COLUNA: Candidatos so governo do RS – 20 anos da Lei Maria da Penha –

Candidatos ao governo do RS

Sete nomes foram oficializados na disputa ao governo do Rio Grande do Sul durante o período das convenções partidárias, que se iniciou em 20 de julho. Buscam alcançar o cargo de próximo governador gaúcho, Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT), Luciano Zucco (PL), Marcelo Maranata (PSDB), Priscila Voigt (UP), Rejane de Oliveira (PSTU) e Cesar Pontes (PCO). Os candidatos foram confirmados nas convenções que também homologaram as candidaturas ao Senado, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa.

 Gabriel Souza (MDB)

Atual vice-governador, Gabriel Souza (MDB) é candidato da sucessão da gestão de Eduardo Leite (PSD) e teve candidatura homologada em convenção partidária do MDB no sábado (1º). A coligação é composta pelo PSD, pela federação PRD-Solidariedade e pelo Agir. O seu vice é o deputado estadual Ernani Polo (PSD), e completam a chapa os candidatos ao Senado: deputado estadual Frederico Antunes (PSD) e o ex-governador Germano Rigotto (MDB). Nas eleições a presidente da República, apoia e é apoiado por Ronaldo Caiado (PSD).

 

 

Juliana Brizola (PDT)

Candidata da centro-esquerda, a ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT) uniu o PT e o PDT no primeiro turno pela primeira vez no Estado desde a redemocratização. Além dos petistas, integram a coligação PSOL, PSB, PcdoB, PV, Rede e Avante. A convenção que homologou sua candidatura ocorreu em 25 de julho, e compõem a chapa o candidato a vice, Edegar Pretto (PT), e os dois que disputarão para senador, Manuela D’Ávila (PSOL) e o deputado federal Paulo Pimenta (PT). Juliana defende a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que a apoia no RS.

 

 

Luciano Zucco (PL)

O deputado federal Luciano Zucco (PL) é o nome do bolsonarismo nas eleições deste ano para governador do Rio Grande do Sul. Sua convenção ocorreu em 22 de julho, e a coligação é composta pela federação União-PP, Novo, Podemos, Republicanos, Democracia Cristã e Democrata. Integram a chapa a sua vice, a deputada estadual Silvana Covatti (PP), e os candidatos ao Senado Marcel Van Hattem (Novo) e Ubiratan Sanderson (PL). Zucco tem o apoio do candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL), a quem também apoia.

Marcelo Maranata (PSDB)

Ex-prefeito de Guaíba, Marcelo Maranata (PSDB) é o candidato dos tucanos ao Palácio Piratini, sendo esta a sigla que elegeu Eduardo Leite nas últimas duas eleições – em 2025, o governador migrou ao PSD. Esta é a única chapa pura ao governo gaúcho entre os partidos com representação no Congresso, e tem apoio apenas do Cidadania, ao qual o PSDB é federado. O seu vice é o ex-deputado federal Cláudio Diaz, e buscam vagas no Senado pela coligação Renato Jaguarão (Cidadania) e Milton Cardoso (PSDB), que tiveram as candidaturas homologadas no dia 30 de julho. Maranata não anunciou apoio a presidenciável até o momento.

 

Priscila Voigt (UP)

Priscila Voigt (UP) é uma das três candidaturas da esquerda radical ao governo do Rio Grande do Sul. A chapa foi homologada no dia 27 de julho, e é composta pelos candidatos a vice, Naf Nascimento, e ao Senado, Luciano Schafer e Tânia Peres. A UP tem Samara Martins como candidata à Presidência.

 

 

Rejane de Oliveira (PSTU) 

Outro nome da esquerda radical é o de Rejane de Oliveira (PSTU), que concorre a governadora pelo PSTU. Em convenção partidária sábado, 1º de agosto, a sigla homologou a candidatura de Adão Lima a vice-governador, além de Régis Ethur e Daniela Maidana ao Senado. O partido tem Hertz Dias disputando a Presidência da República.

