Depois de vender 100 mil livros, o ex-secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, resolveu escrever "Assassinato de Reputações II". Ele quer fazer o lançamento às vésperas das eleições de outubro. Ele prometeu revelações ainda mais bombásticas sobre os bastidores do governo Lula. Como não foi processado por ninguém e como também Câmara e Senado não quiseram ouvir suas revelações, ele avisou que o que reservava para Justiça e Congresso irá para o novo livro. De fato, seu primeiro livro só tem de mais significativo, embora mortal, a revelação de que Lula era um alcaguete da ditadura militar, que delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, enquanto seu pai chefiava o órgão e ele próprio era um investigador de polícia em começo de carreira. A revelação fez tremer os petistas, principalmente a chamada esquerda universitária. Ninguém ousou aumentar a voz para fazer a defesa de Lula. Na verdade, a esquerda sempre desconfiou de Lula, desde o começo de sua carreira sindical. Pelo tempo que conviveu com os petistas, e pelo cargo estratégico que ocupou, Tuma Jr. teria muito mais a contar, o suficiente para fazer balançar e cair a chamada "república petista". Por exemplo, ele poderia falar, e bastante, sobre a Operação Rodin, da Polícia Federal. E outras operações que funcionaram como espionagem política a serviço do PT. Mas não deu qualquer indicativo disso no primeiro livro. Para chamar atenção para o segundo livro, ele precisará mesmo abrir muito mais o seu baú. E, efetivamente, lançar o livro antes das eleições de 5 de outubro, porque depois dela as suas "memórias" não valerão nada. Tuma Júnior também desistiu de disputar uma cadeira de deputado Federal pelo PTN, mas prometeu apoiar que se comprometer a apoiar a proposta de acabar com o uso da polícia em atos de perseguição política.

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