COLUNA: Irmãos Metralha – A política apodreceu – Aliados se dispersam – Desincompatibilização – Doa a quem doer

Mais medo

Os eleitores brasileiros têm mais medo da reeleição do presidente Lula (PT) do que da eleição do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada em 25/02. De acordo com o levantamento, 47,5% dos entrevistados têm receio da reeleição de Lula, enquanto 44,9% temem a eleição de Flávio Bolsonaro. Já 7,1% se preocupam com ambos os cenários igualmente e 0,5% não souberam responder. Quando questionados sobre quem inspira mais confiança para administrar setores do governo, Lula e Flávio empataram em educação, pobreza e desigualdade social, saúde (47% cada) e economia e inflação (46% cada). Lula aparece à frente em geração de emprego (49% contra 45%), promoção da democracia (49% contra 45%), proteção ao meio ambiente (47% contra 44%) e política externa (47% contra 44%). Por outro lado, Flávio Bolsonaro lidera em combate à criminalidade e tráfico de drogas (49% contra 47%), infraestrutura (48% contra 46%), equilíbrio fiscal e controle de gastos (47% contra 45%) e combate à corrupção (46% contra 45%).

Irmãos Metralha

Agora o óbvio ululante fica mais claro e evidente. A razão por que Toffoli protegia, blindava, esgueirava, driblava, questionava o BC, PF, imprensa: a razão era ele mesmo. E, por outro lado, Moraes, que também tem o rabo preso com o Master (via banca da família) concordava vigorosamente com Toffoli. São os irmãos Metralha do STF, que se já era uma instituição não respeitável, agora é imoral.

A política apodreceu

O presidente Lula da Silva (PT) disse no mês passado lá na Bahia, que a política “apodreceu”. É notório que o processo de putrefação e deterioração de um sistema é gradativo e perceptível. Esse mau aroma, segundo ele, estaria atualmente aflorando por causa do alto grau de decomposição. No entanto, é razoável supor que, se o fenômeno for real como ele assevera, é porque veio se desenvolvendo lentamente ao longo das últimas duas décadas e pouco, período dentro do qual ele próprio ou o poste por ele plantado, sob seu absoluto controle, exerceram o poder por 17 anos, aproximadamente. A conclusão que parece natural, portanto, é que Lula da Silva é o principal responsável e artífice da podridão da política que ele próprio semeou e agora denuncia, nada tendo feito para frear o avanço. Um problema de lógica, ou falta dela.

Aliados se dispersaram

Como seu primeiro ato na presidência do PSB gaúcho, Beto Albuquerque anunciou oficialmente o desembarque do partido do governo Eduardo Leite (PSD). Agora são quatro os partidos da base que irão apoiar projetos adversários nas eleições de outubro. O PSB estará na aliança de Edegar Pretto, do PT. O PP, o Republicanos e o Podemos irão para a disputa ao lado de Luciano Zucco, do PL. PT e PL encabeçam as oposições à administração de Leite, à esquerda e à direita, na Assembleia Legislativa. Outros dois aliados, o PSDB, ex-partido do governador, e o PDT, estão apostando no protagonismo. Os tucanos vão concorrer em chapa pura ao governo do estado, com Marcelo Maranata na cabeça de chapa, e Betty Cirne Lima, na vice; e o PDT lançou a pré-candidatura de Juliana Brizola e negocia a formação de uma aliança, inclusive com adversários da gestão Leite.

Desincompatibilização

Para as eleições de 2026, os prazos de desincompatibilização variam conforme o cargo ocupado e o cargo pretendido, mas a data limite mais próxima para a maioria das autoridades e servidores é 4 de abril (seis meses antes do primeiro turno), para quem ocupa cargo de chefia ou posições estratégicas e deseja concorrer a outros cargos. É o caso de governadores, prefeitos que pretendem disputar cargo diferente, devem renunciar seus mandatos; Ministros e Secretários de Estado, dirigentes de autarquias e diretores e presidentes de entidades vinculadas ao poder público. Prazos para servidores públicos – efetivos e comissionados – 3 meses antes do pleito – até 4 de julho de 2026. Para profissionais de Segurança os prazos são específicos e podem variar para policiais e militares dependendo da legislação vigente e do cargo pretendido.

