COLUNA: Escola e família – Bets são ciladas – Região Celeiro figura em posição de prestígio – Santo Augusto desponta como a maior força urbana da região

Escola e família

Nas últimas duas décadas, muitas famílias passaram a esperar que a escola resolva desafios que começam no ambiente familiar, enquanto outras acreditam que a família deve assumir tudo sozinha. Na prática, segundo alguns especialistas, nenhum dos dois consegue cumprir essa missão de forma isolada. A parceria entre escola e família continua sendo um dos pilares mais importantes para o desenvolvimento dos estudantes. Cada uma tem funções diferentes, mas complementares, e o diálogo entre ambas faz toda a diferença. A escola tem a missão de ensinar, orientar e contribuir para a formação acadêmica e social dos alunos. Já a família exerce um papel essencial na construção de valores, no incentivo aos estudos, no acompanhamento da rotina escolar e na formação do comportamento. Quando a escola e família caminham na mesma direção, o ambiente de aprendizagem se fortalece e os estudantes têm mais oportunidades para se desenvolver. O trabalho em conjunto favorece tanto o aprendizado quanto a convivência e o crescimento pessoal.

Seja prudente, não jogue

As apostas online (bets) viciam e podem levar o apostador à ruína. Hoje, no Brasil, vivemos em meio a esse grande mal provocado pelas apostas, transformando milhões de brasileiros em superendividados, iludidos pelo canto da sereia de que sairão vitoriosos e milionários com um lance de sorte. Na edição de 2 de agosto, o jornal Estadão trouxe uma matéria muito interessante sobre o tema, intitulado: Nas bets, a única certeza do jogador é a ruína. O texto trata da febre das apostas online e do Teorema da Ruína do Jogador, segundo o qual, em razão da vantagem matemática programada da banca, jogar repetidas vezes garante a ruína financeira do apostador e o enriquecimento da casa de apostas. Aliás, o texto nos adverte para o óbvio ululante: “o jogo de azar é um mau negócio para quem joga”.

Aliás

No contexto de uma conversa sobre a rua coberta, a prefeita Lilian ressaltou reclamações de alguns comerciantes que dão a obra com causa da queda nas vendas. Lilian concorda que o movimento estagnou de verdade, mas nada a ver com a obra. “O motivo são as bets (apostas online)”, o consumidor está devendo demais, muita gente não tem dinheiro para comprar no comércio local, disse. Portanto, é a própria prefeita que levanta essa realidade das bets que chegou e está arruinando a vida financeira da nossa gente. É cilada. Não jogue dinheiro fora. Pense nisso.

Desserviço público

A regulamentação das bets, feita pelo governo Lula da Silva, visando arrecadar impostos, foi um verdadeiro desserviço à sociedade. As apostas online (bets) estão causando um forte impacto negativo na economia das famílias e empobrecendo os apostadores, com reflexo no comércio local. Um estudo do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) apontou que as perdas líquidas dos apostadores chegaram a R$ 62,5 bilhões em um único ano no Brasil. Apostadores se endividaram por causa dos jogos e tiveram de reduzir gastos essenciais, como alimentação e saúde. Milhões de brasileiros entraram no cadastro de negativados por não conseguirem pagar contas acumuladas após apostas virtuais.

Condenado por rachadinha

O vereador Clovis Brizola Bueno (Podemos) foi condenado pela 1ª Vara Criminal de Palmeira das Missões a quatro anos e seis meses de prisão em regime inicial semiaberto pelo crime de concussão, cometido por meio da chamada rachadinha, e também determinou a perda do seu mandato eletivo e o pagamento de multa. A decisão judicial teve como base investigações e denúncias apresentadas pelo Ministério Público. O parlamentar exigia e recebia repasses mensais de partes dos salários de servidores comissionados que ele mesmo indicava para atuar na Câmara Municipal. Por se tratar de uma decisão em primeira instância, o vereador informa que a sua defesa técnica irá recorrer da decisão.

Chega disso

A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul e a Famurs assinaram na semana passada um termo de cooperação para combater a violência de gênero nas escolas municipais gaúchas. O acordo prevê a expansão do projeto “Chega Disso”, iniciativa que prevê oficinas educativas para desconstruir discursos machistas e conscientizar sobre os direitos de crianças e adolescentes. Pela parceria, a DPE-RS ficará responsável por realizar capacitações pedagógicas com as equipes diretivas e fornecer material técnico, enquanto a Famurs atuará na articulação e mobilização das prefeituras para adesão ao programa. O documento firmado tem vigência inicial estabelecida em 60 meses, com possibilidade de prorrogação.

