COLUNA: Lula despreza Garis – Penas severas não bastam – Moral de cueca – Candidatos pela Região Celeiro – Fatos ou boatos?

Lula despreza “Garis”

O gari é um dos agentes mais importantes para a saúde pública e a sustentabilidade, atuando diretamente como um verdadeiro “operário do meio ambiente”. Não é apenas um executor de limpeza, o trabalho do gari garante o funcionamento e a preservação ecológica de áreas urbanas. O seu trabalho diário de limpeza urbana impacta diretamente a qualidade de vida da população por meio de ações essenciais como, “prevenção de enchentes”, evitando obstrução do escoamento da água da chuva; “garantia da saúde pública”, ao recolher resíduos orgânicos e rejeitos, evitando a proliferação de vetores de doenças – como ratos, baratas e o mosquito transmissor da dengue, zika e Chikungunya; “manutenção dos espaços públicos”, como praças e parques, tornando-os locais seguros, salubres e agradáveis para a convivência social graças à manutenção constante. Portanto, a figura do Gari representa a linha de frente contra a poluição sistemática. No entanto, o presidente Lula da Silva pensa diferente. Para ele, segundo suas próprias palavras ditas num ato público em Belo Horizonte, dia 28 de agosto, “Gari é uma coisa pobre”, porque não é uma profissão que dá orgulho”; Gari não tem orgulho de dizer “eu sou lixeiro”. E arrematou: “ser lixeiro é uma coisa pobre de quem não pode estudar”.

Aliás

Ao contrário do que Lula pensa e diz, os Garis expressam uma relação profunda de orgulho pelo impacto do seu trabalho. Eles alimentam o orgulho de cuidar da saúde pública e do meio ambiente. Eles se enxergam como defensores da saúde coletiva, sabendo que a destinação correta dos resíduos evita doenças e enchentes. Os Garis merecem ser tratados com educação e empatia de parte da população – e não com desprezo como demonstrou o presidente e candidato Lula.

Lei do silêncio

Durante anos, ficou popular a ideia de que a chamada Lei do Silêncio começaria obrigatoriamente às 22h em qualquer cidade brasileira. Porém, a legislação funciona de outra maneira. Municípios possuem competência para criar regras e estabelecer horários de funcionamento e regulamentar atividades que provoquem impacto na vizinhança. Diferentes cidades trabalham com faixas de horário e limites próprios para controlar a emissão de ruídos. Portanto, chegar às 22h não significa que todos os estabelecimentos precisam fechar. O horário pode simplesmente marcar a entrada em uma faixa com limite sonoro mais rigoroso. E os responsáveis por bares, restaurantes e eventos, são obrigados a respeitar os limites de ruído, o zoneamento, o alvará e as regras municipais.

País do jeitinho

Os nomes de pelo menos dez candidatos que declararam patrimônio acima de R$ 500 mil ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aparecem nas listas de programas sociais como o Bolsa Família e o Gás do Povo. Desses, três apresentam bens milionários. A regra diz que o Bolsa Família se destina a famílias em situação de pobreza, com renda per capita de até R$ 218 mensais. Já o Gás do Povo, é destinado a famílias com renda de até meio salário-mínimo por pessoa. Além disso, os beneficiários precisam ter o cadastro atualizado no Cadastro Único (CadÚnico). Pasmem, “não existe normas quanto ao limite de patrimônio dos beneficiários”. Em nota, o ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome afirmou que, “a existência de patrimônio, isoladamente, não é critério automático para impedir o acesso ou manutenção do benefício”. Eita!

Penas severas não bastam

Fala-se muito em aumentar a pena para o feminicídio, apesar de já existir leis bem severas para esse tipo de crime. Mas não basta. O criminoso, antes de matar, deveria ter medo, saber que iria pegar até 40 anos de cadeia, acrescida de 1/3 até a metade se o crime for praticado durante a gestação ou pós-parto, contra menor de 14 ou maior de 60 anos, em presença de familiares ou em descumprimento de medidas protetivas. Veja bem, não é pouca coisa. Se o Brasil fosse um país sério, com uma previsão de penas desse porte, acabasse com a flexibilização na execução da pena, cumprir pena integral, duvido que o sujeito fosse se arriscar a cometer feminicídio. É que a Constituição de 88 se dedicou a proteger quem comete crimes, e o sistema penal se ajustou a isso, pregando a tal ressocialização do criminoso – malsucedida claro. Enfim, diante das circunstâncias, vejo que quem quer realmente combater o feminicídio deveria estar também e mais preocupado em impedir a próxima morte. Como? Educando, conscientizando, ajudando e se ajudando.