Estratégia

Um plano eleitoral dos estrategistas da iminente campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência é jogar a pressão para o rival. “Dar a bola” a Lula da Silva para que ele erre o chute, por falar demais. Também vão apostar no etarismo do presidente. Mostrar um Flávio ativo e jovem, cheio de ideias, contra um idoso de 80 anos e indicar que estaria cansado fisicamente. As qualitativas mostrarão se dará certo. Triste sina, desde 2003 o Brasil padece com pífios presidentes.

Doa a quem doer

O ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), diz que pretende seguir o rito mesmo que as provas atinjam o STF. Imperativo que o ministro relator siga em frente, ainda que o alvo em questão seja seu colega o ministro Alexandre de Moraes, que está envolvido no rumoroso caso, mas nega qualquer contato com Daniel Vorcaro. Espero que o relator de fato não esmoreça, doa a quem doer, que o inquérito siga no encalço das provas e que, ao fim a ao cabo, os infratores sejam enquadrados com o rigor da lei. Que assim seja!

É descaso ou é normalização

O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE) divulgou dia 6 p.p. um levantamento sobre a implantação de políticas públicas para as mulheres nos municípios gaúchos. Apesar do alto índice de violência contra a mulher nos últimos anos, 53,7% das prefeituras não têm nenhuma política pública ou sequer sabem se existe alguma iniciativa para as mulheres na administração municipal. Conforme o estudo, 38,9% das prefeituras (176 municípios) declararam não possuir políticas ou programas específicos para as mulheres. E 14,8% dos gestores municipais (67 cidades) não souberam informar se existe alguma iniciativa para esse público. Entre os municípios que possuem iniciativas de combate à violência contra as mulheres, 20,8% dos gestores municipais afirmaram ter políticas públicas formalizadas em pleno funcionamento. E 25,6% indicaram ter programas informais ou em fase de implantação. É preocupante. Os números dão a ideia do descaso ou da normalização da violência contra a mulher na maioria dos municípios gaúchos.

TCE vai fiscalizar

Segundo a diretora de Controle e Fiscalização do TCE, Andrea Mallmann, o Tribunal passará a fiscalizar as políticas contra a violência doméstica na análise das contas municipais todos os anos – o que pode gerar apontamentos para os gestores. Além disso, o órgão fiscalizatório pretende orientar os prefeitos sobre como implantar políticas nas suas cidades e atuar junto à Secretaria Estadual da Mulher na construção de programas voltados aos municípios. “Esse tema vai ser abordado no parecer prévio das contas anuais dos prefeitos. Todos os anos, o Tribunal faz uma análise das contas do exercício e avalia o desempenho em relação a algumas políticas públicas”, projetou Andrea Mallmann.

Mobilização política

Pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) cumprirá agenda no Rio Grande do Sul dia 28 de março. Ele participará de ato de lançamento da pré-campanha do deputado federal Luciano Zucco ao Piratini. O evento reunirá lideranças estaduais e nacionais e contará com a presença de representantes de partidos que integram a aliança. São esperadas lideranças do Progressistas, Novo, Podemos e Republicanos, além do próprio Partido Liberal (PL), obviamente. No encontro, serão apresentados os pré-candidatos da chapa majoritária e a nominata às eleições proporcionais. Segundo Zucco, a presença de Flávio simboliza um momento de união e fortalecimento do campo conservador no país. Ele destacou ainda que o evento marcará o início de uma ampla mobilização política no Estado.

O sonho da Juliana

A foto de Edegar Pretto (PT), pré-candidato ao Piratini, com Edinho Silva, presidente nacional petista, empolgou a pré-candidata ao governo gaúcho, Juliana Brizola (PDT) e seus aliados, que veem na publicação um indicativo de que o PT abrirá mão da cabeça de chapa em prol dos pedetistas. Entusiasmada, Juliana avalia a publicação como uma clara manifestação em favor de uma aliança inédita. – Tenho certeza de que o PT vai me apoiar. Depois dessa foto, será um “ajeitar das melancias” do PT – festejou Juliana. Inversamente, pelo lado da direção petista, está mantido o plano de contar com o PDT ao lado de Edegar. Sobre o encontro Pretto diz que a conversa com Edinho Silva teve o objetivo de manter vivas as conversas para que o PDT integre a chapa liderada pelo PT. O PT gaúcho não abrirá mão da cabeça de chapa. Ponto. Até porque o partido tem tradição consolidada de priorizar candidaturas próprias à cabeça de chapa nas eleições para o Governo do Estado. Se um deles for ao 2º turno, aí sim, estarão unidos.

 

 

 

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