Região Celeiro

A Região Celeiro do Rio Grande do Sul consolidou nos últimos anos um forte crescimento impulsionado pelo agronegócio de alta tecnologia, industrialização de alimentos e expansão do cooperativismo de crédito e produção. Mesmo enfrentando os desafios climáticos históricos que afetaram a produção agrícola do Estado, a cooperação regional e o planejamento estratégico impulsionaram indicadores de destaque. A região passou a figurar em posições de prestígio nos levantamentos nacionais e estaduais de desenvolvimento social. No setor público, muitos gestores municipais nos últimos anos promoveram melhorias na infraestrutura e na qualidade de vida em seus municípios com a implantação de ferramentas modernas de governança, consórcios intermunicipais e planejamento estratégico. A transição de uma administração puramente assistencialista para um modelo focado em metas, transparência e eficiência transformou a realidade socioeconômica de diversos municípios da região.

Santo Augusto

Conhecida como a “Cidade Pérola”, Santo Augusto desponta como a maior força urbana da Região Celeiro, registrando uma taxa de urbanização de 86,55% e uma população estimada de 14.196 habitantes. Nos últimos anos, o município aliou eficiência administrativa à inovação educacional para alavancar seu ambiente de negócios e atração de recursos. A gestão pública, nos últimos cinco anos e pouco (2021-2026), com visão inovadora e eficiente de governança, focou no desenvolvimento econômico, infraestrutura urbana, educação, saúde e assistência social, todos bem-sucedidos. Para isso, o Executivo contou com o apoio maduro e responsável dos vereadores que, com atuação consciente, equilibrada e institucional em relação às propostas e ações do Poder Executivo, priorizaram o interesse público acima de disputas partidárias.

Não há crise no PDT de Ijuí

Eis a questão. No início do mês redes sociais noticiaram a existência de uma crise no PDT de Ijuí envolvendo o candidato a deputado Pompeo Filho e o deputado Gerson Burmann. No entanto, o que houve foi apenas uma reclamação, haja vista que Burmann não cumpriu um acordo de bastidores em 2022, quando Pompeo teria recuado de sua candidatura para abrir espaço e apoiar a reeleição de Burmann na época. A expectativa gerada no grupo político de Pompeo era que Burmann não concorreria novamente no pleito seguinte (2026). O fato de o deputado não ter cumprido o acordo e se lançado candidato à reeleição este ano causou desconforto na disputa política interna e concorrência de espaço regional na corrida eleitoral, mas não se traduz em uma crise institucional no PDT de Ijuí, tanto que Pompeo Filho oficializou sua própria candidatura a deputado estadual.

Dobradinha familiar

Para a campanha eleitoral deste ano, Pompeo Filho consolidou uma parceria com o pai, o experiente deputado federal Pompeo de Mattos (PDT), buscando canalizar votos e dobrar a representação da região nas esferas estadual e federal.

Estratégia de Juliana e Zucco

Candidatos ao governo do Estado, Juliana Brizola (PDT) e Luciano Zucco (PL), líderes nas pesquisas, têm chamado a atenção por comportamento intrigante na campanha: faltam aos mesmos debates e, quando comparecem, não trocam ataques. Pelo contrário, mesmo ela sendo da esquerda, com apoio de Lula, e ele da direita bolsonarista, transformaram os confrontos televisivos e radiofônicos em uma troca de cortesias. Além disso, Juliana e Zucco focaram em fazer perguntas suaves um ao outro, “isolando propositalmente Gabriel Souza (MDB)”. Essa estratégia faz sentido, eis que, se Gabriel for para o segundo turno vai poder contar com os votos de quem ficar fora, seja Juliana seja Zucco, com grande possibilidade se eleger-se.

Radar

A prefeitura de Santo Augusto anunciou no início do mês a aquisição de novos veículos, entre eles, um automóvel zero quilômetro, modelo Caoa Chery Tiggo 8 1.6 Turbo, SUV com sete lugares, para uso institucional da prefeita, “mas, estranhamente, omitiu o valor que a municipalidade pagou pelo novo veículo do gabinete”. Apesar da omissão, reconheça-se que estava mais do que na hora de trocar, pois o carro antigo era ano 2014, já estava com doze anos de uso.

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