COLUNA: Feminicídios em alta – Operação Mulher Segura – Proibir não basta – Nenhum dos dois…

Feminicídios em alta

De janeiro a março do ano em curso, 399 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil, uma a cada 5 horas e 25 minutos, de acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Está sendo o ano mais letal para as mulheres desde 2015. Para se ter uma ideia, nos primeiros três meses do ano, a Justiça brasileira concedeu 255.123 medidas protetivas. São dados inéditos, mostram que, a cada 30 segundos, uma mulher recebe a medida de proteção judicial. As medidas protetivas são ferramentas de proteção a mulheres em situações de risco por violência e, em geral, são concedidas após o pedido da vítima – em uma delegacia da Polícia Civil – amparadas na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). Contraditoriamente, ao mesmo tempo que aumentam as concessões de medidas protetivas de urgência, também aumentam os assassinatos e outros tipos de violência contra mulheres por questão de gênero.

A propósito

O levantamento mostra que a maioria das vítimas de feminicídio, consumado ou tentado, nunca registrou Boletim de Ocorrência ou obteve uma medida de proteção. Importante esse detalhe. Isso sugere que “romper com o silêncio e obter medidas de proteção pode ser sim, uma das estratégias mais efetivas na prevenção da morte de mulheres”. Aliás, com a aplicação imediata da tornozeleira eletrônica em agressores de mulheres, que hoje pode ser autorizada, também, por delegado de polícia, a vítima pode ter um dispositivo de alerta em tempo integral para eventual aproximação do agressor.

 Operação Mulher Segura

A Brigada Militar iniciou segunda-feira (1º) a Operação Mulher Segura 2026, uma ofensiva estadual que se estenderá por todo o mês de junho com foco no fortalecimento do Programa Maria da Penha. A estratégia intensificará a fiscalização ativa de Medidas Protetivas de Urgência, direcionando patrulhas e monitoramento rígido de forma prioritária às cidades com maiores índices de violência contra a mulher.

 Personalidade forte

Muitas vezes, comportamentos tóxicos recebem erroneamente o rótulo de “personalidade forte”. O termo é frequentemente mal compreendido. Personalidade forte não é ser arrogante, agressivo, meter medo. É da pessoa que domina a si mesma, escuta e respeita opiniões. A maior habilidade que um ser humano precisa desenvolver é a arte de dominar a si mesmo, pois o maior sinal de força é, justamente, saber onde não gastar energia. Você não precisa convencer quem não quer aprender. Ponto. Energia é um recurso precioso. Paz de espírito é um recurso precioso. E desperdiçá-los em situações inúteis é um péssimo negócio. Afinal, só acredita ser o dono da verdade quem ainda não compreendeu a dimensão da própria ignorância. Pessoa fraca precisa parecer certa o tempo todo, a pessoa forte, não.

Nenhum dos dois…

Há algumas semanas o senador Flávio Bolsonaro despontava como favorito na disputa presidencial. Fluía em ascensão. No entanto, a sua relação próxima com o banqueiro Daniel Vorcaro foi devastadora. O estrago está feito, irrecuperável, quem sabe. Enquanto isso, Lula surfa em erros, fazendo o diabo, como dizia sua afilhada Dilma, para ganhar a eleição, embora em meio a escândalos e carregue sobre si atos passados, de condenação em todas as instâncias – e não inocentado – por corrupção nos casos do mensalão, petrolão, sítio de Atibaia e apartamento do Guarujá. A disputa é acirrada, e o Brasil encontra-se cada vez mais à deriva, sem opções claras. O cenário eleitoral indefinido. A bem da verdade, nenhum dos dois, nem Flávio nem Lula reúne condições para ocupar a cadeira presidencial. Lula faz de tudo para ganhar as eleições, sem qualquer preocupação com o bem público, com a saúde econômica e financeira do País. A classe média e os trabalhadores sofrem com o preço dos alimentos e o endividamento, com o aumento dos impostos. Lula gasta à toa e diz que é “investimento”. Já o Flávio Bolsonaro, como confiar? “Escondeu até de seus próximos seu relacionamento com o banqueiro tramposo”, que hoje está na cadeia. Que tal outras opções.

