COLUNA: Leite veta extinção da taxa de expedição do CRLV – Crueldade na escola – Contradiçao de prefeitos – Zucco lidera

Dito e feito

Como era de se esperar, o governador Eduardo Leite “vetou” o Projeto de Lei que extinguia a cobrança anual de R$ 114,09 para emissão do CRLV digital, e que havia sido aprovado por unanimidade com 47 votos a favor. Agora, a Assembleia Legislativa deverá avaliar a derrubada do veto nos próximos 30 dias. Quanto ao veto, o deputado Rodrigo Lorenzoni (PP), autor do projeto, classificou como “absurdo” e que os deputados têm direito regimental de derrubá-lo. Para a derrubada do veto, os deputados precisam alcançar a maioria absoluta dos votos em plenário.

Argumentos em disputa

O embate entre os poderes envolve o equilíbrio fiscal (argumento de Leite) e o custo ao cidadão (argumento dos deputados). Eduardo Leite justifica o veto por responsabilidade orçamentária. A extinção da taxa, segundo ele, provocaria perda anual estimada entre R$ 700 milhões e R$ 750 milhões, verba que financia o custeio do Detran e da segurança pública. Já os deputados defensores do projeto, por sua vez, apontam que a digitalização do CRLV, implementada em 2019, eliminou os gastos estaduais com papel-moeda para impressão do documento e envio pelos Correios, tornando a cobrança “injustificada”. Aliás, a cobrança dessa taxa, por um serviço público que já não mais existe, é totalmente “indevida”, arbitrária, contrária às regras, à lei e ao bom senso. Por isso, esse veto do governo deve ser derrubado.

Crueldade na escola

Na terça-feira, 30 de junho, em uma escola municipal de São José dos Campos-SP, um aluno pegou um caco de vidro, mostrou aos colegas e colocou no copo d’água da professora, que viu a tempo e não chegou beber. A escola suspendeu três alunos, e a Polícia Civil investiga o caso. O mais curioso e cruel não foi a ação do menino que colocou o caco de vidro no copo d’água da professora, “foi uma sala inteira de alunos assistir a um risco de vida em silêncio, em suspense, sem que nenhum aluno tivesse a sensibilidade de avisar a vítima, a sua professora”. Pelo visto, o menino usou a crueldade como conteúdo, os colegas como audiência, e o segredo como forma de engajamento. Portanto, o aluno não agrediu apesar de estar sendo visto. Agrediu porque estava sendo visto. É uma simetria que dói!

Pior País para ser professor

O fato narrado acima coaduna com os sistemas comparados pela TALIS, concluindo que o Brasil é o pior lugar para ser professor quando o assunto é intimidação e abuso verbal de alunos. Em 2013, segundo a TALIS, a maior pesquisa internacional sobre docentes, feita pela OCDE, já colocava o Brasil em primeiro lugar em agressão verbal e intimidação relatadas por professores. Onze anos depois, refeita em 55 sistemas de ensino, a pesquisa encontrou o Brasil de novo em primeiro: 47% dos nossos professores apontam a intimidação e o abuso verbal de alunos entre o que os adoece no trabalho, contra 18% da média internacional. Aliás, o relatório inteiro só destaca um país nessa medida, e, acredite, “é o nosso”.

Contradição de prefeitos

Um editorial do Estadão apontou uma contradição evidente na posição de muitos prefeitos brasileiros. Se os próprios gestores municipais reconhecem que o atual modelo de emendas parlamentares distorce a distribuição dos recursos públicos, o caminho mais coerente ser59ia defender uma revisão profunda desse sistema ou, até mesmo, o seu fim. No entanto, o que se vê é justamente o contrário, querem manter as emendas parlamentares e, ao mesmo tempo, criar um novo fundo para compensar os municípios que não foram contemplados. Em outras palavras, preserva-se o problema e se pede mais dinheiro público para corrigir as distorções provocadas pelo próprio problema. Aliás, o Brasil já possui o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que, embora possa ser aperfeiçoado, segue critérios legais, automáticos e mais transparentes. O repasse do FPM não depende da boa vontade de deputados ou senadores, nem do alinhamento político do prefeito, nem de sua capacidade de circular por gabinetes em Brasília em busca de padrinhos.

