresenta duas datas que estão bem próximas: no dia 3 de abril, termina a janela partidária e, no dia 4, o prazo para as desincompatibilizações. Assim, os próximos dias serão decisivos para definições ainda pendentes no Estado. Uma delas é se o governador Eduardo Leite (PSD) vai renunciar ao cargo para concorrer a presidente da República ou senador, ou se permanecerá até o fim do mandato. Outra, é o possível ingresso do deputado Ernani Polo e outros progressistas, ao PSD de Eduardo Leite.
Domiciliar tem preço
A decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes, de vincular a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro ao estado de saúde, devido à pneumonia, deixou felizes os inimigos do ex-presidente no Planalto. É que a decisão impede que ele receba aliados políticos, limitando espaço de articulação em momento crucial para alianças com vistas às eleições, especialmente ao Senado, prioritárias para a direita porque é ali onde se pode deflagrar impeachment de ministros do STF. Moraes limitou as visitas só a advogados, médicos e familiares.
Aliás
O ministro amarrou a domiciliar à condição de saúde e justifica a suspensão das visitas com “evitar risco de sepse (infecção generalizada) e controle de infecções”. Na Papudinha, Bolsonaro podia receber aliados. Ainda pior: sem poder receber outras visitas, eventual prorrogação da domiciliar, como apontado no despacho, segura Bolsonaro até o fim de setembro.
Flávio supera Lula
Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada quarta-feira (25) – registrada no TSE sob nº BR-04227/2026 – mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) teria 47,6% das intenções de voto em um eventual segundo turno, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 46,6% da preferência do eleitorado. Como a margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, os dois estão empatados tecnicamente. Outros 5,8% disseram que pretendem votar em branco, nulo ou estão indecisos.
Chapa fechada
O MDB gaúcho está teoricamente ajustado quanto a chapa majoritária com vistas às eleições de outubro. A decisão do governador Eduardo Leite (PSD) de não disputar o Senado ou a vice-presidência e renunciar ao mandato apenas se for escolhido pela direção do partido para disputar ao Planalto já começou a ter reflexos no mapa eleitoral do Rio Grande do Sul. Movimentos em torno da composição da chapa do vice e pré-candidato do MDB, Gabriel Souza, ao Palácio Piratini, avançam aceleradamente nos últimos dias. Considerando as negociações e o cenário desenhado até agora, a chapa do emedebista está completa. Ernani Polo que está de saída do PP e irá se filiar ao PSD, será o vice, e as duas vagas ao Senado serão disputadas pelo ex-governador Germano Rigotto (MDB) e pelo líder do governo, deputado Frederico Antunes (PP), que também se filiará ao PSD. Quanto ao rumo que Eduardo Leite deverá tomar, a decisão ocorrerá até a próxima terça-feira, dia 31.