Idosos em ascensão
A população de 60 anos ou mais no Brasil teve alta de 58,7% em um intervalo de 13 anos, segundo dados divulgados sexta-feira (17) pelo IBGE. O contingente de idosos saiu de 22,2 milhões em 2012 para 35,2 milhões em 2025. O crescimento do grupo foi de 13 milhões no período. O instituto destacou que a população com menos de 30 anos no país teve queda de 10,4% no intervalo de 2012 a 2025. O contingente nessa faixa etária recuou de 98,2 milhões para 88 milhões. Em termos absolutos, a redução foi de 10,2 milhões de pessoas nessa faixa. Com a baixa, o grupo de menos de 30 anos passou a representar 41,4% da população em 2025. A proporção era de 49,9% em 2012. No sentido contrário, os idosos subiram a 16,6% do total de habitantes. O patamar era de 11,3% em 2012.
Civismo na escola
O civismo na escola é a base para a construção de uma consciência coletiva e do respeito às instituições que sustentam a nação. No ambiente escolar, essas práticas funcionam como ritos de passagem para a cidadania plena. A execução do Hino Nacional nas escolas (prevista em lei no Brasil, especialmente para o ensino fundamental) é um momento de pausa e reflexão. Ao cantar o hino, o aluno não apenas decora versos históricos, mas se reconhece como parte de um todo. É um exercício de pertencimento e de respeito aos valores pátrios. Da mesma forma, o ato de hastear a bandeira do Brasil na escola, simboliza um ato cívico de patriotismo, respeito e fortalece o sentimento de pertencimento à nação. Mais do que uma formalidade, essa cerimônia busca integrar os estudantes aos valores de cidadania e identidade brasileira. Enfim, educar para o civismo é ensinar que a liberdade individual convive com deveres coletivos. Quando a escola promove o respeito aos símbolos pátrios, ela está cultivando disciplina e respeito, identidade cultural e consciência política – estimula a compreensão de que os símbolos representam o Estado (União, Estados e Municípios), que pertence a todos os cidadãos, independentemente de governos passageiros.
Estão em desuso
Infelizmente, as práticas de civismo nas escolas brasileiras estão em desuso, sob a alegação de mudança na forma como esses valores devem ser abordados. O argumento é de que o foco hoje não é apenas o patriotismo, mas a formação de um cidadão ativo, ético e consciente de seus direitos e deveres na democracia. Só que isso é apenas teoria, porque na prática é bem diferente. Ocorre que durante o regime militar (1964-1985), o civismo – na interpretação de opositores aos governos da época – foi usado como ferramenta de propaganda e controle ideológico através de disciplinas como Educação Moral e Cívica. Com a redemocratização em 1985, houve um movimento de afastamento desses ritos. Com a Constituição de 1988 e a nova LDB, o foco mudou para a formação do que chamam hoje de “cidadania crítica e participativa”, deixando ritos solenes tradicionais de lado. Embora a Lei Federal 12.031/2009 tenha tornado obrigatória a execução do hino uma vez por semana no ensino fundamental, as escolas ignoram. É lastimável! Agora, retomar o civismo exige desvinculá-lo de vertentes políticas, focando no que ele realmente significa, e integrá-lo ao projeto pedagógico.
Justiça tardia é injustiça
No Brasil, a morosidade da justiça é um problema crônico que aflige a todos que a ela recorrem. “Justiça tardia é injustiça”, disse Ruy Barbosa em seu discurso “Oração aos Moços”, de 1921: “A justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta”. A dilação excessiva de um processo fere direitos fundamentais. Enquanto o juiz não decide, a lesão ao patrimônio, à honra ou à liberdade da parte envolvida persiste, muitas vezes de forma irreversível. A falta de uma solução rápida gera incerteza social e econômica, afetando o planejamento de vida das pessoas. Além disso, e pior que isso, é que em muitos casos, quando a sentença finalmente chega, o beneficiário já não pode mais usufruir do direito reconhecido (por exemplo, em questões de saúde ou casos envolvendo idosos). A Constituição Federal (Art. 5º, LXXVIII) determina e garante que “a celeridade é um dever do Estado”. Celeridade? Pobre Constituição, sempre ignorada.