Moral de cueca

O afrouxamento das regras e das leis, particularmente da Lei da Ficha Limpa, beneficiou criminosos, permitindo, entre outras aberrações, que o multicondenado, ficha suja, assumisse a Presidência da República, com as bênçãos de uma Justiça permissiva. Lula adora subir em um palanque e dar moral de cueca, se colocar como a pessoa mais honesta do mundo. Dono de um currículo político pavoroso, precisa parar com seus discursos moralistas, uma vez que não tem moral alguma.

Candidatos pela Região Celeiro

Dos 541 candidatos a deputado estadual registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dez representam a Região Celeiro. São eles: Classmann (PSD) – São Martinho; Cleonice Back (PT) – Tiradentes do Sul; Derli da Silva (PSDB) – Tenente Portela; Diana Sales (PSD) – Tenente Portela; Douglas Diesel (PSD) – Bom Progresso; João Paulo Leite Pinheiro (Missão) – Três Passos; Nader Ali Umar (PSDB) – Três Passos; Neto Jorge (Progressistas) – Três Passos; Paulo Opus Dei (Podemos) – Santo Augusto, e Rodrigo Ipê (MDB) – Três Passos. Assim, Três Passos conta com quatro candidatos e Tenente Portela dois. São Martinho, Tiradentes do Sul, Bom Progresso e Santo Augusto contam com um cada. A deputado federal nenhum nome. Pompeo de Mattos, apesar de ser de Santo Augusto, onde foi vereador e prefeito, atualmente tem domicílio eleitoral em Ijuí. A região conta ainda com o santoaugustense Ernani Polo (PSD) que é candidato a vice-governador, na chapa de Gabriel Souza (MDB.

Fatos ou boatos

No início da semana alguns meios de comunicação social especularam que as dificuldades enfrentadas por Gabriel Souza, candidato ao governo pelo MDB, começam a acender um sinal de alerta nos emedebistas. Segundo o ventilado, existiria preocupação com uma possível debandada de apoiadores caso o candidato demore a apresentar crescimento nas pesquisas. O temor envolveria especialmente setores que hoje estão com Gabriel, mas têm origem ou proximidade política com outras candidaturas que poderiam voltar aos seus ninhos políticos, com possibilidade de migração principalmente para a candidatura de Luciano Zucco (PL). Nesse contexto, o MDB teria começado a transmitir mensagens política à militância e aliados para tentar manter a mobilização em torno de Gabriel Souza.

 No entanto…

Se Gabriel não ameaça, por que se preocupar? Pelo visto, a candidata Juliana Brizola (PDT) está preocupada sim com possível crescimento de Gabriel Souza (MDB). Dias atrás, a coligação “Com o Povo” (PDT, PT, PSB, Avante, PcdoB, PSOL e Rede) representou na Justiça Eleitoral contra a campanha de Gabriel, solicitando a suspensão de duas propagandas veiculadas pela coligação “Nosso Rio Grande Não Para” que continha participação excessiva de Eduardo Leite (PSD). É que a participação de apoiadores tem limite máximo de 25% do tempo, e Leite extrapolou, chegando a ocupar 90 segundos de uma propaganda de 1 minuto e 45 segundos. Feriu a legislação, claro. Mas a preocupação do PDT não é gratuita. Gabriel está vivo.

A propósito

Faz sentido a preocupação das candidaturas Juliana Brizola (PDT/PT) e Luciano Zucco (PL/PP) sobre possível crescimento de Gabriel Souza (MDB/PSD). Se Gabriel for para o segundo turno, seja contra Zucco seja contra Juliana, ele será o franco favorito. Veja bem, se for contra Juliana, Gabriel levará os votos da esmagadora maioria dos que votaram no Zucco que ficou fora. Se for contra Zucco então nem se fala, o eleitorado da esquerda vai em peso com Gabriel para derrotar Zucco que é da direita e abominado pela esquerda. É a minha opinião.

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