 

 

César Pontes (PCO)

César Pontes (PCO) é o candidato ao Palácio Piratini pelo PCO. O partido ainda tem as candidaturas de Tiago Nilo a vice-governador, e de Ricardo Herbert Jones para senador. O PCO concorre a presidente da República com Rui Costa Pimenta.

Lei Maria da Penha – 20 anos

Sancionada em 7 de agosto de 2006, a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340) completa, nesta sexta-feira, duas décadas de existência consolidada como o maior marco jurídico e social no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher. Reconhecida pela ONU como uma das três melhores legislações do mundo sobre o tema, a lei mudou a forma como o Estado e a sociedade tratam a violência de gênero, tirando o crime das sombras da “esfera privada” e transformando-o em uma questão de segurança pública e direitos humanos. Antes de 2006, casos de agressão doméstica eram tratados como infrações de menor potencial ofensivo, muitas vezes punidos apenas com o pagamento de cestas básicas. A lei mudou drasticamente esse cenário, passando a punir não apenas a agressão física, mas também as violências psicológica, sexual, patrimonial e moral. Criou mecanismos que obrigam o agressor a se afastar do lar, não se aproximar e não manter contato com a vítima. Impulsionou a implantação de Delegacias de Atendimento à Mulher (DEAMs), juizados específicos e casas de acolhimento.

Propaganda na TV e no Rádio

Na eleição deste ano, apenas quatro candidatos à Presidência terão direito a propaganda na TV e no rádio: Lula (PT), Flávio (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). Os demais, como Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), não contam com apoio de partidos que superaram a cláusula de desempenho e por isso ficarão de fora do horário eleitoral. Embora as redes sociais tenham ganhado papel central nas eleições, a propaganda na televisão e rádio ainda é vista como relevante pelas campanhas majoritárias. A projeção de tempo no rádio e na televisão no primeiro turno para os presidenciáveis é a seguinte: – Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 5 minutos e 32 segundos. Apoio: Coligação com PT, PSB, PDT, PcdoB, PV, PSOL e Rede. – Flávio Bolsonaro (PL): 4 minutos e 20 segundos. Apoio: Partido isolado. – Ronaldo Caiado (PSD): 2 minutos e 11 segundos. Apoio: Partido isolado. – Augusto Cury (Avante): 36 segundos. Partido isolado.

Aqui, PL e PDT saberão lidar…

A administração municipal de Santo Augusto está composta pela coligação PL/PDT. Fazem a gestão, já no segundo mandato, em perfeita harmonia e pleno êxito, embora a prefeita seja da direita bolsonarista e o vice-prefeito da esquerda lulista. Tanto para a presidência da República quanto para o governo do Estado, ambas as legendas possuem candidatos. Sendo assim, durante a campanha eleitoral deste ano, que iniciará no próximo dia 16, a prefeita Lilian (PL) e o vice Mattioni (PDT) vão caminhar em lados opostos, enfrentando o desafio de equilibrar a lealdade partidária com a manutenção da harmonia política que garantiu e garante o sucesso da gestão. Não tenhamos dúvidas, ambos saberão lidar com responsabilidade, sem envolver a administração municipal. Aliás, dias atrás a prefeita Lilian falando à coluna disse que já tratou sobre esse assunto internamente, e todos os gestores e quadros funcionais estão cientes de que não deverão e não poderão, em hipótese alguma, fazer uso da máquina pública municipal envolvendo a campanha eleitoral.

Foco no legado local

Na minha opinião, “os problemas da cidade e município não têm ideologia”. Saneamento básico, buracos na rua, estradas, saúde pública, educação, questões sociais, infraestrutura enfim, exigem gestão eficiente, independentemente de visões de mundo à esquerda ou à direita. A campanha deve blindar o município do debate ideológico nacional ou estadual. A prioridade máxima é destacar as metas atingidas e a estabilidade política que permitiu os dois mandatos bem-sucedidos. O pacto institucional estabelecido permite apresentar a coalizão PL-PDT, em Santo Augusto, como um exemplo de maturidade política. A união de opostos pelo “bem comum” trouxe benefícios ao município, o contrário do que os conflitos políticos proporcionam. Quanto a campanha em si, a regra de ouro é respeitar o espaço partidário um do outro.

 

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