Vereador e o empreendedorismo
Vereadores desempenham um papel crucial no fomento ao empreendedorismo local. O papel do vereador vai muito além de legislar e fiscalizar atos do executivo; eles são peças-chave para transformar o ambiente de negócios de uma cidade. Como estão na ponta do sistema político, os vereadores conseguem identificar barreiras burocráticas específicas que travam o desenvolvimento local e propor soluções diretas. O vereador atua – ou pelo menos deve atuar – como um canal entre anseios dos comerciantes e a Prefeitura, cobrando melhorias na infraestrutura e na agilidade dos serviços públicos, além de desenvolver ações no empreendedorismo, criando um ambiente legal e favorável, como Lei da Liberdade Econômica Municipal, incentivos fiscais, promoção da inovação e capacitação, apoio a segmentos específicos, como o empreendedorismo feminino, fortalecimento de bairros, intermediação e fiscalização, entre outros.
Eleitorado brasileiro
O eleitorado brasileiro em abril de 2026 totaliza aproximadamente 158,6 milhões de eleitores aptos. O perfil atual é marcado por uma maioria feminina e um crescimento expressivo de eleitores idosos, refletindo o envelhecimento da população. As mulheres continuam sendo a maioria do eleitorado em todas as faixas etárias. Por faixa etária, a maior concentração de eleitores está entre os adultos e idosos: 45 a 59 anos: representa 23,7% do eleitorado; 25 a 34 anos: 23,3%; 35 a 44 anos: 19,9%; 60 anos ou mais: Grupo que mais cresce, atingiu 36,2 milhões de eleitores em 2026, um aumento de 74% desde 2010. Cerca de 22,3 milhões de pessoas (entre idosos com mais de 70 anos – 15 milhões de eleitores -, jovens de 16 e 17 anos – 1,8 milhões de eleitores -; e analfabetos – 5,5 milhões de eleitores), não são obrigados a votar.
Banco Vermelho

Foi inaugurado pela Polícia Civil, terça-feira (21), na cidade de Três Passos, o “Banco Vermelho”, símbolo que busca chamar a atenção da sociedade para a gravidade da violência de gênero. A iniciativa, segundo a polícia civil, integra ações de conscientização sobre a violência contra a mulher e de valorização da memória das vítimas de feminicídio. Diferente de outros projetos similares instalados em praças centrais, este marco foi estabelecido especificamente dentro das dependências do parque durante a realização da 18ª FEICAP (Feira de Exposição Industrial, Comercial e Agropecuária). Assim, instalado em local de grande circulação, o espaço convida a comunidade à reflexão e ao engajamento na luta pelo fim da violência, disse a coordenadora regional da Polícia Civil, delegada Cristiane Braucks, enfatizando que a ação reforça o compromisso da instituição Polícia Civil com a prevenção, o enfrentamento à violência e o apoio às vítimas, lembrando que a iniciativa também destaca a importância da participação da sociedade na denúncia e no combate a esse tipo de crime.
Como confiar em político?
O PDT gaúcho integrou a base aliada e ocupou cargos e secretarias no governo de Eduardo Leite PSDB/MDB, agora PSD/MDB, até o início deste mês de abril. E só saiu devido a coligação com o PT. Contudo, incoerente, a pré-candidata do PDT ao governo do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola, durante encontro realizado dia 17, na sede do PT, em Porto Alegre, “fez críticas às gestões estaduais”. Afirmou que o Estado enfrenta dificuldades estruturais e apontou as privatizações realizadas nos governos de José Ivo Sartori e Eduardo Leite como um dos fatores do cenário atual. “Já foi tudo vendido, só sobrou o Banrisul”, disse. A próxima gestão terá o desafio de reerguer o Estado, sustentou. Ora, as privatizações (negociatas) que Eduardo Leite fez, como vender a Corsan e a CEEE, entre outras, foram aprovadas pela Assembleia Legislativa com votos do próprio PDT. Será que a pré-candidata não é capaz nem de lembrar que o PDT ajudou a aprovar essas privatizações? Como confiar em político?
Aliás
Daqui a pouco vamos ouvir também o Progressistas criticando o governo de Eduardo Leite. O PP, que agora está coligado com o PL de Luciano Zucco, integrou a base aliada do governo Eduardo Leite durante os dois mandatos (2019/2026), além da liderança do governo Leite na Assembleia Legislativa. Vai ser difícil afinar o discurso. Não que o governo Leite não mereça críticas, pelo contrário, motivos tem de sobra para ser criticado. O PP está numa saia justa. Deverá focar em projetos de seu possível/futuro governo e esquecer as mazelas do governo Leite/Gabriel.