O deputado federal Jair Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PSL, continua ampliando a sua margem de preferência junto ao eleitorado brasileiro. Na pesquisa Datafolha divulgada às 19h50 desta quinta-feira (04-10-2018) ele registrou 39% dos votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, estando a 11 pontos percentuais do patamar para a vitória no primeiro turno, faltando três dias para o primeiro turno da eleição. O poste petista Fernando Haddad manteve-se estável na segunda posição isolada, com 25% dos votos válidos. No pelotão inferior também estão estáveis o neocoronel cearense Ciro Gomes (PDT), com 13% dos válidos, e Geraldo Alckmin (PSDB), que registrou 9%.
Quando analisada a evolução em votos totais, Bolsonaro foi o único que oscilou acima da margem de erro, confirmando o espraiamento de seu voto em diversos segmentos. Está se confirmando que existe uma espécie de arrastão de votos para Bolsonaro que se espalha pelo Brasil inteiro. Ele subiu de 32% para 35% desde o levantamento divulgado na terça-feira  (2) pelo Datafolha. A curva já vinha ascendente: na semana passada, quando ele registrou 28% dos votos totais entre 26 e 28 de novembro. A pesquisa anterior havia registrado um aumento de sete pontos na sua intenção de voto entre mulheres, o que foi verificado após as manifestações de cunho feminista do “EleNão” do fim de semana.  Agora, cresceu mais um ponto, atingindo 28% dos votos totais no segmento feminino. Entre homens, cresceu quatro pontos de terça-feira para cá, atingindo 42%. Seu melhor desempenho foi entre os mais ricos, onde subiu nove pontos e chegou a 53% dos votos totais. neste segmento, o tucano Geraldo Alckmin teve uma sangria de quatro pontos, sugerindo uma adesão dos tucanos a um voto antipetista. Nos outros estratos de renda, houve estabilidade. Regionalmente, Bolsonaro subiu três pontos no populoso Sudeste, chegando a 39% totais, contra 16% de Haddad. Cresceu mais ainda no Norte (cinco pontos) e Centro-Oeste (quatro pontos). Ciro Gomes e Geraldo Alckmin mantiveram suas posições da terça-feira, empatados tecnicamente. O pedetista segue com 11% dos votos totais e o tucano, mesmo dispondo da maior artilharia de tempo no horário gratuito, segue estagnado: oscilou negativamente de 9% para 8%.
Marina Silva (Rede) encabeça o bloco final com 4%, empatada tecnicamente com João Amoêdo (Novo, 3%), Alvaro Dias (Podemos, 2%), Henrique Meirelles (MDB, 2%) e Cabo Daciolo (Patriota, 1%). No limite da margem de erro, Marina Silva e Geraldo Alckmin empatam com 6%. Parece claríssimo que está havendo um esvaziamento poderoso de várias candidaturas do centro em direção ao voto útil, representado por Bolsonaro, para se dar o encerramento das eleições neste domingo. Nesta sexta-feira a Bolsa de Valores deverá apresentar mais uma esfuziante sessão, com significativa alta do índice Ibovespa.