Compra de votos
A pouco mais de uma semana para o segundo turno, Lula acelerou a compra de votos e o abuso de poder político e econômico: aumentou o Bolsa Família (não tinha aumentado antes porque “não sabia”, conseguiu o fim da escala 6×1 (a toque de caixa, sem debate e análise com empregadores e empregados), lançou um pacote que perdoa dívidas de MEIs e, agora, promete transporte gratuito nos finais de semana. Além disso, antecipou o pagamento do bolsa família para quatro dias antes do segundo turno das eleições, quebrando o cronograma original escalonado até 30 de outubro. É um absurdo o que estamos vivendo no Brasil. A compra de votos é escancarada. E o pior, com o dinheiro do povo. Se fosse um opositor ou um simples candidato a prefeito, que cometesse algo semelhante já estaria cassado. Diante de tudo isso que estamos vendo, é prudente não nos deixarmos comprar, e avisar a todos que nos são próximos para que não caiam nessa armadilha.
O que diz a lei eleitoral
Segundo a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato à reeleição para presidente da República enfrenta uma série de restrições rígidas denominadas “condutas vedadas”, criadas para garantir a igualdade de oportunidades entre os candidatos. Como o presidente não precisa se afastar do cargo para disputar a reeleição, a legislação foca em proibir o uso da “máquina pública” em benefício da campanha eleitoral. Embora os programas sociais preexistentes continuem funcionando normalmente, o presidente não pode utilizá-los de forma promocional para obter votos, e muito menos criar ou prometer novos benefícios ou fazer distribuição gratuita de bens e valores em ano eleitoral. Lula não cumpre e, pior, a Justiça faz vistas grosas.
Mentiroso contumaz
A expressão “mentiroso contumaz” tem sido utilizada por opositores políticos para criticar o presidente Lula da Silva. De acordo com portais de notícias, o ex-juiz da Lava Jato e governador eleito do Paraná, Sergio Moro, utilizou essa definição exata em 14 de outubro de 2026 durante um ato político em Porto Alegre ao lado de Flávio Bolsonaro. Na ocasião, Moro declarou: “ninguém conhece mais o Lula do que eu” e afirmou que o petista teria mentido durante as investigações da Operação Lava Jato. E concluiu: “Lula é um mentiroso contumaz”.
Deus e o diabo
No Brasil, direita e esquerda funcionam assim: Onde havia partido, programa e interesse declarado, passou a haver um homem para ser Deus e outro para ser diabo, e cada um é os dois. Deus para os seus, diabo para os outros. Discute-se a alma de um indivíduo, em vez de saneamento, saúde, infraestrutura, educação. E sobre almas não se negocia, extermina-se. Só que nenhum dos dois quer o fim do outro. Ninguém despede o seu melhor inimigo. Entre os dois está a população, em nome da qual ambos falam e a quem nenhum deles pergunta nada, como no livro O Evangelho Segundo Jesus Cristo, de José Saramago, serve apenas de moeda ao projeto do outro. Para esta eleição, o cardápio já está posto e só sobrou escolher o seu diabo favorito, e seu Deus virá junto.
Vale tudo
A reta final do segundo turno das eleições de 2026 transformou-se em um festival macabro de informações falsas, manipulação e desinformação. Com o candidato Flávio Bolsonaro (PL) na frente nas pesquisas após vencer o primeiro turno, e Lula (PT) tentando reverter o quadro, uma verdadeira máquina de notícias falsas e sem qualquer fundamento se espalham nas redes impulsionadas por vultosas quantias. Esse vale tudo eleitoral sem nenhum pudor é o que vemos diante dos olhos de uma plateia enojada com tamanho cinismo. Não há honra nem decência nos métodos usados para ‘virar voto’. Trata-se, puramente, de uma campanha selvagem, de medo, histeria e terror psicológico contra a população.