Moeda de troca

As emendas parlamentares criaram uma lógica perigosa. Municípios governados por aliados políticos podem ser beneficiados, enquanto outros, igualmente necessitados, acabam ficando para trás. O critério deixa de ser a real necessidade da população e passa a depender da conveniência política. É evidente que os municípios precisam de recursos. Saúde, educação, infraestrutura, transporte, saneamento e serviços públicos dependem de financiamento adequado. Mas dinheiro público deve seguir critérios técnicos, sociais e transparentes, e “não funcionar como moeda de troca eleitoral”. Dinheiro público não pode ser instrumento de barganha.

Aliás

No tocante às emendas parlamentares, sigo a opinião do pré-candidato a deputado estadual, Paulo Opus Dei, que diz serem, efetivamente, ferramentas importantes para levar recursos para a saúde, educação, agricultura, infraestrutura e em tantas outras áreas que fazem parte do dia a dia das famílias gaúchas. Dentro dessa ótica, Paulo Opus Dei defende que recurso público não pode ser tratado como privilégio ou favor político. Deve haver planejamento, transparência, ouvir as comunidades, conhecer suas dificuldades e lutar para que os investimentos cheguem de forma justa, e que cada recurso aplicado gere desenvolvimento e melhoria na vida das pessoas. A política precisa voltar a ser um instrumento de serviço, de responsabilidade e de transformação social.

Eleitores na Região Celeiro

O número oficial consolidado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contabiliza 114,8 mil eleitores aptos a votar nas eleições de 2026 nos 21 municípios da Região Celeiro do Rio Grande do Sul. O colégio eleitoral do Estado soma um total de 8.526.505 eleitores aptos. Estão incluídos jovens de 16 e 17 anos, analfabetos e idosos acima de 70 anos. Na 107ª Zona Eleitoral (sede em Santo Augusto), composta por cinco municípios, acumula em torno de 24,5 mil pessoas aptas a votar. Santo Augusto: 11,4 mil eleitores; São Martinho: 5 mil eleitores; Chiapetta: 3,3 mil eleitores; São Valério do Sul: 2,4 mil eleitores; Inhacorá: 2,4 mil eleitores. Na região, o maior contingente apto a votar em 2026, está em Três Passos, com 18,5 eleitores; e o menor, em Sede Nova, que conta com 1,2 mil eleitores.

Zucco (PL) lidera

Pesquisa divulgada segunda-feira (6) pelo instituto Brasmarket, no cenário estimulado, ao governo do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL) aparece com 39%, seguido por Juliana Brizola (PDT), com 20,4%, Gabriel Souza (MDB), com 6%, e Marcelo Maranata (PSDB), com 3%. O levantamento também simulou cenários de segundo turno. Em uma eventual disputa contra Juliana Brizola, Zucco aparece com 42,8% das intenções de voto, enquanto a pré-candidata do PDT registra 27,2%. Em um confronto com Gabriel Souza, Zucco mantém os mesmos 42,8%, diante de 20,8% do emedebista. A Brasmarket também testou um cenário sem a presença de Zucco, entre Juliana Brizola e Gabriel Souza. Nesse caso, a pré-candidata do PDT alcança 33,7% das intenções de voto, contra 19,4% do atual vice-governador.

 

Senado

O Brasmarket também mediu as intenções de voto para o Senado. Veja os números: Marcel Van Hattem (Novo): 26,3%; Manuela D’Ávila (Psol): 11%; Germano Rigotto (MDB): 10,2%; Sanderson (PL): 7,8%; Paulo Pimenta (PT): 7,3%; Frederico Antunes (PSD): 4,7%. Não sabe/sem resposta: 19,3%; Branco/Nulo: 13,5%.

Presidente

O instituto também pesquisou as intenções de voto para Presidente da República no Rio Grande do Sul. Nos cenários estimulado e espontâneo, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na pesquisa estimulada, Flávio registra 44% das intenções de voto, contra 25,2% de Lula. No cenário espontâneo, os índices são de 25,6% e 16,2%, respectivamente.

Observação: A pesquisa foi realizada entre os dias 1 e 3 de julho, com entrevistas de 1.200 pessoas, O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 2,84 pontos percentuais. O levantamento foi registrado no TSE com o número RS-09741/2026.

 

Categorias

Categorias

Arquivos

Arquivos