150 dias só para impostos

Terminou dia 31 os 150 dias que o brasileiro teve que trabalhar exclusivamente para pagar impostos. Os números são do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). A última vez que o percentual de dias trabalhados no ano ficou abaixo de 40% foi em 2006. Desde que Lula assumiu e Fernando Haddad, que até ficou conhecido como “Taxxad”, controlava a Fazenda, a quantidade de dias trabalhados para bancar o estado brasileiro só aumentou. Em 2023, o brasileiro passava 40,27% do ano ralando para bancar impostos. Passou para 40,71% (2024), 40,82%, aos atuais 41,10%. O presidente do IBPT, João Elói Olenike, diz que a carga é alta, mas a população não percebe um retorno proporcional em serviços públicos. Em 1986, início da série histórica, eram 82 dias trabalhados, número que chegou a cair para 74 (1987) e até 73 (1988). Hoje, são 150 dias.

Mundial está chegando

A Copa do Mundo de 2026 está se aproximando. O torneio será disputado entre os dias 11 de junho e 19 de julho, em uma edição histórica realizada de forma conjunta por Estados Unidos, Canadá e México. A partida de abertura acontecerá no estádio Azteca, na Cidade do México. O duelo inaugural terá a seleção mexicana contra a África do Sul. Já a grande final está marcada para 19 de julho, no MatLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. A disputa pelo terceiro lugar será realizada dia 18 de julho, no Hard Rock Stadium, em Miami. A edição de 2026 será a primeira da história com 48 seleções participantes. Com o novo formato, o Mundial terá 104 partidas disputadas em pouco mais de um mês. A expectativa da Fifa é de que o torneio seja o maior já realizado em termos de público e audiência global.

Jogos do Brasil

Confira os jogos do Brasil no Grupo C: – Brasil x Marrocos (sábado, 13 de junho, às 19h, no MetLife Stadium, em Nova York/Nova Jersey); Brasil x Haiti (sexta-feira, 19 de junho, às 21h30, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia); Escócia x Brasil (quarta-feira, 24 de junho, às 19h, no Hard Rock Stadium, em Miami.

Riscos à vista

Se aprovada no Senado a PEC do fim da jornada semanal 6 x 1, já aprovada na Câmara dos Deputados, e que o governo Lula da Silva passa o trator com intenções eleitoreiras, os riscos são iminentes de sérios problemas a curto e médio prazos. Estudos de associações industriais e do comércio, apontam para alta da inflação, desemprego, queda da produtividade e até risco de sonegação de impostos, com a alta carga tributária. Sobre a inflação, um dado latente é o do setor de bares e restaurantes, eis que vão repassar a conta para o consumidor de imediato, cuja alta estimada deverá ficar entre 8% e 15% nos preços dos cardápios. Congressistas mais moderados veem como inevitável o debate, mesmo após as eleições, e pedem cautela ao governo para tentar uma transição e flexibilidade nas regras.

Finalmente liberada

A Avenida do Comércio, em Santo Augusto, no trecho frontal com a praça central Pompilio Silva, que há mais de dois anos estava bloqueada, finalmente, nessa quarta-feira, 3 de junho, foi liberada para o trânsito de veículos. Só para veículos leves. Para veículos pesados, caminhões, ônibus, micro-ônibus, por exemplo, “é expressamente proibido o trânsito no local”, conforme sinalização vertical afixada visualmente. A alternativa para esses veículos são as ruas laterais – Tiradentes e Rio Branco. Ressalte-se que a via estará, sistematicamente, bloqueada no período de sábado, a partir das 14h, até segunda-feira no início da manhã, a fim de propiciar espaço à comunidade para lazer, recreação, eventos culturais e outros ao ar livre. A tão propalada rua coberta só será concluída e inaugurada no final do ano, segundo disse a prefeita Lilian em entrevistas à imprensa local terça-feira (2).

Proibir não basta

É notório que a eficácia de uma restrição legal depende diretamente da capacidade de o poder público monitorar o descumprimento e aplicar sanções. Proibir não basta. Isso é cultural no Brasil. A falta de fiscalização efetiva transforma norma proibitiva em norma sem aplicação na prática. Sem esse equilíbrio não funciona. Proibir que caminhões trafeguem pela Avenida do Comércio aqui em Santo Augusto é experiência que já não deu certo, inclusive ainda há placas antigas de trânsito proibindo, e ninguém ou muito poucos motoristas obedecem. Por quê? Porque não há fiscalização. Sendo assim, o que resta “é implorar aos motoristas de veículos pesados a compreensão e obediência à sinalização do trânsito”.

 

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