Subindo nas tamancas
Flávio Bolsonaro (PL), caso vença a eleição, talvez tenha de esperar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para devolver o próprio pai à liberdade. Ministros “lulistas” apostam no enfrentamento. Eles juram a interlocutores que se Flávio for eleito e indultar Jair Bolsonaro, isso seria rejeitado pela Corte. A alegação é a “jurisprudência”: o STF anulou o perdão a Daniel Silveira, apesar de a Constituição conferir ao presidente a prerrogativa de concedê-lo, e reiterou isso no caso do 8 de janeiro. Porém, a disposição de afrontar o eventual presidente Flávio Bolsonaro desfaz a impressão de tentativa de “acordo político” que circulou logo após o primeiro turno. Ao ameaçarem eventual indulto ou graça presidencial a Bolsonaro, os lulistas do STF sobem nas tamancas, excitados.
Legislativo gaúcho
Contrariando a expectativa de retorno à rotina após o primeiro turno das eleições, no início da semana seguinte ao primeiro turno, o Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa decidiu que retomará as votações em plenário somente após o segundo turno do pleito. Enquanto isso, 22 proposições aguardam a deliberação na pauta de votações. Entre os textos da lista, estão a criação do Plano Estadual de Revisão dos Gastos Públicos e da Política de Enfrentamento à Violência Política de Gênero no RS. Na mesma relação, aguarda análise a matéria que institui a cobrança de multa pelo porte de entorpecentes em espaços públicos, além do projeto que reconhece oficialmente o estado de emergência climática no Rio Grande do Sul.
Botão Lilás
O Botão Lilás, ainda pouco conhecido, é uma ferramenta tecnológica de segurança pública, que funciona como um “botão de pânico” digital para proteger mulheres em situação de violência doméstica e de gênero. Em municípios onde foi implantado (como Alvorada, Carazinho ou São Leopoldo), ele é um recurso integrado a um aplicativo oficial de serviços urbanos ou um canal automatizado via WhatsApp. Nesses municípios onde foi implementado, o recurso fica localizado em destaque na tela inicial de aplicativo de segurança ou serviços ao cidadão, da prefeitura, onde a mulher vítima inicia uma conversa e seleciona a opção correspondente.
Finalidade
O Botão Lilás tem como finalidade agilizar o atendimento policial, garantir a eficácia de Medidas Protetivas e prevenir feminicídios, eis que na iminência de um ataque violento ou casos de descumprimento de ordens judiciais de afastamento, a intervenção de segurança será feita imediatamente.
Como funciona?
O funcionamento do Botão Lilás é projetado para ser o mais rápido e silencioso possível. A mulher vítima abre o aplicativo ou a conversa do WhatsApp e pressiona o Botão Lilás. O sistema captura e compartilha instantaneamente a localização exata (GPS) da vítima em tempo real com as forças de segurança locais. No momento do disparo, a central recebe na tela a foto da vítima, o histórico da violência e a foto do agressor, dando total contexto para a equipe de segurança. Em determinados formatos, assim que o botão é acionado, o celular ativa o microfone e passa a gravar o áudio do ambiente em tempo real, servindo tanto para monitorar o nível de risco quanto como prova judicial posterior. O Centro de Comando e Controle mobiliza a viatura da Guarda Civil Municipal ou da Polícia Militar mais próxima. O tempo de resposta costuma ser extremamente curto, frequentemente resultando na prisão do agressor em flagrante. O Botão Lilás transformou o município de Alvorada em uma referência nacional no combate à violência contra a mulher. Exemplo a ser seguido.
Supermercados
Segundo a Associação Gaúcha de Supermercados, com o fim da escala 6×1, quase a metade (45%) dos supermercadistas do Rio Grande do Sul entende que será preciso repensar a abertura aos domingos após a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Dos empresários ouvidos pela entidade, 15% também preveem reduzir o horário de funcionamento. O funcionamento poderá se inviabilizar em alguns locais – comenta o presidente da Agas, lindonor Peruzzo Junior. A adaptação do consumidor também é uma incógnita, disse. Em países com escalas reduzidas de trabalho, como Alemanha, o comércio fecha e o consumidor se organiza, antecipando ou adiando compras.
Receio
Um receio compreensível dos supermercados é aumentar a concorrência já crescente com as farmácias, que têm vendido uma gama cada vez maior de produtos. O varejo farmacêutico, porém, também terá que se adaptar. Outra preocupação: Grandes empresas, com mais funcionários, tendem a ter mais espaço de manobra para organizar as escalas. Os menores sofrem mais.